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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Santa Filomena, a Princesa do Céu



Santa Filomena


Festa 11 de agosto  

Santa Filomena foi canonizada em 30 de janeiro de 1837 pelo Papa Gregório XVI. Seus restos mortais foram encontrados em 1802, nas Catacumbas de Santa Priscila, em Roma, cobertos por três telhas de terracota, nas quais havia sido escrito: “Pax tecum Filomena” (a paz esteja contigo, Filomena). Eram devotos dela o próprio Papa Gregório XVI e os Papas Pio IX, Leão XIII e São Pio X, e santos entre os quais São João Batista Maria Vianney (que atribuiu à Santa uma milagrosa cura que recebeu) e São Damião de Malocai. Apesar disso, seu nome e sua memória nunca foram registrados no Martirológio.  

Sua única biografia foi escrita por Soror Maria Luísa de Jesus, célebre mística e asceta que vivia no Retiro dell’Olivella, em Nápoles. A pedido de seu confessor, sob pedido, por sua vez, de Dom Francesco de Lucia, foi encarregada de pesquisar notícias sobre a vida e martírio da Santa. E, no dia 3 de agosto de 1833, enquanto rezava em sua cela, diante de uma imagem da Santa, a própria Filomena lhe apareceu narrando a história de seu martírio.  

A Santa havia sido a filha de um príncipe da Grécia que, junto com a esposa, havia se convertido ao Cristianismo. Havia nascido a 10 de janeiro, e aos 11 anos de idade havia consagrado ao Senhor a sua virgindade. O imperador Diocleciano, então, declarou guerra ao pai de Filomena, o qual foi até Roma, com a família, para tratar da paz. O imperador se apaixonou pela menina, que tinha cerca de 13 anos, mas, diante de sua rejeição, a submeteu a uma série de torturas. Filomena foi flagelada, mas dois anjos a curaram. Depois foi amarrada a uma âncora e jogada no rio Tibre, mas foi novamente salva. Foi, então, atacada com flechas, mas os dardos foram desviados mesmo depois de terem sido abrasados. Por fim, foi decapitada no dia 10 de agosto.  

A piedosa revelação a Soror Maria Luísa foi aprovada pelo Santo Ofício aos 21 de dezembro de 1833, indicando que não havia nada neles que contrariasse os elementos da fé.  

O culto logo de propagou por toda a Itália e também a França, e a Igreja de Nossa Senhora das Graças se tornou um Santuário a Santa Filomena. A estátua, que havia sido doada pelo Cardeal Luigi Ruffo Scilla, arcebispo de Nápoles, transpirou maná por três dias consecutivos durante os festejos de 1823. Em 1827, através da mediação de Monsenhor Ludovici, o Papa Leão XII doou ao Santuário as pedras tumbais do sepulcro, que o Papa Pio VII havia feito transferir no Lapidário Vaticano. Em 1836, a cidade de Mugnano foi preservada da epidemia de cólera, e isso foi atribuído a Santa Filomena. No dia 30 de janeiro de 1837, graças aos milagres alcançados por Paolina Jaricot (fundadora da Obra da Propagação da Fé e do Rosário vivente) e Giovanna Pascutti de Veneza, o Papa Gregório XVI concedeu o culto público à Santa no dia 11 de agosto, o Ofício Divino para os Sacerdotes da Diocese de Nola e a Missa do Comum de uma virgem e mártir para os demais Sacerdotes. O beato Papa Pio IX concedeu a Missa e o Ofício próprio em 11 de janeiro de 1855. Durante seu exílio em Gaeta, Pio IX foi até Mugnano, no dia 7 de novembro de 1849, onde declarou Santa Filomena a “Segunda Patrona do Reino das Duas Sicílias”. A festa do Patrocínio de Santa Filomena, que se festeja no primeiro domingo depois do dia 10 de janeiro, foi instituída pelo Papa Leão XIII, no dia 8 de setembro de 1886. Grande devoto da Santa foi São Pio X, que escreveu o Breve Apostólico “Pias Fidelium Societates”, em favor da Santa, quando começou a questão filomeniana; e, ainda, elevou a Piedosa Arquiconfraria de Santa Filomena a Arquiconfraria Universal, no dia 21 de maio de 1912. Pregadores e missionários espalharam o culto pela Europa, Estados Unidos, Canadá, China, Índia, América do Sul e Oceania. Inúmeras congregações, arquiconfrarias e movimentos católicos surgiram em seu nome. Poemas e hinos sagrados foram compostos para disseminar ainda mais o culto. 




A “Questão Filomeniana”.  

