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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Nossa Senhora Rosa Mística. Esclarecimentos importantes!

A verdadeira e a falsa Rosa Mística



Nossa Senhora Rosa Mística. 

Esclarecimentos importantes!


 

Em primeiro lugar, há um sério esclarecimento a fazer: a Imagem à esquerda da foto acima é uma antiga representação da Rosa Mística, uma das invocações da Ladainha de Nossa Senhora; enquanto a outra, à direita, não apenas é falsa, como foi CONDENADA e PROIBIDA pela Igreja Católica. 

Sobre as Ladainhas de Nossa Senhora, vide AQUI. A Rosa Mística é a 27ª invocação. Vamos ao assunto. 
 
Nossa Senhora teria, supostamente, aparecido a uma “vidente” em dois momentos históricos distintos: primeiro em 1947 e depois em 1966. 

Pierina Gilli, a suposta vidente, nasceu na cidade de Montichiari (Bréscia), aos 03 de agosto de 1911, filha de Pancrazio Gilli e Rosa Bartoli, um humilde casal de camponeses, uma família marcada pela pobreza. O pai morreu em 1918, consumido pelo cativeiro sofrido durante a Primeira Grande Guerra. A mãe se casou novamente para proteger seus filhos. Depois de ser assistente das crianças em uma creche municipal de Montichiari, e tendo recusado uma oferta de casamento, Pierina teve que desistir do sonho de entrar no convento das “Ancilas da Caridade”[1], por problemas de saúde, e foi trabalhar como empregada doméstica do Padre Giuseppe Brochini; depois, trabalhou como enfermeira no Hospital Civil de Desenzano del Garda.[2]  

A jovem mantinha um diário onde anotava as experiências “místicas”: em particular as supostas visões e mensagens. Pelo diário, sabemos que os “encontros” com Maria Rosa Mística foram precedidos e preparados por outro “encontro”, com a fundadora das Ancilas, a então Beata Maria Crucificada Di Rosa

Em 14 de abril de 1944, foi acolhida pelas Ancilas da Caridade, como postulante. Sete meses depois contraiu meningite e beirou a morte. Foi quando lhe teria aparecido a Beata Maria Crucificada Di Rosa, anunciando que ela se curaria, mas viria a ter outras provações. 

Em 02 de novembro de 1946, Pierina, sempre segundo o diário dela, teve uma oclusão intestinal; e vinte dias depois, entre os dias 23 e 24 de novembro, a Beata Maria Crucificada lhe teria aparecido novamente, junto com a Virgem Maria, vestida de roxo, com um véu branco. A Virgem tinha os braços abertos, e em seu peito teria três espadas transpassando o coração. 

Em 12 de março de 1947, após um colapso do coração resultante de cólicas renais, teria visto novamente a Beata Maria Crucificada, curando-se depois de oferecer seu sofrimento pelas pessoas consagradas.[3] 

Em 1947, teriam começado as supostas aparições da Virgem como “Maria Rosa Mística”. O primeiro encontro teria ocorrido na sala do Hospital Civil de Montichiari, onde Pierina prestava seus serviços: em seu diário, a aparência de Maria é descrita como sendo a mesma do dia 02 de novembro de 1946. A Virgem teria dito: “Oração, sacrifício e penitência”. Em maio de 1947, a “mística” teria sofrido assédios diabólicos e tido uma visão do inferno. 

Em 01 de julho de 1947, durante a recitação do Rosário, teria havido outra aparição da Virgem, sempre com três espadas fincadas no coração.

Em 13 de julho de 1947, teria ocorrido a primeira “grande” aparição: Maria apareceria junto com a Beata Maria Crucificada, dizendo: “Eu sou a Mãe de Jesus e a Mãe de todos vós”. Pierina alega ter visto as espadas no chão e, no peito da Virgem, teriam desabrochado, em seu lugar, três rosas: uma branca, uma vermelha e uma de ouro (não amarela!). A Virgem teria exortado a uma nova devoção: “Maria Rosa Mística”, em prol de todos os institutos religiosos e os sacerdotes. Teria, também, pedido que se homenageasse, como um dia mariano, o dia 13 de cada mês e, em particular, o dia 13 de julho, para expiar as ofensas feitas pelas almas consagradas.

Em 22 de outubro de 1947, durante uma reunião de oração, a imagem da Beata Maria Crucificada teria tomado vida e, do crucifixo em suas mãos, teriam caído gotas de sangue, que Pierina teria secado com o purificador do altar (SIC!!!).

As aparições subsequentes ocorreriam na Catedral de Montichiari

Na primeira, em 16 de novembro de 1947, a Virgem teria pedido a Pierina para marcar com a língua uma cruz sobre quatro ladrilhos do pavimento; sobre essa cruz, a Virgem teria pousado, convidando-a à oração e à penitência, em reparação às ofensas dos homens a Deus. 

Na aparição de 22 de novembro de 1947, a Virgem teria anunciado sua próxima visita ao meio-dia de 08 de dezembro de 1947, dia da Imaculada Concepção, para pedir a instituição da Hora da Graça

Em 07 de dezembro de 1947, a Virgem teria aparecido novamente, acompanhada, desta vez, por Francisco e Jacinta, os dois pastorzinhos de Fátima, explicando que eles lhe fariam companhia em toda a sua tribulação. “Eles também sofreram, embora mais novos de ti”.  
Vamos nos situar no tempo. É preciso lembrar que a supérstite dos pastorzinhos, Lúcia, se tornou freira e continuou tendo encontros, embora bastante esporádicos, com a Santíssima Mãe de Deus, e esses encontros foram registrados por ela, e são reconhecidos pela Igreja. Vejam que NUNCA a Irmã Lúcia disse que Nossa Senhora aparecera a esta “vidente” Pierina. Isso é, no mínimo, estranho, uma vez que Ela não teria motivos para esconder de Lúcia essas aparições, e que, ao contrário, dariam credibilidade à “vidente” Pierina... Não é? Fica o questionamento.  

