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quarta-feira, 20 de maio de 2026

O demônio no quintal



O demônio no quintal 


São João Bosco teve um sonho chocante enquanto estava doente. Ele se viu no meio de um quintal com seus jovens, mas havia alguém estranho; um ser misterioso percorria o lugar com um caderno; observava, escrevia, anotava tudo… Nesse caderno, estavam os nomes dos jovens, e, junto de alguns nomes, apareciam sinais perturbadores: 

Um porco: vida sem consciência, como os animais…
Língua dupla: fofocas, críticas, murmuração…
Orelhas de burro: conversas ruins…
Outros animais: pecados diferentes. 

Então, São João descobriu: era o demônio! Com olhos de fogo e cheios de ódio, anotava não só os pecados, mas até a “sentença”, tirada da Palavra de Deus!

Mas tudo mudou em um momento... Estava em uma igreja. Durante a Santa Missa, na Elevação, os jovens proclamaram: “Seja louvado e reverenciado o Santíssimo Sacramento”, e, nesse instante., o demônio desapareceu, e seu caderno virou cinzas. 

Dom Bosco entendeu: 
A Missa tem um poder enorme!
A Eucaristia derrota o inimigo!
A presença de Jesus afugenta o demônio!

Depois, apareceu um estandarte que dizia: “Graça obtida!”, porque os jovens estavam na graça; porque suas orações haviam sido ouvidas; porque Deus havia agido! 

Mas também viu que em algumas páginas aparecia: “Requiem æternam” (Descanse em paz); um aviso de que alguns morreriam. E, com o tempo, foi cumprido. 

O que nos deixa este sonho? Que o pecado tem consequências, e que o demônio sempre procura perder almas. Mas, também, que Deus é mais forte, e que a Missa é defesa poderosa. Que devemos viver na graça, cuidar das nossas palavras, evitar o que nos afasta de Deus, e que não falte a Eucaristia em nossa vida. 

Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (S. Mateus 25, 13). 



segunda-feira, 27 de abril de 2026

A “arcebispa” anglicana no Vaticano

Dois hereges em Roma


A “arcebispa” anglicana no Vaticano


Mais um escândalo de Robert Prevost: a visita, hoje, dia 27 de abril de 2026, da suposta arcebispa (o corretivo do Word já apontou o erro de gênero neste termo) de Canterbury no Vaticano, com todas as pompas e circunstâncias e uma comitiva de “padras”, um upgrade das antigas sacerdotisas Vestais romanas. 

Fonte: Instagram

Bom, como sabemos que Roma apostatou e que aquelas não são autoridades católicas, mas modernistas, isso não deveria nos chocar, como não choca ao católico de banco de igreja, que vai à missa todos os domingos e foi preparado nas últimas décadas a aceitar passivamente cada novo “avanço” litúrgico e doutrinal. Mas, ainda assim, nos choca porque é uma ofensa a Deus, à Santa Igreja e à Santa Religião Católica. O desmantelamento planejado da Igreja continua em curso, impiedosamente. E o que choca ainda mais é que há “tradicionalistas” em “plena comunhão” com essas autoridades e esses escândalos. 

A Neofrat e a Desistência, que se recusam a ver que a grama é verde, estão de mãos dadas com esses sacrílegos modernistas e, de certa forma, estão no coro dos que compactuam com o escárnio dessa recepção pantomímica, uma vez que não se opõem a ela, nem a criticam. Apenas se calam. Talvez, meneiam as cabeças hipócritas, mas se calam. E estariam alegremente lá se Prevost os convidasse. Estariam, sim, porque se alimentam de cada migalha bolorenta que cai da mesa bastarda de Roma apóstata. 

E o curioso é que nunca foram recebidos com tanta pompas e circunstâncias por nenhum dos Antipapas modernistas. Teria humilhação maior do que ser preterido a uma herege fantasiada de arcebispo?!!! Entram e saem pelas portas do fundo do Vaticano quando são convidados ao diálogo, como se fossem leprosos mantidos em segredo. Como Judas quando foi entregar Nosso Senhor e receber sua paga por isso. A ela, e suas sacerdotisas, tapete vermelho, holofotes, manchetes nos principais jornais mundiais, coral, mesuras e sorrisos abertos e francos. A eles — os impolutos defensores da tradição com t minúsculo — a porta dos fundos, uma foto com um pederasta, notícias em letras miúdas e última página de um tabloide qualquer. Que decadência; e merecida. É tudo que terão de glória neste mundo. 

Hereges rezando juntos


Eu me alinho com Santa Margarida Clitherow; não rezo com os que martirizaram inúmeros católicos ingleses para atender às taras de um rei pervertido e assassino. Essa senhora cospe sobre as relíquias dos Santos Mártires do anglicanismo. E todos os que estão em “plena comunhão” com os que a reconhecem e recebem cospem juntos




Giulia d'Amore

      

quarta-feira, 11 de março de 2026

A Neofrat está em cisma?



A Neofrat está em cisma?


