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quinta-feira, 5 de junho de 2025

As estrelas do escudo carmelita e a “tariqa” imaginária

As estrelas do escudo carmelita e a “tariqa” imaginária


 



Por causa de rumores sobre o significado e origem das três estrelas do escudo carmelita e, no mesmo balaio, pelas injurias à memória de Santa Teresa de Ávila, resolvi fazer uma pesquisa a respeito, e a verdade é sempre simples e bela

Os rumores vêm sempre de desocupados que dissipam o tempo na internet ao invés de cumprir os deveres de estado e de devoção. A última novidade é que as estrelas do escudo carmelita seriam “estrelas de Davi” e que, portanto, são sionistas/maçônicas, assim como a Ordem do Carmelo. Este rumor vem de um “maçom” que “esclareceu” alguns católicos… Outro rumor diz: “Eu não tenho nada contra Nossa Senhora do Carmo, nem os carmelitas normais, mas venerar Teresa de Ávila é suicídio espiritual, ela segue toda a mística das Tariqas da Babilônia, e ainda por cima foi no século XVI, século que começou a infiltração na Igreja por meio da renascença.” (Em 18/05/2025.)  

Sic! Este último rumor vem lá das bandas dos asseclas do “professor” Sapucaia e do “padre” Guidoni… 

Como ambos tratam da Ordem do Carmelo, vou juntar em um artigo só.

Bom, a ORIGEM dos rumores já entrega a verdade: SÃO FALSOS. Um vem de um maçom, outro de um desocupado. O que causa espanto é que se dê ouvidos a um e a outro. Onde foi parar o bom senso? Mas vamos lá!


1. Sobre as estrelas do escudo carmelita. 

Aqui, o assunto é breve. De fato, são as chamadas “estrelas de Davi”, as quais, junto com a Cruz de Jerusalém que as encima, relembram as ORIGENS da Ordem na Terra Santa, como todos sabem. O sionismo nem sequer existia quando o escudo foi criado, em 1499, quando, segundo os mais abalizados historiadores, apareceu pela primeira vez na capa de um livro sobre a vida de Santo Alberto, carmelita. 



Santa Teresa de Ávila recebe o véu e o colar da Virgem e de São José
Cristóbal de Villalpando


2. Sobre as injúrias a Santa Teresa de Ávila.

Bom, venerar Santa Teresa é próprio de todo bom católico, uma vez que foi canonizada pela Igreja: beatificada em 24 de abril de 1614, em Roma, por S.S. o Papa Paulo V, e canonizada em 12 de março de 1622, em Roma, por S.S. o Papa Gregório XV. E quem são eles? Acaso foram Antipapas? Não são reconhecidos como Papas da Igreja? 

Paulo V (1605-1621), o incontestável 233º Papa da Igreja Católica, beatificou ou canonizou diversos “santaços”, que todos veneramos e amamos. Canonizou São Carlos Borromeu e Santa Francisca Romana; e beatificou Santo Inácio de Loyola, São Filipe Néri, Santa Teresa de Ávila, São Luís de Gonzaga e São Francisco Xavier. Acaso se pode escolher quais beatificações/canonizações valem e quais não? Acaso, a Igreja erra?! A par disso, Paulo V concluiu a construção da Basílica de São Pedro, ampliou o Palácio Vaticano, reformou Santa Maria Maggiore (onde está sepultado), melhorou a Biblioteca do Vaticano, para preservar documentos papais, fundou os Arquivos Privados do Vaticano. Ainda promoveu a reforma eclesiástica e defendeu a jurisdição eclesiástica contra os governos seculares de vários Estados, particularmente o Reino de Nápoles e o da Inglaterra, a República de Veneza. Incentivou e promoveu o pintor Guido Reni, uma proeminência do Barroco italiano. Voltaremos a este assunto sobre Arte

