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domingo, 3 de maio de 2015

3 DE MAIO: INVENÇÃO DA SANTA CRUZ

3 DE MAIO

INVENÇÃO DA SANTA CRUZ




COLETA. Ó Deus, que na prodigiosa Invenção do madeiro salutar da Cruz renovastes os milagres de Vossa Paixão: concedei-nos, com o preço deste lenho de vida, a graça de conseguirmos o prêmio da glória eterna. Vos que...

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Vitorioso do cruel Maxêncio, o Imperador Constantino, com o auxílio da Santa Cruz que nos céus lhe aparecera refulgente com esta letra: In hoc signo vinces, criou tal veneração para este augusto sinal que mandou fosse adorado em todo o Império Romano e que a ninguém mais se crucificasse.


Encaminhou-se Santa Helena [18 de agosto], sua mãe, para Jerusalém, apesar dos oitenta anos, com o intento de visitar os santos lugares, descobrir o santo lenho em que foi morto nosso Redentor, e erigir um templo magnífico sobre o santo sepulcro.

Sobre este tinha Adriano [imperador romano] mandado levantar um tempo à mais infame das deusas do Paganismo, a Vênus, o qual a Imperatriz mandou arrasar, e, depois de muitas escavações, apareceu a cova que recebeu o corpo adorado de Jesus, e não longe acharam três cruzes que tinha ali enterrado depois do suplício, conforme o costume do tempo, bem como os cravos e o título da cruz do Senhor, mas em separado. Para tirar a dúvida de qual seria das três cruzes a verdadeira, quer dizer, a que foi instrumento da Redenção, valeu-se a santa, a conselho do então Bispo de Jerusalém, S. Macário, de um ato de fé cristão que foi prontamente recompensado.

Estava em ponto de expirar certa mulher de alta classe, fizeram-lhe tocar sucessivamente as três cruzes: o contato com a terceira pô-la incontinente boa.

Desta incomparável relíquia mandou parte, santa Helena, ao Imperador, seu filho, junto com os cravos, outra parte deu a uma igreja de Roma, ainda conhecida com o título de Santa Cruz, que possui também o sagrado título ou inscrição da Cruz (INRI); outra porção notavelmente maior foi entregue, em riquíssimo estojo de prata, ao Bispo de Jerusalém. Por ordem de Constantino, levantou o santo Prelado tempo suntuoso no lugar do Sepulcro, que foi consagrado no ano de 335.

Fragmentos sem conta destas sagradas relíquias estão hoje espalhados em toda parte do mundo cristão, onde são objeto de veneração e devoção dos fieis. 
Manual do Christão, Goffiné, pp. 880-882.




A veneração a Santa Cruz remonta, assim, ao ano de 292, graças a Santa Helena.
No século VII, no império romano do oriente, no ano de 611, o rei persa Cosroes II levou a cabo as conquistas das províncias bizantinas orientais, com um poderoso exército, arrasando a Síria e Jerusalém, que viria a cair nas suas mãos no ano de 614.
A Igreja do Santo Sepulcro, erigida por Constatino, seria saqueada e incendiada pelos invasores, levando consigo, entre tantas relíquias, a Santa Cruz. Esta seria recuperada pelo imperador Heraclio, que pessoalmente a conduziria a Jerusalém, a 21 de Março de 630 - segundo o relato do historiador arménio Sebeos "História do Império Heraclio". A sua festa teria lugar a 3 de Maio, desconhecendo-se, porém, a razão desta data.
A devoção à Santa Cruz construir-se-ia entre os séculos II e VII, estendendo-se a todo o mundo Cristão. Também aqui, no Brasil, chegaria alguns séculos mais tarde, porque também aqui se erguia um singelo templo, de invocação a Santa Helena, a mesma que emprestaria o seu nome à aldeia, num sinal de humildade, testemunhando uma vez mais, as qualidades demonstradas em vida.







Martyrologio Romano de 1856 p. 131 do PDF



No dia 14 de setembro, a Igreja festeja a Exaltação da Santa Cruz
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