A “Questão Filomeniana” surgiu com a celebração do primeiro centenário de Santa Filomena, em 1902, quando o arqueólogo Orazio Marucchi formulou a hipótese da “teoria da reutilização do epitáfio de Santa Filomena”, baseando-se exclusivamente em cópias das lápides. A teoria de Marucchi supunha que o corpo encontrado não era de Santa Filomena porque os tijolos encontrados haviam sido reutilizados, e que o frasco encontrado não continha sangue. Contudo, sua teoria foi imediatamente contestada pelo arqueólogo Giuseppe Bonavenia, que estudou os tijolos encontrados nas Catacumbas de Priscila durante sua visita ao Santuário em 27 de abril de 1905 e concluiu que esses tijolos nunca haviam sido reutilizados; além disso, confirmou que a ampola continha sangue. A teoria de Bonavenia foi apoiada pelo arqueólogo jesuíta Padre Antonio Ferrua, que em 1963 rejeitou completamente a hipótese de Marucchi, declarando que os tijolos haviam sido dispostos na ordem errada apenas porque os coveiros provavelmente não sabiam ler. Monsenhor Giovanni Braschi, Reitor do Santuário de Santa Filomena, promoveu novos estudos sobre os tijolos e o que restou da ampola no início dos anos 2000. Testes realizados em 2003 pela Universidade de Milão-Bicocca e pelo Opifício das Pedras Duras, em Florença, liderados pelo professor Carlo Lalli, descartaram a reutilização dos tijolos, em parte devido à presença do mesmo tipo de argamassa. E a ampola continha material orgânico, provavelmente restos de hemoglobina. Entre os “mal-entendidos” que a Igreja modernista originou se diz que o culto à Santa foi suprimido, mas isso não é verdade. Em 14 de fevereiro de 1961, a Sagrada Congregação dos Ritos decretou: “Festum autem S. Philumenae V. et M. quolibet calendario expungatur”, ou seja, “o dia da festa de Santa Filomena seja eliminado de qualquer calendário”. Contudo em abril de 1961, o então bispo de Nola, Adolfo Binni formou uma comissão para consultar o Vaticano a respeito da linha de conduta e a resposta foi: “continuai como antes”. Em 1964, foi pedido um novo esclarecimento, por parte do então reitor do Santuário de Santa Filomena, Luigi Esposito, e a Congregação dos Ritos respondeu: “foi tirado o culto litúrgico, permaneceu inalterado o culto popular. A Santa pode ser venerada e pode ser honrada com a festa externa e a Missa do Comum de uma virgem e mártir”.  

Para a Igreja Católica, a festa continua inalterada, nos lugares de culto anteriormente autorizados, no dia 11 de agosto. Missa “Loquébar” (Primeira Missa para uma Virgem Mártir: Leitura: Eclesiástico 51, 1-8 et 12; Evangelho: S. Mateus 25, 1-13), paramentos vermelhos. 

Tradução e texto: Giulia d'Amore. 

Fontes:
https://www.santiebeati.it/dettaglio/65825
https://it.wikipedia.org/wiki/Filomena_di_Roma (com rica bibliografia). 


    

sábado, 26 de agosto de 2017

IN FESTO BEATÆ MARIÆ VIRGINIS TITULO “SALUS INFIRMORUM”

No Sábado precedente o último Domingo de Agosto


IN FESTO BEATÆ MARIÆ VIRGINIS TITULO “SALUS INFIRMORUM”


INTROITUS

Salus pópuli ego sum: de quacúmque tribulatióne clamáverint ad me, exáudiam eos. ~~ Ps 33:2. - Benedicam Dominum in omni tempore; semper laus ejus in ore meo. ~~ Glória Patri, et Fílio, et Spirítui Sancto. Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, et in saecula saeculórum. Amen ~~ Salus pópuli ego sum: de quacúmque tribulatióne clamáverint ad me, exáudiam eos.

Io sono la salvezza del popolo: in qualunque calamità mi invocheranno, io li esaudirò. ~~ Ps 33:2. - Benedirò il Signore in ogni tempo, sulla mia bocca sempre la sua lode. ~~ Gloria al Padre, e al Figlio, e allo Spirito Santo. Come era nel principio è ora e sempre nei secoli dei secoli. Amen. ~~ Io sono la salvezza del popolo: in qualunque calamità mi invocheranno, io li esaudirò.

Gloria

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Assunto é... ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU


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O Assunto é... ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU


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SOBRE A FESTA


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Ato de REPARAÇÃO e DESAGRAVO hoje!!!

CATÓLICOS! Hoje, serão perpetradas duas grandes ofensas à nossa Fé. 

Um SACRILÉGIO gravíssimo contra o Santíssimo Sacramento, com a celebração de uma MISSA NEGRA, a qual é válida se for validamente consagrada a Santa Hóstia. E os maus certamente farão tudo segundo o figurino, porque a intenção deles é ofender a Deus. 

Uma BLASFÊMIA gravíssima contra Nossa Senhora, que foi anunciada para depois da Missa, sem especificar do que se trata. 

Aqui um dos links que noticiaram o terrível evento de hoje: http://pt.aleteia.org/2016/08/10/grupo-satanico-anuncia-missa-negra-no-dia-da-assuncao-de-maria-e-catolicos-reagem. Houve abaixo-assinados pelo mundo, tentando impedir essa loucura perversa, mas foi em vão. Até agora. 