Gregório XV (1621-1623), seu sucessor, é conhecido por várias ações, incluindo a criação da Sagrada Congregação de Propaganda Fide para a propagação da Fé, a regulamentação das eleições papais (bula “Aeterni Patris Filius”) e a canonização de vários santos: Santa Teresa de Ávila, São Francisco Xavier, Santo Inácio de Loyola, São Filipe Néri e Santo Isidoro, o Lavrador. Ele beatificou nosso Padroeiro São Pedro de Alcântara, além de Santo Alberto Magno e o Beato Ambrósio de Sena. De novo, “acertou” com uns e “errou” com outros??? No campo da Arte, levou o célebre Guercino para Roma, um marco no desenvolvimento do estilo Barroco Alto

Como se sabe, o Barroco é o estilo artístico que floresceu entre o final do século XVI e meados do século XVIII, inicialmente na Itália, difundindo-se em seguida pelos países católicos da Europa e da América, antes de atingir, em uma forma modificada, as áreas protestantes e alguns pontos do Oriente. Considerado o estilo correspondente ao Absolutismo e à Contrarreforma, distingue-se pelo esplendor exuberante. Já o Renascimento (ou Renascença), é anterior ao Barroco, um período entre meados do século XIV e o fim do século XVI. É bom lembrar disso. 

Quanto à “tariqa” babilônica. A Babilônia, uma antiga cidade e reino da Mesopotâmia, não tinha um conceito de “tariqas” como no Sufismo islâmico, que, mais apropriadamente, usa o termo. Se o energúmeno em questão usa a expressão “tariqa” para falar de um caminho espiritual, o faz por conta própria e sem fundamento algum. A principal diferença entre as duas tradições reside na sua organização e estrutura. As "tariqas" são grupos religiosos organizados, enquanto o sistema religioso babilônico era mais descentralizado e variado, com diferentes templos e práticas em diferentes cidades. Embora não houvesse uma estrutura formal como as "tariqas" do Sufismo, a religião babilónica oferecia aos indivíduos um "caminho" para a compreensão e relação com o divino. Este "caminho" envolvia a observância de rituais, o estudo de textos sagrados (como os poemas de Gilgamesh e a epopeia de Atrahasis), a comunicação com os deuses através de orações e a busca por uma compreensão do cosmos. Unir esta ideia com a práxis e a vida de Santa Teresa é um malabarismo mental que só um mentecapto pode fazer. 

Abro um parêntese para fazer um diagnóstico a respeito do motivo dessa animosidade contra SANTA Teresa de Ávila — e não é a suposta tradução de um livro por parte de certo “professor” que mal sabe o português — e me vem claro à mente, por causa de outros comentários infelizes da criatura, que se trata de aversão ao título de “Doutora da Igreja” que os modernistas lhe deram, como se isso fosse culpa da Santa… E isso me lembra outros tolos que não festejam São José Operário porque os petistas utilizam a festa para seus propósitosSic!!! O número dos imbecis é realmente infinito (Liber Ecclesiastes 1,15)!!! 

Levando em consideração todas essas informações, vamos reler a afirmação do ilustre desconhecido em busca de atenção? 
Eu não tenho nada contra Nossa Senhora do Carmo, nem os carmelitas normais, mas venerar Teresa de Ávila é suicídio espiritual, ela segue toda a mística das Tariqas da Babilônia, e ainda por cima foi no século XVI, século que começou a infiltração na Igreja por meio da renascença”. 
Não é hilário? É. Mas também é preocupante, porque esse tipo de “teólogo de botequim espalha seus venenos na internet e, INFELIZMENTE, encontra ouvidos e olhos acolhedores dessas obscenidades e até heresias. O pior é que, por causa desses tipos, toda a Tradição, e, especialmente, o Sedevacantismo é embrulhado no mesmo pacote… Servimos de chacota ao mundo por causa deles. Em si, isso seria até uma glória — o mundo zombar de nós — mas, neste caso, temo que não seja nenhum mérito. 

