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quinta-feira, 20 de março de 2025

Infalibilidade Pontifícia para dummies

S.S. Papa Pio IX


Infalibilidade Pontifícia para dummies



É inacreditável como certas heresias natimortas se perpetuam. E em ambientes pretensamente tradicionalistas... Hoje, quero vos falar sobre a Infalibilidade Pontifícia, e vou até desenhar para os mentecaptos. 

A Infalibilidade Pontifícia (ou Papal) foi longamente discutida e analisada na História do Cristianismo, sendo reafirmada por diversos teólogos e Papas. A primeira menção a esta doutrina ocorre ainda em 90 d.C., quando o Apóstolo João ainda vivia em Éfeso; o Papa Clemente I, ao intervir nos assuntos de Corinto, afirmava estar “falando em nome do Espírito Santo”, ou seja, era infalível. No século XI, a Proposição XXII do “Dictatus Papæ” afirmava que o PAPA NUNCA ERROU E NÃO ERRARÁ NUNCA, segundo o testemunho das Escrituras. Na Idade Média e Renascimento, diversos teólogos discutiram a infalibilidade do Papa quando define questões de fé e moral, incluído Santo Tomás de Aquino. Em 1330, o bispo carmelita Guido Terreni descreveu o uso da infalibilidade do Papa em termos muito semelhantes àqueles que seriam utilizados no Concílio Vaticano.


Concílio Vaticano, 1870.

A doutrina da infalibilidade do Papa foi oficialmente colocada em discussão, pela primeira vez, no dia 13 de julho de 1870, durante o Concílio Vaticano, sob Pio IX, quando a ampla maioria dos Padres conciliares (que têm direito a voto) aceitou a definição de infalibilidade. Na quarta sessão pública, a relação de Padres conciliares favoráveis foi ainda maior, embora 57 deles, adversários da definição, tivessem voltado para seus locais de origem antes dessa sessão. Assim, o DOGMA foi declarado em 18 de julho de 1870, através da Constituição Dogmática “Pastor Æternus”, que trata do primado e da infalibilidade do Papa, e que assim diz:

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Ainda sobre Sedevacantismo. Reconhecer e Resistir.

 

Sedevacantismo. Reconhecer e Resistir



Recebi um e-mail de nossa querida Irmã Cristiana [tags] que faço questão de publicar no Pale Ideas, para esclarecimento das coisas e o bem das almas.
 
“No começo da Semana Santa, o nosso bom Padre Cardozo recebeu as seguintes palavras: o senhor é católico, porém sedevacantista! Então, tchau![1]
 
Primeiramente, os sedevacantistas que se fazem de sectários e que, sem controle, vão eliminado da lista dos Papas até Pio XII, Pio XI etc., eles, de fato, a nível litúrgico, não são bons católicos, pois desprezam a Santa Igreja. Mas, desde João XXIII e, sobretudo, a partir de Paulo VI até hoje, é impossível obedecer à Sé de Roma, ocupada por inimigos que desprezam abertamente a Pessoa Divina de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Magistério da Santa Igreja d’Ele. A atitude adequada à salvação é desprezar os que desprezam a Santa Igreja Católica, que nada tem a ver com a igreja conciliar.
 
Os padres da nova Fraternidade esqueceram que Monsenhor Lefebvre foi até ESGOTAR todas as possibilidades das vias legais para provar o estado e o direito de necessidade que usou para a salvação das almas. Os que aceitaram receber a sua orientação nesta tempestade de trevas[2] têm a OBRIGAÇÃO MORAL de não ter nenhuma relação com a Roma Apóstata e de esperar em Deus a conversão real desta.
 
O Reverendo Padre Cardozo tem o mérito de ser fiel a esta sabedoria plenamente cristã daquele[3] que lhe deu a formação e o sacerdócio.”
 

Muito obrigada, Irmã Cristiana, por sua sabedoria simples e cristalina. E o que eu poderia acrescentar? Estaria apenas repetindo o que foi dito de forma tão didática. Mas vou me permitir, ainda assim, acrescentar umas coisinhas.   