Em 08 de dezembro de 1947, a suposta Virgem teria reaparecido a Pierina, conforme havia anunciado, dizendo: “Eu sou a Conceição Imaculada — Nossa Senhora afirmara isso em Lourdes, à jovem Bernadete Soubirous, em 25 de março de 1858, para confirmar o Dogma definido por Pio IX, através da Bula Ineffabilis Deus, em 08 de dezembro de 1854. Qual a necessidade da Virgem se repeti-lo, se Ela nunca se repete nas aparições reconhecidas pela Igreja? —, sou Maria de Graça, Mãe do Divino Filho Jesus Cristo. Para minha vinda a Montichiari, gostaria de ser chamada de ‘Rosa Mística’…”. A Virgem também teria manifestado o desejo de ver instituída a Hora da Graça Universal, a ser celebrada todo dia 8 de dezembro, para obter graças e conversões; e teria pedido que se fizesse um portãozinho para custodiar os quatro ladrilhos já mencionados, e uma Imagem, que deveria retratá-la como “Rosa Mística”. Em seguida, Pierina teria visto, no peito da Virgem, sob uma luz fulgurante, o Seu Coração Imaculado; ao mesmo tempo, teriam ocorrido curas milagrosas na catedral: uma criança paralítica e uma mulher muda.[4] 

Em 1948, Pierina foi interrogada pelas autoridades eclesiásticas, retirando-se, depois, em convento franciscano de Bréscia, sob a orientação espiritual do padre Giustino Carpin, mas sem ingressar na ordem. As supostas aparições foram poucas por um longo tempo, mas se intensificaram novamente em 1966. Segundo o testemunho de uma carismática[5] de Bréscia, Franca Dal Ri Cornado (1924-1993), que mais tarde que se tornaria amiga de Pierina, as aparições teriam sido retomadas como um sinal pedido pelo padre Giustino, diretor espiritual das duas, para verificar as locuções interiores que Franca teria recebido desde 1958. P. Giustino instou Franca a pedir, sem entrar em detalhes, uma graça ao Senhor, e a graça era precisamente que sua outra filha espiritual, Pierina, voltasse a encontrar a Virgem, a qual teria prometido voltar sem dizer quando. 

E a Virgem teria reaparecido a Pierina em 17 de abril de 1966, um Domingo in Albis, junto a uma fonte de água localizada em Fontanelle, uma vila próxima a Montichiari, onde hoje existe o Santuário do Rosa Mística, dizendo: “O Meu divino Filho Jesus é todo amor. Ele me enviou para tornar essa fonte milagrosa. Como um sinal de penitência e purificação, dê um beijo neste degrau, depois desça alguns degraus, pare, e dê outro beijo e desça. Pela terceira vez, beije o degrau, e, neste último local, se coloque um crucifixo. Os doentes e todos os meus filhos, antes de tomar ou beber água, peçam perdão ao meu Filho divino... Agora sua missão será aqui, entre os doentes e necessitados”.

Na segunda aparição, em 13 de maio de 1966, aniversário da aparição da Virgem em Fátima, Maria teria comunicado a Pierina que a fonte deveria ser chamada a “Fonte da Graça”, convidando a humanidade à oração, ao sacrifício e à penitência para se salvar da ruína (inferno).

A terceira aparição ocorreria em 09 de junho de 1966, solenidade de “Corpus Domini”: a Virgem teria expressado o desejo de que uma parte do trigo dos campos circunstantes fosse transformada em “Pão Eucarístico”, a ser levado a Fátima no dia 13 de outubro. Também teria expressado o desejo de que o povo de Montichiari se consagrasse ao Seu Coração Imaculado.

Na quarta e última aparição de Fontanelle, em 06 de agosto de 1966, festa da Transfiguração de Jesus, a Virgem teria pedido a instituição da “União Mundial da Comunhão Reparadora”, a ser realizada em 13 de outubro. Além disso, teria recordado a sua função de mediadora entre seu Filho e a humanidade, acrescentando: “Eu escolhi este lugar de Montichiari porque, nos meus filhos que trabalham com a terra (agricultores), ainda há humildade, como se fosse uma pobre Belém”.

Pierina levou, a partir daí, uma vida muito retirada, e as aparições e mensagens teriam supostamente continuado. Na última alegada aparição, em 24 de março de 1983, Maria teria expressado o desejo de ver realizado, no local, um santuário com cinco cúpulas, e teria pedido para que fosse criada uma medalha de acordo com suas instruções. Em relação a Montichiari e Fontanelle, conversões e supostas curas milagrosas teriam continuado, acompanhadas por outros sinais sobrenaturais, como as maravilhas solares[6], como em Fátima. A necessidade de atrelar essas “aparições” a fatos históricos comprovados e reconhecidos pela Igreja é comum nas falsas vidências. Nas verdadeiras, isso nunca ocorreu.



AS AVALIAÇÕES DE DOM GIACINTO TREDICI, BISPO DA DIOCESE DE BRÉSCIA DE 1933 A 1964


Dom Giacinto sempre considerou NAO AUTÊNTICAS as supostas aparições marianas de Fontanelle e Montichiari. São duas as tomadas de posição mais importantes. 