Lembremo-nos, ainda, que a injúria é pecado grave. Não sigamos gente que calunia e injúria gratuitamente, que usa palavras de baixo calão, que provoca discórdia e caos por onde passa! 

Cuidado, cristão!!! A curiosidade não é uma virtude. Procure ter um diretor espiritual e procure OBEDECER-LHE; peça a ele que indique as leituras necessárias e saudáveis. Nem tudo que é lícito é bom para a nossa alma, que custou o Sangue de um Deus bom. 


Abaixo, alguma “literatura”:

1. Está na internet, é de livre divulgação;
2. Reparem no número de visualizações;
3. Codinomes diferentes, o mesmo personagem. Alguns dizem que seria o próprio "professor". Pode até ser, mas não faz diferença. O que importa é PARAR de seguir os idiotas que pululam na internet, pelo bem da própria alma!!! 






O “líder”…



Fontes de pesquisa:

 

terça-feira, 23 de julho de 2019

A ORIGEM JUDAICA DO PROTESTANTISMO

Artigo forte, que atrairá a ira de muitos. Mas interessante, porque são palavras de um judeu, e lógico, se pensarmos que os judeus que não se fizeram seguidores de Jesus talvez não tenham entendido o significado da própria “eleição” (povo eleito) como “servidão”, e permaneceram ligados ao ódio por Aquele que, segundo eles, havia causado a ruína do mundo deles. E se explica, também, a tendência judaizante da heresia Neocat(1) e a deriva carismática de parte da Igreja. O livro também mostra a ligação do Protestantismo com as ideologias socialistas, da qual não se exclui a participação dos próprios judeus. Boa leitura. E antes de gritar ao antissemitismo, preste atenção a quem é o autor do livro. Obrigada. 

Nota: Em (1), as notas de tradução; em [1], as notas originais. 



A ORIGEM JUDAICA DO PROTESTANTISMO





Judaísmo e “heresias cristãs” nos escritos do autor judeu Bernard Lazare


Dos primeiros séculos ao Protestantismo



Texto de Andrea Giacobazzi(2) 


Breve introdução

“Com o Protestantismo, o espírito judaico triunfou”

O que se segue não pode ser definido como um artigo — ou um ensaio — sobre as ligações entre as heresias “cristãs” e o Judaísmo. Trata-se, basicamente, de uma coleção de excertos de um único livro: “O Antissemitismo. História e causas[1] (1894), do sionista Bernard Lazare(3), expoente proeminente da cultura hebraica na virada dos séculos XIX e XX. Esta breve apresentação pode servir ao mesmo tempo como uma parcial recensão (no sentido etimológico de “examinar, valorar”) e como base de reflexão acerca da lúcida análise com a qual, um autor bem distante do Catolicismo Romano, parece convergir sobre determinadas interpretações histórico-teológicas. O tema parece ainda mais interessante se for lido, ao contrário do que faz Lazare, pelo ponto de vista da Igreja que – enquanto “Novus Israel”, “Verus Israel” — tem em sua Doutrina o verdadeiro cumprimento da Lei Mosaica. Na Tradição eclesiástica se encontra a continuação perfeita daquele reto caminho que — já antes da vinda de Cristo — fora desviado, no contexto hebraico, por várias “tradições humanas” e, por fim, pelo espírito das heterodoxias farisaicas, por causa das quais o Messias não foi reconhecido por todos os hebreus[2] (“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que fechais o reino dos céus diante dos homens; porque assim vós não entrais nele, nem deixais entrar aqueles que querem entrar[3]) Facilmente se compreende como o Judaísmo de hoje tenha muito pouco a ver com os Santos Profetas do Antigo Testamento que tantas vezes chamaram de volta à Fé genuína o povo e suas autoridades. Mas voltemos às heresias “cristãs”: o que afirma, então, Lazare sobre esta “corrente hebraica” que parece perseguir e golpear, de seita em seita, o Novo Israel Católico?