Procurando reparar um pouco essa grande ofensa, hoje, às 17h (horário de Brasília), vamos rezar o Rosário completo em DESAGRAVO e REPARAÇÃO. E convidamos a todos nossos leitores para se unirem a nós.  




PORQUE HOJE?

Eu gostaria de tecer um breve comentário sobre a escolha da data. Porque hoje? Há tantas festas de Nossa Senhora no calendário da Igreja, inclusive este mês mesmo há outra, no dia 22, dedicada ao Imaculado Coração de Maria. Então, porque o dia de hoje? 

Em meu modesto parecer, a festa de hoje é crucial para o combate deles contra a Fé Católica porque hoje comemoramos a ASSUNÇÃO de Maria Santíssima aos Céus, de corpo e alma. 

Para Lúcifer, Cristo, todo um Deus, nivelar-se aos humanos era inconcebível e asqueroso. Dar aos humanos o Paraíso, sobretudo depois do Pecado, foi ainda pior. E levar Nossa Senhora aos Céus, de corpo e alma, poupando-a de passar pela morte, pena de todo pecador, porque concebida sem pecado original, é o que mais ele abominou, sobretudo porque Ela é a grande inimiga dos demônios, do pecado e do Inferno, assim como é a grande Advogada dos pecadores arrependidos. 

A escolha da data de hoje não foi uma mera coincidência. 

A Assunção da Virgem Maria aos Céus deve ser, de hoje em diante, uma grande devoção para nós, porque sua ida ao Céu, com tanta honra e glória, é a garantia de termos uma Advogada na hora de nossa morte, quando estaremos em nosso tribunal particular, prestando conta de nossa vida. Não é uma mulher qualquer, que sofreu a morte do corpo e sua corrupção antes de ressuscitar, como todo homem, no fim dos tempos, em um corpo glorioso. Ela já está lá, elevada aos Céus por graça divina e lá coroada Rainha dos Céus e da Terra, dos homens, dos Anjos e de todos os seres espirituais, dispensadora das graças que Deus nos concede, intercessora e corredentora. A Mãe de Deus e Nossa! Maria de Nazaré. A nova Eva, que esmagará a cabeça da serpente. 

Viva Nossa Senhora! Viva Cristo Rei! 



    

domingo, 2 de agosto de 2015

Festa de Nossa Senhora dos Anjos

02 de agosto 

Festa de Nossa Senhora dos Anjos 

Patrona da Ordem de São Francisco 


Nossa Senhora dos Anjos é patrona da Ordem dos Franciscanos. É no interior da basílica a ela dedicada que está a capela de Porciúncula, local especialmente caro a São Francisco de Assis e onde o santo veio a falecer.  Seu biógrafo conta que Deus havia revelado a Francisco que Nossa Senhora tinha uma predileção especial pela capela, já que Porciúncula em italiano (Porziuncola) significa "pedacinho".

Não se sabe ao certo a origem da capela, mas conta-se que foi construída por um grupo de peregrinos que voltava da Terra Santa, e que nela era venerado uma relíquia atribuída ao túmulo de Nossa Senhora. Ao reunirem-se os fiéis para lá rezar, era possível ouvir o coro dos anjos, e foi daí que se originou a denominação Nossa Senhora dos Anjos, que anos mais tarde veio a dar nome à basílica local.

A data de 02 de agosto para celebrar Nossa Senhora dos Anjos foi determinada por ter sido o dia em que São Francisco ali recebeu a indulgência do Dia do Perdão, que anos mais tarde veio a ser celebrada pela Igreja toda, por decreto do Papa Pio XII



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

22 de agosto: Festa do Imaculado Coração de Maria

22 de agosto 

FESTA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


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http://farfalline.blogspot.com/2011/08/imaculado-coracao-de-maria.htm


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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

FESTA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU DE CORPO E ALMA

Dia 15 de agosto, a Igreja celebra a "Assumptio sanctissimae Dei Genitricis Virginis Mariae", tornando o mês todo uma homenagem à gloriosa Assunção de Nossa Senhora.   

Este dia é um DIA SANTO DE GUARDA! FESTA DE PRIMEIRA CLASSE.  


FESTA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU DE CORPO E ALMA


Clique para ver mais imagens da Assunção de Maria Santíssima


Com a alma de Maria foi levado ao Céu também o seu corpo. A Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao Céu foi definida pelo Santo Padre Pio XII, em 01 de Novembro de 1950, quando declarou o Dogma da Assunção de Nossa Senhora, em corpo e alma, ao Céu.

Maria foi exaltada acima de todos os coros dos Anjos, e acima de todos os Santos do Paraíso, como Rainha do Céu e da terra.

Papa Pio XII proclamando o Dogma Mariano
 

A Virgem Maria foi exaltada no Céu acima de todas as criaturas porque é Mãe de Deus, e é de todas as criaturas a mais humilde e a mais santa.

