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terça-feira, 2 de abril de 2019

SÃO PIO X E A DEMOCRACIA


SÃO PIO X E A DEMOCRACIA


A democracia é "uma religião (porque o sillonismo, os chefes o afirmaram, é uma religião) mais universal do que a Igreja Católica [...], não é mais do que um miserável afluente do grande movimento de apostasia organizada, em todos os países, para o estabelecimento de uma Igreja universal que não terá nem dogmas, nem hierarquia, nem regra para o espírito, nem freio para as paixões, e que sob o pretexto de liberdade e de dignidade humana, restauraria no mundo, se pudesse triunfar, o reino legal da fraude e da violência, e a opressão dos fracos, daqueles que sofrem e que trabalham".  



São Pio X, Carta Apostólica "Notre charge apostoliquesobre "Le Sillon". 


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

NEO-FSSPX: NOVA MORDAÇA PARA MONS. LEFEBVRE

NEO-FSSPX: NOVA MORDAÇA PARA MONS. LEFEBVRE 

 


Os Dominicanos de Avrillé, sábios inquisitores, constataram nesses últimos dias que Menzingen censura a torto e à direita... Tenho, aqui, uma conferência de Mons. Lefebvre que se encontrava no site “La Porte Latine” até outubro passado. Ela desapareceu certa manhã. E por um grande motivo: Mons. Lefebvre fala da igreja conciliar que é uma falsificação da Igreja Católica. Efetivamente, isso é muito chato quando é preciso considerar o acordo (reconhecimento canônico unilateral) [o próprio dom Fellay já disse isso PUBLICAMENTE e, no entanto, os dormidos ainda esperam por um papel assinado e com firma reconhecida! Haja paciência!]. Vocês podem constatar que o link já não funciona (fonte).

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O REINADO SOCIAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

O Papa Leão XIII na Encíclica "Immortale Dei" condena o que ele chama de "direito novo" segundo o qual, em nome da igualdade e dignidade comuns a todos os homens, rejeita-se qualquer autoridade, cuja origem não seja a mesma vontade humana: "Segue-se que o Estado, não se julga vinculado a nenhuma obrigação para com Deus, não professa oficialmente nenhuma religião... deve apenas a todas atribuir igualdade de direito civil, com o único fim de impedi-las de perturbar a ordem pública". Desaparece assim a realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo e, consequentemente se dificulta enormemente a salvação das almas. Na outra Encíclica "Humanus Genus" Leão XIII denuncia o Estado leigo, rigorosamente neutro em matéria religiosa, como o meio considerado apto pelas forças secretas para aniquilar e "destruir toda disciplina religiosa e social" cristãs. As forças secretas inculcam deste modo, que "nas diversas formas religiosas, não há razão alguma de se preferir uma à outra, pois todas devem ser postas em pé de igualdade".

E adverte o Papa: "semelhante princípio basta para arruinar todas as religiões, e particularmente a Religião católica, porquanto sendo a única verdadeira, não pode ela, sem sofrer a última das injúrias e das injustiças, tolerar lhe sejam igualadas as outras religiões". Daí o laicismo do Estado, "o grande erro do tempo presente". Para o Estado laico, o cuidado da Religião é algo inteiramente indiferente. Em um semelhante Estado, é impossível o Reino de Jesus Cristo. 


São Pio X na Carta Apóstolica "Notre Charge apostolique" diz: "Não há verdadeira civilização sem civilização moral, e não há verdadeira moral sem verdadeira religião". "A verdade, dizia ainda São Pio X, é "una e indivisível, eternamente a mesma, e não se submete aos caprichos dos tempos" ( Enc. "Iucunda Sane", 1904). 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Lenda Negra e outros contos: Os falsos mitos sobre a Idade Média refutados um a um

Lenda Negra e outros contos

Os falsos mitos sobre a Idade Média refutados um a um



PRIMEIRO MITO
Uma sociedade concebida segundo os princípios católicos é utopia.

REFUTAÇÃO
A Civilização Cristã existiu. Atestam-no os Documentos Pontifícios, os documentos medievais e estudos credenciados de autores contemporâneos, além dos legados culturais indestrutíveis, dos quais até hoje recebemos a salutar influência.

DOCUMENTAÇÃO
Da Idade Média, a despeito desta ou daquela falha, Leão XIII escreveu com eloquência: “Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados. Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer” (Encíclica Immortale Dei, de 1/XI/1885).
Assim, a Civilização Cristã não é uma utopia. É algo de realizável, e que em determinada época se realizou efetivamente. Algo que durou, de certo modo, mesmo depois da Idade Média, a tal ponto que o Papa São Pio X pôde escrever: “A civilização não mais está para ser inventada, nem a cidade nova para ser construída nas nuvens. Ela existiu, ela existe: é a Civilização Cristã, a cidade católica. Trata-se apenas de instaurá-la e restaurá-la sem cessar, sobre seus fundamentos naturais e divinos, contra os ataques sempre renascentes da utopia malsã, da revolta e da impiedade” (Carta Apostólica Notre Charge Apostolique).
A refutação dos mitos que vêm em seguida dará a documentação medieval e a dos autores contemporâneos, que atestam claramente que a Idade Média foi a Era Cristã de que falam os Pontífices.


SEGUNDO MITO
Na Idade Média o regime era de opressão.
Diz ainda este mito falso: O senhor extorquia o vassalo, que por sua vez extorquia os que lhe eram inferiores. A base dessa opressão era o vínculo feudal. Os inferiores só obedeciam por medo. Portanto, era uma ordem de coisas odiável, uma cascata de opressão e de desprezo.

REFUTAÇÃO
A Idade Média foi uma época de harmonia social, porque os homens estabeleceram suas relações no vínculo proteção-serviço. Era uma gradação de mútuo respeito e estima. Portanto, uma ordem de coisas justa e desejável.