Os últimos acontecimentos no reino da Neofrat me trazem recordações da infância, quando assistia, na TV, às aventuras de Brancaleone e seu fantasmagórico exército, que o seguia em suas desventuras e fracassos. Mesmo sob nova direção, ainda se percebe que, pelo modus operandi, a mão que dirige a Neofrat é ainda a do inacreditável Fellay. Vamos fazer um pequeno apanhado dos últimos eventos.

A Neofrat tornou público o desejo de ter mais bispos, e indicados por ela. Para tanto, pediu a autorização ao suposto Papa Leão XIV, que o negou. Daí, fez “ameaças” ao suposto Papa, caso não voltasse atrás e autorizasse de bom grado. As tratativas foram feitas com o “Cardeal” Pornotucho, amigão de Bergoglio. Que decadência!!! E pensar que Monsenhor Lefebvre tentou um diálogo com o Ratzinger, que, apesar dos pesares, era um intelectual, tinha uma certa postura... SIC! 

Bom, o suposto Papa nem se abalou, e permaneceu firme na negativa. Se eles quiserem bispos, lhes serão dados por Roma! 

Depois da corajosa e necessária decisão de Monsenhor Marcel Lefebvre de sagrar bispos à revelia do Antipapa João Paulo II, que não chegou a proibir ou a não permitir que se fizesse, apenas ficou adiando — diferente da situação atual, em que o suposto Papa Leão XIV claramente não o permitiu — vem o exército de Brancaleone pretendendo usar o mesmo argumento de “estado de necessidade” para sagrar algum bispo. Isso, de per si, já suscita alguns questionamentos: 

Se a Neofrat já não ordena mais sob condição, porque reconhece a autoridade da Igreja Apóstata, por que não solicita, gentil e OBEDIENTEMENTE, um bispo modernista de tendência tradicional ao suposto Papa verdadeiramente católico

Desobedecer a um Papa verdadeiramente católico não seria um ato de cisma? 

Bom, a Neofrat, para ficar bem diante da opinião pública (e dos fiéis: $$$) e poder brincar de igrejinha, inventou a posição R&R, reconhecer e resistir. Reconhecer o suposto Papa como católico e lhe resistir sem que isso seja considerado um cisma. Essa conta não fecha. Ou é Papa ou não é. Ou lhe se deve obediência ou não. Não há malabarismo intelectual que resolva isso, meus caros.

O que se dessume disso tudo é que:

1. Apesar de os padres (cúpula e subordinados) da Neofrat terem, por anos, vendido aos fiéis a ideia de que não estavam em “plena comunhão” com Roma Apóstatas, de que não fizeram acordo com os modernistas, na verdade, um acordo foi selado, pois a Neofrat reconhece os Antipapas como Papas “verdadeiramente católicos”, tanto é que pediram ao Antipapa Leão XIV a permissão para sagrar bispos. O RECONHECER significa exatamente isso!!! 

A par disso, Roma apóstata fez, durante anos, concessões humilhantes para que a Neofrat estivesse em “plena comunhão” com o Antipapa conciliar, como, por exemplo, as “autorizações” para confessar, e, eventualmente, realizar os matrimônios, com o beneplácito de “Ordinários locais”, que nem sacerdotes válidos são. Sem falar que, por parte da Neofrat, já de algum tempo não se fazem ordenações sob condição, recebendo em suas fileiras “padres” modernistas que estão ministrando sacramentos sem ter poder para tal, justamente porque reconhecem como válidas ordenações pós-conciliares que, aos fiéis, eles diziam serem inválidas por ter sido alterada a fórmula. E fariam isso sem um acordo? Çei. Então, Papai Noel existe!!!

2. A Neofrat está em cisma: (a) ou porque está em “plena comunhão” com Roma modernista (estando, portanto, FORA da Igreja Católica verdadeira); (b) ou porque reconhece e resiste a um Papa que ELES MESMOS acreditam ser verdadeiramente católico. E, para isso, se arvoram a Magistério da Igreja decretando que a infalibilidade papal é relativa, e que se pode RESISTIR (DESOBEDECER) a um Papa católico. SIC!!!

Quer dizer, a Neofrat se colocou, por si mesma, em um dilema: (a) ou a Tradição é católica, e a Neofrat deve abjurar o modernismo para estar em união com a verdadeira Igreja; (b) ou a Igreja modernista é a verdadeira Igreja e, pela desobediência, se colocou fora dela. 

Dessa sinuca não pode sair senão pela VERDADE

Um adendo. Soube que tanto os padres como os fiéis da Neofrat têm usado Monsenhor Lefebvre para justificar suas asneiras, dizendo que ele fez ou faria isso, dessa forma. Esqueceram que Monsenhor disse para não dialogar com as autoridades apóstatas de Roma?!?!?! Que um acordo não era necessário porque, quando Roma voltasse à Fé, tudo se restauraria e, portanto, não havia necessidade de um acordo?!?!?! Que o desobedeciam, se sabia, mas perderam todo o pudor e MENTEM descadaramente sobre suas palavras, seu proceder, suas razões, sua história! Vergonha alheia! 


