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terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Assunto é... ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU


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O Assunto é... ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU


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SOBRE A FESTA


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Ato de REPARAÇÃO e DESAGRAVO hoje!!!

CATÓLICOS! Hoje, serão perpetradas duas grandes ofensas à nossa Fé. 

Um SACRILÉGIO gravíssimo contra o Santíssimo Sacramento, com a celebração de uma MISSA NEGRA, a qual é válida se for validamente consagrada a Santa Hóstia. E os maus certamente farão tudo segundo o figurino, porque a intenção deles é ofender a Deus. 

Uma BLASFÊMIA gravíssima contra Nossa Senhora, que foi anunciada para depois da Missa, sem especificar do que se trata. 

Aqui um dos links que noticiaram o terrível evento de hoje: http://pt.aleteia.org/2016/08/10/grupo-satanico-anuncia-missa-negra-no-dia-da-assuncao-de-maria-e-catolicos-reagem. Houve abaixo-assinados pelo mundo, tentando impedir essa loucura perversa, mas foi em vão. Até agora. 

Procurando reparar um pouco essa grande ofensa, hoje, às 17h (horário de Brasília), vamos rezar o Rosário completo em DESAGRAVO e REPARAÇÃO. E convidamos a todos nossos leitores para se unirem a nós.  




PORQUE HOJE?

Eu gostaria de tecer um breve comentário sobre a escolha da data. Porque hoje? Há tantas festas de Nossa Senhora no calendário da Igreja, inclusive este mês mesmo há outra, no dia 22, dedicada ao Imaculado Coração de Maria. Então, porque o dia de hoje? 

Em meu modesto parecer, a festa de hoje é crucial para o combate deles contra a Fé Católica porque hoje comemoramos a ASSUNÇÃO de Maria Santíssima aos Céus, de corpo e alma. 

Para Lúcifer, Cristo, todo um Deus, nivelar-se aos humanos era inconcebível e asqueroso. Dar aos humanos o Paraíso, sobretudo depois do Pecado, foi ainda pior. E levar Nossa Senhora aos Céus, de corpo e alma, poupando-a de passar pela morte, pena de todo pecador, porque concebida sem pecado original, é o que mais ele abominou, sobretudo porque Ela é a grande inimiga dos demônios, do pecado e do Inferno, assim como é a grande Advogada dos pecadores arrependidos. 

A escolha da data de hoje não foi uma mera coincidência. 

A Assunção da Virgem Maria aos Céus deve ser, de hoje em diante, uma grande devoção para nós, porque sua ida ao Céu, com tanta honra e glória, é a garantia de termos uma Advogada na hora de nossa morte, quando estaremos em nosso tribunal particular, prestando conta de nossa vida. Não é uma mulher qualquer, que sofreu a morte do corpo e sua corrupção antes de ressuscitar, como todo homem, no fim dos tempos, em um corpo glorioso. Ela já está lá, elevada aos Céus por graça divina e lá coroada Rainha dos Céus e da Terra, dos homens, dos Anjos e de todos os seres espirituais, dispensadora das graças que Deus nos concede, intercessora e corredentora. A Mãe de Deus e Nossa! Maria de Nazaré. A nova Eva, que esmagará a cabeça da serpente. 

Viva Nossa Senhora! Viva Cristo Rei! 



    

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

FESTA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU DE CORPO E ALMA

Dia 15 de agosto, a Igreja celebra a "Assumptio sanctissimae Dei Genitricis Virginis Mariae", tornando o mês todo uma homenagem à gloriosa Assunção de Nossa Senhora.   

Este dia é um DIA SANTO DE GUARDA! FESTA DE PRIMEIRA CLASSE.  


FESTA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU DE CORPO E ALMA


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Com a alma de Maria foi levado ao Céu também o seu corpo. A Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao Céu foi definida pelo Santo Padre Pio XII, em 01 de Novembro de 1950, quando declarou o Dogma da Assunção de Nossa Senhora, em corpo e alma, ao Céu.

Maria foi exaltada acima de todos os coros dos Anjos, e acima de todos os Santos do Paraíso, como Rainha do Céu e da terra.

Papa Pio XII proclamando o Dogma Mariano
 

A Virgem Maria foi exaltada no Céu acima de todas as criaturas porque é Mãe de Deus, e é de todas as criaturas a mais humilde e a mais santa.