I. No semanário diocesano “La Voce del popolo”, de 04 de dezembro de 1948 publicou: “Após uma cuidadosa investigação realizada por sua ordem, S. E. Mons. Bispo acredita poder afirmar que a narração dos acontecimentos que teriam ocorrido em Montichiari nos últimos meses (...) deve ser considerada de NENHUM VALOR. Os fatos antecedentes, a que se refere o periódico ‘Famiglia Cristiana’ de 24 de outubro [1948], ainda estão sendo examinados. O Bispo ainda não pensa em se pronunciar. Portanto, de acordo com as normas dos cânones sagrados, NÃO DEVEM SER DIVULGADAS NOVAS DEVOÇÕES QUE SE REFIRAM A ELAS. Os sacerdotes, especialmente, devem obedecer a essas normas”[7]. 

II. Em uma carta a Mons. Giovanni Battista Bosio (eleito Arcebispo de Chieti-Vasto por Pio XII), de 14 de novembro de 1951, escreveu: “O sujeito [Pierina Gilli] e o ambiente CARECEM DE VALOR do ponto de vista das declarações feitas. Um ambiente SUPERAQUECIDO[8] e, devo dizer, TENDENCIOSO [...]. Assim sendo, eu, no domingo 4 de dezembro, em Montichiari, por ocasião da Visita Pastoral, disse publicamente, na igreja, que, tendo examinado bem as coisas, NÃO ENCONTREI MOTIVOS SUFICIENTES PARA TER POR PROVADAS E SOBRENATURAIS as revelações e aparições que alegam ter ocorrido, e que, por isso, PROIBIA qualquer manifestação de culto público que se referisse a elas[9].



A POSIÇÃO DA IGREJA


Após o episcopado de Dom Giacinto Tredici, subsistem os seguintes pronunciamentos da Diocese de Bréscia: 

I. 1975.Mons. Bispo renova o firme convite aos fiéis e sacerdotes para que, na ACEITAÇÃO OBSEQUIOSA das decisões anteriores, saibam encontrar, em OUTROS santuários e lugares reconhecidos pela Igreja, a melhor forma de expressar a devoção devida e necessária à Mãe de Deus, segundo os conteúdos mais autênticos da fé e espiritualidade católicas”. (Comunicado de Mons. Luigi Morstabilini, de 25 de novembro de 1975).

II. 1984.O Bispo de Bréscia, confortado pelo creditado parecer da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, comunica que: 
a) as chamadas aparições de Nossa Senhora da Rosa Mística em Montichiari NÃO APRESENTAM MOTIVOS DE CREDIBILIDADE
b) o culto a Nossa Senhora da Rosa Mística, portanto, NÃO É APROVADO e NÃO PODE SER PRATICADO OU INCENTIVADO
c) quem insistir em favorecê-lo, distribuindo publicações ou organizando peregrinações, não ajuda, mas PERTURBA A FÉ DOS FIÉIS, INDUZINDO-OS A AGIR CONTRARIAMENTE ÀS DISPOSIÇÕES DA IGREJA”. (Declaração de Mons. Bruno Foresti, de 15 de outubro de 1984). 

III. 1984.O Bispo de Bréscia, tendo em conta os vários pedidos que são continuamente enviados a este respeito, tanto da Itália como do exterior, REAFIRMA o que já foi disposto por ele e por seu antecessor.” (Declaração de Mons. Bruno Foresti, de 19 de fevereiro de 1997). 

IV. 2008. “Em modo particular aos indivíduos e grupos que até agora se dedicaram, mais ou menos diretamente, a promover o culto mariano na localidade de Fontanelle É EXPLICITAMENTE PEDIDO que respeitem todas as indicações do Diretório, que NÃO DIFUNDAM mensagens ou publicações, e NÃO PROMOVAM ATOS DE CULTO, NEM CRIEM ESTRUTURAS que possam, mesmo que indiretamente, induzir os fiéis a reputar que o juízo da Igreja sobre as chamadas aparições ou outros fenômenos extraordinários tenha sido mudado em sentido positivo.” (Juntado ao Decreto nº 229/08 de Mons. Luciano Monari, de 19.03.2008, no ponto 2).

O lugar de culto que, apesar da decisão da Igreja, havia sido construído em Fontanelle di Montichiari, se tornou o Santuário Diocesano Rosa Mística em 2019, sob o episcopado de mons. Pierantonio Tremolada (atual bispo), que decidiu DESOBEDECER ao juízo de Santa Romana Igreja e, como “bom” modernista, afirmou que, o fato de existir um santuário, não significava o automático reconhecimento das aparições, mas, nas melífluas palavras dele: “trata-se de uma passagem histórica que [...] poderá abrir uma fase renovada de desenvolvimento do culto e estudo do complexo fenômeno espiritual e mariano que surgiu nesses lugares ao longo dos anos[10] (SIC!). Para os bispos anteriores, inclusive os modernistas, não havia nada de complexo nisso

O circo pós-conciliar se deixou encantar pelos fenômenos que supostamente ocorreram, não só no passado, como depois, inclusive mundo afora: no Líbano, teriam sido encontrados ícones que exsudariam óleo perfumado, Na América Latina, imagens teriam “chorado” lágrimas e sangue. Na Índia, bispos e cardeais teriam visto uma imagem da Virgem “suar” mel. Além das inúmeras associações laicas e ao menos duas ordens religiosas autorizadas por bispos. Sem falar das conversões e curas milagrosas…[11].

Se Roma fala ou não, a causa não é tida mais por encerrada — Roma locuta causa finita — mas é escrava da liberdade do fiel de acatar ou não o que a Igreja ensina, aconselha ou ordena. “Mérito”, não só do nefasto Concílio Vaticano II e o espúrio protagonismo do leigo, mas do liberalismo que permeia a Cristandade. Então, assim como em tudo que diz respeito a salvação da alma e os perigos que a cercam, esta “aparição” e a relativa devoção também parecem ser de “livre escolha” do fiel (da paróquia ou do padre)... SIC!!! E, então, vemos blogs, sites e perfis de mídias sociais compartilhando essa falsa imagem e divulgando essa falsa devoção sem conhecer a sua origem e, pior, sem saber que foram PROIBIDAS pela Igreja!!! 

