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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Santa Ana, Mãe da Mãe de Deus

26 de julho


Santa Ana

Venerável Mãe da Mãe de Deus 
“Porque a virgem Mãe de Deus iria nascer de Ana, a natureza não ousou antecipar o germe da graça; mas permaneceu estéril até que a graça produzisse fruto. Devia nascer, de fato, aquela primogênita da qual nasceria o primogênito de toda criatura «no qual todas as coisas subsistem» (Col. 1,17). Ó casal feliz, Joaquim e Ana! A vós toda a criação se sente obrigada. Pois por vós ofereceu a mais valiosa dádiva das dádivas ao Criador, a mãe pura, única digna do Criador. Alegra-te Ana, «Entoa alegre canto, ó estéril, que não deste à luz; ergue gritos de alegria, exulta, tu que não sentiste as dores» (Is 54,1). Exulta, ó Joaquim, pois de tua filha nasceu para nós um menino, um menino nos foi dado, e o seu nome será Anjo de grande conselho, de salvação para todo o mundo, Deus forte (cfr. Is 9,6). Este menino é Deus. Ó Joaquim e Ana, casal beato, verdadeiramente sem mancha! Do fruto de vosso seio vós sois conhecidos, como uma vez disse o Senhor: «Pelos seus frutos os conhecereis» (Mt 7,16). Vós conformastes a conduta de vossa vida de maneira agradável a Deus e digno daquela que de vós nasceu. De fato, na vossa casta e santa convivência, deste a vida àquela perola de virgindade que foi virgem antes do parto, no parto e depois do parto. Aquela, digo, que sozinha devia conservar a virgindade, e da mente, e da alma e do corpo. Ó castíssimo casal, Joaquim e Ana! Conservando a castidade prescrita pela lei da natureza, alcançastes de Deus aquilo que supera a natureza: gerastes para o mundo a mãe de Deus, que não conheceu homem. Vós, conduzindo uma vida pia e santa na condição humana, desde à luz uma filha maior que os anjos e agora rainha dos próprios anjos. Ó Virgem belíssima e dulcíssima! Ó filha de Adão e mãe de Deus! Felizes as entranhas donde saíste! Felizes os braços que te carregaram; e os lábios que te imprimiram castos beijos, aqueles dos teus pais somente, de forma que Tu conservaste em tudo a virgindade! «Aclamai ao Senhor, terra inteira, gritai, exultai com cânticos de alegria» (Sal 97,4). Erguei a vossa voz, gritai, não temais” (Dos Sermões de São João Damasceno, bispo).

http://sacragaleria.blogspot.com/2014/07/sta-ana-mae-da-bata-virgem-maria.html
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Santa Ana, ou Sant'Ana - do hebraico Hannah: Graça - foi a Mãe de Maria Santíssima e pertencia à família do sacerdote Aarão. Seu marido, São Joaquim, homem pio, fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Segundo narra a Tradição, Rubén parou Joaquim quando este estava para entrar no Templo para levar sua costumeira oferenda anual em dinheiro e lhe disse: “Tu não tens o direito de ser o primeiro, porque não geraste prole”. Sant’Ana já era idosa e estéril, e São Joaquim não queria tomar outra mulher para gerar filhos, segundo os costumes hebraicos, porque amava a esposa. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo-lhe que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado a Jerusalém, ambos se encontraram na Porta Áurea. Algum tempo depois Sant’Ana, a quem também aparecera concomitantemente um anjo (“Ana, Ana, o Senhor ouviu tua prece e tu conceberás e parirás e se falará de tua prole em todo o mundo”), ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade deu-lhes o prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus. O santo casal residia em Jerusalém, perto da Porta dos Leões, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Sant'Ana, construída pelos Cruzados e cuidada pelos Padres Brancos (Sociedade dos Missionários da África). Em um sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam - do hebraico: "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Após os três anos de idade de Maria, o nome de São Joaquim não aparece mais nos apócrifos, enquanto Ana é ainda mencionada por outros textos sucessivos, os quais narram que ela viveu até à idade de oitenta anos.

Os pais de Maria nunca foram nomeados nos textos bíblicos; sua história foi narrada pela primeira vez nos apócrifos¹ Protoevangelho de Tiago e Evangelho do Pseudo-Mateus². Depois foi enriquecida de detalhes hagiográficos no curso dos séculos, até a Legenda Aurea de Jacopo de Varazze. As histórias da santa foram, depois, recolhidas no De Laudibus Sanctissime Matris Annae tractatus (por João Trithemius, Magonza, 1494). Falam deles, como pais de Maria Santíssima, entre outros, Santos Efrém e São João Damasceno. Mas a devoção aos pais de Maria é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no ocidente, o culto de Santa Ana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, de onde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha. Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto. Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de Julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Em França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da Santa em Auray, em 1623 (vide quadro abaixo).


A Tradição conta que as relíquias foram salvas de serem destruídas pelo centurião Longuinho. Os restos foram custodiados na Terra Santa até que, por obra de alguns monges, chegaram à França, onde permaneceram por anos. Durante as incursões otomanas, o inteiro corpo da Santa foi guardado em um caixão de cipreste e murado, por precaução, em uma capela escavada sob a nascente catedral de Apt. Muitos anos depois, o corpo foi encontrado, precedido e seguido por diversos milagres que levaram à identificação do corpo, graças também a uma inscrição em grego. Em seguida, o corpo foi desmembrado e as relíquias enviadas por toda parte do Ocidente. Atualmente, o crânio está em Castelbuono, na Sicília, onde no dia 27 de julho é levado em procissão. Entre os milagres, conta-se o do "lumezinho" que permaneceu aceso ao lado do caixão por anos, apesar da ausência de ar.

