No século XII, a festa nasce, de fato, por causa de procissões litúrgicas públicas, as rogações, que têm o escopo de afastar calamidades e desgraças. São cortejos durante os quais o povo festivo lança frutas e doces na boca de uma grande serpente de palha. (...)
O Carnaval, portanto, como festa que precede e se contrapões à Quaresma, nasce na Idade Média. Mas, mesmo sendo uma produção medieval não ligada diretamente às cerimônias da Antiguidade, tem muitas coisas em comum com algumas destas: o uso das máscaras e as fantasias, os excessos alimentares, sexuais e de comportamento, até à representação teatral de embates físicos, como as “batalhazinhas”. Alguns caracteres da celebração do Carnaval se encontram em comemorações muito antigas, como as dionisíacas gregas ou as saturnálias romana, caracterizadas por uma temporária liberação das obrigações sociais e das hierarquias, que permitem a brincadeira e a dissolução dos costumes. Nas miniaturas de Roman de Fauvel, uma obra satírica em versos composta entre 1310 e 1314 por Gervais du Bus, o comportamento barulhento de um grupo de festeiros dá exatamente esta impressão.
O Carnaval, portanto, como festa que precede e se contrapões à Quaresma, nasce na Idade Média. Mas, mesmo sendo uma produção medieval não ligada diretamente às cerimônias da Antiguidade, tem muitas coisas em comum com algumas destas: o uso das máscaras e as fantasias, os excessos alimentares, sexuais e de comportamento, até à representação teatral de embates físicos, como as “batalhazinhas”. Alguns caracteres da celebração do Carnaval se encontram em comemorações muito antigas, como as dionisíacas gregas ou as saturnálias romana, caracterizadas por uma temporária liberação das obrigações sociais e das hierarquias, que permitem a brincadeira e a dissolução dos costumes. Nas miniaturas de Roman de Fauvel, uma obra satírica em versos composta entre 1310 e 1314 por Gervais du Bus, o comportamento barulhento de um grupo de festeiros dá exatamente esta impressão.

