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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A vitória de Bento XVI

Eu tive a oportunidade de dizer isso, em alguns emails privados e coletivos, antes mesmo do Capítulo de Ecône. De qualquer forma, para mim, Roma já havia saído vitoriosa, tendo em vista a divisão interna que se operara por causa da proximidade com a Roma modernista e apóstata, colocando irmão contra irmão. O objetivo havia sido alcançado! Mas, após ler alguns textos, como os de Mons. lefebvre e o deste post, me convenci que Roma ainda não está satisfeita, quer mais: quer aniquilar a Tradição. Não basta que "parte da FSSPX" vá para junto dela. Ela quer todos, ela quer cada um dos "rebeldes" sob seu pé. Roma sabe que somente assim aniquilará a Tradição. 

GdA

Domingo, 29 de Julho de 2012, IX Domingo após o Pentecostes.

A vitória de Bento XVI


O Papa nunca quis um fazer um acordo com a FSSPX de forma que esta pudesse manter seus poderes de ação no conglomerado conciliar. Seu objetivo sempre foi e será o mesmo: a destruição absoluta da Fraternidade.

Poder-se-ia dizer que praticamente atingiu seu objetivo. Claro, a FSSPX ainda tem uma existência formal e legal, mas por dentro está dividida, minada, perturbada e irreconhecível! Três dos quatro Bispos que Mons. Lefebvre consagrou foram silenciados e desarmados! Os sacerdotes estão divididos, condenado ao silêncio e são punidos se diferirem um pouco da linha traçada por seu todo-poderoso Superior Geral. Os fiéis que se mantiveram “fiéis” estão desamparados. O belo Exército cavalheiresco que Mons. Lefebvre levantou foi atingido no coração! Avaliaremos, rapidamente, a gravidade dos danos colaterais gerados por uma iniciativa comprometida tão temerariamente, zombando-se das recomendações do nosso Venerável Arcebispo!

Eu li nestes dias, o sermão na consagração dos quatro bispos. Aqui está um trecho:
    “Constatando a firme vontade das autoridades romanas de aniquilar a Tradição e de conduzir a todos para o espírito do Vaticano II e para o espírito de Assis, preferimos nos retirarmos, evidentemente, e dizermos: não podemos! É impossível. Não era possível nos colocarmos sob a autoridade do Cardeal Ratzinger, presidente da comissão romana que deveria nos dirigir: ter-nos-íamos colocado em suas mãos e, consequentemente, nas mãos daqueles que querem nos levar de volta ao espírito do Concílio e ao espírito de Assis: isto não era possível” (Homilia das Sagrações Episcopais, Ecône, 30 de junho de 1988).

No entanto, somos obrigados a constatar que Mons. Fellay controla uma situação que caminha ao contrário da vontade de Mons. Lefebvre. Ele está prestes a colocar o que resta da Fraternidade sob a autoridade de Ratzinger, tão temida por seu pai espiritual... E com fatores agravantes, uma vez que o próprio Ratzinger ocupa a cátedra de Pedro e seu renovado espírito de Assis! Não poderia ser mais rebelde!

Citando, mais uma vez, Mons. Lefebvre:
    “O resultado do Concílio é muito pior do que o da Revolução: as execuções e os martírios são silenciosos; dezenas de milhares de sacerdotes, de religiosos e de religiosas abandonam os votos, outros se laicizam; as clausuras desaparecem; o vandalismo invadiu as igrejas: os altares são destruídos, as cruzes desaparecem; os seminários e os noviciados estão vazios.    As sociedades civis ainda católicas se laicizam sob a pressão das autoridades romanas: Nosso Senhor já não reina sobre a Terra! O ensino católico é ecumênico e liberal. Os Catecismos são modificados e não são mais católicos. A Universidade Gregoriana de Roma se tornou mista; Santo Tomás não é mais a base do ensino.
     (...) Essas autoridades romanas conciliares não podem, portanto, que se opor feroz e violentamente a qualquer reafirmação do Magistério tradicional. Os erros do Concílio e suas reformas restam a norma oficial consagrada pela profissão de Fé do Cardeal Ratzinger, em março de 1989” (Itinerário Espiritual, Mons. M. Lefebvre, Saint Michel en Brenne, 29 de janeiro de 1990).

Após estas afirmações – que datam de um ano antes de sua morte – como é possível que Mons. Fellay ainda esteja cortejando as “autoridades romanas”? Porque, veja: Mons. Fellay não fala como antes. Antes se condenava muito mais! Ele pretende fazer um acordo!... Que desprezo por aquele a quem ele deve tudo!... Por que Deus o permite, se não porque Ele quer uma vez mais assegurar-se da lealdade daqueles que Lhe permanecem fiéis?

O texto inteiro pode ser lido no original em francês: Le Courrier de Tychique n. 422 (PDF)
Tradução: Giulia d'Amore (da versão em espanhol)

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