Giulia d'Amore 


       

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Maria, Corredentora e Medianeira de Todas as Graças



Maria, Corredentora e
Medianeira de Todas as Graças



I — Sobre o documento blasfemo do Dicastério para a Doutrina da Fé CONCILIAR



Ontem, 4 de novembro, publicaram um documento do Dicastério para a Doutrina da Fé modernista, “Mater Populi fidelis”, que pode ser lido aqui. O subtítulo é “Nota doutrinal sobre alguns títulos marianos referidos à cooperação de Maria na obra da Salvação”. 

A intenção é aproximar-se cada vez mais dos protestantes, e a visita dos reis anglicanos noutro dia pode ter muito a ver com isso. Essa intenção está clara em alguns trechos do documento, como quando diz que chamar Nossa Senhora de Corredentora pode gerar confusão e desequilíbrio na harmonia das verdades da fé cristã”… A qual harmonia o autor deste texto blasfemo se refere, e a que “verdades”? Ler esse documento enoja e indigna quem ama a Mãe de Deus. E os comentários, mesmo entre os modernistas, são predominantemente contra esse documento, praticamente todos A chamaram de CORREDENTORA! As vozes dissonantes eram protestantes, aplaudindo, e um ou outro liberal ignorante. 



O que a Igreja de sempre já afirmou sobre esses dois títulos que um dia, certamente, se tornarão dogmas marianos? 






CORREDENTORA 

Título historicamente ligado ao de Mediadora Universal

Ouçamos os Papas: 

Leão XIII: “Maria não somente presenciou os mistérios de nossa Redenção, mas neles tomou parte”. “Parta humano generi” (08/09/1901). 

São Pio X: “Por meio dessa união de sofrimentos e de vontades entre Maria e Cristo, Ela mereceu dignamente tornar-se a reparadora do mundo perdido”. “Ad diem illum” (02/02/1904). 

Bento XV classicamente expressa a doutrina da CORREDENÇÃO DE MARIA na Encíclica “Inter Sodalicia”: “de tal modo Maria padeceu e quase morreu com seu Filho paciente e moribundo; de tal modo renunciou a seus direitos maternos, e, para aplacar a justiça divina, concorreu quanto estava ao seu alcance para a imolação de seu Filho que justamente se pode dizer que com Cristo resgatou o Gênero Humano”. 22/03/1918. 

Pio XI — o primeiro Papa a usar o termo CORREDENTORA, no Discurso “Ecco di nuovo”, em 30/11/1933 — disse: A Virgem “foi escolhida para Mãe de Cristo a fim de tornar-se participante da Redenção do Gênero Humano”. 

O termo já era usado pelos Franciscanos no séc. XVII (L. Bello. Maria Mediatrice di tutte le grazie. Editora Vita e Pensiero. Milano, 1939, p. 21, nota 3).





MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS 

Na sua dupla função de MEDIADORA, Maria está associada a Cristo, Redentor e Intercessor. Ela não O substitui, pois só Ele permanece nosso Mediador necessário, suficiente e perfeito. Pondo-se diante de Cristo, Maria não O esconde, pois só A vemos como Mediadora à luz de Cristo Mediador. Bem ao contrário, Ela encaminha nossos olhares para Cristo, de quem recebe todo poder de Corredentora e Advogada. Por essa irresistível atração materna que exerce sobre todos os homens que A contemplam na simplicidade do seu coração, Maria toma posse da alma para conduzi-la infalivelmente a Cristo. Como a experiência mostra, aproximam-se cada vez mais de Cristo, com confiança e amor crescentes, aqueles que são conduzidos pelas mãos da universal Mediadora, caminho imaculado que Ele mesmo escolheu para nos procurar. Por ser Maria Mediadora, Jesus é mais eficazmente Mediador. — Pe. E. Neubert. “Maria Santíssima como a Igreja a ensina”. Editions Spes, Paris, 1945, pp. 58-59. 


MARIA VIRGO OMNIUM GRATIARUM MEDIATRIX: “MEDIANEIRA”, na Mariologia, refere-se ao papel da Virgem como mediadora de todas as graças e bênçãos vindas de Jesus pelo fato de O ter concebido em Seu seio. 

É um conceito distinto de “CORREDENTORA”, que é a participação indireta, mas importante, da Virgem na Redenção, por ter participado dos sofrimentos do Filho renunciando aos direitos maternos para aplacar a justiça divina (cf. Enc. “Inter Sodalicia”). 

Já em 1748, o termo “medianeira” aparece nos documentos pontifícios, como na Bula “Gloriosæ Domina”, de Bento XIV. 

No séc. XIX temos: 

Pio VII (“Privilegi alla Chiesa dell’Annunziata di Firenze”); 

Pio IX (Bula “Ineffabilis Deus”); 

Leão XIII em várias encíclicas sobre o Santo Rosário; 

S. Pio X (Enc. “Ad Diem illum”); 

Bento XV (Enc. “Inter Sodalicia”); 

Pio XI (Carta Apostólica “Exstat in civitate”) e 

Pio XII (Exortação Apostólica “Menti nostræ” e Enc. “Mystici Corporis Christis”). 