Os excertos 


quinta-feira, 21 de junho de 2018

O NOME DA ROSA...

Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. De "Romeu e Julieta", ato II, cena II. De William Shakespeare  

De fato, o que é um nome? Pode haver virtudes e até mesmo santidade inclusive em alguém que tivesse, por exemplo, a desdita de portar o nome Lutero, após ter recebido a graça de se converter à verdadeira Fé de Nosso Senhor... Não pode?   

Mas... quem porta um sobrenome como Rothschild e faz uma "doação" vultuosa a uma obra supostamente católica através de um sionista declarado, nos deixa, no mínimo, em dúvida. E negligenciar a busca da verdade em uma situação dessas soa a cumplicidade ou, no mínimo, a omissão culpável. 


A notícia que tem aparecido na mídia mundial dá conta de que certa viúva "de Rothschild", do ramo austríaco, teria doado em herança uma soma de diversos dígitos — €90.000.000 (aproximadamente R$390.000,00) — à "obra" de Fellay, o filo-sionista e traidor do legado de Monsenhor Lefebvre.  

Para registro, tal obra não merece ostentar o nome que lhe foi dado pelo Fundador — Fraternidade Sacerdotal São Pio X - FSSPX (ou SSPX) — e, por causa disso, eu chamo efetivamente de Neofrat.  
Essa ligação com os Rothschild pode ter vindo à tona agora, mas não é recente. Não tem como. Os personagem envolvidos nessa pantomima se entrelaçam, de alguma forma e em algum lugar, com essa família aparentemente todo-poderosa, seja em negócios lícitos como em negociatas ou "filantropia". O nome desse clã, que tem parentescos e ramificações por todo o mundo, está ligado à Nova Ordem Mundial, ao tráfico sexual de adultos e crianças, ao financiamento da prática e da liberalização do aborto e demais crimes contra a vida em vários países, à Agenda LGBT e outras contra a família como instituição divina, a crimes nunca solucionados... Um dos links abaixo (em negrito) fala a respeito da ligação com os Clintons e a pedofilia, por exemplo. 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

2° Lançamento 2018: o livro de Mons. Augustin Lémann

Lançamos, neste mês de maio, o segundo livro traduzido e editado pela Editora Missões Cristo Rei, pela glória de Deus e o bem das almas.  

Trata-se do livro O Anticristo, de Monsenhor Augustin Lémann. Não é um livro de ficção, de literatura russa ou coisa que o valha, mas um estudo profundo de um teólogo que prescrutou as Escrituras e delas tirou as informações que lerão aqui.   

O autor merece um livro à parte, e no livro fizemos questão de introduzir uma breve biografia que fará entender a envergadura dele e a importância para a Igreja e a Fé Católica. Dele e do irmão gêmeo, Monsenhor Joseph Lémann.   

E, a fim de apresentar mais adequadamente o livro, transcrevemos a apresentação que dele consta. Que Deus ilumine nossa leitura a respeito deste tema tão atual: 

APRESENTAÇÃO DO LIVRO O ANTICRISTO



Mala tempora currunt. As desordens que convulsionam a sociedade humana hoje, por toda parte e em todos os campos, nos remetem a eventos anunciados há milênios e registrados na Sagrada Escritura. Diante dos eventos que testemunhamos, é necessário buscar, na vasta literatura e na História católicas, subsídios para entender o nosso tempo. 

Nessa busca, a Editora encontrou esta obra extraordinária de Monsenhor Augustin Lémann, “O Anticristo”, escrita em 1905, diante da devastadora crise anticlerical na França, como se depreende de uma apresentação da obra em francês, que vale a pena ler[1]: “O Padre Augustin Lémann é confrontado, nos anos de 1900, com uma França recém-saída do ‘Caso Dreyfus’[2], em uma das mais graves crises anticlericais da História: os bens da Igreja são confiscados, a maioria das congregações religiosas é proibida, a Igreja é separada do Estado. Diante desses acontecimentos, o povo crente fala de apostasia. As profecias de ‘Mateus, XXIV’ e de ‘2Tessalonicenses, II’ são relidas. O Padre Augustin Lémann produz sua célebre obra a fim de aclarar a Fé, e para que cada um possa distinguir o que é certo do que é provável ou puramente hipotético”.