Na solenidade da Assunção da Virgem Maria, devemos:

1) Congratular-nos com Ela pela sua gloriosa Assunção, e exaltação;
2) Venerá-La como Nossa Senhora e nossa advogada junto de seu Divino Filho;
3) Pedir-Lhe que nos alcance de Deus a graça de viver santamente, e de nos preparar-nos de tal maneira para a morte, que mereçamos ser por Ela assistidos e protegidos, e ter parte na sua glória.

Podemos merecer a proteção de Maria Santíssima imitando as suas virtudes, especialmente a pureza e a humildade.

Também os pecadores devem confiar muitíssimo no patrocínio de Maria Santíssima, porque Ela é Mãe de misericórdia e refúgio dos pecadores, para lhes alcançar de Deus a graça da conversão. 


Neste dia, os fiéis costumam rezar 5 Rosários completos (25 Terços), em honra da Festa da Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Esta é uma devoção nascida no ambiente piedoso dos fiéis e não sabemos a origem exata. Pede-se uma graça especial, lembrando que ela poderá ser concedida ou não, conforme as disposições da Divina Providência.

Rezemos os 5 Rosários, pois que melhor maneira, depois da Santa Missa, de santificar este dia santo de guarda, sobretudo para os que não têm o consolo da Santa Missa! 

Que Nossa benigna Mãe possa nos alcançar a graça de uma boa morte, amparados pelos santos Sacramentos da Igreja. Assim seja.  



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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DEFINIÇÃO SOLENE DO DOGMA DA ASSUNÇÃO DE MARIA SANTÍSSIMA

44. “Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

45. Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica.

46. Para que chegue ao conhecimento de toda a Igreja esta nossa definição da assunção corpórea da virgem Maria ao céu, queremos que se conservem esta carta para perpétua memória; mandamos também que, aos seus transuntos ou cópias, mesmo impressas, desde que sejam subscritas pela mão de algum notário público, e munidas com o selo de alguma pessoa constituída em dignidade eclesiástica, se lhes dê o mesmo crédito que à presente, se fosse apresentada e mostrada.

FESTA DA ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA



Na festa da Assunção da Santíssima Virgem, a Igreja celebra a morte preciosa e a gloriosa Assunção da Virgem Maria ao Céu.

A festa da Assunção de Maria Santíssima ao Céu celebra-se no dia 15 de Agosto.

Com a alma de Maria foi levado ao Céu também o seu corpo. A Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao Céu foi definida pelo Santo Padre Pio XII, em 01 de Novembro de 1950.

Maria foi exaltada acima de todos os coros dos Anjos, e acima de todos os Santos do Paraíso, como Rainha do Céu e da terra.

A Virgem Maria foi exaltada no Céu acima de todas as criaturas porque é Mãe de Deus, e é de todas as criaturas a mais humilde e a mais santa.

XV de Agosto Festa da Assunção de Maria Santíssima

Astitit regina a dextris tuis, in vestitu deaurato, circumdata varietate - «Apresentou-se a rainha à tua direita, com manto de ouro, cercada de variedade» (Sl. 44, 10)

Sumário. Maria morre, e acompanhada de inúmeros espíritos celestiais e de seu próprio Filho, entra no céu em alma e corpo. Deus abraça-a, abençoa-a e a faz Rainha do universo, elevando-a acima de todos os anjos e santos. Regozijemo-nos com a divina Mãe, que é também a nossa, e avivemos a nossa confiança nela, invocando-a em todas as nossas necessidades. Roguemos-lhe sobretudo que, assim como ela morreu de puro amor a Deus, possamos nós morrer ao menos com contrição dos nossos pecados.


I. Maria morre, mas como? Morre toda desapegada do afeto às criaturas, e morre consumida pelo divino amor, de que o seu santíssimo coração estava sempre todo abrasado. Ó santa Mãe, ides deixar a terra: não vos esqueçais de nós, pobres peregrinos, que ainda ficamos neste vale de lágrimas, combatidos por tantos inimigos, que desejam a nossa perdição eterna. Pelos merecimentos da vossa preciosa morte, vos suplicamos que nos obtenhais o desapego das coisas terrestres, o perdão dos pecados, o amor de Deus e a santa perseverança. E, quando chegar a hora da nossa morte, assisti-nos lá do alto do céu, com a vossa intercessão, e alcançai-nos a graça de irmos ao paraíso beijar os nossos pés.