Na solenidade da Assunção da Virgem Maria, devemos:

1) Congratular-nos com Ela pela sua gloriosa Assunção, e exaltação;
2) Venerá-La como Nossa Senhora e nossa advogada junto de seu Divino Filho;
3) Pedir-Lhe que nos alcance de Deus a graça de viver santamente, e de nos preparar-nos de tal maneira para a morte, que mereçamos ser por Ela assistidos e protegidos, e ter parte na sua glória.

Podemos merecer a proteção de Maria Santíssima imitando as suas virtudes, especialmente a pureza e a humildade.

Também os pecadores devem confiar muitíssimo no patrocínio de Maria Santíssima, porque Ela é Mãe de misericórdia e refúgio dos pecadores, para lhes alcançar de Deus a graça da conversão. 


Neste dia, os fiéis costumam rezar 5 Rosários completos (25 Terços), em honra da Festa da Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Esta é uma devoção nascida no ambiente piedoso dos fiéis e não sabemos a origem exata. Pede-se uma graça especial, lembrando que ela poderá ser concedida ou não, conforme as disposições da Divina Providência.

Rezemos os 5 Rosários, pois que melhor maneira, depois da Santa Missa, de santificar este dia santo de guarda, sobretudo para os que não têm o consolo da Santa Missa! 

Que Nossa benigna Mãe possa nos alcançar a graça de uma boa morte, amparados pelos santos Sacramentos da Igreja. Assim seja.  



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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

6 de agosto - A Transfiguração do Senhor

6 de agosto 

A Transfiguração do Senhor


Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João e os fez subir a um lugar retirado, no alto de uma montanha, a sós. Lá, ele foi transfigurado diante deles. Sua roupa ficou muito brilhante, tão branca como nenhuma lavadeira na terra conseguiria torná-la assim. Apareceram-lhes Elias e Moisés, conversando com Jesus. Pedro então tomou a palavra e disse a Jesus: “Rabi, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Na realidade, não sabia o que devia falar, pois eles estavam tomados de medo. Desceu, então, uma nuvem, cobrindo-os com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai-o!” E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém: só Jesus estava com eles. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse dos mortos. Eles ficaram pensando nesta palavra e discutiam entre si o que significaria esse “ressuscitar dos mortos”. (Mc 6,2-10). 





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terça-feira, 5 de agosto de 2014

5 de agosto - Dedicação da Basílica de Nossa Senhora das Neves

5 de agosto 

Dedicação da Basílica de Nossa Senhora das Neves


Vista da ábside
clique para uma visita online à Basílica
Roma. Segundo a Tradição, caiu neve em plena seca, delimitando o lugar onde deveria ser edificada essa igreja. É a maior basílica mariana de Roma, por isso conhecida como Santa Maria Maior


A Basílica de Santa Maria Maior (em italiano Basilica di Santa Maria Maggiore), também conhecida como Basílica de Nossa Senhora das Neves, ou Basílica Liberiana, é uma das basílicas patriarcais (representada o Patriarcado de Antioquia) de Roma. Foi construída entre 432 e 440, durante o pontificado do Papa Sisto III, e dedicada ao culto de Maria, Mãe de Deus, cujo dogma da Divina Maternidade acabara de ser declarado pelo Concílio de Éfeso (431). Entretanto, a data da fundação da basílica remete ao pontificado do Papa Libério (352-366).   

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

FESTA DE SÃO PEDRO AD VINCULA

1º de agosto 

FESTA DE SÃO PEDRO AD VINCULA 

clique para ver mais fotos de São Pedro e as correntes
No dia 1º de agosto, a liturgia da Igreja comemora a Festa de São Pedro ad Vincula, honrando as correntes que aprisionaram o Santo Apóstolo e o fato histórico de sua libertação do cárcere, por meio de um Anjo (Atos 12:1-19). Esta festa foi retirada do calendário e da liturgia pelos destruidores da liturgia da igreja pós-conciliar. 

A festa de São Pedro ad Vincula é celebrada no dia 1º de agosto em referimento ao Titulus Apostolorum que comemorava nesta data as correntes de São Pedro e a sua milagrosa libertação ocorrida por meio de um anjo do Senhor. É uma festa romana. É ligada à dedicação da igreja de S. Pietro in Vincoli, na colina Oppio, em Roma; basílica que foi restaurada por Sixto III às expensas da família imperial.  

No calendário litúrgico, as festas dedicadas a Cátedra de São Pedro são três: a de hoje, a de 18 de janeiro (Cathedra Romana) e a de 22 de fevereiro (Cathedra Antiochena) (Cf. A.P. FRUTAZ - E. JOSI, ad vocem Cattedra di S. Pietro, in Enciclopedia Cattolica, III, Roma, 1949, colI. 1172-1173). A festa do dia 22 de fevereiro, é relacionada ao Magistério de Pedro. Na Depositio martyrum (sec. IV), esta data é associada à comemoração do "Natale Petri de Cathedra" (cf. P. DELEHA YE, Les origines du culte des martyrs, Bruxelles, 1933, p. 263-269). S. Agostino, em seu Sermão 190, (pl 39, col. 2100) considera o dia 22 de fevereiro como a data de início do episcopado romano de Pedro. A data do dia 18 de janeiro foi introduzida pelo rito galicano (metà VI sec.). Depois do ano mil, as duas datas aparecem nos livros litúrgicos romanos (Cf. P. FRUTAZ - E. JOSI, op. cit., 1949, col. 1173). 