A presente obra ganha destaque por ser da lavra de um célebre judeu convertido, dedicado estudioso do Judaísmo, a tal ponto que a conversão se fez cogente, pois, como ele teve oportunidade de dizer em várias ocasiões, não há como estudar as Escrituras e não ser católico, uma vez que o Novo Testamento não muda, mas completa o Antigo. E, ao estudar as Escrituras e os tempos em que vivia, Mons. Lémann se deparou com a figura do Anticristo e com os sinais preanunciados de sua vinda. Escrever sobre isso se fez, então, mister!

Ao lermos o livro, não há como não traçarmos um paralelo com os tempos em que vivemos. Não sabemos nem podemos dizer se nossos olhos testemunharão a vinda do Anticristo, mas os sinais estão cada vez mais claros, os tempos cada vez mais maduros. O que mais explicaria, afinal, tudo o que vemos, ouvimos e lemos? 

Esta edição, a primeira em português, foi traduzida da 2ª edição em italiano de 1919, que fora traduzida, por sua vez, do francês, pelo Canônico Benedetto Neri, a “única tradução aprovada pelo Autor(*)

Tomamos a liberdade de acrescentar algumas informações úteis, como a indicação ou transcrição das passagens bíblicas, com base na versão do Padre Matos Soares, a mais confiável no idioma nacional. Acrescentamos, ainda, informações históricas, para uma melhor compreensão da época em que o Autor viveu e que eram de conhecimento comum dos contemporâneos dele e podem não o ser dos leitores atuais. Os acréscimos – assinalados por NdE: Nota da Editora – estão nas notas de rodapé para não interferir na leitura. 

A obra original, em francês, consta de cinco capítulos e começa a partir do Capítulo II da obra italiana; o acréscimo deve ter se dado em uma edição posterior à de 1905, e, por completar a obra, será mantido. 

Não foi fácil formar uma biografia do Autor, foi preciso uma vasta pesquisa, nos principais idiomas e em obras que mencionam o Autor ou seus escritos. Um verdadeiro trabalho de garimpo que trouxe à tona um personagem admirável, obras interessantíssimas e tantas riquezas da Igreja que poderá render algum livro à parte, algum dia.

Da edição italiana, copiamos, ainda, para registro histórico, uma carta do Cardeal Merry Del Val ao Autor, as aprovações da 1ª e da 2ª edição e o Imprimatur

Oferecemos esta obra por nós traduzida e editada à Virgem Santíssima, para a glória de Deus e o bem de todas as almas que buscam a Verdade e o reto conhecimento. 

Viva Cristo Rei!

A Editora 

Notas:
[1]  “Le Portail Catholique Sur Les Fins Dernières. L’Antéchrist”. In www.goo.gl/jXNNxS. 15/11/2017 — NdE. 

[2]  Em 1894, o judeu Alfred Dreyfus, oficial da Artilharia francesa, foi condenado à prisão perpétua na Ilha do Diabo (Guiana Francesa), por espionagem. Uma revisão do caso (1906) apontou o Major Charles-Ferdinand W. Esterhazy como culpado — Em defesa de Dreyfus, o escritor Émile Zola (judeu, maçom, ateu, libertário, socialista e pornógrafo; no Index Librorum Prohibitorum pelo conjunto da obra; foi um ferrenho contestador da aparição da Virgem em Lourdes) escreveu a célebre carta aberta ao Presidente Félix Faure, intitulada “J’accuse!” (Eu acuso!), publicada no “L’Aurore” (13/01/1898) — Outro defensor de Dreyfus: Theodor Herzl, fundador do Sionismo (nota 106) — NdE.       
(*) No livro, constam os nomes das três tradutoras. 