DOCUMENTAÇÃO
1 – Documentos medievais mostrando a harmonia entre o senhor e o vassalo
Monumento a El Cid
POEMA DE “EL CID” (de aproximadamente 1300, com o texto estabelecido por Ramón Menendez Pidal, Edição 1969):
El Cid pensa em dormir em certo lugar, e fala aos vassalos: “Dijoles a todo como ha pensado trasnochar; y todos, buenos vasallos, lo aceptan de voluntad; Pues lo que manda el señor, dispuestos a hacer están”.
Mio Cid Rodrigo Diaz a Alcácer tiene vendido; Y asi pagó a sus vasallos que en la lucha le han seguido. Lo mismo a los caballeros que a los peones, hizo ricos; Ya no queda ni uno pobre de cuantos le hacen servicio. Aquel que a buen señor sierve, siempre vive em paraíso”.
El Cid expõe a seus cavaleiros o plano de batalha para defender Valencia: “Oídme, mis caballeros: ... Cerca del amanecer, armados estad; El obispo don Jerónimo la absolución nos dará; Y despues de oir su Misa, dispuestos a cabalgar, a atacarlos nos iremos, de otro modo no será; En el nombre de Santiago y del Señor celestial. Más vale que los venzamos que ellos nos cojan el pan; Entonces dijeron todos: ‘Con amor y voluntad’”.

CHANSON DE ROLAND (o mais famoso poema épico medieval, surgido entre 1090 e 1180):
Na batalha de Roncevaux, Roland incentiva seus guerreiros à luta: “Pelo seu senhor cada um deve sofrer grandes males, suportar os grandes frios e os grandes calores, e deve perder o sangue e a carne. Golpeia cada um com sua lança e eu com Durendal, minha boa espada que o Rei me deu. Se eu aqui morrer, que o futuro possa dizer que ela foi de um nobre vassalo”.
O Arcebispo Turpin, par de Carlos Magno: “Do outro lado está o Arcebispo Turpin. Ele esporeia seu cavalo e sobe uma elevação. Chama os franceses e lhes faz um sermão: ‘Senhores Barões, Carlos nos colocou aqui. Devemos morrer bem por nosso Rei’”.
Quando um sarraceno ofende Carlos Magno, dizendo que não é um bom senhor, Roland lhe retruca, antes de dar-lhe a morte: “Vil pagão, mentiste! Carlos, meu senhor, nos protege sempre”.
Pranto de Carlos Magno ao encontrar Roland, seu predileto, morto no campo de batalha: “Amigo Roland, Deus te levou ... Nunca se viu sobre a Terra um cavaleiro tão lutador. Minha honra está profundamente abatida. Amigo Roland, Deus ponha tua alma nas flores do paraíso, entre os gloriosos! Jamais terei mais o sustento de minha honra: não creio mais ter sobre a Terra um só amigo; se tenho parentes, nenhum é tão bravo ... Quem guiará meus exércitos tão vigorosamente, quando está morto aquele que sempre foi o seu chefe? Ó França, como ficastes deserta! Meu luto é tão carregado, que eu queria não existir mais. Roland, quem te matou devastou a França ... Tenho um luto tão grande pelos cavaleiros que por mim morreram, que desejaria não viver mais”.
Carlos Magno conclama os francos à vingança do direito ultrajado: “Barões, eu vos amo e tenho fé em vós. Por mim fizestes tantas batalhas, tantas conquistas de reinos e destronamentos de reis. Sei que vos devo agradecer de minha pessoa, em terras, em riquezas. Vingai vossos filhos, vossos irmãos e vossos herdeiros, que naquela noite pereceram em Roncevaux. Vós bem sabeis que contra os pagãos o direito é por mim”.

2 – Autores modernos
A imagem medieval de pobreza, a realeza e a vontade divina estão ilustradas em uma ‘Vida de Eduardo o Confessor’, do século XIII. Esta história narra que ‘Gilla Michael’, um paralítico inglês, foi a Roma em busca de remédio, mas (o sucessor de) São Pedro lhe disse que ficaria curado se o rei Eduardo da Inglaterra o levasse em suas costas desde a Westminster Hall até a Abadia de Westminster. O virtuoso monarca consentiu. Pelo caminho o paralítico sentiu que ‘se lhe afrouxavam os nervos e se lhe estiravam as pernas’. O sangue de suas chagas corria pelas vestiduras reais, mas o rei o levou até o altar da abadia. Ali ficou curado, começou a andar e pendurou suas muletas, como lembrança do milagre” (Chr. Brooke, professor de História Medieval na Universidade de Liverpool, in “La Baja Edad Media”, Ed. Labor, Barcelona, 1968, p. 32).
E como as noções de fraqueza e de poder são sempre relativas, vê-se, em muitos casos, o mesmo homem fazer-se simultaneamente dependente de um mais forte e protetor dos mais humildes. Assim se começa a construir um vasto sistema de relações pessoais, cujos fios entrecruzados corriam de um andar a outro do edifício social” (Marc Bloch, professor na Universidade de Sorbonne, in “La Société Féodale”, Ed. Albin Michel, Paris, 1970, p. 213).
O prestígio real é muito vivo. No fundo dos bosques mais distantes, o último dos camponeses sabe que existe o rei ... ungido com óleos santos, consagrado ... e que está encarregado de manter em todo o território do reino a paz e a justiça” (Georges Duby, grande historiador moderno, in “Histoire de la Civilisation Française” – trad. castellana – Fundo de Cultura Económica, México, 1958, p. 20).
Um homem, prescrito, entre 925 e 935, na Inglaterra, não tinha senhor? Se se constata essa situação negra, sujeita a sanções legais, sua família deverá designar-lhe um senhor. Ela não quer ou não pode? Então ele será considerado fora da lei, e quem o encontrar poderá matá-lo, como a um bandido” (Marc Bloch, op. cit., p. 259).


TERCEIRO MITO
A Igreja é o ópio do povo. Ela manteve o regime feudal para fruir de vantagens mesquinhas.

REFUTAÇÃO
A Igreja converteu os bárbaros e, pela ação da graça, foi infundindo neles os princípios sobrenaturais que mandam cada qual ocupar o lugar que lhe é devido na hierarquia social. Juntamente com isso, pregou aos fortes a caridade, e aos humildes, submissão.