Maria morre; seu preciosíssimo corpo é levado pelos apóstolos à sepultura, guardado pelos anjos durante três dias, e em seguida transportado ao paraíso. Mas a sua alma formosa, apenas saiu do corpo, entra na beatitude eterna, acompanhada de inúmeros anjos e do seu próprio Filho. Já no céu, a humilde Virgem, adora-o e com afeto imenso lhe agradece todas as graças que lhe foram dispensadas. Deus abraça-a, abençoa-a e a faz Rainha do universo, exaltando-a acima de todos os anjos e santos: Exaltata est sancta Dei Genetrix super choros angelorum ad coelestia regna.

Os 5 Rosários pela Assunção de Nossa Senhora ao Céu, de corpo e alma.

15 de agosto
 

ASSUNÇÃO AO CÉU DE NOSSA SENHORA




Em 1º de novembro de 1950, o Papa Pio XII declarou o Dogma da Assunção de Nossa Senhora, em corpo e alma, ao Céu.
No dia 15 de agosto, os fiéis costumam rezar 5 Rosários completos (15 Terços), em honra da Festa da Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Esta é uma devoção nascida no ambiente piedoso dos fiéis e não sabemos a origem exata. Pede-se uma graça especial, lembrando que ela poderá ser concedida ou não, conforme as disposições da Divina Providência.
Rezemos os 5 Rosários, pois que melhor maneira, depois da Santa Missa, de santificar este dia santo de guarda?!

Fonte: FBVM em 13/08/2013.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O Dogma da Assunção - vídeo

Um presente especial para meus leitores:

Um vídeo original do dia 1º de Novembro de 1950.




Enjoy!




Já publicado neste blog, a respeito da Assunção da Virgem Maria:

Festa da Assunção de Nossa Mãe Santíssima ao Céu

Assumpta est Maria in caelum
gaudent Angeli
laudantes benedicunt Dominum
Alleluja!

ASSUMPTA EST MARIA IN CAELUM!
GAUDETE ET EXULTATE OMNES RECTI CORDE!

Assunção da Virgem. Taddeo di Bartolo


ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA



A Assunção da Virgem em corpo e alma, após sua morte preciosíssima é, hoje, um dogma de fé cristã. Dogmas resumidamente podem definir-se como verdades divinas propostas pela Igreja e que devemos crer incondicionalmente, sob pena de cairmos em heresia. 

Desta breve exposição se inclui que, nenhum católico poderá negar que a Virgem Mãe de Deus foi elevada ao céu em corpo e alma, após a morte.

O Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, na Basílica de São Pedro, dirigiu a cerimônia que ficou e ficará para sempre nos anais da Igreja Católica como a mais solene da era contemporânea: o Dogma da Assunção da Virgem Mãe de Deus[1].

Vejamos a alocução de Sua Santidade firmada nessa cerimônia:

