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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Garabandal, grosserias, caridade & que tais.

As "manifestações" de Garabandal
Ontem me deparei com uma “teóloga” modernista chocada com minha maneira de falar “sim sim, não, não”, e que defendia uma Igreja “paz e amor”, liberal e ecumênica. O assunto em tela era Garabandal, e eu alertava para o fato de que a Igreja não só não reconhecia a “aparição” como desaconselhava os fiéis a lhe dar crédito. Nem mesmo a Igreja de Francisco crê nessa fantasia [vide sobre Medjugorje]​! 

Esse tipo de postagem causa confusão entre os católicos, sobretudo nos mais negligentes com o estudo da doutrina, por isso não se deve divulgar as mensagens que, apesar de bonitas e assemelhadas às de Fátima e La Salette, contêm inverdades e até heresias, que o católico comum, de banco de igreja, que não estuda o mínimo indispensável, não saberia distinguir e poderia, ao longo do tempo, perder a Fé.  

E, então, essa senhora, do alto de seu púlpito TL, com a linguagem típica dos modernistas, intitulando-se “católica e teóloga”, veio querer relativizar as coisas, como se o que a Igreja ensina fosse sujeito à opinião pessoal dos fiéis! Alegava que para evitar a confusão na cabeça dos fiéis bastava rezar, e que “minha visão” de Igreja era totalmente pessoal.

Como ultimamente não tenho conseguido ter paciência com hereges, minha resposta foi simples e clara:
“+Cristina CyE vc não pode crer no que te dá na telha. Se vc é católica, vc DEVE obedecer à Igreja. Não é uma democracia. Não há opiniologias. O que vc sabe das heresias? Quais heresias conhece para afirmar que lá não há heresias? Acaso vc sabe mais que a Igreja? Quem desobedece à Igreja não é católico, mas protestante. A sua noção de “caridade” é a mesma de “obediência”. Estude o Catecismo CATÓLICO ao invés de ficar indo atrás de superstições demoníacas. Sim, Garabandal tem mais a ver com o DEMÔNIO  do que com a Igreja”.

A palavra chave dela foi – como sempre – a “caridade na verdade”... E, insatisfeita, continuou insistindo em sua linha defensora do “paz e amor”. E eu retruquei: 

“O erro não tem direitos, nem mesmo o direito ao respeito, portanto não tenho medo de dizer, no melhor estilo sim sim, não não, que eu não respeito as asneiras que vc diz, pq estão erradas. E nem preciso te sabatinar para saber que tua doutrina é errada. Sinto cheiro de hereges de longe”. 

Também conclamei os 19 concílios católicos que anatemizam os heréticos, os destruidores da Verdade e repeti (e repetirei à exaustão): “Nada do que escrevi aqui é opinião minha, mas o que a IGREJA ensina”. Sim, porque quando falo de religião, é público e notório que me abstenho de considerações pessoais e repito meramente o que a Igreja me ensinou.

Enfim, depois de ser devidamente anatemizada, a senhora, chocada, me chamou de “grosseira” e aduziu que o “meu Deus era mau”... enfatizando que não queria mais falar comigo.

Well, eu nunca quis falar com ela, na realidade. Foi ela quem me interpelou gratuitamente quando alertei para que os católicos tenham cuidado com essas aparições fantasmagóricas dos últimos tempos que macaqueiam as aparições verdadeiras de Nossa Senhora, misturando um pouco de verdade e algumas frases bonitas e politicamente corretas com mentiras e heresias. Sim, porque a mentira precisa de um pouco de verdade para ser “veraz” e enganar as pessoas. E quem é o macaco de Deus?  


Argui, por fim: "Quem te amaldiçoa não sou eu, mas 19 Concílios da Igreja. Eu poderia até me calar e não dizer a Verdade - com caridade ou sem caridade - mas as coisas não mudam por isso. É fato que vc é anátema. Está escrito lá, preto no branco, teóloga de araques. Se ao invés de ler livros da TL vc estudasse livros da Igreja... vc saberia." 

Mais essa "contenda" virtual aumentou minha indisposição com esses fóruns de discussão que servem apenas para exacerbar a vaidade dos que querem a todo custo opinar sobre tudo e todo, particularmente sobre o que desconhecem por completo.