Não sei se perceberam, mas a Irmã fala de dois tipos de "Reconhecer e Resistir":  

1. Os que reconhecem e desobedecem a um Papa Católico: "Primeiramente, os sedevacantistas que se fazem de sectários e que, sem controle, vão eliminado da lista dos Papas até Pio XII, Pio XI etc., eles, de fato, a nível litúrgico, não são bons católicos, pois desprezam a Santa Igreja".  Ou seja, aqueles que reconhecem em Pio XII um Papa Católico, mas escolhem não o obedecer, sob o mais vários argumentos e pretextos, todos inválidos e alguns até estúpidos.

2. Os que reconhecem como Papa Católico a um herege público e confesso: "Mas, desde João XXIII e, sobretudo, a partir de Paulo VI até hoje, é impossível obedecer à Sé de Roma, ocupada por inimigos que desprezam abertamente a Pessoa Divina de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Magistério da Santa Igreja d’Ele".  Ou seja, aqueles que, como a Neofrat, reputam Bergoglio um Papa Católico e acham que basta não o obedecer (naquilo que contrária a Doutrina da Igreja, mas obedecem quanto ao resto todas as ordens que vêm de Roma. Afinal, como disse Fellay, o Concílio é 95% bom e 5% discutível. Alguém, em sã consciência, beberia um copo de água com 5% de veneno?).

Qual a diferença entre ambos: nenhuma. Ambos incorrem em CISMA.  


 * * *

Adiante. Em que pese o fato de não ser novidade para ninguém que o Reverendo Padre Cardozo é sedevacantista, é estranho que um fiel das Missões Cristo Rei que não chegou ontem ainda questione esse tipo de coisa...  

Ninguém é sedevacantista por gosto, mas por um sentido crítico da realidade. Até o “papa” Ratzinger, um católico menos estudado poderia até ir empurrando com a barriga, vítima do medo de estar errado[4], mas com esse palhaço herético que está à frente da seita conciliar que nos tomou a estrutura (hierarquia e igrejas) não tem o que tergiversar!!! O mais simples dos católicos, o menos instruído nas coisas de Deus não pode ignorar que Bergoglio NÃO PODE ser o Papa escolhido pelo Espírito Santo para governar a Igreja de Deus e, portanto, nos governar.  

Se Bergoglio fosse papa católico, escolhido pelo Espírito Santo, todos os católicos lhe DEVERIAM obediência, porque senão estariam EM CISMA com o Papa e a Igreja de Cristo. Mas, visto que um Papa não pode ensinar o erro e que, portanto, Bergoglio não é Papa, obedecer a esse novo Lutero é violar o 4º Mandamento, pois quem obedece a uma falsa autoridade, a uma autoridade que nos manda pecar, está desobedecendo a Deus! 

* * *
 
Quero agregar, para registro, também o que o Padre Cardozo nos ensinou: 

Nós somos sedevacantistas porque um católico, para se salvar, DEVE cumprir com os Dogmas da Fé. Não posso me salvar se não creio no Dogma da Imaculada Conceição, ou se não creio no Dogma do Inferno... E, para me salvar, devo crer também (I) no Dogma da Indefectibilidade da Igreja, ou seja, que a Igreja não pode ensinar o erro; e (II) no Dogma da Infalibilidade do Papa

São dois Dogmas que vão em paralelo, ou seja, a Igreja não pode ensinar o erro porque a sua cabeça, o Papa, não o pode ensinar. Isso é logico! 

Agora, se eu concedo que a Igreja pode ensinar o erro, e, portanto, o Papa pode ensinar o erro, eu estou seguindo qualquer religião menos a CATÓLICA. E isso diz respeito particularmente aos que professam a fé no “Reconhecer e Resistir” quando reconhecem em Bergoglio um Papa católico, mas não o obedecem porque ensina o erro... Sic!!!  