DOCUMENTAÇÃO
1 – A vassalagem medieval tinha o beneplácito da Igreja, sendo considerada altamente virtuosa
Tomando o lugar da antiga atitude de mãos estendidas dos orantes, o gesto de mãos postas, imitado da commendise (cerimônia em que o vassalo prestava juramento de fidelidade ou ‘homenagem’ a seu suserano), torna-se por excelência o gesto da prece, em toda a catolicidade” (Marc Bloch, op. cit. p. 328).
A linguagem usual acabará por denominar correntemente ‘vassalagem’ a mais bela das virtudes que uma sociedade perpetuamente em armas pôde reconhecer, isto é, a bravura” (Marc Bloch, op. cit. p. 231).

2 – A Igreja eliminou gradualmente os restos de barbárie, que davam aos medievais um caráter altamente belicoso
Os dirigentes da Igreja quiseram fazer reinar na Terra a Paz de Deus. O movimento, iniciado no começo do século XI, tinha como meta circunscrever a violência”.
Para eliminar as guerras fratricidas entre os cristãos, foram colocados sob proteção as igrejas e os terrenos que as cercavam; depois, alguns dias da semana consagrados à prece ou à penitência, as datas litúrgicas, a Quaresma; os clérigos e todos que eram inofensivos e vulneráveis; os comerciantes e a multidão de camponeses”.
Pela incitação dos bispos, os cavaleiros juravam sobre as relíquias a respeitar a codificação da guerra privada feita pela Igreja, e a negar sua amizade e perseguir a quem a desrespeitasse” (Georges Duby, op. cit., p. 57).

3 – O nobre, para ser reconhecido, deveria ser capaz de grandes virtudes
O Príncipe concede e doa anéis a seus súditos; o nobre deve ser clemente, quer dizer, amigo das dádivas” (Friedrich Herr, professor em Viena, in “Historia de la Civilización Occidental”, Ed. Labor, Barcelona, 1966, p. 112).
Naquela época, dar presentes era um gesto essencial; nobre é aquele que dá a seus amigos” (Georges Duby, op. cit., p. 16)


QUARTO MITO
Na Idade Média havia regime de escravidão

REFUTAÇÃO
Antes da Idade Média, todos os povos admitiam a escravidão mais completa. A Idade Média, sob o signo do Cristianismo, foi atenuando cada vez mais a ideia de escravidão do Direito Romano, e ao final do período praticamente não havia mais nenhuma forma de escravidão.

DOCUMENTAÇÃO
1 – Significado do termo “servo”
(...)'Servo’, na Idade Média, não tem o significado que a linguagem corrente dá à palavra em nossos dias. ‘Servir’ ou, como também se dizia, ‘ajudar’, ‘proteger’; é nestes termos muito simples que os mais antigos textos resumiam as obrigações recíprocas do vassalo e seu chefe. O liame jamais foi tão forte quanto no tempo em que os efeitos eram expressos de maneira mais vaga, e, em consequência, a mais compreensiva” (Marc Bloch, op. cit., p. 309).
O termo ‘servo’ seguiu sendo corrente, mas designava outra coisa: servo era o ‘homem’ de alguém, isto é, o vassalo” (Georges Duby, op. cit., p. 43).
Os escravos, os servos, como lhes chamam os dialetos vulgares, são só uma minoria entre os camponeses, por volta do ano 1000” (Georges Duby, op. cit., p. 16).
Com frequência um camponês livre se colocava voluntariamente em mãos de um senhor ... com o único fim de obter dele uma proteção jurídica e econômica, e gozar deste modo de uma segurança maior. Este processo continuou nos séculos seguintes” (Gerd Betz, professor em Brunswick, in “Historia de la Civilización Occidental”, Ed. Labor, Barcelona, 1966, p. 147).
A onipotência aparente do senhor feudal tinha um limite: o costume, isto é, o conjunto dos usos antigos guardados na memória coletiva. Era um direito fluido, porque não era fixado por um texto escrito; era conhecido interrogando-se os mais velhos do povo, mas apesar disso se impunha a todos como uma legislação intocável” (Georges Duby, “Histoire de la Civilization Française”, p. 41). Mais sobre o Direito.

2 – A Igreja eliminou na Cristandade medieval a escravidão pagã
Iniciemos com uma interessante distinção de Paul Allard. Existiam dois tipos de escravidão: a das pessoas e a do trabalho. Segundo esse autor, a abolição da escravidão das pessoas já era uma obra “quase inteiramente terminada, ou pelo menos inteiramente preparada, antes da segunda metade do século VI”, ou seja, no início da Idade Média.
Da escravidão não restou senão uma coisa: a obrigação de trabalhar para outros. Mas pouco a pouco também esta obrigação se transformou em uma regra fixa: o servo tornou-se senhor de seu trabalho, com a condição de ceder uma parte do ganho em benefício de seu senhor. Esta transformação não se consumou de modo uniforme: em alguns lugares veio rapidamente, e parece já estar estabelecida desde o século V; em outros, não se pode assinalar com certeza antes do século XI ou XII ... Pode-se ainda constatar (na Itália e na Espanha) a presença de alguns escravos depois do século XIV; mas são fatos excepcionais, isolados, que não contradizem os resultados gerais por nós expostos” (Paul Allard, “Gli Schiavi Cristiani”, Libreria Editrice Fiorentina, 1916).
Por seu livro, Paul Allard recebeu de Mons. Nocelle a seguinte carta, escrita a mando de Pio IX: “Entre os numerosos benefícios que as sociedades humanas receberam da Religião Católica, é justo citar as transformações que trouxe à desventurada condição dos escravos, que por sua influência foi primeiramente mitigada, e depois pouco a pouco destruída e abolida. E é por isso que S.S. Pio IX viu com prazer que V. Sa., em seu livro sobre os 'Escravos Cristãos', pôs às claras esse grande fato, e tributou à Igreja os louvores que lhe são devidos nesse ponto”.
Depois do ano mil, a França medieval — salvo em suas fronteiras meridionais, em contato com o Islã, onde subsistia por toda a Idade Média um comércio de escravos alimentado pela pirataria — já não conheceu a servidão à maneira antiga, que rebaixava os homens à condição de animais” (Georges Duby, op. cit., p. 42).
É indiscutível que a difusão das concepções cristãs ... fez com que se reconhecessem os direitos familiares dos servos” (Georges Duby, op. cit., p. 16).
O cuidado pela salvação, particularmente agudo nas proximidades da morte, inclinava (os senhores) a ouvir a voz da Igreja, que, se não se levantava contra a servidão em si, fazia da libertação do escravo cristão uma obra de piedade por excelência” (Marc Bloch, “La Société Féodale”, p. 360).