Nesses assuntos tão importantes para a saúde de nossas almas, vale a mesma advertência aos motoristas: “na dúvida, não ultrapassem”: NA DÚVIDA, NÃO FAÇAM! NÃO SIGAM! NÃO COMPARTILHEM!!!  

Ok, mas alguém poderia argumentar que “não sabia”. Ora! A ignorância só escusa quando não lhe damos motivo! O mínimo que devo fazer, quando me deparo com algo “novo”, é investigar antes!!! E, digamo-lo!, essa mania do “novo”, de inovar, mostra que não entendemos bem o Catecismo. Vigiai!!! 

Meus caros, nossa alma custou o Sangue de um Deus bom, não devemos expô-la a risco. Ademais, e por fim, muitas vezes não damos conta nem de nossas preces diárias  básicas, por que vamos atrás de outras? A Santíssima Virgem tem centenas de outros títulos reconhecidíssimos pela Igreja dos quais podemos — e devemos — lançar mão para dar-Lhe a devida e amorosa homenagem de nossos corações. Viva Maria Santíssima!!! 

O católico que insiste em propagar essa falsa aparição e essa falsa devoção está DESOBEDECENDO à Igreja, é um revolucionário, e, portanto, está em pecado mortal. 



Pesquisa, tradução e redação: Giulia d’Amore para Pale Ideas.


NOTAS:

1. Instituto religioso fundado pela Madre Maria Crucificada Di Rosa (nome de batismo: Paula Francesca Maria Di Rosa), em 1840, para assistir e educar a juventude e cuidar dos enfermos, sobretudo por causa da epidemia de cólera. O Papa Pio IX e o imperador Ferdinando da Áustria aprovaram o Instituto, que foi erigido canonicamente em 1851. Pio XII canonizou a fundadora em 1954. 
2. “Storia de Maria Rosa Mistica”, in “Santuario Diocesano Rosa Mistica - Madre della Chiesa”: https://www.rosamisticafontanelle.it/it/storia-maria-rosa-mistica-fontanelle
4. Gottfried Hierzenberger e Otto Nedomansky, “Tutte le apparizioni della Madonna in 2000 anni di storia”, Piemme, 1996, pp. 312-323.
5. Já se vê que ligações tem essa vidente…
6. Gottfried Hierzenberger e Otto Nedomansky, idem, p. 322. 
7. M. Lovatti, “Giacinto Tredici vescovo di Brescia in anni difficili”, Brescia, Fondazione Civiltà Bresciana, 2009, p. 229. 
8. No sentido de haver uma excessiva atividade para fazer reconhecer como verdadeira a aparição. 
9. M. Lovatti, idem, pp. 229-230.
10. “Proclamazione canonica ufficiale”, in rosamisticafontanelle.it. URL: https://www.rosamisticafontanelle.it/it/santuario-diocesano-rosa-mistica-della-chiesa-fontanelle-di-montichiari
11. “Maria e il Suo popolo. Svolta storica sul ‘caso Fontanelle’.”, in lanuovabq.it.: https://lanuovabq.it/it/maria-e-il-suo-popolo-svolta-storica-sul-caso-fontanelle


   

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Maria Simma: vidente ou fraude?

"Santinho" de Maria Simma
encontrado na web
Maria Simma (1915 –2004) foi uma “mística” austríaca, conhecida por supostamente ser uma vidente em contato com as almas do purgatório. Era babá e doméstica, tentou ser freira, mas, segundo ela, a saúde não permitiu. Seus contatos com o “além” teriam começado em 1940, quando estava com 25 anos. No começo, segundo dizia, eram poucos casos por ano, mas, depois de 1954, os contatos se tornaram frequentes, de dia e de noite. Por causa disso, se tornou conhecida e dava palestras. Era também catequista de crianças de Primeira Comunhão. Morreu com 89 anos, em 2004.   

Em um livro surgido de uma entrevista dada a certo Nicky Eltz, Maria diz, entre outras coisas:

1. que, por não terem os católicos permissão de evocar os mortos, como fazem os espíritas, ela nunca os evocou; fora Jesus, através de Maria, quem permitiu esta “experiência”. 


2. que não era a única a ter tido essa permissão, e cita Padre Pio, Santa Catarina de Gênoa, São João Bosco, Santa Brígida de Suécia... [é típico ladear-se de Santos confiáveis, para induzir as pessoas a acreditar nos "poderes" ou "talentos"; mas quem de peso dentro da Igreja deu a ela alguma credibilidade?]

sábado, 9 de janeiro de 2016

O que pensar de Valtorta?

"Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?” (São João 18,23).

  * * *

 
EDITORIAL: Apresentamos uma boa opinião sobre uma vidente que é "hosanada" não só pelos modernistas, mas por muitos tradicionalistas. Cuidado! Nem tudo que reluz é ouro. Esse pulular frenético de "aparições" e "visões" é um sinal dos tempos, previsto inclusive nas Escrituras. Remetem-me aos espelhinhos e bugigangas com que os conquistadores atraíram os índios quando chegaram às Américas... Não precisamos de milagres e aparições! Precisamos crer sem ver. Este é o nosso tempo.  