 * * *
Quanto à queixa comum dos que se recusam a aceitar o Sedevacantismo sob o pretexto de que “sem papa não há Igreja Católica, não há Fé Católica, por causa da visibilidade da Igreja” etc., recordemos que a VISIBILIDADE da Igreja se manifesta na fé dos membros da Igreja, e, se entre os membros estiver o Papa — para ser membro da Igreja, o Papa TEM QUE ter Fé Católica, isto é evidente! —, bendito seja Deus, ou se houver um bispo na diocese que se manifesta e tenha fé, bendito seja Deus, mas pode ser que não se manifestem, não estejam, e, então, a Igreja acaba?  

A Igreja teve diversos períodos de Sé vacante, alguns bem longos e não acabou por causa disso. Lembremos do caso do termo conclave, a Igreja continua existindo, e continua sendo visível! 

Façamos uso da razão que Deus nos deu quando fomos concebidos. Não sejamos vaquinhas-de-presépio de pretensos gurus (com ou sem batina, desses que vicejam na Internet), porque um dia teremos que prestar conta de nossos atos ao nosso Criador, e diante d'Ele não vai colar: "eu não sabia", "foi Fulano quem disse", "sabe o que é...". Acautelai-vos!!! 


Giulia d'Amore


NOTAS 
[1] Obviamente, foi um resumo da Irmã daquilo que foi dito ao Padre.
[2] Todos os padres da Fraternidade e daquilo que depois ela se tornou, a NEOFRAT. 
[3] Monsenhor Marcel Lefebvre.
[4] Foi o meu caso! O “Papa” foi o último bastião a cair, porque eu não tinha, até então, uma perfeita compreensão do que seria um Papa e da Infalibilidade Papal. Eu, como  maioria dos católicos de boa fé, apenas amava a figura do Papa simplesmente por ele ser o Papa, vestir o hábito branco, estar em Roma, na cátedra de Pedro... E me parecia extremamente errado duvidar dele, enxergá-lo em sua cruel verdade, porque, às vezes, a verdade machuca. Mas também liberta. Depois eu aprendi que não se trata disso, aprendi que um Papa não pode errar, e é justamente por isso, porque um Papa não pode errar, que Ratzinger não poderia ser Papa! Após todas as heresias por ele proclamadas pessoalmente, independentemente de sua atuação e aceitação do Concilio, não há como ele ser Papa. Não há como ele ser, antes disso, um católico!!! Quando entendi isso, foi sereno e tranquilo VER que alguém não é Papa só porque veste o branco e se senta na Cátedra de São Pedro, é preciso ter Fé Católica!!! E foi fácil abrir mão de uma ilusão funesta para a alma, a qual custou o Sangue de um Deus bom. Viva Cristo Rei! Viva a Igreja Católica!

       

terça-feira, 10 de julho de 2012

Sobre sedevacantismo, infalibilidade e excomunhão

Três coelhos com uma cajadada só: sedevacantismo, infalibilidade e excomunhão!

«O Card. Ratzinger é contra a infalibilidade, o Papa é contra a infalibilidade, por sua formação filosófica. Que nos compreendam bem: nós não somos contra o Papa até o ponto em que representa todos os valores da Sé Apostólica, que são imutáveis, a Sé de Pedro; mas somos contra o Papa que é um modernista que não crê em sua infalibilidade, que pratica o ecumenismo. Em toda evidência, nós somos contra a Igreja conciliar que praticamente é cismática, mesmo que eles não o aceitem. Na prática, trata-se de uma Igreja virtualmente excomungada, porque é uma Igreja modernista. Eles são aqueles que nos excomungam, enquanto que nós queremos permanecer católicos. Nós queremos permanecer com o Papa católico e com a Igreja católica». (Mons. Lefebvre in Fideliter n° 70-1989, p. 8).

clique para a definição com "audiovisual"... ;)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Infalibilidade, liberalismo, sedevacantismo...

Encontros entre o liberalismo e o sedevacantismo: considerações libertadoras sobre a infalibilidade


O erro comum aos dois

Depois de muito tempo, sabemos que os liberais1 e os sedevacantistas2 chegaram a exagerações, respectivamente à esquerda e à direita, partindo das mesmas premissas. Eis o raciocínio que eles fazem (mais ou menos conscientemente):

Maior3: o papa é infalível.
Menor: ora, os últimos papas são liberais.
Conclusões:
– (liberal) então é preciso fazer-se liberal
-(sedevacantista) então estes últimos “papas” não são verdadeiros papas.