Bento XV introduziu em 1921 a nova festa de “Medianeira de todas as graças” (01 de outubro). AAS, vol. XIII, n. 9, de 7/7/1921.


Então, mais uma vez, os lobos vorazes que se apropriaram das estruturas católicas — um verdadeiro e silencioso golpe de Estado — avançam na destruição da fé dos católicos que, ignaros sobre a crise da Igreja, continuam frequentando as igrejas outrora católicas, e, por outro lado, negligenciando o conhecimento da doutrina da Igreja à qual dizem pertencer. 

Nós, que recebemos, imerecidamente, a graça de perceber a crise, que lemos e estudamos o catecismo, que procuramos nos manter fiéis a Cristo e à sua Igreja, nós não podemos nos calar e murmurar nas catacumbas. Devemos gritar a plenos pulmões contra essas injúrias feitas à Santíssima Virgem Maria, generosíssima Medianeira de todas as graças e puríssima Corredentora do Gênero Humano. Basta! 








II — Quem assina este documento?


Quem comanda esse Dicastério é o “Tucho”, Víctor Manuel Fernández, alçado, em 2023, a cardeal pelo vergonhoso Bergoglio, de quem era bem próximo. No seu discurso no dia de sua posse, o “teólogo” argentino sublinhou a necessidade de viver “a alegria do Evangelho”. As regras da Igreja, diz ele em essência, não deveriam impedir a “alegria”. Como todos sabemos, em inglês se traduz por “gay”.  

Os críticos de Bergoglio diziam que a nomeação de Tucho fora uma vingança contra a Cúria Romana, que se opôs contra todas as nomeações que Tucho angariou em Roma. Já o sonho de Tucho era transferir a Cúria para algum lugar fora de Roma.  

Tucho é um progressista, já sustentou que “qualquer diocese do mundo poderia se converter em sede do papado”, o que fez o cardeal Müller (de que púlpito!!!) chamá-lo de herético. Chegou a ter sua candidatura a reitor da “Universidad Católica Argentina” (UCA) barrada pela Congregação da Educação Católica, por ter escrito, em 2004, dois artigos favoráveis à “ética da situação”: segundo esta corrente, as circunstâncias de um ato pecaminoso poderiam não somente eximir de culpa um pecado grave objetivo, mas justificá-lo (SIC!).  

Tucho é considerado o ghostwriter (ou spin doctor) do escrito mais polêmico de Francisco, a exortação apostólica Amoris Laetitia (AL, 2016), que traz alguns plágios dos artigos que foram a causa da rejeição do teólogo como reitor da UCA. As ideias do recém-nomeado prefeito presentes na A.L. ofereceram precisamente a justificativa teológico-moral para a nova pastoral com os casais divorciados e novamente casados, segundo a qual eles poderiam, a depender do “discernimento das circunstâncias”, receber a comunhão eucarística, pois “estariam em pecado objetivo, mas subjetivamente em graça” (SIC!). 

Tucho, perguntado sobre a questão da “evolução da doutrina”, respondeu que “a doutrina não muda, porque é o mistério insondável e imutável da Trindade” - bonito... - mas, continua Tucho, que “nossa compreensão mudou e seguirá mudando”. É um modernista completo!  

E um pornografo, acostumado a falar no estilo popular argentino, cheio de palavrões. Também gasta seu tempo brigando e xingando na internet. Em 1995, lançou o livro “Saname con tu boca. El arte de besar” (Cura-me com a tua boca. A arte de beijar), cheio de elegias aos beijos apaixonados num tom vagamente parecido com o de um Neruda menos poeticamente privilegiado, e com o qual pretendia ajudar os jovens a se melhorarem com o beijar e a esperar pelo casamento (SIC!); o livro foi escrito, diz ele, não com base em experiência próprias, mas ouvindo leigos… Seria um voyeur do ouvido? Isso mostra a grande preocupação “espiritual” desse modernista obsceno. Eu tive acesso a alguns trechos, mas não vou reproduzi-los aqui porque é da pior pornografia. A obra “não contém nenhuma heresia ou erro”, disse Tucho, espantado com a repercussão negativa; as críticas, defende-se, partem dos “setores ultraconservadores que odeiam o papa argentino”.  

Mas não parou por aí! Em 1998, lança “La pasión mística: espiritualidad y sensualidad” (A paixão mística: espiritualidade e sensualidade), onde expõe experiências místico-sensuais com deus (com d minúscula mesmo, porque não vou ofender ao meu Criador associando-O a esse personagem), onde descreve os orgasmos com palavras bem explicita. Na época, alguns jornais chamaram a obra de pornoteologia, e a ele de PornoTucho. Depois, já empossado em Roma, disse que se arrependera do livro publicado na juventude e pediu que o livro fosse retirado de circulação, mas afirmou que não há nele erros teológicos, embora hoje escreveria o texto de forma diferente e que as passagens poderiam gerar mal-entendidos quando lidas fora de contexto. Os desonestos sempre recorrer a esta bela frase “fora de contexto” para justificar qualquer impiedade.  