Se essa teóloga foi “formada” à sombra maléfica da Teologia da Libertação ou não, eu não sei, mas nem precisaria porque a igreja pós-conciliar, em alguns campos, chega a ser pior que a TL.

Fato é que, hoje pela manhã, acordei com dois nomes na cabeça que são absolutamente incorretos politicamente, para os modernos e modernistas. Trata-se de duas pessoas “grosseiras” e um certamente “truculento e violento”, mas ambos reprováveis pelos cânones da igreja e do mundo moderno: Jesus (S. João 2,14-17) e São Paulo (Gálatas 1,7-10).

Toda vez que ouço a expressão “caridade na verdade” ou “verdade com caridade” não posso não lembrar o episódio dos vendilhões do templo (que, estranhamente, na Bíblia Católica online não aparecem com esse termo, mas como “negociantes” ou “alguns”...). E, ultimamente, lembro-me também da condenação de anátema duplamente enfatizada por São Paulo.

No pátio do templo viu alguns vendendo bois, ovelhas e pombas, e outros assentados diante de mesas, trocando dinheiro. Então, ele fez um chicote de cordas e expulsou a todos do templo, bem como as ovelhas e os bois; e espalhou as moedas dos cambistas e virou as suas mesas. E aos que vendiam pombas disse: "Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado!". Seus discípulos lembraram-se que está escrito: "O zelo pela tua casa me consumirá" (S. João 2,14-17).

Onde estava o Jesus “manso e humilde de coração” neste dia? Será um hipócrita que em certos momentos trai a regra do “paz e amor” que é inculcada nas cabeças modernas? Que modos são esses de tratar os trabalhadores? Que truculência que Ele usou para com esses pobres coitados que estavam lá faturando um dinheirinho para sustentar a família honestamente! Poderiam estar matando, poderiam estar roubando... mas não! Estavam lá tranquilamente “facilitando” a vida dos que iam cumprir sua obrigação levando as oferendas exigidas pela lei! Não estavam fazendo mal a ninguém! Jesus não poderia ter dialogado educadamente? Maria não lhe deu educação? Imagina se a Lei da Palmada já estivesse em vigor!!! Esse Jesus foi realmente grosseiro e violento!!! E nem foi a única vez, pois nos lembramos bem de quando xingou os fariseus de “sepulcros caiados” e “raça de víboras”, expressões que à época eram altamente ofensivas entre eles. Que rudeza, Jesus!!! Que grosseria!!! Poderia ser mais gentil e mais caridoso com os fariseus e os vendilhões do templo!... Que falta de respeito! Que falta de caridade! Que falta de educação!

Quando ouço um liberal falar em caridade me embrulha o estômago! A caridade primeira é com Deus, alvo primeiro de toda nossa caridade!!! E depois, e por amor a Ele, nossa caridade também é pelas almas. Pela salvação das almas, que custaram, cada uma e todas elas, o Sangue de um Deus bom, que, inocente de qualquer pecado, morreu na Cruz por nossos pecados, de cada um e de todos os homens: até dos infiéis.

Caridade não é boa educação. Se você está em risco de vida, à beira de um penhasco, prefere que sejam educados, se apresentem primeiro e solicitem a permissão de lhe ajudar? Ou não agradeceria mais se lhe pegassem até pelos cabelos para salvá-lo de morte certa?

Caridade... O que sabem os modernos de caridade a não ser da solidariedade oca que aplaca a consciência, mas não significa nada?

E quando começam com a história do “não julgar”? Bom, isso é outro assunto e terá um post todinho dele. Voltamos ao tema!

O episódio dos vendilhões se relaciona com outra “aula” de Jesus, aquela em que fala em “dar a outra face”. O assunto é o mesmo: ofensa. Mas o primeiro trata da ofensa a Deus e o segundo, da ofensa pessoal.

Às ofensas pessoais devemos dar a outra face. É uma ordem, não um conselho. Às ofensas pessoais devemos perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre. É imperativo. E isso é reforçado quando as Escrituras dizem que se, antes de levarmos a oferta ao altar, nos lembrarmos que nosso irmão tem algo contra nós (e não vice-versa!), devemos deixar as oferendas e procurar o irmão para restaurar a relação. Perdão é lei, é obrigação, é dever, é imperativo. Sem desculpas ou senões.

