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segunda-feira, 11 de maio de 2015

LADAINHAS MENORES: 2ª, 3ª e 4ª FEIRA DA ROGAÇÕES

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LADAINHAS MENORES: 2ª, 3ª e 4ª FEIRA DA ROGAÇÕES

Em 2016: dias 2, 3 e 4 de Maio 


As "rogações", do latim, rogatio (pedido, petição), são as orações de petição que uma comunidade faz em determinados tempos ou por algumas intenções especiais, muitas vezes em forma de procissão e com o canto das Ladainhas dos Santos. As rogações – dando graças a Deus, pedindo a chuva, uma boa colheita, o fim de uma epidemia ou a libertação de algum outro mal que ameaça toda a comunidade – relacionam-se sobretudo com as Quatro Têmporas do ano.


HISTÓRIA

Em consequência das calamidades naturais e um terremoto que, no século V, destruiu casas e colheitas, na Diocese de Vienne (ou Viena), no Delfinado, atual Departamento de Isère (França), o Santo Bispo Marmeto (antes de 463-475; Bispo em 452; memória no dia 11 de maio), um dos Santos de Gelo, organizou, em 474, três dias antes da Ascensão, uma procissão solene de penitência nos três dias que precedem imediatamente a Ascensão. Mais tarde, em 511, o Primeiro Concílio de Orleans (combate ao arianismo; regulamentação das relações entre o poder real e a Igreja; estabelecido o direito de asilo) estendeu este costume a toda França; e Leão III, em 816, adotou-o em Roma, donde passou a toda Igreja.


A Ladainha de todos os Santos, os salmos e as orações são tudo uma oração de súplica, recebendo por este motivo o nome de “rogações”. Têm por fim afastar os flagelos da Justiça Divina e atrair as bênçãos e a misericórdia de Deus. As ladainhas são um modelo admirável de oração; pequenas jaculatórias dialogadas, brevíssimas, e a ressumar sentido e piedade.  


Essas são as Rogações Menores. As Rogações Maiores, ao invés disso, não são obras de São Mamerto, e, ainda que contem com a benção de diversos papas, têm origens pré-cristãs. São celebradas no dia 25 de abril, data em que antigamente se praticavam os ritos de Ambarvalia (eram ritos de fertilidade agrícola romanos em honra de Ceres): procissões propiciatórias para obter boas colheitas. Papa Libério (no século IV) as cristianizou; e, sucessivamente, o papa Bento XIV (século XVIII), estabeleceu que fossem "orações próprias para defender a vida dos homens da ira de Deus que nos amedronta em todo lugar", com o objetivo de "afastar os flagelos da justiça de Deus e de atrair as bênçãos de sua misericórdia sobre os frutos da Terra".  
Ambarvalia vem do latim "ambire arva" significando "volta ao redor do campo". 
Seja como for, por ocasião das Rogações Menores repetiam-se essas procissões nos campos, com itinerários diferentes, por três dias. Desde a manhã até a noite, campo por campo, o Sacerdote repetia, dirigindo-se aos quatro pontos cardeais, as frases do rito: "A fulgore et tempestate, A flagello terremotus, A peste fame et bello". Frases às quais os fiéis respondiam: "Libera nos Domine".  

Nos dias das Rogações Menores se faziam também previsões para as futuras colheitas: na segunda-feira, se fazia o prognóstico para a colheita dos hortifrúti e da uva; na terça, para o trigo, e na quarta para o feno. Se naqueles dias o tempo fosse inclemente, assim seria a colheita, ao contrário: com o tempo ensolarado, as colheitas abundantes. 

Toda a missa de hoje mostra a eficácia da oração do justo, quando é humilde e perseverante. Elias fechou e abriu os céus orando, e Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz que Deus escuta e despacha a oração dos que pedem em Seu nome e com perseverança. Quando nos sentimos atribulados, confiemos em Deus que Ele nos há de ouvir como ouviu o Filho.
  


EPÍSTOLA

Leitura da Epístola de São Tiago Apóstolo (5,16-20)  


Caríssimos: Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia. Elias era um homem pobre como nós e orou com fervor para que não chovesse sobre a terra, e por três anos e seis meses não choveu. Orou de novo, e o céu deu chuva, e a terra deu o seu fruto. Meus irmãos, se alguém fizer voltar ao bom caminho algum de vós que se afastou para longe da verdade, saiba: aquele que fizer um pecador retroceder do seu erro salvará sua alma da morte e fará desaparecer uma multidão de pecados.
EVANGELHO

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (11,5-13):  


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: “amigo, empresta-me três pães, pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer”; e se ele responder lá de dentro: “Não me incomodes, a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães”, Eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar. E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bate, se lhe abrirá. Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que Lho pedirem.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.
  


Fontes:  


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