E um comentário se faz necessário porque acontece algo que chama a atenção: traduzi o texto diretamente do francês, mas vi que o Non Possumus já o havia traduzido e publicado antes de mim. E me parece curioso que um blog que tanto defende a Mons. Williamson de ataques pessoais imaginários [*] publique algo contra Valtorta, uma vez que o Bispo – é de conhecimento comum! – simpatiza com esta "vidente", pois já a mencionou algumas vezes em seus escritos (CE 201 - Dois arrependimentos, por exemplo); de fato, eu até publiquei uma menção disso no Pale Ideas há alguns tempo (aqui: quando comentava a respeito de outra falsa vidente que caiu nas graças de outro Bispo; e aqui. No final, outros dois links sobre Valtorta já publicados neste blog).  

E o fato de mostrarem claramente os erros de Valtorta nos parece algo muito positivo, de bom senso, pois é realmente um perigo para a alma ler tais escritos.  

Contudo, o artigo não faz qualquer menção à simpatia de Mons. Williamson por Valtorta... Ter-se-ão esquecido disso?, ou o Non Possumus passou a ser “inimigo de Mons. Williamson”, e está a criticá-lo indiretamente? Hummm... Achei que criticar/contrariar o superior, ainda mais publicamente, fosse "sedevacantismo"... Vai ver que depende de quem diz e "como" diz (mimimi! Esto vir!). Relativizar a verdade, me parece "poco honorable y poco digno de un católico" (Pe. R.T.). 

E, por fim, me pergunto: será que encontrarão um jeito de fazer Santo Tomás dizer que, na parte em que não contrária a doutrina da Igreja, podemos ler as invenções delirantes dessa senhora? Que os escritos dela são “parasitas” que devemos manter ao invés de eliminar? Ficam as indagações... 


SE alguém se sentir na obrigação de responder a meus singelos questionamentos, faça a gentileza de ler o que escrevi com cuidado e atenção, para não fazer papel ridículo com juízos temerários e calúnias; embora eu deva agradecer de antemão por essas injustiças, tendo em vista que ornarão mais ainda a coroa da glória, no dia eterno. Se Deus assim permitir.

Giulia d'Amore 


[*] Desafio qualquer um a demonstrar ONDE Monsenhor foi atacado EM SUA PESSOA, uma vez que o que se "atacou" foram suas PALAVRAS, suas IDEIAS! E isso, até onde eu sei, não é proibido, nem é pecado, ainda mais quando há erros que devem ser corrigidos pelo bem das almas.   



* * *
 

O que pensar de Valtorta? 


Para responder a esta pergunta, reproduzimos aqui, complementando um pouco, uma passagem da recensão do livro de Padre Gérard Herrbach, “Visões sobre o Evangelho”, publicado no “Le Sel de la terre” n. 7. Para mais detalhes, remetemo-nos ao livro do Padre Herrbach disponível no site Clovis.
A propósito de Maria Valtorta

Maria Valtorta morreu em 1961, “em um isolamento psíquico incompreensível” (alucinada). Sua obra principal, “A Vida de Jesus”, escrita entre 1943 e 1947, abrange cerca de 10.000 páginas de cadernos. Seu confessor, o Padre Migliorini [1], pretende ter sido recebido em audiência, na companhia do Padre Berti, pelo Papa Pio XII, em fevereiro de 1948, e o papa lhes teria dito de publicar a obra tal e qual, acrescentando: “Quem ler, compreenderá”. Esta autorização verbal do Papa parece inverossímil: o Papa não poderia razoavelmente ter dado uma tal autorização sem ter lido o livro e sem ter-se assegurado de sua ortodoxia; mas como o papa teria encontrado tempo para ler essas 10.000 páginas? Esta autorização do papa parece mais inverossímil ainda se se considerar que o Santo Ofício proibiu permanentemente (sem correção possível) a obra um ano mais tarde, em fevereiro de 1949. Portanto, os primeiros quatro volumes foram publicados sem Imprimatur, de 1956 a 1959. Em 16 de dezembro de 1959, os livros editados foram inseridos no Index. O “L'Osservatore Romano” publicou a inserção no Index acompanhada por um artigo justificando a condenação.

Aqui estão alguns trechos:

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O que diz Medjugorje? A sua mensagem prova que esta é também uma falsa aparição

Insistimos no assunto porque se faz necessário. As pessoas se encantam com os prodígios e as belas palavras melosas e pacifistas, como se Nossa Senhora fosse uma "hippie paz & amor". Não estudam a doutrina e seguem falsos profetas, personificados por videntes que brotam como ervas daninhas. Até mesmo a Igreja visível já condenou essa falsa aparição, e qual é a resposta desses "fiéis"? Preferem ir para o Inferno com essa "aparição". E irão. 

Editado para acrescentar um aviso a respeito dos autores. Aqui, eles falam bem, mas ultimamente eles andaram falando muita bobagem. 29/04/2018
  
 
* * * 

O que diz Medjugorje? A sua mensagem prova que esta é também uma falsa aparição


por Ir. Miguel Dimond e Ir. Pedro Dimond 

Abaixo apresentamos apenas 3 (provavelmente existem uma infinidade delas) mensagens que supostamente viriam da Santíssima Virgem Maria, passadas aos videntes “Carismáticos” de Medjugorje.

Vamos às frases e, abaixo, uma conclusão precisa sobre este caso:


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Garabandal, grosserias, caridade & que tais.

As "manifestações" de Garabandal
Ontem me deparei com uma “teóloga” modernista chocada com minha maneira de falar “sim sim, não, não”, e que defendia uma Igreja “paz e amor”, liberal e ecumênica. O assunto em tela era Garabandal, e eu alertava para o fato de que a Igreja não só não reconhecia a “aparição” como desaconselhava os fiéis a lhe dar crédito. Nem mesmo a Igreja de Francisco crê nessa fantasia [vide sobre Medjugorje]​! 