Veneráveis irmãos e amados filhos e filhas que vos haveis congregado em nossa presença e todos vós que nos ouvis nesta Santa Roma e em todos os lugares do mundo católico.
Emocionados pela proclamação como um dogma de fé da Assunção ao céu da Santíssima Virgem em corpo e alma, exultando de alegria que inunda os corações de todos os fiéis, agora satisfeitos em seus ardentes desejos, sentimos irresistível necessidade de elevar junto convosco o hino de graças à amada providência de Deus, que quis reservar para vós a alegria deste dia e a nós o conforto de colocar sobre a fronte da mãe de Deus e da nossa mãe um brilhante diadema que coroa suas singulares prerrogativas.
Por um inescrutável desígnio do destino, aos homens da atual geração tão atormentados e afligidos, perdidos e alucinados, mas também sadiamente em busca de um grande Deus que foi perdido, abre-se uma parte luminosa dos céus, onde se senta, junto ao filho da justiça, a rainha mãe, Maria.
Implorando há longo tempo, finalmente nos chega este dia, o qual por fim, é nosso. A voz dos séculos – deveríamos dizer a voz da eternidade – é nossa. É a voz que, com a ajuda do Espírito Santo, definiu solenemente o alto privilégio da celestial Mãe. E vosso é o grito dos séculos. Como se houvessem sido sacudidos pelas batidas dos vossos corações e pelo balbuciar dos vossos lábios, as próprias pedras desta patriarcal basílica vibram e juntamente com elas os inumeráveis antigos templos levantados em todas as partes em honra de Maria, monumentos de uma só fé e pedestais terrenos do celestial trono da glória da Rainha do Universo, parecem exultar em pequenas batidas. E neste dia de alegria, desde este pedaço do céu, juntamente com a evangélica onda de satisfação que se harmoniza com a onda de exultação de toda a Igreja militante, não pode deixar de descer sobre as almas uma torrente de graças e ensinamentos, frutíferos despertadores de renovada santidade.  Por esta razão, para tão altíssima criatura, levantamos, cheios de fé, os nossos olhares da terra – nesta nossa época, entre a nossa geração – e gritamos a todos: Levantai os vossos corações.
As muitas intranquilas e angustiosas almas, triste legado de uma idade violenta e turbulenta, almas oprimidas, porém não resignadas, que já não creem na bondade da vida e aceitam-na somente como se fossem obrigadas a aceitá-la, ela lhes abre as mas altas visões e as conforta para contemplar que destino e que obras ela há sublimado, ela , que foi eleita por Deus para ser Mãe do mundo, feita em carne, recebeu docilmente a palavra do Senhor.
E vós, que estais mais particularmente próximo de nosso coração, vós pobres enfermos, vós refugiados, vós prisioneiros, vós os perseguidos, vós com os braços em trabalho e o corpo sem abrigo, vós nos sofrimentos de toda índole e de todas as nações, vós a quem a passagem pela terra só parece dar lágrimas e privações, por mais esforços que se façam ou que se deverão fazer para acudir em vossa ajuda; levantai vossos olhares para Ela que, antes de vós, percorreu os caminhos da pobreza, do exílio e da dor; para Ela, cuja alma foi atravessada pela espada ao pé da cruz e que agora contempla, como olhar firme, desde a luz eterna, este mundo sem paz, martirizado por desconfianças recíprocas, pelas divisões, pelos conflitos, pelos ódios a tal ponto que se debilitou e se perdeu o sentido do temor em Cristo. Enquanto suplicamos com todo o ardor que a Virgem Maria possa assinalar o retorno do calor, do afeto e da vida aos corações humanos, não nos devemos cansar de recordar que nada deve prevalecer sobre o fato, sobre a consciência de sermos todos filhos da mesma Mãe, laço é de união através do místico Corpo de Cristo, uma nova era e uma nova Mãe dos vivos, que quer conduzir todos os homens à verdade e à graça de seu divino Filho. E agora, oremos com devoção.
 
ORAÇÃO A NOSSA SENHORA ASSUNTA AO CÉU
Papa Pio XII

Oh Virgem Imaculada, Mãe de Deus e dos Homens. Cremos com todo o fervor de nossa fé em Tua triunfante Assunção em alma e corpo ao céu, onde és aclamada rainha por todo o coro dos anjos e por todos os Santos, e a eles nos unimos para louvar e bendizer o Senhor que Te exaltou sobre todas as demais criaturas: para oferecer-se a veemência de nossa devoção e de nosso amor. Sabemos que Teu olhar, que maternalmente acaricia a humilde e sofredora humanidade de Cristo na terra, se sacia no céu na contemplação da gloriosa humanidade da sabedoria incriada, e que o gozo da tua alma, ao contemplar face a face a adorável Trindade faz com que teu coração palpite com beatífica ternura. E nós, pobres pecadores, nós, a quem o corpo se sobrepõe aos anseios da alma, nós Te imploramos que purifique nossos sentidos, de maneira a que aprendamos, cá em baixo, a deleitar-nos em Deus, tão somente em Deus, no encanto das criaturas. Estamos certos de que Teus olhos misericordiosos fixar-se-ão em nossas misérias e em nossas angústias: em nossas lutas e em nossas fraquezas; que Teus lábios sorrirão sobre nossas alegrias e em nossas vitórias; que Tu ouvirás a voz de Jesus dizer-Te de todos nós, como o fez Ele de seu amado discípulo: Aqui está teu filho.
E nós, que Te invocamos, Mãe nossa, nós Te tomamos como o fez João, como guia forte e consolo de nossa mortal vida. Nós temos a vivificante certeza de que teus olhos, que choraram na terra, banhada pelo sangue de Jesus, voltar-se-ão uma vez mais para este mundo presa da guerra, de perseguições, de opressão dos justos e dos fracos. E, com meio à escuridão deste vale de lágrimas, nós esperamos de Tua luz celestial e de Tua doce piedade, consolo para as aflições de nossos corações, para atribulações da Igreja e de nosso país.
Cremos finalmente que na glória, na qual Tu reinais, vestida de sol e coroada de estrelas Tu és, depois de Jesus, o gozo de todos os anjos e todos Santos. E nós, que nesta terra passamos como peregrinos, animados pela fé na futura ressurreição, olhamos para Ti, nossa vida, nossa doçura, nossa esperança. Atraí-nos para Ti com a mansidão de tua voz, para ensinar-nos um dia, depois de nosso exílio, a Jesus, bendito fruto de Teu seio, ó graciosa, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.