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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O CORDEL DA DESISTÊNCIA

Um pouco de literatura para falar sério. Não pense que não estou acompanhando as sandices dos ralliés de todas as sensibilidades... Estou. Apenas estou sem tempo para atualizar o blog. Coisa que vou corrigir já. Aqui vai o cordel brilhantemente escrito pelo sr. Eugênio Mendes. A culpa não é de quem fala sobre, mas de quem faz coisas erradas. Não invertamos as coisas!   


Adendo, leia também: CORDEL DA DESISTÊNCIA II 




O CORDEL DA DESISTÊNCIA




*Por Eugênio Mendes





Um pequeno cordel em homenagem a insistência de Dom Williamson em defender os supostos milagres ocorridos na missa bastarda.  

Aqui estou eu novamente
este famigerado escravo
a muito tempo não escrevia
ando por ai meio bravo

de cara vou dizendo
que não sou bom no cordel
até porque sou mineiro
mas vou tentar ser bem fiel

uma história que começou
em um tempo moribundo
com um famoso conciliábulo
chamado Vaticano segundo

apareceu um grande bispo
que era chamado Marcel
escolhido por Nosso Senhor
tratou o modernismo com fel

apareceu também em Campos
um bispo chamado Leão
Castro Mayer era seu nome
foi depois tratado em vão

Marcel decidiu fazer
Em defesa de Nosso Senhor
quatro polêmicas sagrações
entre modernistas causou furor

os modernistas reagiram
com a chamada Ecclesia Dei
muitos tradicionais desistiram
esqueceram de Cristo Rei

porém os quatro bispos
deveriam seguir o legado
Foram uma grande decepção
Os quatro causaram estrago

um deles era Fellay
como líder da tradição
Não conseguiu fazer nada
Além de uma grande traição

rebelou-se então Williamson
parecia... ia defender
a fé como causa primeira
e a Cristo não iria ofender

doce ilusão a minha
acreditei enquanto podia
aos poucos fui percebendo
que era mais uma utopia

Willianson começou dizendo
atacando o sionismo
parceia muito bem
mas era só um “bom-mocismo”

a missa nova então
aos poucos defendia
era possível sustentar a fé
na missa bastarda com valentia

isso não é possível 
já dizia o bispo Marcel
que essa missa moderna
não passa de uma torre de babel

então estive pensando
na falida desistência
Oh meu Deus não entendo
porque tamanha insistência

Williamson disse uma vez
que o tal do milagrito
acontecido em missa nova
não era nada esquisito

quis fazer-me acreditar
que o fato da Argentina
era motivo de festa
pra comemorar com serpentina

mas eu não sou trouxa
Deus é sempre ordenado
não pode fazer milagre
pra me deixar enganado

sagrou mais dois bispos
que pareciam muito valentes
outra decepção
a covardia ficou latente

Dom Tomás então disse
diante da infâmia alheia
“Um bispo é um bispo” (1)
meu Deus a coisa “ta” feia

estou esquecendo de Trincado
dono do blog “tradicional”
só esquece de dizer
que é tudo liberal

a dona do tal blog
que por ai se diz "Cristera"
uma hora vai se dar conta
arrumou uma bela "duma" frieira

e Trincado andou dizendo
pra defender o famigerado
que não eram dogmáticas
as Palavras do Crucificado

e voltando aos milagritos
não preciso acreditar
nos falsos milagres em missa nova
“Cadê” o Magistério pra registrar?

o bispo de Kent disse então
houve muitas conversões
pra qual igreja pergunto?
pra qual das duas versões?