Às ofensas a Deus: o chicote. E por quê? Por que não é uma ofensa pessoal feita a nós e, portanto, NÃO PODEMOS perdoá-las!!! Quando foi que Deus nos deu procuração para perdoarmos as ofensas que Lhe fazem? Quem somos nós (e aqui cabe!) para perdoar quem ofende Deus? Pelo contrário, devemos nos armar com espadas e reparar as ofensas contra a honra de Deus e defendê-lO. Ele precisa de nós? Não. Mas nem mesmo um cão assiste passivamente às agressões a seu amo. Quem dirá quem deve tudo a Ele e mais um pouco? Lhe devemos a vida terrena e a vida eterna. É pouco?

Assim, o Jesus “manso e humilde de coração” não é um hippie “paz e amor”, revolucionário, como o pintam desde o famigerado Vaticano II. A mansidão que devemos aos humildes que servem a Deus sucumbe diante do zelo que aflora quando Deus é ofendido.

Mas quando é que Deus é ofendido? Quando O ofendem diretamente, com blasfêmias e ultrajes; quando ofendem a Sua Igreja, quando negam a Sua Verdade (Dogma), quando espalham heresias para confundir seu rebanho...

Quem se cala diante de situações assim é réu de pecado mortal.

E São Paulo nisso?

“De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo baixado do céu vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema [excomungado]. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele anátema! É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1,7-10).

A senhora em questão ficou bastante chocada por eu ter dito que ela era “anátema”, diante de 19 Concílios da Igreja. Se eu sou grosseira por causa disso, estou em boa companhia, não só dos 19 Concílios da Igreja como de São Paulo, um grosseirão de primeira.

Quando Jesus nos disse para falarmos “sim sim, não não”... dizia o que?

Entre todas as desgraças que a modernidade trouxe para o ser humano uma das mais impactantes (e nauseantes) é o melindre. O homem moderno – homem ou mulher que seja, adulto ou criança – é um ser melindroso, ao qual não se pode falar com assertividade ou objetividade. Exige-se uma série de salamaleques e de premissas para assegurar que não se pretende ofender ou faltar com respeito...  


Respeito! Como se todos os que reclamam isso pudessem atirar a primeira pedra! Quem mais exige – por uma observação minha pessoal – é, geralmente, quem menos pratica: tanto a caridade, quanto o respeito! Assim como quem mais reclama de ser (hipoteticamente) julgado é quem mais julga!

Some-se a isso uma ignorância generalizada de tudo: do conhecimento do idioma, à doutrina católica, e principalmente dos assuntos de que se fala com tanta “maestria” baseados em ouvir dizer, não certamente em algum estudo, ainda que mínimo. Mas, o que é “caridade”? O que é “respeito”? O que é “humildade”? O que é “julgar”? O que é “verdade”, Pilatos?

No fundo, quando me deparo com esses teólogos de fim de semana eu percebo que por traz dos protestos meramente simbólicos de que “eu” deva ter mais humildade, salta aos olhos a arrogância dos que se dizem humildes, a intolerância dos que se dizem tolerantes. Eu não me apresento como teóloga – porque não sou. Além do mais, o que eu escrevo na net ou falo pessoalmente sobre religião não é minha mera opinião, eu que nada sou e nada sei. Sequer tenho a pretensão de ensinar a alguém, porque sou apenas uma mulher. Eu apenas repito o que a Igreja Católica ensina há 2000 anos.

Ah! Sim, sobre Garabandal, infelizmente até mesmo na Tradição há crédulos que lhe dão alguma confiabilidade levados por algumas profecias esfuziantes, e porque amantes das teorias apocalípticas que pretendem que estejamos vivendo os últimos dias na Terra.  


Bom, individualmente, isso é uma verdade e um fato: para cada um de nós, todo dia pode ser o último dia na Terra. Mas não é sensato crer que Deus criou todo um Universo e a Terra para durar alguns milhares de anos. 