Em 2024, assinou o documento “Dignitas infinita” (Dignidade infinita — Nenhuma virtude pode ser infinita no homem, pois tudo tem limites bem traçados por Deus, Nosso Senhor. Nisso parece ecoar as palavras de Lutero: “Pecca fortiter”), sobre a dignidade humana, que só serviu para dar a benção a duplas homossexuais e para gerar críticas por sua ambiguidade e pela falta de consulta prévia a bispos de todo o mundo, levando Tucho a emitir um comunicado de imprensa de 2 mil palavras para esclarecer o documento.  

Richard Gaillardetz, do “National Catholic Reporter”, afirmou que Bergoglio preparou o caminho para Tucho se tornar “papa” (com p minúsculo mesmo). Há de ter um inferno especial para esses tipos


Giulia d'Amore



Fontes: 

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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Comunicado do Reverendo Padre Ernesto Cardozo para as Missões Cristo Rei



Comunicado do Reverendo Padre Ernesto Cardozo 
para as Missões Cristo Rei



Quero deixar claro que as Missões Cristo Rei não têm mais vinculação com os Franciscanos sob as ordens do Padre Francis Miller e menos ainda com Dom Rodrigo da Silva. 

Padre Ernesto Cardozo


Quem tiver alguma dúvida a respeito, fale diretamente com o Padre.



 

domingo, 19 de outubro de 2025

Papas e teólogos contra a MMA, luta livre, boxe e formas similares de duelo, com pena de excomunhão

Um texto do interesse de todos os católicos que praticam, promovem ou assistem a atividades ou esportes que podem pôr em risco a vida ou que podem, de qualquer forma, danificar o corpo próprio ou de outro, como MMA (Artes Marciais Mistas), luta livre, boxe e qualquer outro tipo de luta de chão ou de contato.

Aqui, não está a minha modesta opinião, mas a lei e o magistério da Igreja e sua exegese por teólogos de destaque. 

A título de curiosidade, a minha opinião em nada difere do pensamento da Igreja. Minha formação religiosa e intelectual sempre rechaçou esse tipo de “esportes”, pois nunca me pareceu cristão alegrar-se do sofrimento alheio. 

Vamos ao texto. 


Papas e teólogos contra a MMA, luta livre, boxe e formas similares de duelo, com pena de excomunhão

 

Eis algumas poucas e suficientes partes da doutrina católica contra o DUELO, que é a luta que leva à morte ou ao ferimento, quando não é por legítima defesa ou guerra.

Que fique claro também que, dada esta doutrina, nenhuma prática de luta marcial, por si só, pode ser imbuída do pecado de duelo, se no seu treino não há duelo algum. O boxe, por exemplo, pode ser aprendido em bonecos, sacos etc., mas nunca acertando o rosto de outro. Também não parece pecaminosa a prática de arte marcial que necessita determinado contato para aprender, como as chamadas lutas de chão, contanto que haja limites razoáveis para machucar, mantenha-se a modéstia e aconteçam entre o mesmo sexo.

Entretanto, afirmamos estas coisas por desconhecimento de moralistas autorizados que trataram deste tópico sem ignorar a Tradição.

Concílio de Trento: 
“Sessão XXV, Cap. XIX. Proíba-se o duelo com gravíssimas penas.

Que seja exterminado inteiramente do mundo cristão o detestável costume dos desafios, introduzido por artifício do demônio para conseguir, a um mesmo tempo que a morte sangrenta dos corpos, a perdição das almas.

Fiquem excomungados, pelo mesmo feito, o Imperador, os Reis, os Duques, os Príncipes, Marqueses, Condes e Senhores temporais, de qualquer nome, que concederem, em suas terras, campo para desafio entre cristãos; e tenha-se por privados da sua jurisdição e domínio daquela cidade, castelo ou lugar que obtenham da igreja, no qual ou junto ao qual sejam permitidas pelejas e cumpridos desafios. Se forem feudos, recaiam imediatamente nos Senhores diretos. Os que entrarem no desafio e os que se chamam de seus padrinhos, incorram na pena de excomunhão e da perda de todos seus bens, e na de infâmia perpétua, e devam ser castigados segundo os sagrados cânones como homicidas e se morrerem no mesmo desafio, não tenham eternamente sepultura eclesiástica 

As pessoas também, que aconselharem na causa do desafio, tanto sobre o direito como sobre o feito, ou persuadirem a alguém a isso por qualquer motivo ou razão, assim como os espectadores, fiquem excomungados e em perpétua maldição sem que se interponham quaisquer privilégios ou maus costumes, ainda que muito antigos.”[1] 

sábado, 27 de setembro de 2025

O Lobo perde o pelo, mas não o vício

Para escrever sobre este tema, usei precipuamente a IA, mas também verifiquei alguns sites judeus em inglês que tratam do tema. Contudo, como sempre digo, não sejam reféns de minhas palavras: pesquisem! Busquem a verdade (João 8,32) e sejam livres! 