A mãe da Virgem possui os mais diferentes patronatos, quase todos ligados a Maria; por ter levado no ventre a Esperança do mundo (Maria), o manto de Sant'Ana é verde, por isso na Bretanha, onde são devotíssimo dela, é invocada na colheita do feno. Por ter custodiado Maria como uma joia em um cofre, ela é patrona dos ourives e tanoeiros. Protege também os mineradores, os marceneiros, os carpinteiros e os oleiros. Por ter ensinado à Virgem a cuidar da casa, tecer e costurar, é a padroeira dos fabricantes de vassouras, dos tecelões, dos costureiros, dos fabricantes e comerciantes de tecidos. É sobretudo a padroeira das mães de família, das viúvas, e, por ter concebido a mais alta das criaturas humanas, sobretudo das parturientes; é invocada nos partos difíceis e nos casos de esterilidade conjugal.

Santa Ana tem uma profunda ligação com as mulheres estéreis do povo de Israel, desde Sara até à homônima Ana, mãe de Samuel. Cristo nasce, assim, de uma descendência estéril e desesperada: isto é uma esperança para a nossa vida; não poderíamos ter uma padroeira mais compassiva para conosco, quando nos encontramos infrutíferos ou surpreendidos por algum fracasso. Do fracasso de Joaquim e Ana, Deus tira a Mãe do Messias. 

Papa Xisto IV fixou sua memória no dia 26 de julho, mas em alguns lugares se comemora no dia 25. São Joaquim, embora tivesse sido deixado de lado no início, ao longo dos séculos reapareceu e a partir de 1584 era lembrado aos 20 de março; em 1788, passou a ser comemorado no Domindo da Oitava da Assunção; e a partir de 1913 estabeleceu-se o dia 16 de agosto.



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Aparição de Sant´Ana em Auray, França


Contam os historiadores que Yves Nicolazic, camponês que vivia na aldeia de Ker Anna, Bretanha, França, foi o portador da mensagem de uma “majestosa senhora”. Na noite de 26 de julho de 1624, ele teve um sonho em que Sant’Ana lhe pedia a reconstrução de uma capela construída em sua honra no século VI. O fato, entretanto, não convenceu o Cura da aldeia.
Na noite de 7 para 8 de março de 1625, Sant´Ana apareceu-lhe, mais uma vez, pedindo-lhe que fosse chamar os vizinhos e que todos seguissem a luz que os guiaria: "Leva-os contigo: esta luz vos conduzirá e vós encontrareis a imagem que vos protegerá de todos os males do mundo, e o mundo conhecerá, enfim, a verdade daquilo que prometi". Pouco depois, sob a luz das tochas os camponeses encontraram uma antiga imagem de Sant´Ana em madeira, já bem desgastada, com vestígios em tons brancos e azuis. Ao seu lado, a Virgem Maria com o Menino Jesus ao colo. Três dias depois os peregrinos começaram a chegar para rezar a Sant´Ana diante da imagem que serviria de sinal de conversão para o mundo. Era a realização da profecia: a partir de então as peregrinações tornaram-se constantes.
Apesar da discrição e das restrições do Cura, que depois se desculpou, as pesquisas ordenadas por Monsenhor de Rosmadec, Bispo de Vannes, concluiriam sobre a veracidade dos fatos. A primeira Missa oficial foi celebrada por decisão sua no dia 26 de julho de 1625, diante de uma multidão estimada em cem mil pessoas.
A partir daquele dia, Yves Nicolazic tornou-se construtor. Os senhores de Kermedio e de Kerloguen, este último proprietário do campo de Bocenno, prometeram-lhe apoio para a construção da capela. Ives passou a dirigir os trabalhos: conduzia as carroças, oferecidas pelo povo, cheias de pedras ou de ardósia, lenha do derrube das árvores, pagamento dos fornecedores e tudo com sabedoria e probidade de um homem que não sabia nem ler nem escrever, e que só falava bretão.
Quando a capela ficou pronta, ele se eclipsou: deixou a aldeia e cedeu lugar a Sant´Ana e aos peregrinos, cada vez mais numerosos. Até hoje Sant´Ana é venerada na Basílica de Auray, dedicada à avó de Jesus.
No século XIX, como a afluência de peregrinos era muito grande, tornou-se necessário que uma igreja maior fosse construída. A Basílica foi edificada entre os anos 1865 e 1872.
Sant’Ana é padroeira dos Bretões deste 1914. (Fonte; outra fonte)

Notas
¹ Embora os apócrifos não sejam formalmente aceitos pela Igreja, também por conterem heresias, acabaram por influenciar a devoção e a liturgia, porque algumas notícias são consideradas autênticas e de acordo com a Tradição, como a Apresentação de Maria no templo e a Assunção de Maria,  e o nome do centurião Longinus (São Longuinho) que feriu Jesus com sua lança, a história de Verônica etc.
²  Cujo nome original era Livro sobre a Origem da Bem-aventurada Maria e da Infância do Salvador.

Fontes : 1, 2, 3 e 4.
Pesquisa, tradução e organização: Giulia d'Amore.


Oração a Santa Ana: http://precantur.blogspot.com/2016/07/oracao-santa-ana.html.





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