Dormitio. Giotto.


Dormição e Assunção da Virgem



A Assunção da Virgem exprime em modo admirável o adágio patrístico difundido a partir de Irineu de Lion[2], no século II: “Deus se fez homem para que o homem possa se tornar Deus”[3]. Tornar-se Deus: isto é um vivente cuja vida não tem limite, uma vida livre do mal e da morte. Para descrever com maior clareza esta festa, colocarei, lado a lado, dois ícones: a da Virgem com o Menino e a da Dormição-Assunção (mais adiante explicarei estes dois termos). 


  


No primeiro ícone [Virgem da Ternura, séc. XII], vemos a Mãe segurando e protegendo o Menino, e às vezes, como imagem, ela apoia o próprio rosto no rosto pequenino do Filho. Maria, em nome de toda a humanidade, acolhe Deus. Primeira Assunção: a da divindade a partir da humanidade.

No segundo ícone [Dormição, séc. XIII], ocorre exatamente o contrário: a Mãe morreu; seus restos, negra crisálide, barram horizontalmente a composição; mas o espaço da morte se abre, aparece Cristo, vitorioso, vertical de luz, que faz do ícone uma Cruz de glória. Ele toma nos braços a alma não desencarnada de sua Mãe, representada como uma menina que completa seu nascimento no Reino. E, em alguns ícones, Jesus aperta seu rosto ao rosto desta mulher-criança: germe e antecipação da transfiguração de toda a Criação. Segunda Assunção, desta vez do humano a partir do divino.

A Igreja, de fato, amadureceu logo a intuição pela qual não era possível que o corpo de Maria, prodigiosamente “consubstancial” ao do Ressuscitado, tivesse permanecido prisioneiro da morte. Assim, ao Deus feito homem corresponde o homem deificado, e o primeiro ser humano presente, alma e corpo, na glória divina é a “Mulher vestida de sol”, de quem fala o Apocalipse.

Maria se encontra já além da morte e do juízo, naquela luz que as Escrituras chamam de “Reino de Deus”; e todavia humana, infinitamente materna, ela permanece totalmente voltada para os homens, para seus sofrimentos, para a peregrinação cumprida muitas vezes às apalpadelas pela Igreja, e antes ainda da Igreja mística que engloba a humanidade inteira e todo o cosmo. Na grande espiritualidade da Igreja antiga, como também em muitas lendas populares, Maria é aquela que pronuncia sobre o inferno – inclusive sobre nosso inferno interior – a oração pela Salvação universal.

Os textos das homilias orientais associam, a partir do século V, a Dormição de Maria – ou seja, uma morte pacifica, na qual a alma entra na paz – e a sua Assunção corporal – a alma religada ao corpo na unidade da pessoa (como acontecerá a cada um de nós), já elevada ao Céu, literalmente erguida pelo ímpeto “ressurrecional” do Cristo.

Inúmeras lendas, ricas contudo de significado, se sedimentaram nas mais antigas liturgias. Enquanto Maria é avisada de sua morte pelo Anjo, os apóstolos, dispersos distantes dela, são miraculosamente transportados para perto dela. Ela os consola, os abençoa, reza pela paz do mundo, e morre. Eles a sepultam no Getsêmani. Depois de três dias, Maria aparece a eles enquanto estão celebrando a Eucaristia, e os apóstolos encontram seu túmulo vazio.

