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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

S. Silvestre I, Papa e Confessor

31 de dezembro 

S. Silvestre I

Papa e Confessor

(Pontificado: 314 - 355)


São Silvestre encerra o ano civil. Ele encerra também, na História da Igreja, uma época importante e inicia uma nova era. Durante três séculos, a Igreja de Deus esteve exposta às mais cruéis perseguições.

O Império romano empregava todo o seu poder para aniquilar o Reino de Deus; o sangue corria em torrentes. Esforçavam-se em regra para inventar novos tormentos. Além disso, astúcia, lisonja, seduções, tudo quanto pode cegar os sentidos, tudo o que a arte e a ciência terrenas podem proporcionar, estava a serviço desta luta - e tudo debalde. A Igreja permaneceu ilesa, a despeito de todos os planos, afrontando tudo. Os seus membros morriam aqui e ali, mas a Igreja continuava a viver, e sempre novos elementos entravam, para preencher as lacunas. Por fim, o Império romano se curvou diante de Cristo, e colocou a Cruz sobre o seu diadema e o sinal de Cristo sobre a águia de suas legiões. Cristo tinha vencido na possante peleja, e o Papa Silvestre I viu como tudo mudava. Viu o suplício da cruz ser abolido. Viu cristãos confessarem livre e francamente a sua fé e erigirem casas de Deus. Viu o próprio imperador Constantino edificar o palácio (Lateranense) que durante muitos séculos foi a residência do Vigário de Cristo.


Sobre a vida do Papa S. Silvestre, a História muito pouco de positivo revela, se bem que como certo afirme que tenha ele sido a alma dos grandes acontecimentos verificados no seu longo Pontificado.

Segundo o testemunho de historiadores fidedignos, Silvestre nasceu em Roma, filho de pais ótimos cristãos, que bem cedo o confiaram aos cuidados do Sacerdote Cirino, cujo preparo intelectual e exemplo de vida santa fizeram com que o discípulo adquirisse uma formação extraordinariamente sólida cristã. Estava ainda em preparação a última - isto é, a décima - e de todas as mais bárbaras das perseguições dioclecianas, quando Silvestre, das mãos do Papa Marcelino, recebeu as ordens sacerdotais. Teve, pois, ocasião de presenciar os horrores desta investida do inferno contra o Reino de Cristo. Pode ele ser e foi testemunha ocular do heroísmo das pobres vítimas do furor desmedido do tirano coroado. Em 314, por voto unânime do povo e do clero, foi proposto para ocupar a cadeira de São Pedro, como sucessor do papa Melquíades.

Com a vitória do Cristianismo e a conversão do imperador Constantino, viu-se o Papa diante da grande tarefa de, por meio das sábias leis, introduzir a Religião Cristã na vida dos povos, dando-lhe formação concreta e definitiva. A paz, infelizmente, não foi de longa duração. Duas terríveis heresias se levantaram contra a Igreja, arrastando-a para uma luta gigantesca de quase um século de duração.  


Uma foi a dos Donatistas, que tomou grande incremento na África. A Igreja, ensinavam eles, deve compor-se só de justos; no momento em que seu grêmio tolera pecadores, deixa de ser a Igreja de Cristo. O batismo administrado por um sacerdote que, em estado de pecado se acha, é inválido. Um bispo, se estiver com um pecado na alma, não pode crismar nem ordenar sacerdotes. Caso que administrar estes sacramentos, são eles inválidos.

Pior e mais perigosa foi a outra heresia, o Arianismo, heresia propalada pelo sacerdote Ario, da Igreja de Antioquia. Doutrinava este heresiarca que a Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, faltavam as atribuições divinas; isto é, não era consubstancial ao Pai, portanto não era Deus, mas mera criatura, de essência diversa da do Pai e de natureza mutável.

Tanto contra a primeira como contra a segunda, o Papa Silvestre tomou enérgica atitude. A dos Donatistas foi condenada no Concílio de Arles. O arianismo teve sua condenação no célebre Concílio de Nicéia (325), ao qual compareceram 317 bispos. O Papa Silvestre, já muito idoso pessoalmente não podendo comparecer à grande Assembleia, fez-se nela representar por dois sacerdotes de sua inteira confiança, que em seu lugar presidiram as sessões. Estas terminaram com a soleníssima proclamação dogmática da fórmula: "O Filho é consubstancial ao Pai; é Deus de Deus; Deus verdadeiro de Deus Verdadeiro; gerado, não feito, da mesma substância com o Pai".

O Papa Silvestre assinou as resoluções do Concílio. Na presença de 272 bispos, foram as mesmas em Roma solenemente confirmadas. Esta cerimônia teve lugar diante da imagem de Nossa Senhora Alegria dos Cristãos, cujo altar, em sinal de gratidão à Maria Santíssima, o Papa mandara erigir logo que as perseguições tinham chegado ao seu termo.

Sobre o túmulo de São Pedro, o Papa, auxiliado pelo imperador, construiu a magnífica basílica vaticana, com suas oitenta colunas de mármore, templo que durante 1100 anos viu chegar milhares e milhares de peregrinos provenientes de todas as partes do mundo, ansiosos de prestar homenagens ao "Rochedo" sobre o qual Cristo tinha edificado a Sua Igreja - até que deu lugar à atual grandiosa Basílica de São Pedro.

Durante seu Pontificado, o Papa Silvestre governou a Igreja de Deus dando sobejas provas de prudência e sabedoria, glorificando-a com as virtudes de uma vida santa e apostólica.
 

Fontes: http://www.paginaoriente.com/santos/silv3112papa.htm

  

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2 comentários:

  1. Olá Giulia! Como foi o Natal? Feliz ano novo para você e para todos do blog pale ideas. Pode me ajudar com uma dúvida, por gentileza Giulia? Quero saber sobre a Ordem dos Apóstolos dos Últimos Tempos pedida por Nossa Senhora de La Salette foi aprovada pela Igreja. Desde já agradeço pela informação.

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  2. Caro sr. José Antônio, um Feliz 2016 para o senhor e sua estimada mãe. Meu Natal foi ótimo, graças a Deus. E o seu? Sobre a Ordem dos Apóstolos dos Últimos Tempos, pedida por Nossa Senhora em La Salette... nada sei. Em uma breve pesquisa, encontrei o que seria o pedido dela: http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/14954/Lembrando-Nossa-Senhora-e-os-Apostolos-dos-Ultimos-Tempos, mas não sei lhe dizer se isso corresponde à verdade e se já existe esta Ordem ou grupo de fiéis que Ela pediu. Lamento, desta vez não posso lhe ajudar. Fique com Deus.

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