3 – O trabalho manual foi altamente dignificado
Por outro lado, concede-se ao trabalho manual muito mais valor, devido à orientação religiosa determinada pelo Cristianismo. Desde São Bento de Nursia o trabalho manual é um elemento essencial das regras monásticas” (Friedrich Heer, in “Historia de la Cultura Occidental”, p. 114). Mais.


QUINTO MITO
A Idade Média foi a “noite de mil anos”, em que a cultura desapareceu.

REFUTAÇÃO
A Idade Média foi uma época de grande progresso cultural. As grandes sumas, e as obras de arte que ainda permanecem insuperadas, o atestam.

1 – Progresso geral
No segundo terço do século XI começou um progresso acelerado. Foi uma fermentação de tudo; floração um tanto desordenada, audácia criadora, tal foi o tom do século XII. De um século XII que a meu juízo começa a 1070 e se encerra por volta de 1180, e do qual seria umbral a igreja abacial de Trindade de Caen, e por fim o coro de Notre Dame de Paris, pedras milenares admiráveis. De um século que formou a versão do autor de Roland, para concluir com a morte de Chrétien de Troyes, com o nascimento de Francisco de Assis. Do século de Abelardo e de São Bernardo de Claraval. Do grande século XII, o mais fecundo da Idade Média” (Georges Duby, op. cit., p. 63).

2 – Floração de escolas e Universidades
Oxford
Em sua corte de Aix-la-Chapelle, Carlos Magno fundou a “Scholla Palatina”, e ele mesmo participou das aulas como aluno. No ano 787, dispôs que se instalassem escolas em todos os mosteiros e cabidos. Posteriormente tal disposição foi ampliada” (Friedrich Heer, op. cit., p. 117).
Sobre as escolas.
As escolas monásticas medievais são a base e a origem de todas as escolas do Ocidente, principalmente universidades e escolas superiores”. E o autor cita as principais universidades do tempo, sua data de fundação e sua especialidade: Sorbonne, de Paris (1256, teologia), Bolonha (século XI, jurisprudência), Salerno (medicina). (Gerd Betz, “Historia de la Civilización Occidental”, Ed. Labor, Barcelona, 1966, pp. 153, 154). Mais sobre Universidades.
Com Carlos Magno e seus sucessores, os mosteiros haviam atingido uma posição única de predomínio intelectual, espiritual e artístico. Eram os únicos que proporcionavam mestres, escribas e diplomatas; eram os únicos que alimentavam a erudição, conservando intactos não só os textos da Bíblia e dos primeiros Padres, mas também grande parte da cultura do mundo clássico” (George Zarnecki, professor de História da Arte na Universidade de Londres, “La Apostación de las Ordenes”, in “La Baja Edad Media”, Ed. Labor, Barcelona, 1968, p. 63). Mais sobre as escolas.

3 – Na Idade Média surgiram os primeiros hospitais
A Idade Média se caracterizou, entre outras coisas, pelo “... aparecimento dos hospitais, que adquiriram sua função atual com a fundação da Ordem de São João de Jerusalém (hoje Ordem de Malta) em 1099” (Friedrich Heer, “Wachau”, in “Historia de la Cultura Occidental”, ed. Labor, 1966, p. 193). Leia mais sobre os hospitais.

4 – Desenvolvimento da música
Antifonário franciscano
O Papa S. Gregório Magno deu aos cantos eclesiásticos romanos sua forma e ordenação definitivas (cerca do ano 600). No século VIII o anglo-saxão Bonifácio (672-674) e Pepino III (714-768) introduziram o canto coral gregoriano nos conventos; sua continuidade foi assegurada com a “Schola Cantorum” de Metz” (Friedrich Heer, op. cit., p. 123).
Os instrumentos da época carolíngia são: órgão portátil, flautas, gaitas, ‘chirímias’, trompetes e clarins; a lira, a cítara e a harpa; os címbalos, pratos e tímpanos. A partir de 860 se introduz também um instrumento de corda de pequeno tamanho, a viella” (Friedrich Heer, op. cit., p. 123).


SEXTO MITO
Na Idade Média a ciência ficou estagnada, e não houve progresso técnico.

REFUTAÇÃO
A Idade Média conheceu um florescimento científico e técnico muito acentuado.

DOCUMENTAÇÃO
1 – Conhecimentos técnicos em geral
• O manual “Schedula diversarum artium” (século XI), do monge Teófilo Presbítero, consigna importantes inventos e conhecimentos técnicos nos ramos de preparação de tintas, pintura, trabalhos de metal, produção de cristal, vitrais, construção de órgãos, trabalhos em marfim, com pedras preciosas e pérolas.
• O
Hortus Deliciarum, da abadessa Herrad de Landsberg (1160), traz numerosas descrições de todo o aparelhamento técnico que possibilitou a construção das magníficas catedrais. Saiba como a Igreja promoveu a ciência logicamente sistematizada e como floresceram ciências como a mecânica, as matemáticas, a física e a astronomia
Alguns dos progressos da época: Moinhos de vento; rodas hidráulicas; fundição de sinos; relógios; relógios com figuras móveis; roca e carretilha para fiação; carvão de pedra e sua utilização em forjas; exploração do carvão na Inglaterra e no Ruhr (Alemanha); serraria automática movida a água corrente (Cfr. Gerd Betz, “Historia de la Civilización Occidental”, p. 150).

2 – Descobertas químicas durante a Idade Média
Antes do ano 1000 já se fabricava o álcool destilado do vinho. Nos séculos XII e XIII descobriu-se: amoníaco, ácido nítrico, ácido sulfúrico, alúmen. Estes elementos acarretaram grandes progressos na produção de extratos alcoólicos, tinturas, corantes, no polimento, na produção de cristais em cores (Cfr. Friedrich Heer, “Historia de la Civilización Occidental”, p. 183). Veja descobertas medievais surpreendentes
A razão desta evolução da técnica reside na tendência a uma atividade relacionada com a natureza e condicionada pela piedade religiosa, com a consequente afirmação do trabalho corporal e o desaparecimento das antigas formas de escravidão” (Friedrich Heer, op. cit., p. 115). Veja sobre a tecnologia e o copyright na Idade Média.