Atos 12:1-19

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

FESTA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

DIA 22 DE AGOSTO

FESTA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA



Imaculado Coração de Maria
Rogai por nós, que recorremos a Vós!





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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DEFINIÇÃO SOLENE DO DOGMA DA ASSUNÇÃO DE MARIA SANTÍSSIMA

44. “Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

45. Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica.

46. Para que chegue ao conhecimento de toda a Igreja esta nossa definição da assunção corpórea da virgem Maria ao céu, queremos que se conservem esta carta para perpétua memória; mandamos também que, aos seus transuntos ou cópias, mesmo impressas, desde que sejam subscritas pela mão de algum notário público, e munidas com o selo de alguma pessoa constituída em dignidade eclesiástica, se lhes dê o mesmo crédito que à presente, se fosse apresentada e mostrada.

FESTA DA ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA



Na festa da Assunção da Santíssima Virgem, a Igreja celebra a morte preciosa e a gloriosa Assunção da Virgem Maria ao Céu.

A festa da Assunção de Maria Santíssima ao Céu celebra-se no dia 15 de Agosto.

Com a alma de Maria foi levado ao Céu também o seu corpo. A Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao Céu foi definida pelo Santo Padre Pio XII, em 01 de Novembro de 1950.

Maria foi exaltada acima de todos os coros dos Anjos, e acima de todos os Santos do Paraíso, como Rainha do Céu e da terra.

A Virgem Maria foi exaltada no Céu acima de todas as criaturas porque é Mãe de Deus, e é de todas as criaturas a mais humilde e a mais santa.

XV de Agosto Festa da Assunção de Maria Santíssima

Astitit regina a dextris tuis, in vestitu deaurato, circumdata varietate - «Apresentou-se a rainha à tua direita, com manto de ouro, cercada de variedade» (Sl. 44, 10)

Sumário. Maria morre, e acompanhada de inúmeros espíritos celestiais e de seu próprio Filho, entra no céu em alma e corpo. Deus abraça-a, abençoa-a e a faz Rainha do universo, elevando-a acima de todos os anjos e santos. Regozijemo-nos com a divina Mãe, que é também a nossa, e avivemos a nossa confiança nela, invocando-a em todas as nossas necessidades. Roguemos-lhe sobretudo que, assim como ela morreu de puro amor a Deus, possamos nós morrer ao menos com contrição dos nossos pecados.


I. Maria morre, mas como? Morre toda desapegada do afeto às criaturas, e morre consumida pelo divino amor, de que o seu santíssimo coração estava sempre todo abrasado. Ó santa Mãe, ides deixar a terra: não vos esqueçais de nós, pobres peregrinos, que ainda ficamos neste vale de lágrimas, combatidos por tantos inimigos, que desejam a nossa perdição eterna. Pelos merecimentos da vossa preciosa morte, vos suplicamos que nos obtenhais o desapego das coisas terrestres, o perdão dos pecados, o amor de Deus e a santa perseverança. E, quando chegar a hora da nossa morte, assisti-nos lá do alto do céu, com a vossa intercessão, e alcançai-nos a graça de irmos ao paraíso beijar os nossos pés.

Maria morre; seu preciosíssimo corpo é levado pelos apóstolos à sepultura, guardado pelos anjos durante três dias, e em seguida transportado ao paraíso. Mas a sua alma formosa, apenas saiu do corpo, entra na beatitude eterna, acompanhada de inúmeros anjos e do seu próprio Filho. Já no céu, a humilde Virgem, adora-o e com afeto imenso lhe agradece todas as graças que lhe foram dispensadas. Deus abraça-a, abençoa-a e a faz Rainha do universo, exaltando-a acima de todos os anjos e santos: Exaltata est sancta Dei Genetrix super choros angelorum ad coelestia regna.

Os 5 Rosários pela Assunção de Nossa Senhora ao Céu, de corpo e alma.

15 de agosto
 

ASSUNÇÃO AO CÉU DE NOSSA SENHORA




Em 1º de novembro de 1950, o Papa Pio XII declarou o Dogma da Assunção de Nossa Senhora, em corpo e alma, ao Céu.
No dia 15 de agosto, os fiéis costumam rezar 5 Rosários completos (15 Terços), em honra da Festa da Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Esta é uma devoção nascida no ambiente piedoso dos fiéis e não sabemos a origem exata. Pede-se uma graça especial, lembrando que ela poderá ser concedida ou não, conforme as disposições da Divina Providência.
Rezemos os 5 Rosários, pois que melhor maneira, depois da Santa Missa, de santificar este dia santo de guarda?!

Fonte: FBVM em 13/08/2013.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O Dogma da Assunção - vídeo

Um presente especial para meus leitores:

Um vídeo original do dia 1º de Novembro de 1950.




Enjoy!