é fato que existem duas
assim disse Dom Tomás
uma verdadeira em uma falsa
quem será capaz?

de esclarecer essa séria dúvida
que talvez seja a questão
mas já deixou claro
o bispo chamado Leão

Castro Mayer já dizia
que houve um cisma então
com o tal conciliábulo
são duas igrejas, ou não?

e por isso sigo católico
não faço parte de grupo algum
quero apenas a Meu Deus
QUE EM TUDO DISSE QUE É UM (Efésios 4,5)

Viva Cristo Rei!!


(1) Pequena catequese depois da missa de 03/01/16, no Mosteiro de Santa Cruz, por mim presenciada. 

Fonte: http://missaocristorei.blogspot.com.br/2017/01/o-cordel-da-desistencia.html


sábado, 14 de novembro de 2015

Ursula Haverbeck. Alemã de 87 anos é condenada à prisão por negar o Holocausto

Notícia importante, entre tantas outras desimportantes que saíram na mídia esta semana: 

Ursula Haverbeck. Alemã de 87 anos é condenada à prisão por negar o holocausto


Idosa foi sentenciada a 10 meses de prisão em Hamburgo. Ela declarou que genocídio de judeus foi 'maior mentira e mais duradoura'.
Da France Presse

Um tribunal alemão sentenciou uma octogenária a 10 meses de prisão por ter declarado que o holocausto era "a maior mentira" da história, informou a imprensa alemã nesta sexta-feira (13).
Ursula Haverbeck, de 87 anos, declarou em abril, durante o julgamento do ex-contador do campo de extermínio de Auschwitz, Oskar Gröning, que o genocídio dos judeus foi "a maior mentira e a mais duradoura" na história do mundo.
O tribunal de Hamburgo (norte) condenou na quinta-feira a ré por "incitar o ódio", após uma audiência na qual reafirmou suas palavras e acusou a justiça de condenar aqueles que questionam o holocausto, "perpetuando uma mentira".
Haverbeck, que anunciou que vai apelar da decisão, também argumenta que o campo de Auschwitz, símbolo do genocídio perpetrado pelos nazistas, nunca foi um campo de extermínio.
A idosa, apresentada pelo jornal Tageszeitung como a "grande dama" dos negacionistas alemães, já havia sido condenada em várias ocasiões por fazer declarações semelhantes.
No entanto, é a primeira vez que ela recebe uma sentença de prisão.
Em seu site, Haverbeck se apresenta como "uma representante do revisionismo histórico" e se orgulha de ser uma "lutadora destemida a favor da verdade".
Ela é viúva de Werner Georg Haverbeck, um militante da extrema-direita, que morreu em 1999. Juntos, eles fundaram em 1963 o Collegium Humanum em Vlotho (centro da Alemanha), uma instituição educacional considerada um ninho de negacionistas, que foi fechada em 2008.
Cerca de 1,1 milhão de pessoas, incluindo um milhão de judeus, foram mortas entre 1940 e 1945 em Auschwitz-Birkenau, o campo libertado pelas tropas soviéticas em janeiro de 1945. Ao todo, os nazistas exterminaram seis milhões de judeus. [Questionável, uma vez que já é público é notório que a Cruz Vermelha se viu obrigada a retificar os estratosféricos número por ter sido posta a nu no Wikileaks, que devassou seus registros e reduziu os números para mais ou menos 300.000 (algumas fontes falam em exatos 271.301) mortos nos campos nazistas. Bom, é um número grande, sim, mas bem menor que os indefensáveis seis milhões. Certa vez eu ouvi, em um documentário da TV (em um canal do History Channel) a respeito de uns abajures que teriam sido feitos de pele humana (e que o documentário desmentiu cabalmente), alguém questionando porque, com a tecnologia que temos hoje em dia, não se buscam e se solidificam as provas contra o Nazismo, para comprovar definitivamente tudo que foi denunciado desde o fim da 2ª Guerra Mundial. É, eu também me pergunto isso.]

domingo, 11 de janeiro de 2015

EDITORIAL: Je ne suis pas Charlie. Pas Charlie, pas musulman! Je suis catholique!