3 – Outras inovações importantes
Imperador Carlo Magno
O trabalho animal, até então mal aproveitado, é levado ao máximo desenvolvimento por meio de uma série de inventos. Por exemplo, o uso de coleiras nas guarnições para os cavalos, que multiplica por quatro a força de tração dos animais” (Friedrich Heer, op. cit., p. 115). Veja mais.
Desde a época de Carlos Magno, vão ganhando terreno as construções de pedra: a maior revolução técnica na arquitetura, cuja importância se faz sentir durante um milênio” (Friedrich Heer, op. cit., p. 112).
No tempo de São Francisco, ‘a atividade mercantil estava promovendo a prosperidade da Europa e desenvolvendo em todos os sentidos a capacidade das cidades’ (Christopher Brooke, professor de História Medieval na Universidade de Liverpool, “Estructura de la Sociedad Medieval”, in “La Baja Edad Media”, ed. Labor, Barcelona, 1968, p. 39).
Nos anos 1000 começa a difundir-se o uso do moinho de grãos movido por água corrente e construído pelos senhores, melhoramento considerável que economiza grande parte do tempo que se empregava em moer o trigo entre pedras” (Georges Duby, “Historia de la Civilización Francesa”, p. 15).

4 – Transformação agrícola que mudou a face da Europa
A expansão agrícola dos séculos XI e XII parece ter sido o único grande rejuvenescimento do conjunto das práticas camponesas que atingiu os campos franceses, desde a época neolítica até a ‘revolução agrícola’ dos tempos modernos” (Georges Duby, op. cit., p. 63).
O cultivo da vinha na França, Áustria e região do Reno e Mosela deve muitíssimo aos monges. Até o século XIX e quase até nossos dias, muitas propriedades rurais foram exploradas segundo os princípios estabelecidos pelos monges medievais” (Gerd Bertz, in “Historia de la Civilización Occidental”, p. 143).
Os campos da abadia de Cluny, situados na vanguarda do progresso, em meados do século XII, davam uma colheita seis vezes maior do que os grãos semeados nos melhores terrenos ... Foi uma renovação fundamental, que mudou profundamente todas as maneiras de viver, posto que graças a ela o camponês tirava de uma terra menos extensa, em igual tempo, com menos esforço, mais alimentos” (Georges Duby, op. cit., p. 66).
“Entre o ano 1000 e as proximidades do século XII esse prodigioso esforço, esses inumeráveis golpes de machados e enxadas dados por gerações de pioneiros, esses diques contra inundações, todas as queimas dos matagais, todas essas plantações de novas vinhas, deram aos campos da França uma nova fisionomia — a que conhecemos” (Georges Duby, op. cit., p. 70).

Nota do blog Pale Ideas: Os links são na maioria do Wikipedia, com o tempo irei substitui-los por outros mais fidedignos. Os textos são dos links abaixo; as imagens, da web.


Fontes:




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sábado, 9 de março de 2013

ANTIMODERNISME.INFO: Carta a nosso colegas Sacerdotes

Sem tempo para traduzir, publico para registro histórico:

CARTA A NUESTROS COLEGAS SACERDOTES - ANTIMODERNISME.INFO

Excelente carta de los padres franceses de antimodernisme a sus cofrades. Nos hemos encontrado aquí textos no muy conocidos de Monseñor Lefebvre que vale la pena leer. Los invito a entregar una copia de esta carta a sus sacerdotes. 