Já publicado neste blog, a respeito da Assunção da Virgem Maria:

Festa da Assunção de Nossa Mãe Santíssima ao Céu

Assumpta est Maria in caelum
gaudent Angeli
laudantes benedicunt Dominum
Alleluja!

ASSUMPTA EST MARIA IN CAELUM!
GAUDETE ET EXULTATE OMNES RECTI CORDE!

Assunção da Virgem. Taddeo di Bartolo


ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA



A Assunção da Virgem em corpo e alma, após sua morte preciosíssima é, hoje, um dogma de fé cristã. Dogmas resumidamente podem definir-se como verdades divinas propostas pela Igreja e que devemos crer incondicionalmente, sob pena de cairmos em heresia. 

Desta breve exposição se inclui que, nenhum católico poderá negar que a Virgem Mãe de Deus foi elevada ao céu em corpo e alma, após a morte.

O Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, na Basílica de São Pedro, dirigiu a cerimônia que ficou e ficará para sempre nos anais da Igreja Católica como a mais solene da era contemporânea: o Dogma da Assunção da Virgem Mãe de Deus[1].

Vejamos a alocução de Sua Santidade firmada nessa cerimônia:

Veneráveis irmãos e amados filhos e filhas que vos haveis congregado em nossa presença e todos vós que nos ouvis nesta Santa Roma e em todos os lugares do mundo católico.
Emocionados pela proclamação como um dogma de fé da Assunção ao céu da Santíssima Virgem em corpo e alma, exultando de alegria que inunda os corações de todos os fiéis, agora satisfeitos em seus ardentes desejos, sentimos irresistível necessidade de elevar junto convosco o hino de graças à amada providência de Deus, que quis reservar para vós a alegria deste dia e a nós o conforto de colocar sobre a fronte da mãe de Deus e da nossa mãe um brilhante diadema que coroa suas singulares prerrogativas.
Por um inescrutável desígnio do destino, aos homens da atual geração tão atormentados e afligidos, perdidos e alucinados, mas também sadiamente em busca de um grande Deus que foi perdido, abre-se uma parte luminosa dos céus, onde se senta, junto ao filho da justiça, a rainha mãe, Maria.
Implorando há longo tempo, finalmente nos chega este dia, o qual por fim, é nosso. A voz dos séculos – deveríamos dizer a voz da eternidade – é nossa. É a voz que, com a ajuda do Espírito Santo, definiu solenemente o alto privilégio da celestial Mãe. E vosso é o grito dos séculos. Como se houvessem sido sacudidos pelas batidas dos vossos corações e pelo balbuciar dos vossos lábios, as próprias pedras desta patriarcal basílica vibram e juntamente com elas os inumeráveis antigos templos levantados em todas as partes em honra de Maria, monumentos de uma só fé e pedestais terrenos do celestial trono da glória da Rainha do Universo, parecem exultar em pequenas batidas. E neste dia de alegria, desde este pedaço do céu, juntamente com a evangélica onda de satisfação que se harmoniza com a onda de exultação de toda a Igreja militante, não pode deixar de descer sobre as almas uma torrente de graças e ensinamentos, frutíferos despertadores de renovada santidade.  Por esta razão, para tão altíssima criatura, levantamos, cheios de fé, os nossos olhares da terra – nesta nossa época, entre a nossa geração – e gritamos a todos: Levantai os vossos corações.
As muitas intranquilas e angustiosas almas, triste legado de uma idade violenta e turbulenta, almas oprimidas, porém não resignadas, que já não creem na bondade da vida e aceitam-na somente como se fossem obrigadas a aceitá-la, ela lhes abre as mas altas visões e as conforta para contemplar que destino e que obras ela há sublimado, ela , que foi eleita por Deus para ser Mãe do mundo, feita em carne, recebeu docilmente a palavra do Senhor.
E vós, que estais mais particularmente próximo de nosso coração, vós pobres enfermos, vós refugiados, vós prisioneiros, vós os perseguidos, vós com os braços em trabalho e o corpo sem abrigo, vós nos sofrimentos de toda índole e de todas as nações, vós a quem a passagem pela terra só parece dar lágrimas e privações, por mais esforços que se façam ou que se deverão fazer para acudir em vossa ajuda; levantai vossos olhares para Ela que, antes de vós, percorreu os caminhos da pobreza, do exílio e da dor; para Ela, cuja alma foi atravessada pela espada ao pé da cruz e que agora contempla, como olhar firme, desde a luz eterna, este mundo sem paz, martirizado por desconfianças recíprocas, pelas divisões, pelos conflitos, pelos ódios a tal ponto que se debilitou e se perdeu o sentido do temor em Cristo. Enquanto suplicamos com todo o ardor que a Virgem Maria possa assinalar o retorno do calor, do afeto e da vida aos corações humanos, não nos devemos cansar de recordar que nada deve prevalecer sobre o fato, sobre a consciência de sermos todos filhos da mesma Mãe, laço é de união através do místico Corpo de Cristo, uma nova era e uma nova Mãe dos vivos, que quer conduzir todos os homens à verdade e à graça de seu divino Filho. E agora, oremos com devoção.
 