O Lobo perde o pelo, mas não o vício



Este acima é um provérbio que significa que, apesar de uma pessoa poder mudar de aparência ou circunstâncias externas, o seu caráter, os seus maus hábitos e/ou os seus vícios permanecem inalterados. É o caso de Robert Francis Prevost, vulgo “Papa Leão XIV”.

Certamente, ele é bem mais apresentável do que o Mario Jorge Bergoglio, vulgo “Papa Francisco”, e bem mais simpático do que o Joseph Aloisius Ratzinger, vulgo “Papa Bento XVI”, mas, na essência, continua igual a ambos e… bem mais perigoso porque está angariando, até entre os “tradicionalistas”, simpatia e adesão, tão saudosos que estão de ter um Papa para chamar de seu, e tão cansados que estão do combate, mas tão superficiais e fúteis que se contentam com miçangas e espelhinhos, como os nativos à chegada dos europeus em suas caravelas!!!

DOUTRINA, senhores!!! Doutrina e autoridade faltam a este senhor vestido de branco.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (S. Mateus 13, 9)! Basta ouvir o que ele diz para enxergá-lo como ele é. Quem ele é. Então, vamos ouvi-lo:




Agora, vamos desenhar para que todos compreendam o que é claro como o sol.

Prevost chamou os deicidas de “IRMÃOS”. Tem alguém que duvida disso? Reveja o vídeo, então!!! E procure o original, se duvida de nós.

O FRADE QUE NÃO SE CONFESSAVA



O FRADE QUE NÃO SE CONFESSAVA



O sacramento da confissão é a certeza da salvação. Infelizmente muitas pessoas abandonaram os confessionários porque são orgulhosas e arrogantes. Dizem que não precisam de padres, que se confessam diretamente a Deus, entre outras desculpas esfarrapadas. Outros confessam-se apenas uma vez por ano, que é o mínimo prescrito pela Igreja. A confissão precisa ser frequente. Devemos confessar os pecados graves, mas também os pecados veniais.

Havia um frade nos tempos de São Francisco que vivia uma falsa vida de santidade. E por isso fez um voto de silêncio e não queria nem sequer confessar-se. Claro, se ele se confessasse, o seu vigário saberia o quão pecador ele era, saberia que aqueles ares de santidade eram falsos e que na verdade o frade estava-se a esconder no convento. Ele não se confessava porque era orgulhoso e arrogante, não tinha humildade para reconhecer-se pecador e tentar mudar de vida. Ao invés preferia ocultar seu rosto com uma máscara de santidade e acolher os aplausos de todos.

Existem muitas pessoas assim hoje em dia, aparentam ser santas por causa de suas atitudes exteriores. São elogiadas por todos e tidas como santas, mas no fundo não são nada disso. Mas o seráfico Pai Francisco de Assis, só de olhar para o frade percebeu a farsa. Francisco tinha espírito profético e com isso conseguiu ver além das aparências do frade, conseguiu ver o que ninguém via. Enquanto todos o louvavam e elogiavam, o poverello comentou: "Deixai-vos disso, irmãos, não louveis o seu diabólico fingimento. Podeis ficar sabendo que isso é uma tentação do demônio e engano. Tenho certeza, e o facto de não querer confessar-se é uma prova". O homem de Deus tinha certeza do que estava a dizer porque o Senhor o tinha revelado.

Pobres de nós, míseros pecadores, que por pouca intimidade com Deus nos deixamos enganar por tantos falsos profetas, tantos falsos pastores que são lobos com pele de cordeiro e usam da palavra de Deus para usurpar, para extorquir o povo tão necessitado, tão sofrido e tão desenganado.

Sejamos como Francisco, astutos como as serpentes e simples como as pombas, para não nos deixarmos levar por qualquer vento de doutrina estranha e reconhecer que apenas um católico de verdade pode ser verdadeiramente santo, sustentar a sua santidade até o fim, e tê-la reconhecida por Deus e pela sua Igreja ao contrário destes charlatões que retornam ao seu vómito, duplicando os seus crimes e afastando-se cada vez mais da graça de Deus. Que assim seja, amém. Paz e bem!

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Os neo-santos da Neo-Igreja: Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati


Os neo-santos da Neo-Igreja: Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati



O que é um Santo? Santo é alguém que se “separou” do mundo por amor a Cristo. Alguns são mártires de sangue, outros são vítimas de martírio incruento, e outros ainda morrem santamente em seus leitos e, ainda assim, são confessores da sua fé em Cristo. Há diferentes graus de santidade, mas todos são imprescindivelmente exemplares e virtuosos. Nem todos serão canonizados pela Igreja, por óbvias razões, mas todos dão testemunho de Cristo no mundo em que vivem. 

A canonização de um Santo é um longo e demorado processo[1], com quatro etapas: Servo de Deus, Venerável, Beato e Santo. 