Celebrada originariamente em memória de uma “estação” (assim se fazia a liturgia, de estação em estação) localizada nas proximidades de Belém, e onde a Virgem teria descansado, a Assunção era festejada em Oriente e no Ocidente no mês de Janeiro. A festa estendida ao Império Bizantino por volta do ano 600, chegou ao Ocidente quarenta anos mais tarde, graças ao Papa Teodoro I, que provinha do clero de Jerusalém.

Em 1950, Pio XII proclamou, com todas as solenidades de praxe, como dogma, que a “Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, depois de ter terminado o curso de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celeste”[4]. A Igreja Ortodoxa, que se prepara para esta festa com um jejum de quinze dias, não sentiu a necessidade de um dogma destes; nenhum ortodoxo, de fato, contesta o mistério da Dormição-Assunção proclamado pelos textos litúrgicos da ortodoxia. “Ela é a Mãe da vida, e Aquele que havia habitado o seu seio virginal a transferiu à vida... Cada filho desta terra estremeça em seu espírito e celebre com alegria a Venerável Assunção da Mãe de Deus”. Acrescente-se que, em Oriente, a Veneração Mariana é, ao mesmo tempo, onipresente e muito discreta, quase iniciática, pois depende não tanto do anúncio da Ressureição de Cristo, quanto da recepção de tal anúncio.

A diferença entre o Oriente e o Ocidente é que, para o primeiro, Maria deveria passar, em Cristo, pela morte e ressurreição reais, enquanto para o segundo, o Dogma da Imaculada Conceição torna dúbia a sua morte: sobre este ponto o Dogma de 1950 não se pronuncia. Trata-se de uma simples disputa terminológica? O que está em jogo são duas abordagens parcialmente diferentes ao tema do “pecado original” e de sua transmissão? Ou o problema é outro?

Na realidade, seja para o Oriente que para o Ocidente, a Assunção é um sinal dos Novíssimos. Em Maria, “filha do próprio filho”[5], dizia Dante, nos é dada uma antecipação da glorificação de todo o Universo que acontecerá no final dos tempos, quando Deus será “tudo em todos”[6], “ tudo em todas as coisas”[7].

Elevada ao Céu – a diferença de Cristo que se eleva por si só – Maria, dizem alguns textos litúrgicos, é a nossa “Terra prometida”. A Dormição-Assunção antecipa a Parusia, e não é por acaso que, nos grandes afrescos que tornam preciosos os muros externos das igrejas monásticas moldavas, o Tronco de Jessé[8] se torne uma enorme, cósmica, sarça ardente.

A Assunção antecipa e prepara nosso comum destino. No corpo da Virgem, sepultado simbolicamente pelos Apóstolos (referência ao Pentecostes) no Getsêmani (referência à Paixão, única fonte de nossa Salvação), naquele corpo levado para a luz originária e terminal, toda a Criação é assunta pelo Incriado. Toda a carne da terra se torna Eucaristia. Como João Damasceno, então, também nós podemos dizer: “Rejubila-te, germe divina da terra, jardim onde foi posta a Árvore da vida!”[9]


Tradução: Giulia d'Amore.


Baixe a Homilia de São João Damasceno, AQUI.


Já publicado neste blog, a respeito da Assunção da Virgem Maria:






[1] Constituição Apostólica “Munificientissimus Deus”. 1º de Novembro de 1950.
[2] cerca de 130-200 A.D.
[3] Irenaeus, Adversus haereses, V. 5, prefácio.
[4] Constituição Apostólica “Munificientissimus Deus”. 1º de Novembro de 1950.
[5] Dante Alighieri. Divina Comédia. Paraíso, Canto XXXIII, 10º Céu: Empíreo – Visão de Deus. No Blog.
[6] 1 Coríntios 15,28.
[7] Efésios 1.23.
[8] Isaías 11, 1-2.
[9] São João Damasceno (c. 676-749), monge, teólogo, Pai da Igreja. Homilia Sobre a Dormição da Santíssima Mãe de Deus, a Bem Aventurada Virgem Maria.

domingo, 14 de agosto de 2011

A Dormição da Virgem - O Mistério de Elche

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A DORMIÇÃO DA VIRGEM





Não há registros históricos do momento da morte de Maria Santíssima. Há uma tradição cristã que diz que ela teria morrido (Dormição da Virgem Maria) no ano 42 d.C. e seu corpo sepultado no Getsêmani. Desde os primeiros séculos, usou-se a expressão "dormitação" (do lat. dormitáre), em vez de "morte". Alguns teólogos e Santos da Igreja Católica sustentam que Maria não teria morrido, mas teria "dormitado" e assim levada aos Céus; outra corrente, sustenta que não teria tido este privilégio uma vez que o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo passou pela morte.