ORAÇÃO A NOSSA SENHORA ASSUNTA AO CÉU
Papa Pio XII

Oh Virgem Imaculada, Mãe de Deus e dos Homens. Cremos com todo o fervor de nossa fé em Tua triunfante Assunção em alma e corpo ao céu, onde és aclamada rainha por todo o coro dos anjos e por todos os Santos, e a eles nos unimos para louvar e bendizer o Senhor que Te exaltou sobre todas as demais criaturas: para oferecer-se a veemência de nossa devoção e de nosso amor. Sabemos que Teu olhar, que maternalmente acaricia a humilde e sofredora humanidade de Cristo na terra, se sacia no céu na contemplação da gloriosa humanidade da sabedoria incriada, e que o gozo da tua alma, ao contemplar face a face a adorável Trindade faz com que teu coração palpite com beatífica ternura. E nós, pobres pecadores, nós, a quem o corpo se sobrepõe aos anseios da alma, nós Te imploramos que purifique nossos sentidos, de maneira a que aprendamos, cá em baixo, a deleitar-nos em Deus, tão somente em Deus, no encanto das criaturas. Estamos certos de que Teus olhos misericordiosos fixar-se-ão em nossas misérias e em nossas angústias: em nossas lutas e em nossas fraquezas; que Teus lábios sorrirão sobre nossas alegrias e em nossas vitórias; que Tu ouvirás a voz de Jesus dizer-Te de todos nós, como o fez Ele de seu amado discípulo: Aqui está teu filho.
E nós, que Te invocamos, Mãe nossa, nós Te tomamos como o fez João, como guia forte e consolo de nossa mortal vida. Nós temos a vivificante certeza de que teus olhos, que choraram na terra, banhada pelo sangue de Jesus, voltar-se-ão uma vez mais para este mundo presa da guerra, de perseguições, de opressão dos justos e dos fracos. E, com meio à escuridão deste vale de lágrimas, nós esperamos de Tua luz celestial e de Tua doce piedade, consolo para as aflições de nossos corações, para atribulações da Igreja e de nosso país.
Cremos finalmente que na glória, na qual Tu reinais, vestida de sol e coroada de estrelas Tu és, depois de Jesus, o gozo de todos os anjos e todos Santos. E nós, que nesta terra passamos como peregrinos, animados pela fé na futura ressurreição, olhamos para Ti, nossa vida, nossa doçura, nossa esperança. Atraí-nos para Ti com a mansidão de tua voz, para ensinar-nos um dia, depois de nosso exílio, a Jesus, bendito fruto de Teu seio, ó graciosa, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.





Dormitio. Giotto.


Dormição e Assunção da Virgem



A Assunção da Virgem exprime em modo admirável o adágio patrístico difundido a partir de Irineu de Lion[2], no século II: “Deus se fez homem para que o homem possa se tornar Deus”[3]. Tornar-se Deus: isto é um vivente cuja vida não tem limite, uma vida livre do mal e da morte. Para descrever com maior clareza esta festa, colocarei, lado a lado, dois ícones: a da Virgem com o Menino e a da Dormição-Assunção (mais adiante explicarei estes dois termos). 


  


No primeiro ícone [Virgem da Ternura, séc. XII], vemos a Mãe segurando e protegendo o Menino, e às vezes, como imagem, ela apoia o próprio rosto no rosto pequenino do Filho. Maria, em nome de toda a humanidade, acolhe Deus. Primeira Assunção: a da divindade a partir da humanidade.

No segundo ícone [Dormição, séc. XIII], ocorre exatamente o contrário: a Mãe morreu; seus restos, negra crisálide, barram horizontalmente a composição; mas o espaço da morte se abre, aparece Cristo, vitorioso, vertical de luz, que faz do ícone uma Cruz de glória. Ele toma nos braços a alma não desencarnada de sua Mãe, representada como uma menina que completa seu nascimento no Reino. E, em alguns ícones, Jesus aperta seu rosto ao rosto desta mulher-criança: germe e antecipação da transfiguração de toda a Criação. Segunda Assunção, desta vez do humano a partir do divino.

A Igreja, de fato, amadureceu logo a intuição pela qual não era possível que o corpo de Maria, prodigiosamente “consubstancial” ao do Ressuscitado, tivesse permanecido prisioneiro da morte. Assim, ao Deus feito homem corresponde o homem deificado, e o primeiro ser humano presente, alma e corpo, na glória divina é a “Mulher vestida de sol”, de quem fala o Apocalipse.

Maria se encontra já além da morte e do juízo, naquela luz que as Escrituras chamam de “Reino de Deus”; e todavia humana, infinitamente materna, ela permanece totalmente voltada para os homens, para seus sofrimentos, para a peregrinação cumprida muitas vezes às apalpadelas pela Igreja, e antes ainda da Igreja mística que engloba a humanidade inteira e todo o cosmo. Na grande espiritualidade da Igreja antiga, como também em muitas lendas populares, Maria é aquela que pronuncia sobre o inferno – inclusive sobre nosso inferno interior – a oração pela Salvação universal.

