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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Os avanço da ideologia de gênero na Igreja modernista

Para compreender melhor o caminho que a Igreja modernista (NÃO CATÓLICA!) está empreendendo em relação aos homossexuais (e todas as derivações doentias), traduzi um texto publicado no La Nuova Bussola Quotidiana, site conservador ligado de forma geral à motumissa e de fãs saudosos de Bento XVI, que é considerado pela grande maioria deles o verdadeiro Papa, quase um prisioneiro no Vaticano. Ó tadinho! Bom, o texto em questão mostra como os modernistas - e principalmente Francisco - estão mudando a práxis e a doutrina da Igreja sobre o homossexualismo. Esses conservadores - entre os quais muitos bispos e cardeais - são o que está impedido Francisco de implementar em definitivo e de uma só vez a nova doutrina, "acolhedora" de pecados e pecadores, um tipo de religião pela qual todos vão para o Céu, porque "Deus é misericórdia". Vamos ao texto. Algumas observação minhas [entre colchetes]


Lançada a cruzada LGBT contra a Igreja [modernista]




É primavera, e na Igreja parece realmente ter desabrochado o amor, mas o amor homossexual. Desde o centro até a periferia, já é todo um hino às relações gays. Não dá tempo de se espantar com o novo espaço dedicado pelo jornal semanal diocesano “Verona Fedele” [Verona fiel] à nova coluna “La Porta Aperta” [A Porta Aberta], a qual debuta [debutou] no dia 1º de maio, com uma entrevista-propaganda a uma pessoa homossexual que decanta o seu amor, que descobrimos, no dia 3 de maio, portas abertas também no “Osservatore Romano”, que lança seu novo jornal dedicado às mulheres. 

O jornal vaticano obviamente é muito mais prudente, mas, para valorizar “aquela revolução intelectual que as mulheres operaram na cultura católica a começar do século passado”, recruta para a redação intelectuais "católicas" [aspas minhas] do calibre de Daria Bignardi [apresentadora do BBB italiano, e editora de revistas feministas], atual diretora de Rai 3 [canal de Tevê do Estado], firmatária do apelo ao Parlamento, em 21 de fevereiro passado, em favor das uniões gay; e Melania Mazzucco, autora do livro “Sei come sei” [Você é como é], no qual narra detalhadamente como um adolescente descobre e experimenta a sua homossexualidade (clique aqui). Como devem lembrar, o livro se tornou um caso porque foi adotado pelo Liceu Giulio Cesare de Roma, provocando uma dura reação por parte de alguns estudantes e pais (clique aqui). 



A legitimação, portanto, é soft, mas podemos apostar em próximas e mais amplas aberturas, até porque, enquanto isso, está abrindo caminho a marcha forçada o cotidiano da CEI [Conferência Episcopal Italiana; a CNBB italiana], “Avvenire” [Advir], que, após os capítulos precedentes (clique aqui), no dia 7 de maio, foi mais além na promoção do comportamento homossexual. Uma página dedicada a “Chiesa e cristiani Lgbt” [“Igreja e cristãos Lgbt”], inspirando-se no “IV Fórum dei cristiani Lgbt” [IV Fórum dos cristãos LGBT; “Quarto”, quer dizer que houve outros três antes], que aconteceu no final de abril, em Albano Laziale [para quem não sabe, lar da Neofrat italiana], para sustentar a necessidade de projetos pastorais ad hoc, que favoreçam a plena acolhida, não mais das pessoas com tendências homossexuais (que nunca foi negada), mas da homossexualidade enquanto tal.  



Por trás das costumeiras palavras fumacentas e a deliberada confusão entre o respeito pela pessoas e o aval a qualquer comportamento, a passagem a que chama “Avvenire” é justamente o questionamento daquela lei natural sobre a qual – nos informa o jornal da CEI – se discutiu em Albano. Para tranquilizar o leitor, o cronista adverte que os cristãos Lgbt são pessoas sérias – “exatamente como nós normais”, diria Checco Zalone [cômico italiano; aqui seria algo como "gente como a gente"] – todos oração e reflexão sobre a Igreja, “nada de carnavaladas de gosto duvidoso”. Não falta o imprimatur oficial, com a audiência concedida aos participantes do Fórum por parte do bispo local, Marcello Semeraro [bispo de Albano desde 2004], “que também é secretário do C9”, o Conselho de Cardeais que ajuda o papa Francesco a desenhar a reforma da Cúria Romana [ou seja, a democracia na igreja, o parlamento da "rainha-elizabeth" vaticana].

Dos relatores do Fórum vem a indicação, feita justamente por “Avvenire”, de uma participação à vida da Igreja, “a partir da identidade deles” (padre Pino Piva, jesuíta, coordenador nacional do apostolado dos exercícios inacianos [ativista LGBT, promoveu um programa chamado “Ways of Love”, “as estradas do amor”, totalmente voltado à causa gay, ver mais aqui (italiano)]), que obviamente leva a rediscutir a lei moral natural e o papel dos “homossexuais, transexuais, bissexuais no plano de Deus (Damiano Migliorini [ativista gay], filósofo e autor do “um monumental ensaio sobre o amor homossexual”).


