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terça-feira, 1 de agosto de 2023

Da dilação da penitência

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DA DILAÇÃO DA PENITÊNCIA 


Não pode o pecador contar com a penitência no fim da vida? 

Não!, diz S. Agostinho, que a ordinária punição dos presumidos na misericórdia divina é esquecerem-se de si na enfermidade, depois de se terem esquecido de Deus em saúde.

“Voltaram-me as costas, e não o rosto, e dirão no tempo da aflição: Levantai-vos e livrai-nos! Onde estão os teus deuses que fabricaste para ti? Levantem-se e te livrem no tempo da aflição”! (Jer. 2, 27-28).

Referem as Sagradas letras o consolador exemplo da tardia conversão do bom ladrão, para que não desespere pecador algum; porém, nota S. Agostinho, é este só, para que ninguém seja temerário de diferir[1] a penitência.  


Que conceito devemos fazer dos que só na hora da morte se convertem? 

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Uma homenagem a vó Augustinha!

Publico um texto que me surpreendeu e me fez refletir. Foi escrito no Instagram por um jovem que tem uma verve humorística muito boa, mas também sabe escrever – e bem – coisas sérias. Aproveitem a leitura e a reflexão. 



Nossas misérias e murmurações. O que pode nos ensinar Vó Augustinha?! 



Essa publicação é uma homenagem, e também é um registro de uma lição que vale a pena estar presente nesse mural digital. E não, essa homenagem não é póstuma, tendo em vista que o personagem principal ainda possui vida.

Essa senhora na foto é minha avó, Dona Augustinha. Vovó sempre teve um coração enorme, e me encheu de mimo o quanto pôde, sendo eu um aniversariante no mesmo dia que ela. Ir para sua cidade nas minhas férias era quase que um dogma, algo que devesse ser cumprido. E nesses momentos juntos, vovó sempre me ensinou boas lições, tanto de afetividade como de aprendizado para a vida pessoal.

domingo, 4 de junho de 2023

O mundo de ponta cabeça

Recebo periodicamente um informativo de um site italiano que coleciona livros católicos e permite baixá-los em PDF e Epub. Alguns, eu baixo para leitura pessoal; outros, para futura tradução e edição. Este de hoje é importantíssimo. Queira Deus que eu possa traduzi-lo em breve. 





O MUNDO DE PONTA CABEÇA


Um dos sinais que indicam que vivemos em um mundo de ponta cabeça – mais conhecido como “o poste mijando no cachorro” – está nas crônicas dos jornais: estudantes agredindo professores, filhos matando pais, bandidos processando as vítimas... O acuse=o do que você faz dos comunistas... Trata-se de fatos ricos de profundos significados que, obviamente, a mídia não revela.  

Mas houve um tempo em que o mundo estava em ordem. 

sexta-feira, 19 de maio de 2023

A “Corredentora” nos anos 1900 até o Papa Pio XI



A “Corredentora” nos anos 1900 até o Papa Pio XI



De Padre Paolo M. Siano.

À luz dos meus dois artigos anteriores (ver aqui e aqui), observo que, entre o ano 1600 e o 1700, o título “Corredemptrix” (“Corredentora”) aparece em tratados teológicos, especialmente de jesuítas de língua espanhola, e em textos de pregação. No século XIX, este belíssimo título mariano é sustentado em obras teológicas, em escritos de leigos católicos, em homilias e escritos episcopais, até entrar, na época do Papa Leão XIII, no acervo de documentos oficiais da Igreja: as “Acta Sanctæ Sedis”[1] (1865-1908) e “Acta Apostolicæ Sedis”[2] (1909-…).

Antes de entrarmos no século XX, indico outros dois textos do século XIX a favor do título de “Corredentora”.

No livro “The Foot of the Cross: or The Sorrows of Mary” (Londres, 1858), Pe. Frederick William Faber (1814-1863), sacerdote católico oratoriano, ex-pároco anglicano, afirma que Maria merece o título de “ Co-Redemptress” (p. 453) por sua colaboração na Encarnação do Verbo (Maternidade Divina) e, portanto, na Paixão do Filho (pp. 453-454). E que santos e doutores chamaram Maria: “Co-Redemptress of the world” (p. 447).

Em 1870, editado pela “Sacra Rituum Congregatione E.mo et R.mo Domino Cardinali Constantino Patrizi (Episcopo Portuen. Et S. Rufinæ, S.R.C. Præfecto etc.) Relatore”, é publicado o texto “Urbis et Orbis Concessionis Tituli Doctoris et extensionis eiusdem tituli ad Universam Ecclesiam neque non Officii et Missæ sub Ritu Dupl. de Comm., Doctorum Pontificum in honorem Sancti Alphonsi Mariæ de Ligorio Fundatoris Congregationis SS. Redemptoris ac olim Episcopi S. Agathæ Gothorum” (Romæ, 1870, Ex Typographia S. Congreg. De Propaganda Fide socio equite Petro Marietti Administro).

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Da Arte Sacra produzida por inteligência artificial



Arte Sacra por Inteligência Artificial


Vou ser breve. Este artigo é um preâmbulo para um estudo maior acerca da Inteligência Artificial, a qual fará parte, inexoravelmente, de nossas vidas. Aqui, tratarei, brevemente, da questão da aplicação da IA na Arte Sacra. 

O primeiro exemplo que vi era uma imagem de Cristo esteticamente “aceitável”, mas se via, nitidamente, que fugia de tudo o que eu já havia visto antes. O estilo é peculiar e inconfundível. Eu disse que era esteticamente “aceitável” porque, a primeira vista, não havia nada de errado com ele, embora algo me incomodasse. Eu não sabia naquele momento que era uma imagem feita por uma IA. O que me incomodava é que havia muitos detalhes que pareciam ser outras coisas, talvez símbolos, mas, vistos de perto, não eram nada disso. Ainda assim... algo me incomodava. As aspas em “aceitável” são porque não achei outra palavra melhor. 

Depois, começaram a “pipocar” imagens semelhantes, com o mesmo estilo peculiar e inconfundível. Foi quando resolvi pesquisar e constatei que não foram feitas por humanos, mas por essas entidades que chamam de IA. Só que essas imagens posteriores não eram perfeitas, sempre havia algo que não ia bem, como seis dedos em uma das mãos ou a boca torta ou olhos esbugalhados. É... a IA não é tão inteligente assim!

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