 Antimodernisme: esta Carta a nuestros cofrades sacerdotes n°3 será enviada durante enero a todos los sacerdotes de la FSSPX. Que los fieles que deseen abrirse con sus sacerdotes no se dejen impresionar por respuestas que no son tales, como: “Ellos no firman (esta carta), ellos no son valientes”. Porque si firmaran, se diría “Ellos son subversivos y desobedientes”. Todo esto está fuera del tema. Poco importa quién lo dice. Se trata de de considerar lo que se dice. Y que hay que juzgar esto a la luz de los principios católicos. Y justamente, el liberal tiene horror de juzgar según los principios, porque compromete y esto es muy difícil.
Carta a nuestros cofrades sacerdotes
Boletín trimestral de unión entre los miembros de la Fraternidad San Pío X.
 (N° 3 – Invierno 2013)
Nuestros estatutos nos piden evitar « con mucho cuidado los errores
modernos, en particular el liberalismo y todos sus sucedáneos” Ellos imponen
también el deber al Superior General y a los Asistentes de velar que la
Fraternidad no caiga “en la tibieza” ni “en el compromiso con el espíritu del
mundo”. A la luz de las enseñanzas de nuestro fundador, Monseñor Lefebvre y de nuestro Superior general, Monseñor Fellay, nos proponemos trabajar en este sentido.
El Consejo General recordaba a los tres obispos, el 14 de abril de 2012, la necesidad de hacer las « distinciones necesarias” “respecto al liberal” a fin de evitar “un endurecimiento absoluto”. En efecto, el liberal conciliar quiere un compromiso de la Iglesia con el mundo mientras que el liberal tradicionalista quiere un compromiso de la Tradición católica con la Iglesia conciliar amiga del mundo.
En una conferencia en Ecône en diciembre de 1973, Monseñor Lefebvre advertía que nuestro “drama” hoy en día es “infinitamente más grave” que en el pasado, porque “los liberales están ahora esparcidos por toda la Iglesia y uno se pregunta quién no lo es. ¡Se contarían con los dedos aquellos que conservan verdaderamente la doctrina de la Iglesia!”. Los argumentos de los “católicos liberales” eran:
« La Iglesia debe hacer los arreglos necesarios con la sociedad en que vivimos, no se puede vivir indefinidamente al margen de la sociedad, es necesario que la Iglesia termine aceptando por fin el mundo tal cual es, para penetrar en su interior y supuestamente convertirlo… La separación de la Iglesia y el Estado, la Iglesia a los pies de todas las otras religiones, la libertad de prensa, la libertad de conciencia…, no se puede luchar indefinidamente contra esas cosas. ¡Son cosas que actualmente son admitidas por todo el mundo, incluso por sacerdotes!”
« Pero », respondió Monseñor Lefebvre, « o se toma o se deja. Es el fin de la religión católica, en la cual defendemos verdaderamente a Nuestro Señor Jesucristo y a toda la Iglesia y a toda la religión… Si comenzamos a cohabitar con el mal, a parlamentar, a hacer compromisos, está perdida, está perdida”.
I) Estudiar el liberalismo es un deber pastoral.
El Capítulo insistió varias veces en el grave deber de estudio del sacerdote. Entre las materias necesarias a estudiar, el liberalismo tiene un lugar importante. Durante un retiro en Ecône, el 22 de septiembre de 1988, Monseñor Lefebvre compartió su asombro por el “número de encíclicas sobre la Masonería”
« ¿Por qué hablar de estas cosas en el seminario, como si fuera lo que necesitaba saber en el seminario, como si fuero eso lo que se debería enseñar a nuestros fieles? Porque si no conocemos la fuente de los errores, de lo que destruye las sociedades, las almas y la Iglesia, seríamos pastores incapaces… Es de una necesidad absoluta estudiar el liberalismo y de comprenderlo perfectamente y yo pienso que muchos que nos han dejado para unirse a Roma, no han comprendido lo que era el liberalismo y cómo las autoridades romanas desde el concilio están infestadas de estos errores. Si lo hubieran comprendido, hubieran huido de Roma y se hubieran quedado con nosotros. Esto es muy grave, porque al acercarse a estas autoridades, uno se contamina forzosamente. Ellos son las autoridades y nosotros los inferiores… Ellos nos imponen sus principios… mientras que ellos no se liberen de estos errores del liberalismo, no hay manera de entenderse con ellos, no es posible”.
Les confrères ‘’accordistes’’ et les abbés qui ont les faveurs du directeur de DICI, qui se trouve être aussi un fondateur du GREC, ont-ils lu et compris les ouvrages recommandés par Mgr Lefebvre sur le sujet ? Si oui, comment ont-ils pu souhaiter mettre la Tradition sous l’autorité romaine ? Rome trompe le monde, humilie l’Eglise et au lieu de dénoncer cette imposture, on cherche à être reconnu par elle « tels que nous sommes »1 ? Et cela tout en sachant que « les discussions ont manifesté un désaccord profond sur presque tous les points abordés »2. Pourquoi un tel aveuglement, si ce n’est par ignorance du libéralisme ?
Los cofrades « acuerdistas » y los sacerdotes que tienen los favores del director de DICI que por cierto también es el fundador del GREC, ¿han comprendido las obras recomendadas por Monseñor Lefebvre sobre este tema? Si lo han hecho ¿cómo pueden desear poner a la Tradición bajo la autoridad romana? Roma engaña al mundo, humilla a la Iglesia y en lugar de denunciar esta impostura, buscan ser reconocidos por ella “tal como somos”1. Y esto sabiendo que “las discusiones han manifestado un profundo desacuerdo sobre casi todos los puntos abordados”2. ¿Por qué tal ceguera, si no es por la ignorancia del liberalismo?
II) El liberal es un ilógico.
Estamos tan tentados por el ilogismo que está tan cercano al liberalismo. El liberal es aquél que estará tentado de no seguir su inteligencia en la práctica porque es difícil, porque es muy duro. El ve pero, en la práctica, transige. El hace compromisos consigo mismo pero este compromiso es el pecado. Nosotros somos ilógicos una vez que pecamos… siempre hay razones para decir: “estaba bien anteriormente, estará bien quizá más tarde, pero ahora no… Hay verdades pero no es necesario decirlas, afirmarlas”. Entonces esta actitud no debe ser la nuestra en nuestra vida. Debemos evitar ser ilógicos, de ser personas que siempre transigen, transigen, transigen”3.
Monseñor Fellay y su Consejo escribieron por lo tanto a los tres obispos: “Por el bien común de la Fraternidad, preferiríamos de lejos la solución actual de status quo intermedio, pero evidentemente, Roma ya no lo tolera”  (Mgr Fellay, carta del 14 abril 2012)
III) La virtud de la prudencia.