Mais dia, menos dia, iremos escrever sobre a lucrativa ($$$) Garabandal, como fizemos sobre Medjugorje, por agora fiquem com o texto do Arauto Veritatis.

Bom dia.
 

Giulia d'Amore  


PS: não reproduzi os textos dela, porque ela os apagou!

 
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3 comentários:

  1. O que pensar dessas aparições: Nossa Senhora em Garanbadal, em Medjugorje, na Italia ao Padre Gobbi do Movimento Sacerdotal Mariano, na Africa (Ruanda), no Japão (Nossa Senhora de Akita), na Coreia, na Alemanha (Nossa Senhora de Todos os Povos ... É muita aparição de uns tempos pra cá. Tem até aparições no Brasil: em Erichim, em Divinopolis, no Amazonas, no Jacareí (tem até Santuário), etc. Fora as aparições pros carismáticos... Tanta aparição assim em vez de ajudar faz é atrapalhar pq ninguém sabe qual é a verdadeira ou não. Por isso só confio nas aparições de Fátima, Lourdes, das Graças, da Salete, de Guadalupe e do Carmo. Que Nossa Senhora ajude a todos nós!!!

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    1. Para saber se uma aparição é ou não verdadeira, há alguns "sinais". E o primeiro é a obediência. Não lembro agora qual santo eremita foi, mas certo dia Deus o mandou subir em uma árvore, no vilarejo em que vivia, e ficar lá. Ele obedeceu e fez. As pessoas no começo acharam graça ou "respeitaram", mas com o passar dos dias começaram a se incomodar com aquilo e foram se queixar ao bispo. O bispo, então, mandou chamá-lo. Um enviado dele foi até à árvore e deu o recado do bispo. Prontamente, o santo desceu da árvore e foi ter com o bispo que, ao vê-lo chegar tão rápido o dispensou, mandando que voltasse para a árvore. O povo ficou intrigado e até indignado e foi "questionar" o bispo que respondeu que era verdade que o santo recebeu uma ordem de Deus pq obedeceu à ordem dele. O poder, na Terra, foi dada a Igreja. Se o santo mandasse dizer ao bispo: "não vou pq eu obedeceu a Deus que me mandou ficar aqui", o bispo saberia que era um engodo do demônio, pq Deus estabeleceu o poder e a hierarquia da Igreja.

      Em Medjugorje aconteceu um fato comparável em. termos de obediência. Diante dos escândalos do frei que apoiava as visões (ele seduziu uma freira e a engravidou, duas vezes), o Papa enviou um bispo para questionar as videntes sobre vários pontos, inclusive sobre isso. E elas responderam que Nossa Senhora havia dito que o frei estava certo e que se o bispo ou o Papa o punissem estariam errados... Veja como funciona a coisa! Primeiro que Nossa Senhora jamais diria algo absurdo desse, por tanto que ama e preza a castidade! Segundo, que Ela jamais questionaria a autoridade do Papa ou do bispo!

      Garabandal tb tem sinais que fazem suspeitar, como essas encenações em que as meninas se debatem no chão como possuídas (e talvez estejam!) da dar inveja ao melhor terreiro de macumba! Há fotos tb na net em que, durante as aparições, cada uma olha para um lugar do céu!!! Nem combinaram antes para não se denunciarem tão facilmente!!!

      A questão da hóstia que teria sido dada a uma vidente pelo Arcanjo São Miguel... qqr mágico de circo mambembe dá conta de fazer. Provavelmente... já estava na sua boca!

      No mais, não há um site sequer ligado à Igreja que dá suporte a essas aparições. De maneira geral são os sites deles mesmos que alguns incautos copiam. As alegações de que este ou aquele Papa e este ou aquele santo (Padre Pio por exemplo) tenha apoiado, tenha dito isto e aquilo, não possui a mínima comprovação. Acredite: eu fui atrás!!! Só há essas informações nos sites deles.

      E o que mais chama a atenção e a quantidade dos contatos! Há caso em que todos os dias a Virgem, ou um santo, uma anjo e até mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo aparece para dizer a mesma coisa! A mesma coisa!!! No geral, são copias daquilo que já foi dito nas outras aparições, as verdadeiras - e, aqui, abro um parêntese para dizer que nas aparições verdadeiras Nossa Senhora não se repete! Em casa um deu um recado particular... - Por vezes são mensagens que contradizem as aparições verdadeiras. Enfim, qual a necessidade de Maria Santíssima se repetir?