Os textos das homilias orientais associam, a partir do século V, a Dormição de Maria – ou seja, uma morte pacifica, na qual a alma entra na paz – e a sua Assunção corporal – a alma religada ao corpo na unidade da pessoa (como acontecerá a cada um de nós), já elevada ao Céu, literalmente erguida pelo ímpeto “ressurrecional” do Cristo.

Inúmeras lendas, ricas contudo de significado, se sedimentaram nas mais antigas liturgias. Enquanto Maria é avisada de sua morte pelo Anjo, os apóstolos, dispersos distantes dela, são miraculosamente transportados para perto dela. Ela os consola, os abençoa, reza pela paz do mundo, e morre. Eles a sepultam no Getsêmani. Depois de três dias, Maria aparece a eles enquanto estão celebrando a Eucaristia, e os apóstolos encontram seu túmulo vazio.

Celebrada originariamente em memória de uma “estação” (assim se fazia a liturgia, de estação em estação) localizada nas proximidades de Belém, e onde a Virgem teria descansado, a Assunção era festejada em Oriente e no Ocidente no mês de Janeiro. A festa estendida ao Império Bizantino por volta do ano 600, chegou ao Ocidente quarenta anos mais tarde, graças ao Papa Teodoro I, que provinha do clero de Jerusalém.

Em 1950, Pio XII proclamou, com todas as solenidades de praxe, como dogma, que a “Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, depois de ter terminado o curso de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celeste[4]. A Igreja Ortodoxa, que se prepara para esta festa com um jejum de quinze dias, não sentiu a necessidade de um dogma destes; nenhum ortodoxo, de fato, contesta o mistério da Dormição-Assunção proclamado pelos textos litúrgicos da ortodoxia. “Ela é a Mãe da vida, e Aquele que havia habitado o seu seio virginal a transferiu à vida... Cada filho desta terra estremeça em seu espírito e celebre com alegria a Venerável Assunção da Mãe de Deus”. Acrescente-se que, em Oriente, a Veneração Mariana é, ao mesmo tempo, onipresente e muito discreta, quase iniciática, pois depende não tanto do anúncio da Ressureição de Cristo, quanto da recepção de tal anúncio.

A diferença entre o Oriente e o Ocidente é que, para o primeiro, Maria deveria passar, em Cristo, pela morte e ressurreição reais, enquanto para o segundo, o Dogma da Imaculada Conceição torna dúbia a sua morte: sobre este ponto o Dogma de 1950 não se pronuncia. Trata-se de uma simples disputa terminológica? O que está em jogo são duas abordagens parcialmente diferentes ao tema do “pecado original” e de sua transmissão? Ou o problema é outro?

Na realidade, seja para o Oriente que para o Ocidente, a Assunção é um sinal dos Novíssimos. Em Maria, “filha do próprio filho”[5], dizia Dante, nos é dada uma antecipação da glorificação de todo o Universo que acontecerá no final dos tempos, quando Deus será “tudo em todos”[6], “ tudo em todas as coisas”[7].

Elevada ao Céu – a diferença de Cristo que se eleva por si só – Maria, dizem alguns textos litúrgicos, é a nossa “Terra prometida”. A Dormição-Assunção antecipa a Parusia, e não é por acaso que, nos grandes afrescos que tornam preciosos os muros externos das igrejas monásticas moldavas, o Tronco de Jessé[8] se torne uma enorme, cósmica, sarça ardente.

A Assunção antecipa e prepara nosso comum destino. No corpo da Virgem, sepultado simbolicamente pelos Apóstolos (referência ao Pentecostes) no Getsêmani (referência à Paixão, única fonte de nossa Salvação), naquele corpo levado para a luz originária e terminal, toda a Criação é assunta pelo Incriado. Toda a carne da terra se torna Eucaristia. Como João Damasceno, então, também nós podemos dizer: “Rejubila-te, germe divina da terra, jardim onde foi posta a Árvore da vida!”[9]


Tradução: Giulia d'Amore.


Baixe a Homilia de São João Damasceno, AQUI.


Já publicado neste blog, a respeito da Assunção da Virgem Maria:






[1] Constituição Apostólica “Munificientissimus Deus”. 1º de Novembro de 1950.
[2] cerca de 130-200 A.D.
[3] Irenaeus, Adversus haereses, V. 5, prefácio.
[4] Constituição Apostólica “Munificientissimus Deus”. 1º de Novembro de 1950.
[5] Dante Alighieri. Divina Comédia. Paraíso, Canto XXXIII, 10º Céu: Empíreo – Visão de Deus. No Blog.
[6] 1 Coríntios 15,28.
[7] Efésios 1.23.
[8] Isaías 11, 1-2.
[9] São João Damasceno (c. 676-749), monge, teólogo, Pai da Igreja. Homilia Sobre a Dormição da Santíssima Mãe de Deus, a Bem Aventurada Virgem Maria.

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