Esse tipo de postagem causa confusão entre os católicos, sobretudo nos mais negligentes com o estudo da doutrina, por isso não se deve divulgar as mensagens que, apesar de bonitas e assemelhadas às de Fátima e La Salette, contêm inverdades e até heresias, que o católico comum, de banco de igreja, que não estuda o mínimo indispensável, não saberia distinguir e poderia, ao longo do tempo, perder a Fé.  

E, então, essa senhora, do alto de seu púlpito TL, com a linguagem típica dos modernistas, intitulando-se “católica e teóloga”, veio querer relativizar as coisas, como se o que a Igreja ensina fosse sujeito à opinião pessoal dos fiéis! Alegava que para evitar a confusão na cabeça dos fiéis bastava rezar, e que “minha visão” de Igreja era totalmente pessoal.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

HERESIAS: A questão Medjugorje volta a confundir os católicos

 "Renuncia ao desordenado desejo de saber, porque nele há muita distração e ilusão"
(Imitação de Cristo)

Publico texto do blog Sublimes Verdades sobre a "aparição" de Medjugorje, assunto que volta e meia aparece para confundir os homens de boa fé e de boa vontade, particularmente por obra e graça dos sites pró-Medjugorje, em sua intensiva campanha para vender esse peixe podre. 

Nos últimos dias, foi anunciado - e o Fratres In Unum publicou a notícia - que uma comissão pontifícia teria elaborado um "relatório positivo", após 3 anos de investigações, a pedido da Santa Sé. Como sempre, isso causou um alvoroço, com "opiniões" (porque é disso que se trata) a favor e contra, sem prudência, nem bom senso. De fato, fora poucas vozes sensatas - como a de @Patrícia Medina, a qual alertou para o fato de que a notícias tinha sido publicada no site "Medjugorje Today", o que, por óbvias razões deve fazer refletir sobre a veracidade do fato, e de @Ricardo Costa, que fez a caridade de informar o link do texto abaixo - infelizmente a maioria, além de demonstrar nunca ter sequer pesquisado a respeito, baseia sua crença nos "malabarismos estéticos" que a "aparição" sói apresentar. Prodígios, o demônio sabe fazer, assim como sabe usar alguma verdade para tornar críveis suas mentiras. Isso qualquer católico bem informado sabe.

E, de fato, é disso que se trata: informação. A maioria dos que se auto-intitulam católicos pouco ou nada sabe da Doutrina Católica ou de Catecismo básico, e costumam aplaudir essas "aparições", sem a mínima prudência, sobretudo em tempos como o nosso em que se sabe que "novas verdades" estão sendo espalhadas por muitas "vozes". 

Abrindo um parêntese, o mais espantoso é a ignorância sobre coisas básicas nos meios religiosos, como no caso daqueles padres "entrevistados" por uma humorista italiana (do Le Iene (As Ienas), similar ao CQC) e que não sabem sequer os 10 Mandamentos! Esse vídeo personaliza aquele célebre ditado: "seria cômico se não fosse trágico"!

Minha opinião sobre o assunto? Pode ser lida em Gálatas 1,8: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema".  

Portanto, para difundir boa informação sobre esta "aparição" que manda a vidente desobedecer à autoridade eclesiástica (uma das evidências de veracidade ou não de uma aparição), vamos à laitura do que interessa:   



Alguém ainda lembra de Medjugorje?

Medjugorje
Novo centro do Universo
Aos leitores do blogue, trago a publico minha tradução de um texto interessante deste site sobre os fatos curiosos que aconteceram em Medjugorje durante todo esse tempo no pontificado de João Paulo II. Algumas histórias divertidas eu francamente desconhecia na minha época de medjugorjeano devoto, como o caso do lenço ensangüentado e dos ponteiros loucos do relógio da Mirjana. Divertido também são as gargalhadas dos piedosos videntes ante a “pergunta” infantil de Jakov Colo. Mas minha intenção mesmo é denunciar esta farsa diabólica que ainda ilude muitos católicos.

Só para reforçar ou lembrar, outros links:

Medjugorje recebe ato de acusação do bispo – exorcista Monsenhor Borgeon: “as aparições da Virgem? Tudo falso: os videntes mentem e são inspirados por algo satânico para enriquecê-los economicamente”
Vaticano denuncia reivindicação de grupos que vêem a Virgem Maria mais de 40.000 vezes como “obra do diabo”.


Os "videntes"
1) Banalidade ou falta de dignidade.

De acordo com o " Tratado na teologia Mística, " por Padre Farges (1923), " Considerando que a visão divina se conforma sempre à gravidade e à majestade das coisas celestiais, as figuras diabólicas terão alguma infabilidade indigna de Deus, algo ridículo, extravagante, desordenado, ou ilógico acerca delas"

A) Quinta-feira, junho 25, 1981: " (A vidente) Mirjana pediu que Nossa Senhora deixasse-nos um sinal… e os ponteiros do relógio de Mirjana recuaram." (livro do Padre Yanko Bubalo, p. 22-25)

B) Sábado, junho 27, 1981: Os videntes afirmaram que a Virgem desapareceu muitas vezes porque o povo teria pisado em seu véu. (Bubalo, p. 29-32)

C) Agosto 2, 1981: Essa noite durante a aparição, aqueles presentes seguiram em fila, para tocar no " véu, na cabeça, na mão, no vestido" da aparição. " No fim, a Virgem aparentava estar suja, cheia de manchas." (Bubalo, p. 73-74)

D) Setembro 4, 1981: A Vidente Vicka em seu diário escreve: " Nós a perguntamos (A Virgem) sobre o homem que viu Jesus na rua, quando estava dirigindo seu carro. Ele encontrou um homem que estava todo ensangüentado - este homem era Jesus - que lhe deu um lenço ensangüentado, dizendo lhe (ao motorista) para o jogar no rio. Pegando a estrada, encontrou uma senhora - era a Bendita Virgem Maria; pediu ao motorista o lenço ensangüentado. O homem entregou o seu próprio lenço, mas a Virgem pediu o ensangüentado. “ Se ele não tivesse me dado, poderia ser o julgamento final para todos.” A Virgem disse que (o fato) foi verdadeiro. (relatório do Bispo Zanic, 1990, cuja diocese de Mostar, a aparição ocorreu.)