A Assunção de Maria é a crença tradicional da Igreja Católica de que A Virgem Maria mãe de Jesus Cristo, no final de sua vida, foi fisicamente assunta ao Céu.

A Igreja Católica ensina esta crença como um dogma de que a Virgem Maria "ao concluir o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma para a glória celestial." Isto significa que Maria foi transportada para o Céu com o seu corpo e alma unidas. Esta doutrina foi dogmaticamente e infalivelmente definida pelo Papa Pio XII, em 1 de novembro de 1950, na sua Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. A festa da Assunção ao Céu da Virgem Maria é celebrada como a "Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria" pelos católicos, e como a "Dormição" pelos cristãos ortodoxos. A Assunção de Maria é uma grande festa, normalmente comemorada no dia 15 de agosto.


Os quatro evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João, não mencionam atributos miraculosos a Virgem Maria. Na narrativa bíblica, sua aparição ocorre nos momentos antes do nascimento, em trechos da vida pública e no martírio de Jesus Cristo. Além disso, ela aparece nos Atos dos Apóstolos, em oração com a Igreja reunida, à espera de Pentecostes. Os demais fatos da vida de Nossa Senhora nos vêm da Tradição.





*   *   *


O MISTÉRIO DE ELCHE





El misteri d'Elx ou o Mistério de Elche é um drama sacro-lírico religioso que recria a Dormição, Assunção e Coroação da Virgem Maria. Dividida em dois atos, a obra é encenada todos os anos, há séculos, nos dias 14 e 15 de agosto, no interior da Basílica de Santa Maria, na cidade espanhola de Elche.

Trata-se de uma obra única em seu gênero, que tem sido realizada sem interrupção até hoje, superando até mesmo o obstáculo da proibição de representar dentro das igrejas pelo Concílio de Trento. Foi o Papa Urbano VIII que, em 1632, deu à cidade de Elche, por meio de uma bula, a permissão para continuar essa representação.









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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU


Assunção da Bem-Aventurada Sempre-Virgem Maria ao Céu


Dia 15 de agosto é o dia da Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, onde nós professamos a nossa crença no dogma de que Maria foi assunta ao Céu em corpo e alma pelo poder de Deus. Este é um dogma da fé e nele devemos crer para sermos Católicos; tem sido ensinado desde o início da Igreja até aos nossos dias, conforme alusões nas Sagradas Escrituras .

Solenidade: 15 de agosto

A Assunção de Nossa Senhora é acreditada e celebrada desde os primeiros tempos do Cristianismo. A festa é celebrada sob vários nomes (Comemoração, Dormição, Passamento, Assunção) desde, pelo menos, o século quinto ou sexto. Homílias sobre a Assunção são encontradas pelo menos desde o século VI. No entanto, a fim de torná-lo um dogma da fé, a fim que todos os católicos acreditem nisso, o Papa Pio XII declarou dogmaticamente a Assunção de Maria ao Céu em 1950:
“Pela autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e pela nossa própria autoridade, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”(Munificentissimus Deus)
As Igrejas do Oriente (que ainda estão em união com Roma) referem-se a hoje como à “Dormição”, em oposição à “Assunção”, porque eles acreditam que Maria morreu e só depois foi levada ao céu. 

Enquanto Católicos Romanos no Rito Latino, nós somos livres para acreditar que Maria morreu e, depois disso, foi Assunta ao Céu, ou que ela não morreu mas logo antes de sua morte ela foi Assunta ao Céu.lguns afirmam que a Assunção nunca aconteceu porque não está nas Escrituras, mas lembre-se que a Bíblia trata sobre Deus não sobre Maria. 

Hoje é um dia Santo de Guarda, ou seja, os Católicos devem ir a Missa.

Purgatório:

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