Aqui, a lógica é boa e a “menor” também é; então, se as conclusões deixam a desejar, devemos buscar o problema na premissa maior, raiz comum das duas conclusões opostas, e que explica como um fiel liberal do Novus Ordo ao chegar à Tradição pode ser tentado de se tornar sedevacantista, e como um sedevacantista feroz, depois de anos defendendo a sua posição, pode de um dia para o outro tornar-se liberal. Isso é porque os liberais compartem com os sedevacantistas uma noção da infalibilidade muito difundida a partir de 1870 (concílio Vaticano I), noção, no entanto, falsa.

Não é que a definição do magistério solene ou extraordinário infalível do Papa fosse uma coisa má per se, ao contrário; mas per accidens4, pela malícia dos homens, ela contribuiu muito a uma desvalorização da Tradição no sentido usado por São Paulo dizendo aos Gálatas: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie um Evangelho diferente daquele que vos temos anunciado, seja anátema!” (Gal 1, 8). Quem compreende, ainda hoje, todo o alcance desta impressionante exclamação!

A definição de 1870 foi boa per se, porque ela permitiu ancorar os espíritos católicos naquilo onde os liberais faziam tudo o possível para deixá-los à deriva. Mas, depois que a definição foi realizada, os maliciosos liberais mudaram imediatamente a sua tática: “Sim, de acordo, sem dúvida, nós sempre acreditamos (hipócritas!) que existe um magistério a priori infalível no cume do ensino da Igreja, mas, abaixo desse cume quem não vê agora que nada é absolutamente seguro?” E assim os liberais deliberadamente começaram a pôr em dúvida toda verdade abaixo deste cume constituído pelo corpo de verdades definidas infalivelmente segundo as quatro condições da nova definição de 1870.

E os católicos a partir desse tempo, mesmo dizendo que não, que a definição não cria a verdade, que o cume não faz a montanha, que existe no magistério da Igreja todo um conjunto – uma montanha – de verdades certas abaixo daquele cume, mesmo assim nada mudou. A partir de 1870, no espírito das pessoas, pouco a pouco era o cume que criava cada vez mais a montanha e não era mais a montanha que criava o cume.

Mas reflitamos um momento. Não é a definição que faz a verdade. Ela não causa senão a nossa certeza da verdade. A ordem real é a seguinte: 1º) O objeto real, a realidade. 2º) A verdade da proposição que enuncia essa realidade. 3º) A definição que vem reforçar o nosso conhecimento dessa verdade. 4º) A certeza no espírito do católico piedoso a partir de quando ele sabe que tal verdade é objeto de uma definição.

Repito: 1º) Objeto. 2º) Verdade. 3º) Definição. 4º) Certeza.

Mas o efeito acidental da definição de 1870 foi de inverter esta ordem no espírito dos católicos e de colocar a definição antes da verdade, como se fosse a definição que criasse a verdade. É evidentemente falso, por pouco que pensemos, mas a prova que os católicos chegaram a pensar assim são os livros de teologia escritos entre 1870 em 1950, que para estabelecer uma verdade não solenemente definida, se sentem – visivelmente – na necessidade de construir como um magistério ordinário infalível a priori, copiado do magistério extraordinário infalível a priori, somente com três condições, ou três condições e meia, no lugar de quatro5. Mas precisamente não é assim! São necessárias quatro condições e não somente três e meia para que haja a priori uma infalibilidade. Mas este magistério com três condições e meia era como necessário para assentar uma verdade católica nos espíritos falsamente deslumbrados pelo magistério solene com quatro condições.

