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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Maria, Corredentora e Medianeira de Todas as Graças



Maria, Corredentora e
Medianeira de Todas as Graças



I — Sobre o documento blasfemo do Dicastério para a Doutrina da Fé CONCILIAR



Ontem, 4 de novembro, publicaram um documento do Dicastério para a Doutrina da Fé modernista, “Mater Populi fidelis”, que pode ser lido aqui. O subtítulo é “Nota doutrinal sobre alguns títulos marianos referidos à cooperação de Maria na obra da Salvação”. 

A intenção é aproximar-se cada vez mais dos protestantes, e a visita dos reis anglicanos noutro dia pode ter muito a ver com isso. Essa intenção está clara em alguns trechos do documento, como quando diz que chamar Nossa Senhora de Corredentora “pode gerar confusão e desequilíbrio na harmonia das verdades da fé cristã”… A qual harmonia o autor deste texto blasfemo se refere, e a que “verdades”? Ler esse documento enoja e indigna quem ama a Mãe de Deus. E os comentários, mesmo entre os modernistas, são predominantemente contra esse documento, praticamente todos A chamaram de CORREDENTORA! As vozes dissonantes eram protestantes, aplaudindo, e um ou outro liberal ignorante. 

O que a Igreja de sempre já afirmou sobre esses dois títulos que um dia, certamente, se tornarão dogmas marianos? 

sexta-feira, 19 de maio de 2023

A “Corredentora” nos anos 1900 até o Papa Pio XI



A “Corredentora” nos anos 1900 até o Papa Pio XI



De Padre Paolo M. Siano.

À luz dos meus dois artigos anteriores (ver aqui e aqui), observo que, entre o ano 1600 e o 1700, o título “Corredemptrix” (“Corredentora”) aparece em tratados teológicos, especialmente de jesuítas de língua espanhola, e em textos de pregação. No século XIX, este belíssimo título mariano é sustentado em obras teológicas, em escritos de leigos católicos, em homilias e escritos episcopais, até entrar, na época do Papa Leão XIII, no acervo de documentos oficiais da Igreja: as “Acta Sanctæ Sedis”[1] (1865-1908) e “Acta Apostolicæ Sedis”[2] (1909-…).

Antes de entrarmos no século XX, indico outros dois textos do século XIX a favor do título de “Corredentora”.

No livro “The Foot of the Cross: or The Sorrows of Mary” (Londres, 1858), Pe. Frederick William Faber (1814-1863), sacerdote católico oratoriano, ex-pároco anglicano, afirma que Maria merece o título de “ Co-Redemptress” (p. 453) por sua colaboração na Encarnação do Verbo (Maternidade Divina) e, portanto, na Paixão do Filho (pp. 453-454). E que santos e doutores chamaram Maria: “Co-Redemptress of the world” (p. 447).

Em 1870, editado pela “Sacra Rituum Congregatione E.mo et R.mo Domino Cardinali Constantino Patrizi (Episcopo Portuen. Et S. Rufinæ, S.R.C. Præfecto etc.) Relatore”, é publicado o texto “Urbis et Orbis Concessionis Tituli Doctoris et extensionis eiusdem tituli ad Universam Ecclesiam neque non Officii et Missæ sub Ritu Dupl. de Comm., Doctorum Pontificum in honorem Sancti Alphonsi Mariæ de Ligorio Fundatoris Congregationis SS. Redemptoris ac olim Episcopi S. Agathæ Gothorum” (Romæ, 1870, Ex Typographia S. Congreg. De Propaganda Fide socio equite Petro Marietti Administro).

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sobre a mediação de Maria Santíssima

A Mediação de Nossa Senhora nos Evangelhos



“É fácil compreender as razões dessa Mediação de Nossa Senhora. A Encarnação dependeu do seu consentimento. Por conseguinte, todas as graças que dela decorrem. Sem o “fiat’ por Ela pronunciado, não teríamos tido nem Cristo, nem suas graças. Portanto, já que Ela aceitou dar Jesus Cristo ao mundo, parece conveniente que Ela guarde um direito sobre os benefícios que Ela tornou possíveis, e que Ela distrbua os tesouros de seu Filho. A Sabedoria Divina não exigia que Ela ficasse associada de uma maneira ativa a toda a continuação da grande obra que a mesma Sabedoria tinha começado, e que durasse para sempre a colaboração íntima das 3 vontades que lhe fora conveniente oferecer quando da Encarnação e da Crucifixão, a colaboração do Pai que confere a graça, do Filho que a merece e a obtêm, e a de Nossa Senhora, que a recebe e a distribui assim como Ela recebeu e nos deu Jesus Cristo?”

(D. Marmottin, Maria Mediadora, discurso no dia 25 de maio de 1928, em Notre-Dame de l’Épine).

* tema das conferências do dia de recolhimento no Mosteiro de Nossa Senhora da Fé (7 de setembro). Fonte: FAMILIA BEATAE MARIAE VIRGINIS


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