E) Outono, 1981: Jakov perguntou a Virgem se o Dínamo, a equipe de futebol de Zagreb, ganharia o título. Nisto se deu eminente, durante a aparição (na suposta presença de Nossa Senhora) a risada insana da parte dos outros videntes. (Bubalo, p.154-157)

F) Sept. 8, 1981: Jakov bateu palmas para a Virgem. " Querida Santa Virgem, eu desejo-lhe um feliz aniversário." (A Virgem Maria está aparecendo na Yugoslávia, " por Padre Mariano Ljubic, P. 42)

G) Agosto 5, 1985: Mirjana diz que recebeu do céu uma folha branca em que os segredos se tornarão legíveis no tempo devido. Mas ela não mostrará a folha. (Relato do Padre Rene Laurentin)

H) " Um dia, enquanto ela (Mirjana) esperava a Virgem, viu uma luz, e da luz saiu o diabo, disfarçado nas características e na roupa de Maria, mas tinha uma face escura, medonha… por um momento, a Santa Virgem veio e disse-lhe: “Desculpe-me por isso...(" Yugoslávia e a Bendita Virgem Maria por Tequi)

(… quem realmente está aparecendo lá?)


Nuvens e sol atiçando a fantasia dos que "precisam" crer
2) Uma aparição que ensina erros e heresias.

A) Padre Tomislav Vlasic: " Você sente a Virgem como quem dá graças (que é a doutrina católica tradicional de Maria, Medianeira de todas as graças) ou como quem reza a Deus? (verdade também, mas em conformidade com alguma teologia protestante e não ao pleno ensino católico.) Vicka: " Como quem reza a Deus." (" A Virgem Maria está aparecendo em Medjugorje? por Padre Rene Laurentin, 1984, p.135-136, 154)

B) A Virgem tem o costume de recitar o Pai-Nosso com os videntes. (Mas como poderia Nossa Senhora dizer: " Perdoai as nossas transgressões, " já que não tem nenhuma? Em Lourdes, Nossa senhora era cuidadosa em manter seus lábios fechados durante todos os Paters e Aves, recitando somente o Gloria Patris.)

C) Mirjana: " Eu fiz a Virgem recentemente esta pergunta (se muitas almas estão condenadas), e disse-me que hoje em dia a maioria das almas vão ao Purgatório." (livro de Padre Faricy, P. 64)

(… um pensamento de consolação, talvez, mas oposto ao ensino de Fátima, de São Luis de Montfort, do Papa Gregório Magno, Santo Afonso, Santo Antônio Claret, Santo Agostinho, etc, etc.)

D) Outubro 1, 1981: " Todas as religiões são iguais perante Deus, " diz a Virgem. (Corpus cronológico de Medjugorje, P. 317)

E) A Virgem: " Eu não disponho de todas as graças… Jesus prefere que vocês dirijam seus pedidos diretamente a ele, ao invés de recorrerem a uma intermediação." (Corpus. Cro. p.181, 277-278)

F) " Em Deus não há divisões ou religiões, são vocês no mundo que criaram divisões." (Faricy, p.51)

G) " Deus dirige todas as denominações, como um rei dirige seus súditos, por meio de seus ministros" (" As aparições em Medjugorje, " por Padre Svat Kraljevic, 1984, p.58)

H) " Cada religião deve ser respeitada, e vocês devem preservar as suas por si mesmos e por seus filhos." (Kraljevic, p.68)

I) " A Virgem acrescentou: “ Vocês é que estão divididos nesta terra. Os muçulmanos e os ortodoxos, como os católicos, são iguais perante meu filho e perante mim, porque são todos meus filhos." (Padre Ljubic, p.71)

(… muçulmanos sem batismo iguais a batizados, quem de fato são filhos adotivos de Deus?)

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O Cristo feio medjugorjano
"arte" modernista
3) Minando a autoridade da Igreja.

A) Junho 21, 1983: A virgem determina: " Diga ao Frade Bispo (Zanic) que lhe peço sua conversão urgente aos eventos da Paróquia de Medjugorje… eu estou mandando-lhe o penúltimo aviso. Se não se converter, ou for convertido, meu julgamento tal qual o do meu filho Jesus o golpeará." (Vidente Ivanka que escreve ao Bispo Zanic)

B) Dezembro 26, 1983: … Mas a Virgem toma o lado de propagandista principal de Medjugorje: " Nossa senhora reza por este trabalho (isto é, os escritos do Padre Rene Laurentin.) Possa ele empreender assim na oração, que é onde encontrará sua inspiração." (Laurentin, p.105-111)

C) Agosto 1, 1984: A Virgem diz: " Faça os padres lerem o Livro do Abbe Laurentin' e divuga-lo; (Um Franciscano de Belgrado recebeu esta resposta, quando os videntes levaram a questão à Virgem.)

D) De agosto de 1984 a abril de 1985, as aparições continuaram a ocorrer na paróquia apesar da proibição formal do Bispo de Mostar (Um certo sinal de uma aparição falsa, quando a autoridade da Igreja é desobedecida pela própria aparição.)