« Los liberales católicos no cesad de responder que ellos tienen una voluntad de ortodoxia igual a aquella de los más intransigentes. La conciliación que ellos han buscado no es teórica sino práctica”…siempre llegan a lo mismo. Ellos nos dicen: “¿Ve usted? Somos pastores. Nosotros estamos en la realidad, somos personas concretas, somos personas prácticas. ¿Qué es lo práctico? Lo práctico es la aplicación de los principios por la virtud de la prudencia, no es otra cosa. ¿Qué es lo práctico si ya no hay principios?... “sí, sí, sí, estamos de acuerdo, tenemos el mismo Credo que ustedes, etc. Sí, pero cuando estamos en el mundo, allí hay que ponerse al nivel de los demás, ponerse con los otros, sin lo cual no se convertirán jamás”. ¡Error completo!... Los papas han percibido este peligro de los católicos que son casi imperceptibles porque afirman cuando se les quiere agarrar: “No, no, estoy de acuerdo”. Pero después hacen pactos con los enemigos de la Iglesia… Son traidores… más funestos que los enemigos declarados… ellos dividen los espíritus, desgarran la unidad, debilitan las fuerzas que habría que reunir todas juntas contra el enemigo… Ellos les dirán “usted es el que divide”, pero no podemos dividir cuando nos apegamos a la verdad… los que dividen son aquellos que tratan de disminuir la verdad para entenderse con todo el mundo… Aquellos que están en el error deben convertirse a la verdad y no tratar de encontrar un terreno de acuerdo con la verdad y el error”4.
En el concilio, los liberales durmieron a los católicos diciéndoles que no se tocaban los dogmas sino que se hacía la pastoral. En el Consejo de la Fraternidad, los liberales nos duermen diciendo que no se tocan los principios católicos sino que “no se trata de una prudencia humana sino” de una prudencia sobrenatural, “de un equilibrio extremadamente delicado, que pide la asistencia del Espíritu Santo y el don de consejo”5. Monseñor Lefebvre, en una conferencia de 1978, (¿asistido del Espíritu Santo?) declaró:
« Yo pienso que al próximo encuentro, soy yo quien plantearía las preguntas. Soy yo quien los interrogaría para decirles: ¿A qué Iglesia pertenecen ustedes? ¿A qué Iglesia nos referimos –quisiera saber- si nos referimos a la Iglesia Católica o a otra Iglesia, a una Contra-Iglesia, a una falsificación de Iglesia?... yo creo sinceramente que se trata a de una falsificación de la Iglesia y ya no la Iglesia católica. ¿Por qué? Porque ellos ya no enseñan la fe católica. Ya no defienden la fe católica. Y no solamente no enseñan la fe católica ni la defienden, sino que enseñan otra cosa, ellos han convertido a la Iglesia en otra cosa que no es la Iglesia católica. Ya no es la Iglesia católica. Están sentados en la sede de sus predecesores, todos esos cardenales que están en las congregaciones y todos esos secretarios que están en las congregaciones o en la Secretaría de Estado; ellos están bien sentados donde estuvieron sus predecesores, pero no tienen continuidad con sus predecesores. Ya no tienen la misma fe, ni la misma doctrina, ni la misma moral que sus predecesores.” Pero Monseñor Fellay no piensa del mismo modo: “No estamos hablando de una Iglesia en el aire. Hablamos de la Iglesia que está allí, real, delante de nosotros, con una jerarquía, con un papa. No es el fruto de nuestra imaginación: La Iglesia está allí, es real, la Iglesia católica romana. Nosotros decimos y debemos profesar esta Iglesia como santa, como una, porque la fe nos obliga6.
IV) Esta Iglesia concreta, ¿es católica?
Monseñor deseaba «volver al marco oficial y normal de la Iglesia »
Por lo tanto:
« Yo estimo, decía él, que nosotros estamos en la Iglesia y que nosotros somos los verdaderos hijos de la Iglesia, y que los otros no lo son. No lo somos, porque el liberalismo no es hijo de la Iglesia. El liberalismo está en contra de la Iglesia, el liberalismo es la destrucción de la Iglesia, en este sentido ellos no pueden decirse hijos de la Iglesia… Hay quienes estarían dispuestos a sacrificar el combate de la fe diciendo: “¡Volvamos primero a la Iglesia! Hagamos todo para volver al marco oficial y público de la Iglesia. Callemos nuestro problema dogmático. No hablemos más de la malicia de la misa. Ya no digamos nada sobre las cuestiones de la libertad religiosa, de los Derechos del Hombre, del ecumenismo. Y, una vez que estemos en el interior de la Iglesia, podremos hacerlo… ¡Esto es absolutamente falso!  No entramos a un marco y bajo superiores, diciendo que vamos a empujar todo cuando estaremos dentro, mientras que tienen entre manos todo para controlarnos! Tienen toda la autoridad. Lo que nos interesa primero, es mantener la fe católica. Es esto nuestro combate. Por principio, lo que nos interesa es el mantener la fe católica. Ese es nuestro combate. Entonces la cuestión canónica, puramente exterior, pública en la Iglesia, es secundaria. Lo que es importante es permanecer en la Iglesia… en la Iglesia, es decir en la fe católica de siempre y en el verdadero sacerdocio, la verdadera Misa y los verdaderos sacramentos, en el catecismo de siempre con la Biblia de siempre. Esto es lo que nos interesa. Esto es la Iglesia. Ser reconocidos públicamente, es secundario. Entonces no hay que buscar lo secundario perdiendo lo primario, lo cual es el objeto de nuestro combate. « Una vez reconocidos, podremos probablemente actuar en el interior de la Iglesia”… Eso es conocer mal a aquellos que nos dirigen actualmente. Basta leer esta famosa frase del Cardenal Ratzinger para estar bien al tanto…Les voy a leer esta frase que es esencial en nuestra entrevista : « El problema de los años sesenta fue el adquirir para la Iglesia los mejores valores expresados durante dos siglos de cultura liberal… Eso ya está hecho ». ¡Pero los principios de dos siglos de la cultura liberal son el ecumenismo y la Declaración de los Derechos del Hombre, la libertad religiosa! Y el Cardenal Ratzinger los admite. El dice: “Ya está hecho”…
Esto es de una enorme gravedad. Esto condena todo lo que dice en su entrevista, porque esto es el corazón de sus ideas, y es eso lo que nosotros reprochamos y es esto lo que no queremos. No podemos ponernos bajo una autoridad con ideas liberales, porque nos conducirá necesariamente, poco a poco, por la fuerza de las cosas, a aceptar las ideas liberales y todas las consecuencias de estas ideas liberales que están en la nueva misa, los cambios de la liturgia, los cambios en la Biblia, los cambios en el catecismo, todos los cambios…Se dice : « ¡Pero ellos han luchado contra el catecismo !... Es simplemente un freno, porque este va tan lejos que se necesita cuando menos dar un cierto freno. Las consecuencias de sus propios principios los asustan. Entonces se frena a derecha e izquierda, pero están bien decididos a conservar las ideas liberales. ¡Ni pensar en cambiar las ideas liberales!7