Três requisitos são necessários para a homologação da candidatura: a fama de santidade, o exercício das virtudes cristãs — fé, esperança, caridade, prudência, justiça, fortaleza e temperança — e a ausência de obstáculos insuperáveis à canonização: heresias, escândalos, crimes... 

Para o início de uma causa de canonização, é sempre necessária a “fama de santidade” do candidato, ou a opinião comum das pessoas segundo a qual sua vida foi íntegra, rica de virtudes cristãs. Essa “fama de santidade” deve durar e pode crescer após sua morte. O candidato aos altares deve ter vivido HEROICAMENTE as virtudes cristãs, ou ter tido a disposição HABITUAL de fazer o bem com firmeza, continuidade e sem hesitação. Deve ter praticado as virtudes em um nível MUITO ALTO, acima da média. Em outros casos, o objeto de verificação diz respeito às exigências do martírio cristão ou da oferta da vida. 

sábado, 23 de agosto de 2025

O Assunto é... São Raimundo Nonato




O Assunto é... São Raimundo Nonato


Vida:

Devoções:

2. Ação de graças pelo nascimento do(a) filho(a) por intercessão de São Raimundo Nonato: https://precantur.blogspot.com/2025/08/acao-de-gracas-nascimento-filho-sao-raimundo-nonato.html.
3. Oração a São Raimundo Nonato para resolver os problemas: https://precantur.blogspot.com/2025/08/oracao-sao-raimundo-nonato-para.html. 31/08/2025
4. Novena a São Raimundo Nonato II: https://precantur.blogspot.com/2026/08/novena-sao-raimundo-nonato-ii.html. 22/08/2026
5. Oração a São Raimundo Nonato II: https://precantur.blogspot.com/2026/08/oracao-sao-raimundo-nonato.html. 31/08/2026 
6. Oração a São Raimundo Nonato por um feliz parto: https://precantur.blogspot.com/2027/08/oracao-sao-raimundo-nonato-bom-parto.html. 31/08/2027
7. Novena a São Raimundo Nonato III: https://precantur.blogspot.com/2027/08/novena-sao-raimundo-nonato-iii.html. 22/08/2027
8. Novena ao Cardeal São Raimundo Nonato da Ordem da Mercês, Advogado das mulheres grávidas: https://precantur.blogspot.com/2028/08/novena-ao-cardeal-sao-raimundo-nonato.html. 22/08/2028



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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Santa Filomena, a Princesa do Céu



Santa Filomena


Festa 11 de agosto  

Santa Filomena foi canonizada em 30 de janeiro de 1837 pelo Papa Gregório XVI. Seus restos mortais foram encontrados em 1802, nas Catacumbas de Santa Priscila, em Roma, cobertos por três telhas de terracota, nas quais havia sido escrito: “Pax tecum Filomena” (a paz esteja contigo, Filomena). Eram devotos dela o próprio Papa Gregório XVI e os Papas Pio IX, Leão XIII e São Pio X, e santos entre os quais São João Batista Maria Vianney (que atribuiu à Santa uma milagrosa cura que recebeu) e São Damião de Malocai. Apesar disso, seu nome e sua memória nunca foram registrados no Martirológio.  

Sua única biografia foi escrita por Soror Maria Luísa de Jesus, célebre mística e asceta que vivia no Retiro dell’Olivella, em Nápoles. A pedido de seu confessor, sob pedido, por sua vez, de Dom Francesco de Lucia, foi encarregada de pesquisar notícias sobre a vida e martírio da Santa. E, no dia 3 de agosto de 1833, enquanto rezava em sua cela, diante de uma imagem da Santa, a própria Filomena lhe apareceu narrando a história de seu martírio.  

A Santa havia sido a filha de um príncipe da Grécia que, junto com a esposa, havia se convertido ao Cristianismo. Havia nascido a 10 de janeiro, e aos 11 anos de idade havia consagrado ao Senhor a sua virgindade. O imperador Diocleciano, então, declarou guerra ao pai de Filomena, o qual foi até Roma, com a família, para tratar da paz. O imperador se apaixonou pela menina, que tinha cerca de 13 anos, mas, diante de sua rejeição, a submeteu a uma série de torturas. Filomena foi flagelada, mas dois anjos a curaram. Depois foi amarrada a uma âncora e jogada no rio Tibre, mas foi novamente salva. Foi, então, atacada com flechas, mas os dardos foram desviados mesmo depois de terem sido abrasados. Por fim, foi decapitada no dia 10 de agosto.  

A piedosa revelação a Soror Maria Luísa foi aprovada pelo Santo Ofício aos 21 de dezembro de 1833, indicando que não havia nada neles que contrariasse os elementos da fé.  