Expliquemos a nossa comparação: (1) a montanha cria (2) o cume, ao qual (3) a neve acrescenta só (4) a visibilidade. Quem pensaria em dizer que é a neve que cria o cume, ou que é o cume que cria a montanha? Do mesmo modo, é a Tradição que no momento da morte do último dos apóstolos, constituía já todo o corpo da doutrina revelada da Igreja; as diversas definições de várias verdades neste corpo de doutrina não acrescentaram nada mais a essas verdades que a sua certeza para os católicos. No entanto, à medida que a caridade se resfria, a camada de neve no cume avança cada vez mais.

Mas daí a dizer que, posto que não há neve, não há montanha, ou que, onde não existe definição com as quatro condições, não há verdades certas, seria perder todo o sentido da montanha, todo o sentido da verdade, é a doença do subjetivismo que não pode conceber nenhuma verdade objetiva sem certeza subjetiva.

Então os “bons” autores dos livros começaram a entrar em certo modo no jogo dos liberais, sem dúvida inconscientemente, eclipsando a verdade objetiva atrás da certeza subjetiva, e dessa forma eles contribuíram a preparar a catástrofe do Vaticano II, e deste “magistério ordinário supremo”6 de Paulo VI graças ao qual, de fato, ele agrediu gravemente a Igreja! Eis aqui o problema de Michael Davies7, por exemplo, que nega toda nocividade intrínseca ao missal da missa nova, pelo fato que teria sido promulgado “solenemente” pelo supremo Legislador.

Bem ao contrário, eis aqui a grandeza de Dom Lefebvre, que soube guardar o sentido católico da montanha, como São Paulo na sua epístola aos Gálatas, quando quase todo o universo católico se deixou cegar pelo brilho da neve.
Kyrie eleison!


Dom Richard Williamson
Winona, 09 de Agosto de 1997.
Fonte

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Notas:
1 O liberalismo tende a exagerar o lugar da liberdade humana. Veja o livro de Don Sardá y Salvani, O Liberalismo é pecado.
2 O sedevacantismo consiste em pensar que os Papas atuais não são verdadeiramente Papas e que, por conseguinte, não se deve rezar por eles no Cânon da Missa nem publicamente, como acontece no período de Sé vacante (sede vacante).
3 Num raciocínio em forma escolástica, chamamos maior à primeira proposição, menor à segunda. A maior e a menor são as “premissas”.
4 As expressões per se e per accidens significam aqui que, no primeiro caso, a consequência deriva da essência da coisa, e no segundo caso, esta mesma consequência se origina por causa de circunstâncias em si independentes da coisa (aqui, a circunstância determinante é a “malícia dos homens” atuais).
5 O Concílio Vaticano I definiu que o Papa é infalível quando fala ex cathedra, ou seja, quando cumpre as quatro condições:
- no seu cargo de ensinar à Igreja (portanto, não como doutor privado), com a sua autoridade suprema,
- definindo,
- uma doutrina sobre a fé e os costumes,
- devendo de ser sustentada por toda a Igreja (DS 3074).
O Concílio Vaticano I expôs também que os católicos devem crer, além dos juízos solenes, no ensino do magistério ordinário universal (DS 3011). Mas não precisou as condições em que esse magistério ordinário é infalível.
6 Expressão empregada pelo Papa Paulo VI em audiência no dia 12/01/1966 para qualificar o magistério do Concílio: “Há quem se pergunte que autoridade, que qualificação teológica o Concílio quis atribuir aos seus ensinamentos, pois bem se sabe que ele evitou dar solenes definições dogmáticas envolventes da infalibilidade do Magistério Eclesiástico. A resposta é conhecida, se nos lembrarmos da declaração conciliar de 6 de março de 1964, confirmada a 16 de novembro desse mesmo ano: dado o caráter pastoral do Concílio, evitou este proclamar em forma extraordinária dogmas dotados da nota de infalibilidade. Todavia, conferiu a seus ensinamentos a autoridade do supremo Magistério ordinário” (cf. Frei Boaventura Kloppenburg, OFM, Compêndio do Vaticano II, Petrópolis, Vozes, 18° edição, 1986).
7 Michael Davies é um autor inglês que escreveu muitos livros para defender a Tradição e particularmente Dom Lefebvre. Porém, não seguia completamente todas as suas posições, especialmente sobre a missa nova.

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