Pero Monseñor Fellay declaró : « Los sacerdotes o los obispos (¿y el papa?) conducen las almas al infierno […] Y la Iglesia, incluso en ese estado, sigue siendo santa, sigue siendo capaz de santificar. Si actualmente, queridos hermanos, recibimos los sacramentos, la gracia, la fe, es por esta Iglesia católica romana, no por sus defectos sino por esta Iglesia real, concreta […] Ella actualmente es capaz de transmitir la fe, la gracia, los sacramentos”8 ¿La misa bastarda? ¿Las herejías del nuevo Código Canónico y del nuevo catecismo? ¿Los pecados contra la fe en Asís…? Monseñor Lefebvre no predicaba así:
Creo que es necesario que se convenzan de esto: ustedes representan de verdad la Iglesia Católica… últimamente se nos ha dicho que era necesario que la Tradición entrase en la Iglesia visible. Pienso que se comete allí un error muy, muy grave. ¿Dónde es la Iglesia visible?... ¿dónde están las verdaderas notas de la Iglesia?... Queda claro que somos nosotros quienes conservamos la unidad de la fe, que desapareció de la Iglesia oficial… somos nosotros los que tenemos las marcas de la Iglesia visible… No somos nosotros, sino los modernistas los que están fuera de la Iglesia. En cuanto a decir “salir de la Iglesia VISIBLE”, es equivocarse asimilando Iglesia oficial a la Iglesia visible… ¿Salir, por lo tanto, de la Iglesia oficial? En cierta medida, ¡sí!, obviamente. Es necesario, pues, salir de este medio de los obispos, si no se quiere perder el alma .Pero esto no es suficiente porque es en Roma donde está instalada la herejía. Si los obispos son herejes, no es sin la influencia de Roma”9.
Monseñor Fellay se aparta claramente de la eclesiología de Monseñor Lefebvre. Bajo el pretexto del misterio, el confunde y fusiona la Iglesia Católica y la Iglesia conciliar en una sola “Iglesia muy concreta… que está en un estado lamentable10
V) Reprender públicamente a los fautores de los errores del liberalismo.
Nuestros Estatutos nos ordenan estar apegados « indefectiblemente a la Iglesia Romana y al Sucesor de Pedro actuando como verdadero Sucesor de Pedro” pero no a la Iglesia conciliar, ni a un modernista que ofrece como ejemplo de santidad a un papa sacrílego que besó el Corán, ni a un papa que invita a Julia Kriteva, representante de los no-creyentes, para “orar por la paz” (sic). Esta declaró, después de haber elogiado a Juan Pablo II como apóstol de los derechos del hombre: “Gracias al papa Benedicto XVI de haber invitado por primera vez a los humanistas entre vosotros”.  Esta dama deseó, en el santuario, “Un gobierno mundial ético, universal y solidario”. ¿Cómo es posible que ciertos superiores hayan permanecido silenciosos y buscar un acuerdo con esta Iglesia conciliar mientras que nuestro santo Patrono ponía en guardia a la Iglesia Católica contra este “Gran movimiento de apostasía organizada, en todos los países, para el establecimiento de una Iglesia universal”11.
El Capítulo quiere que la Fraternidad continúe, con toda “libertad”, de “reprender incluso públicamente a los fautores de los errores del liberalismo y sus consecuencias”. Sin embargo, no debemos pasar por alto, si la cabeza de la Iglesia es modernista, la cabeza de la Fraternidad está seriamente contaminada por el liberalismo. Todos nosotros, especialmente los superiores, debemos hacer un examen de conciencia: ¿no seríamos nosotros, en nuestro puesto, responsables del surgimiento del liberalismo en nuestra propia congregación?
Hace poco, Monseñor Fellay nos explicó que en el 2006, “Las herejías prorrumpían" y "las autoridades propagaban el espíritu moderno y modernista del Vaticano II", pero que en 2012, había una restauración de la Iglesia, ad intra, por Benedicto XVI. Y que "esto reclama de nosotros un nuevo posicionamiento con relación a la Iglesia oficialSe trata de una mirada sobrenatural sobre la Iglesia”12. ¿Cómo pudo escribir éstas líneas luego de Asís III? ¿Benedicto XVI restarla la fe ad intra organizando ad extra reuniones interreligiosas condenadas por la Iglesia, con la presencia de humanistas ateos para abrirse a “la promoción del verdadero bien de la humanidad? Uno de nuestros teólogos le confiaba a un cofrade: “La cabeza de Monseñor Fellay está podrida pero el capítulo le impedirá firmar. Hay que hacerse de la vista gorda durante 6 años”. ¿Esto es tan seguro ? ¿Es suficiente ? ¿Cuántos de los capitulantes están prestos a profesar públicamente la fe católica con todas sus consecuencias?:  
« Nosotros nunca quisimos pertenecer a este sistema que se califica a sí mismo de Iglesia conciliar y que se define por el Novus Ordo Missæ, el ecumenismo, indiferentismo y la laicización de toda la Sociedad13
Monseñor Lefebvre fue engañado en mayo de 1988. En septiembre de 2012, a pesar de las gracias de estado y de su Consejo, a pesar de “la asistencia del Espíritu Santo y el don de Consejo”,  Monseñor Fellay dijo haberse engañado en cuanto a las intenciones del papa. Pero, en realidad, el error no es ese, porque Benedicto XVI jamás ha ocultado sus intenciones. El problema viene de una turbia concepción de “la Iglesia concreta” que es “un error muy, muy grave”.
¡Errare humanum est, sed perseverare diabolicum ! El liberalismo de nuestros superiores es un castigo para nuestra congregación. ¿No tendremos nosotros nuestra parte de responsabilidad en este pecado, por nuestra negligencia de vivir del tesoro transmitido por nuestro fundador, por nuestro laxismo, por nuestros apegos mundanos y por nuestra orgullosa presunción clerical?
Vigilate et orate.
La Redacción
1 Mgr Fellay, Cor unum, n° 102, verano 2012.
2 Mgr Fellay, Cor unum, n° 101, marzo 2012.
3 Mgr Lefebvre, Retiro en Ecône, 17 septiembre 1981.
4 Mgr Lefebvre, Conferencia espiritual, Ecône, enero 1974.
5 Mgr Fellay, Cor unum, n° 102, verano 2012.
6 Mgr Fellay, Conferencia en Flavigny, 2 septiembre 2012.
7 Mgr Lefebvre, Conferencia espiritual, Ecône, 21 diciembre 1984.
8 Mgr Fellay, 1er noviembre 2012, Ecône.
9 Ecône, 9 septiembre 1988.
10 Mgr Fellay, Conferencia en Flavigny, 2 septiembre 2012.
11 Pie X, Notre charge apostolique, 25 agosto 1910.
12 Mgr Fellay, Cor unum, n° 101, marzo 2012.
13 Carta abierta de los superiores de la FSSPX al cardinal Gantin, Ecône, 6 de julio de 1988.


fonte: http://nonpossumus-vcr.blogspot.mx/2013/01/carta-nuestros-colegas-sacerdotes.html
Sem revisão.

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