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quinta-feira, 16 de junho de 2016

16 de junho: São Ciro e Santa Julita

16 de junho

São Ciro e Santa Julita 

Mártires 
+ Síria, séc. IV.   



Santa Julita, por não querer renegar a fé, estava sofrendo o martírio quando seu filho Quirico, ou Ciro, de apenas três anos, que lhe fora arrancado dos braços, se lhe juntou para morrer, afirmando que também era cristão.  

Santa Julita vivia em Icônio (na atual Turquia), com seu filho São Ciro, nascido havia três anos, quando o governador romano de Licaônia, Domiciano, iniciou a aplicação dos editos perseguidores de Diocleciano. Julita procurou primeiro refúgio em Selêucia e depois em Tarso, onde foi detida por ordem do governador da Cilícia, Alexandre. Ela se declarou cristã; começou aí o martírio. 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

SANTA MÔNICA


04 de maio

SANTA MÔNICA

Viúva e Padroeira das Mães Cristãs
 


Hoje a Igreja celebra a festa de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho. 

Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.

Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento. E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios.

O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do santo bispo de Milão, Santo Ambrósio, que a consolou dizendo: "Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas". Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.


Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento, pois, Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado frequentador dos envolventes sermões de Santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato.

Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas. Trinta anos de oração perseverante pela conversão do filho e de seu neto, que veio a falecer em Milão. Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387, e ela tinha cinquenta e seis anos.

domingo, 10 de maio de 2015

DIA DAS MÃES: A santa mãe de São Gregório de Nazianzo

Para o Dia das Mães, uma data criada pelo feminismo, para expor e valorizar as "conquistas sociais" contra a ordem e o direito natural, proponho uma mãe que santificou a si mesma e à família toda: o marido e os três filhos. Vale a pena ler esta bela página do livro "Novo Manual das Mães Cristãs", do Rev. Padre Theodoro Ratisbona (Vozes. 1938). É uma reflexão oportuna na atualidade quando foi superada, de certa forma, a gênese feminista e se caiu no consumismo vazio, no qual se limitam os filhos a dar presentes às mães. E nada mais. Nem mesmo propósitos de se tornarem melhores filhos, de um lado, e melhores mães, do outro. À leitura, então.

A mãe de São Gregório de Nazianzo


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No meado do século IV, venerava-se em Nazianzo uma família da qual todos os membros se inscreveram, cada um por sua vez, no catálogo dos Santos.

A bem-aventurada mãe destes santos se chamava Nonna. Deus lhe havia dado três filhos: São Gregório, São Cesário e Santa Gorgônia. Seu marido, chamado também Gregório e igualmente santo, por seus vastos conhecimentos se tornara ilustre; mas, infelizmente, se havia deixado seduzir pelas seitas heterodoxas que nesse tempo viciavam as igrejas do Oriente.

A sua admirável esposa é que o fez voltar ao bom caminho, não por meio de contínuas exortações, senão pelas suas ardentes preces e pelos encantos da sua piedade. Ela exercia uma irresistível influência tanto sobre a filha e os dois filhos como sobre o marido. Àqueles, desde os mais ternos anos, inspirou ela o horror ao pecado e o amor à virtude e, ao mesmo tempo que lhes aperfeiçoava a vida moral, desenvolvia neles o espírito pela cultura das ciências, das artes e das letras.


O jovem Gregório, todo o tempo que estudava em Atenas, cuja célebre academia era frequentada por um mocidade licenciosa, nutriu bem na alma, sem se esquecer jamais os princípios que sua mãe lhe havia insinuado. Sempre em guarda contra as tentações desta famosa e corrupta cidade, ele soube se conservar íntegro e firme na sua Fé, no meio de uma sociedade essencialmente pagã. Felizmente, a Providência lhe encontrou um jovem companheiro e amigo que também se esforçava por seguir à risca os exemplos de uma santa mãe. Este amigo inseparável também veio a ser santo mais tarde: trata-se do ilustre São Basílio Magno, um dos mais brilhantes fachos da Fé Católica.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Mães Cristãs: A mãe de S. Bernardo de Claraval

A mãe de S. Bernardo de Claraval 


http://sacragaleria.blogspot.com/2014/07/sao-bernardo-de-claraval.html
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A bem-aventurada Aletha teve sete filhos que foram todos santos. O mais velho de seus filhos se chamava Guido e a este se seguiam Gerardo, Bernardo, André, Bartholomeu, Nivardo e uma filha chamada Umbelina. Os contemporâneos que pessoalmente  conheceram esta nobre família são unânimes em prestar grandes tributos de veneração a cada um de seus membros.

Eis o que diz um piedoso cronista do século XII, abade de Saint-Thierry:

"O filho mais velho de Aletha tinha um caráter grave e justo. Amado de Deus e cheio de modéstia, era dotado de uma notável inteligência que brilhava em todos os seus atos como em todas as suas palavras. Gerardo, o segundo filho, gozava da estima geral; tinha costumes simples e castos e uma rara prudência junto a uma não menos rara penetração de espírito. Bernardo, o terceiro, farol e modelo de seus irmãos, tornou-se uma forte coluna da Igreja. André, o quarto, tinha uma alma ingênua e terna, temente a Deus e infensa ao mal. Bartholomeu, na flor da idade, em saber e prudência avantajava os velhos e possuía todas as qualidades de uma vida sem mácula. Nivardo, o mais moço, preferiu os bens do céu às riquezas da terra. Umbelina, nascida em último lugar, soube fugir às atrações da vaidade mundana e chegou a ombrear em virtudes com os seus irmãos".

domingo, 4 de maio de 2014

Santa Mônica: a criação do ideal da mãe cristã

Santa Mônica: a criação do ideal da mãe cristã


Ricardo da COSTA

In: Grupos de Trabalho III — Antiguidade Tardia.
Rio de Janeiro: UFRJ, 1995, p. 21-35.



Painel de Andrea del Verrocchio
(S. Spirito, Florence, séc. XV, detalhe)
Tratar um tema histórico situado no âmbito da História das Mulheres possui inúmeros atrativos, e alguns problemas. De início, o universo feminino, por vezes tão ambíguo e indecifrável para nós, exerce fascínio exatamente por sua multiplicidade e riqueza. Como afirma Georges Duby, "E afinal, que sabemos nós delas?" (DUBY, s/d: 7). Quanto mais vivemos e convivemos com elas, mais nos apaixonamos, mais nos interrogamos e menos obtemos respostas. Isso nos oferece um mundo de possibilidades psico-afetivas; essa é uma estrada com um longo e sinuoso trajeto sem fim, mas que sempre adoramos percorrer e tentar decifrar.

Mas o que é a escrita da história senão um longo e sinuoso caminho decifratório de múltiplas possibilidades? Escrever sobre a mulher, ou melhor, sobre uma mulher, é como narrar uma antiga lenda a uma criança: inventamos e reinventamos a História, sob o deleite do olhar infantil que nos acompanha em seu leito.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O amor venceu o aborto

DIREITO À VIDA - UMA REPARAÇÃO

A menina que eu não queria nascerá
de Isabella, 19 anos, Perugia (Itália)
26-11-2011
Publicamos o testemunho de Isabella, 19 anos, estudante de Enfermagem, que engravidou depois de um coetâneo que a deixou dizendo-lhe que não queria ser pai. Isabella corajosamente decidiu contar sua história, não um conto de fada de final feliz garantido, mas a tocante experiência de uma garota como muitas que, de repente, foi arremessada fora de sua cômoda normalidade, um acontecimento não privo de dúvidas, incertezas, medos e por isso mesmo extraordinariamente autêntica.

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