      O que chama a atenção é que a quantidade de aparições aumenta conforme aumentam outras crendices como a Cruz de Dozulé. Uma cruz satânica que pretende substituir as cruzes verdadeiras, com o Cristo crucificado, por outras vazias.

      Todo cuidado é pouco. As pessoas correm atrás dos milagre (na verdade, são prodígios) e dos fogos de artifícios pq a fé deles é fraca, como a carne. Querem malabarismo pq já não creem mais que Cristo está todo inteiro na Hóstia consagrada, que a Missa é o lugar onde devemos pedir graças e o que necessitamos. Mas, principalmente, que a era dos milagres dos primeiros tempos da Igreja... acabou, Pelo menos, por enquanto. Vivemos a era de desolação, necessária para testar a nossa fé. Precisamos mesmo crer sem ver. Pq crer vendo milagres... que valor tem?

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    2. Acrescento mais uma coisa a estes comentários em si excelentes: o objetivo de Deus para os homens é que se convertam e vivam eternamente. Deus têm mais interesse em nossa salvação do que nós mesmos, e nos dá as graças SUFICIENTES para que nos salvemos. Só não nos obriga a nos salvarmos NA MARRA, se nós por nossa própria vontade rejeitamos essa mão estendida e o ofendemos com nossos pecados. O amor é livre para amar, Deus nos ama, mas nos dá liberdade de amá-lo também, ou de nos afastarmos dEle e irmos para o Inferno com nossas próprias pernas. No fim das contas, quem vai pro Inferno, vai porque quer, não no sentido de querer sofrer, mas no sentido de afastar-se da Luz por vontade própria e embrenhar-se nas Trevas.
      Por outro lado, o Diabo têm como objetivo principal que norteia sua existência a perdição dos homens. O que ele puder fazer para desgraçar uma só alma, ele o fará, e fará de tudo para que ninguém se salve.
      Então, diante deste panorama espiritual, submetendo os fenômenos que podem ser de origem sobrenatural, preternatural, psicológicos ou mesmo charlataniçe à parte, o que não pode nos distrair são os milagres, ou prodígios, ou sugestões, ou truques, mas os FRUTOS. Cristo enquanto estava na Terra como Homem-Deus fez inúmeros milagres, assim como os seus santos. Por outro lado o Diabo também já obrou vários prodígios, como na própria Sagrada Escritura podemos ver através das varas dos sacerdotes egípcios transformadas em serpentes ou como a Pitonisa mencionada no Novo Testamento. Portanto, num primeiro momento e humanamente falando, a glossolalia, a bilocação, a recriação de membros amputados, visões, aparições, curas de doenças, etc podem confundir e dividir entre os que tomarão partido a favor ou contra. Mas é no campo dos frutos que atestaremos o selo do Espírito Santo: onde há o "dedo" de Deus existirão conversões de vida, a busca em agradar a Deus se intensificará, o ódio ao pecado e a guerra contra ele se ascenderão igualmente, a obediência, a humildade, o bom grado em expiar, em aproximar-se dos Sacramentos, o zêlo pelas almas, o desprendimento, o desejo de isolar-se do ruído do mundo, dentre outras coisas, certamente abundarão. O objetivo de Deus é a Salvação das almas, os milagres são meio e não fim. O fim é a conversão dos pecadores. Se há verificado ardor em procurá-lo para nada mais fazer além de amá-Lo e servi-Lo, buscando nada mais do que unir-se o quanto antes a Ele, nos Sacramentos a princípio, e no Paraíso, então já dá para inferir a veracidade destas aparições antes mesmo de conferir seus detalhes. O surto prodigioso de conversões advindas das aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, os frutos das aparições de Bonsucesso, Lourdes, La Salette, as aparições da Rue du Bac, e finalmente Fátima, todas essas aparições foram comprovadamente benévolas para a elevação das almas em direção a Deus. Quanto ao que veio depois, confesso, pouco sei, e do pouco que sei, geralmente não vejo verdade...

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