Para “Avvenire”, nem passa pela cabeça que, a propósito de plano de Deus seria necessário primeiro resolver aquele probleminha ligado à narração da Criação segundo o qual Deus criou o homem macho e fêmea, com a tarefa de popular a terra. Mas não é somente o problema da referência à Escritura – sempre é possível encontrar um teólogo que ajeite brilhantemente qualquer situação – mas a questão da realidade de pessoas que vivem uma condição de sofrimento, e não é por causa da rejeição da Igreja. Nisso, “Avvenire” endossa a costumeira mentira segundo a qual, até ontem, as portas da Igreja eram fechadas para todos aqueles que não eram “justos”, “em dia com as regras”, e hoje, finalmente, aquelas portas se abrem para acolher e acompanhar qualquer pessoa “ferida” [essa é a tônica de todo discurso de Francisco desde que foi eleito, sempre se postou como um divisor de águas, entre uma Igreja impiedosa, farisaica, maldosa (a Igreja de mais de 2000 anos), e ele, o profeta de uma nova igreja, mais justa, solidária, humana e bondosa (sic). É a mesma conversa dos gramscianos, como os petistas, que vemos nos discursos de Lula e Dilma ovacionando o projeto de poder deles que “tirou da miséria milhões de brasileiros que agora andam de avião”; é preciso observar os detalhes, pois se encontram as semelhanças de atitudes e até mesmo de terminologia]. Tal narrativa é um insulto a milhares de sacerdotes que desde sempre acolhem, aconselham, acompanham pessoas e grupos que possuem feridas profundas em suas vidas, e que somente em uma igreja encontram alguém disposto a ouvir e compartilhar. 


Tal narrativa é, contudo, funcional ao verdadeiro objetivo de toda essa campanha, que não é acolher as pessoas que vivem a condição homossexual, mas mudar a doutrina da Igreja, impondo a aceitação do comportamento homossexual, o pecado junto com o pecador. Falar de comportamentos “contra a natureza” se torna, assim, uma blasfêmia para a nova linguagem inclusiva, e, por consequência, “Amoris Laetitia[a última encíclica bergogliana com forte acento luterano], “Avvenire” também aposenta definitivamente Bento XVI que, quando papa, havia definido o gender o desafio maior da Igreja de hoje, e que, quando cardeal havia escrito, em 1986, uma carta esclarecedora “para o cuidado pastoral das pessoas homossexuais”



Já naquele tempo a Igreja condenava com firmeza toda expressão malévola e toda violência contra as pessoas homossexuais, e mesmo então o cardeal Ratzinger convidava a iniciativas pastorais específicas, mas – nos explica “Avvenire”, tomando distância disso – então havia uma “reprovação moral” à homossexualidade que hoje foi superada. De fato, não o seria, porque não se trata de uma opinião de um Papa ou de outro, pois é parte do Catecismo, mas para “Avvenire[como para todo modernista, Francisco em particular] o que conta é o espírito dos tempos.

Dizia, então, Ratzinger, rebatendo a quem reputava a condição homossexual “indiferente ou até mesmo boa”: “Ocorre, ao invés, precisar que a particular inclinação da pessoa homossexual, ainda que não seja em si pecado, constitui todavia uma tendência, mais ou menos forte, para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. Por isso, a inclinação mesma deve ser considerada objetivamente desordenada. Portanto, aqueles que se encontram nesta condição deveriam ser objeto de uma particular solicitude pastoral para que não sejam levadas a crer que a atuação de tal tendência nas relações homossexuais seja uma opção moralmente aceitável”.  


Gostem ou não disso “Avvenire” e os bispos que o dirigem, este é ainda não somente o ensinamento da Igreja, mas também a atitude que mais corresponde à realidade, como demonstram as iniciativas pastorais que nos últimos anos seguiram com sucesso este caminho e que hoje são eliminadas. Em nome da acolhida


Riccardo Cascioli



Fonte: http://www.lanuovabq.it/it/articoli-parte-la-crociata-lgbt-allassalto-della-chiesaavvenire-e-la-punta-ma-anche-losservatore-16105.htm


Tradução, grifos e notas: Giulia d'Amore 


   

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2 comentários:

  1. Que horror!!! Querem transformar a Santa Igreja Católica numa parada gay!!! Fora que alguns desses doidos que não sabem nem o que são direito, Giulia, blasfemam contra Nosso Senhor insinuando que Ele tinha um "caso romântico" com São João Evangelista... Que vontade de vomitar diante de tudo isso... Que São Miguel Arcanjo expulse a descendência da serpente infernal que sob as ordens de sua "mãe" quer invadir e enlamear a Santa Igreja Católica.

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    1. Vivemos tempos de Lot, caro Amigo. Devemos rezar para que Deus nos encontre confessados, porque está difícil suportar tudo o que testemunhamos com nossos olhos. Não vejo outra forma de superar isso a não ser por intervenção divina.

      São Miguel Arcanjo, velai sobre nós!

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