O culto logo de propagou por toda a Itália e também a França, e a Igreja de Nossa Senhora das Graças se tornou um Santuário a Santa Filomena. A estátua, que havia sido doada pelo Cardeal Luigi Ruffo Scilla, arcebispo de Nápoles, transpirou maná por três dias consecutivos durante os festejos de 1823. Em 1827, através da mediação de Monsenhor Ludovici, o Papa Leão XII doou ao Santuário as pedras tumbais do sepulcro, que o Papa Pio VII havia feito transferir no Lapidário Vaticano. Em 1836, a cidade de Mugnano foi preservada da epidemia de cólera, e isso foi atribuído a Santa Filomena. No dia 30 de janeiro de 1837, graças aos milagres alcançados por Paolina Jaricot (fundadora da Obra da Propagação da Fé e do Rosário vivente) e Giovanna Pascutti de Veneza, o Papa Gregório XVI concedeu o culto público à Santa no dia 11 de agosto, o Ofício Divino para os Sacerdotes da Diocese de Nola e a Missa do Comum de uma virgem e mártir para os demais Sacerdotes. O beato Papa Pio IX concedeu a Missa e o Ofício próprio em 11 de janeiro de 1855. Durante seu exílio em Gaeta, Pio IX foi até Mugnano, no dia 7 de novembro de 1849, onde declarou Santa Filomena a “Segunda Patrona do Reino das Duas Sicílias”. A festa do Patrocínio de Santa Filomena, que se festeja no primeiro domingo depois do dia 10 de janeiro, foi instituída pelo Papa Leão XIII, no dia 8 de setembro de 1886. Grande devoto da Santa foi São Pio X, que escreveu o Breve Apostólico “Pias Fidelium Societates”, em favor da Santa, quando começou a questão filomeniana; e, ainda, elevou a Piedosa Arquiconfraria de Santa Filomena a Arquiconfraria Universal, no dia 21 de maio de 1912. Pregadores e missionários espalharam o culto pela Europa, Estados Unidos, Canadá, China, Índia, América do Sul e Oceania. Inúmeras congregações, arquiconfrarias e movimentos católicos surgiram em seu nome. Poemas e hinos sagrados foram compostos para disseminar ainda mais o culto. 




A “Questão Filomeniana”.  

A “Questão Filomeniana” surgiu com a celebração do primeiro centenário de Santa Filomena, em 1902, quando o arqueólogo Orazio Marucchi formulou a hipótese da “teoria da reutilização do epitáfio de Santa Filomena”, baseando-se exclusivamente em cópias das lápides. A teoria de Marucchi supunha que o corpo encontrado não era de Santa Filomena porque os tijolos encontrados haviam sido reutilizados, e que o frasco encontrado não continha sangue. Contudo, sua teoria foi imediatamente contestada pelo arqueólogo Giuseppe Bonavenia, que estudou os tijolos encontrados nas Catacumbas de Priscila durante sua visita ao Santuário em 27 de abril de 1905 e concluiu que esses tijolos nunca haviam sido reutilizados; além disso, confirmou que a ampola continha sangue. A teoria de Bonavenia foi apoiada pelo arqueólogo jesuíta Padre Antonio Ferrua, que em 1963 rejeitou completamente a hipótese de Marucchi, declarando que os tijolos haviam sido dispostos na ordem errada apenas porque os coveiros provavelmente não sabiam ler. Monsenhor Giovanni Braschi, Reitor do Santuário de Santa Filomena, promoveu novos estudos sobre os tijolos e o que restou da ampola no início dos anos 2000. Testes realizados em 2003 pela Universidade de Milão-Bicocca e pelo Opifício das Pedras Duras, em Florença, liderados pelo professor Carlo Lalli, descartaram a reutilização dos tijolos, em parte devido à presença do mesmo tipo de argamassa. E a ampola continha material orgânico, provavelmente restos de hemoglobina. Entre os “mal-entendidos” que a Igreja modernista originou se diz que o culto à Santa foi suprimido, mas isso não é verdade. Em 14 de fevereiro de 1961, a Sagrada Congregação dos Ritos decretou: “Festum autem S. Philumenae V. et M. quolibet calendario expungatur”, ou seja, “o dia da festa de Santa Filomena seja eliminado de qualquer calendário”. Contudo em abril de 1961, o então bispo de Nola, Adolfo Binni formou uma comissão para consultar o Vaticano a respeito da linha de conduta e a resposta foi: “continuai como antes”. Em 1964, foi pedido um novo esclarecimento, por parte do então reitor do Santuário de Santa Filomena, Luigi Esposito, e a Congregação dos Ritos respondeu: “foi tirado o culto litúrgico, permaneceu inalterado o culto popular. A Santa pode ser venerada e pode ser honrada com a festa externa e a Missa do Comum de uma virgem e mártir”.  

Para a Igreja Católica, a festa continua inalterada, nos lugares de culto anteriormente autorizados, no dia 11 de agosto. Missa “Loquébar” (Primeira Missa para uma Virgem Mártir: Leitura: Eclesiástico 51, 1-8 et 12; Evangelho: S. Mateus 25, 1-13), paramentos vermelhos. 

Tradução e texto: Giulia d'Amore. 

Fontes:
https://www.santiebeati.it/dettaglio/65825
https://it.wikipedia.org/wiki/Filomena_di_Roma (com rica bibliografia). 


    

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