E) Janeiro 1982: A Virgem manda que dois padres franciscanos, removidos de sua ordem e sob a suspensão do bispo, um deles que teve um filho com uma freira, continuassem a rezar missa e ouvir confissões. Perguntam a vidente Vicka: " Se a Senhora disse isso, e o papa diz que eles não podem… " Vicka responde: " O papa pode dizer o que quiser. Eu estou dizendo que é assim e pronto." (do documento do Bispo Zanic, 1990)

(… obediência a uma aparição maior do que a obediência ao papa?)




O "Plano Salvífico" de Maria de Medjugorje
Representação do plano (em forma de M) sobre o rosto de uma dos videntes
A imagem não é boa, porque é extraída do vídeo que explica o "Plano"

Fonte: http://sublimeverdade.blogspot.com.br/2009/02/alguem-ainda-se-lembra-de-medjugorje.html
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

As heresias de Maria Valtorta

será traduzido quando possível.




por Anselmo de la Cruz.

 

APRECIACIÓN GENERAL

La obra de María Valtorta presenta tantas irregularidades que es difícil entender como es que ha podido tener aceptación en los medios católicos, aún tradicionalistas, al parecer. En general, por las herejías que sustenta- y otras cuestiones negativas adyacentes- no comprendemos como pudo ser aceptada por sacerdotes de formación antigua, como un Romualdo Miglirini asistente espiritual de Valtorta, y un Fray Juan de Escobar, avalador de las ediciones de la obra, por lo menos de 1976.
O bien no leyeron éstos detenidamente los escritos de María Valtorta –lo cual es difícil de suponer, dada la seriedad de la cuestión-, o actuaron – y actúa como Escobar- como cómplices de la propagación de una obra que presenta gravísimos errores en materia de fe. Sea como fuere. En la obra de Valtorta hay un misterio de complejidad con la herejía, que envuelve en particular últimamente a los "comentaristas" de la obra que evidentemente son postconciliares, y que en notas al pie de las páginas insertan comentarios haciendo notar la coincidencia de muchas doctrinas de María Valtorta con los errores del Vaticano II .

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

La opinión de S.E. Mons. Marcel Lefebvre acerca del «Poema del Hombre-Dios» de María Valtorta

Nota do blog: O site da FSSPX publicou, aos 21 de maio de 2011, o Comentários Eleison n. 201 (Dois arrependimentos; se o site retirar o texto, me peçam que eu o tenho), de Mons. R. Williamson, sem mencionar a opinião de Mons. Lefebvre a respeito. Deduções livres, portanto. Em tempo, salvei a imagem do artigo no site da FSSPX, no caso de haver um "expurgo comunista" nos arquivos do site. ;)

Nota 2, de 09/01/2016. Somos fiéis a Cristo e não a homens. Se errar, não seguimos. 


La opinión de S.E. Mons. Marcel Lefebvre acerca del «Poema del Hombre-Dios» de María Valtorta

Autor: S.E. Arzobispo Marcel Lefebvre
Original en inglés: An Excerpt From Archbish op Lefebvre’s Conference Where He Mentions the Poem of the Man-God. Extraído de una recopilación de Michael James sobre las diversas opiniones en el tradicionalismo y la situación dentro de la Iglesia del poema en cuestión, titulado Poem of the Man-God Research Document, pp. 648-650. Correspondiente a una parte de la conferencia de Su Eminencia Mons. Lefebvre ante los Carmelitas de Quievrain en donde tocó el tema, el 21 de julio de 1986.
Traducción: Alejandro Villarreal -octubre de 2012-

Las fuentes de nuestro conocimiento de Dios. Esta es la razón por la que nunca conoceremos a Dios en su infinidad. Conoceremos a Dios, quien es infinito, pero no la infinidad de Dios porque nosotros somos limitados y Dios no tiene límites. Él es inconmensurable, y nosotros, por supuesto, somos muy limitados, incluso teniendo la visión beatifica. Y así, obviamente es un consuelo para la fe, es una ocasión de humildad. Obviamente, ante Dios somos casi nada, pero al mismo tiempo es un consuelo para nosotros porque nos es necesario siempre saber algo más de Dios, pero nunca lo conoceremos tal como es…

S. E. Mons. Marcel Lefebvre
Verán así que su Fuente, la cual es Nuestro Señor Jesucristo mismo, es la Fuente de nuestro conocimiento de Dios y es la causa de este contacto con la Humanidad de Dios, verán cómo Nuestro Señor Jesucristo se ha revelado a Sí mismo. Conoceremos un poco más de los detalles de cómo Él ha revelado el conocimiento de Dios. Pero en este punto me gustaría hacer un pequeño “paréntesis” respecto a los diversos libros que nos hablan de Dios. Me gustaría decirles unas palabras sobre la Biblia y los Evangelios. Con éstos estamos seguros de lo que leemos, lo que aprendemos, lo que descubrimos acerca de Dios, en el Antiguo y el Nuevo Testamento. No hay dudas allí porque la Biblia es la Palabra de Dios. Es de fe. No tenemos derecho de dudar ni un instante porque la Sagrada Escritura es la Palabra de Dios. No es la palabra de los apóstoles, es Dios quien habla a través de los apóstoles. Por supuesto, Él utiliza sus inteligencias, su memoria, su amor y todas sus facultades, pero Él es el Principal Autor. Los apóstoles sólo son instrumentos, como lo es la pluma, así como la pluma es el instrumento de nuestros escritos, así los apóstoles han sido intrumentos inteligentes, el Buen Dios ha utilizado sus inteligencias, su memoria, su conocimiento, pero ellos son instrumentos de Dios. Las palabras resultantes son la Escritura y Dios es el autor. Él es el responsable de todo lo que se ha escrito allí. En consecuencia, no debemos tener dudas cuando leemos la Sagrada Escritura, pues sabemos que es Dios quien habla, por lo tanto, no debemos dudar de lo que está allí.

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