EDITORIAL: Je ne suis pas Charlie. Pas Charlie, pas musulman! Je suis catholique! 


Esse incidente ocorrido na França, em que um grupo islâmico matou, no prédio de um jornaleco de humor grosseiro e aviltante, 12 pessoas, entre os quais, quatro socialistas de “renome” nos círculos que lhes diziam respeito, deve ser observado com cautela pelos católicos, antes de sair tomando partido. As duas partes envolvidas são inimigos da Fé Católica. E isso não deve ser deixado de lado.

Não se trata de uma valoração sobre quem está certo e quem está errado. Sob certo ponto de vista, os islâmicos fizeram um favor ao mundo civilizado, ainda que de uma forma reprovável (... sob outros certos pontos de vista). Os quatro que morreram (mais outros que, parece, não estavam presentes – volto a isso depois) eram dados a ofender os islâmicos com charges vulgares. Do ponto de vista “liberal”, eles têm o direito de “criticar” a fé dos outros como bem lhe convém; chamam a isso de “liberdade de expressão”. Mas acontece que os islâmicos tem o ponto de vista deles, e, pelo ponto de vista deles, eles tinham o direito de “cortar o mal pela raiz”; sabe como é: trata-se de uma questão “cultural”, que os liberais tanto defendem! O estranho é que “pimenta nos olhos dos outros é sempre um refresco”. E hilário! Até que a pimenta entra em nossos próprios olhos... Daí que o “defendo até a morte o direito de você pensar diferente” desaparece! Parece que os islâmicos levaram o “dito” de Voltaire ao pé da letra... e os liberais não gostaram nem um pouco. Mas isso é assunto deles.

O que eu quero falar, tomando o incidente por uma conveniente “deixa”, é que, mesmo não tendo nada a ver com o assunto, sinto cheiro de cristanofobia vindo por ai. Explico.

Por causa desse incidente, pretende-se endurecer o secularismo e o combate ao “fanatismo” religioso. É o que está nas entrelinhas dos jornais.

Na mídia, percebe-se claramente que “o Islã” está sendo blindado ao chamar os “agressores” (é um ponto de vista; um outro diz que apenas defenderam o direito de defender sua fé) de “terroristas”, e não de “muçulmanos” ou “islâmicos” que são, e em nome do que agiram. O jornaleco tinha o hábito de atacar duas frentes “fanáticas”: o Islã e... o cachorro morto: a Igreja Católica.

Sim, porque atacar a Igreja, hoje, é “chutar cachorro morto”. A Igreja, aberta ao mundo pelo famigerado pseudo-concílio Vaticano II, se fecha quando é atacada injusta e covardemente. Diferentemente de outrora. Em nome da “paz social”, do respeito à opinião alheia, do servilismo ao mundo, a Igreja de hoje não só não se defende como enaltece os agressores, como fez VERGONHOSAMENTE o porta-voz da Conferencia Episcopal da Espanha ("compañeros que ejercen un servicio del humor satírico pero necesario también en una sociedad democrática y libre") e da Itália.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Os Católicos e a Faixa de Gaza

Sobre o pequeno mártir e os escudos palestinos.


Eu venho dizendo isso a quem queira ouvir, porque parece que as pessoas perderam o bom senso, ao defender este ou aquele lado na guerra - porque é uma guerra - na Faixa de Gaza: o católico não deve tomar partido, porque:  

1) ambos os lados são inimigos da Igreja;  

2) seja qual for o resultado, não seremos beneficiados: 

Se os Judeus ganharem, continuamos a ser os "seguidores de um rebelde que se insurgiu contra o poder estabelecido e cujo sangue eles tomaram sobre si e sobre seus descendentes". Acaso, uma vitória de Israel significará sua conversão? 

E, se os muçulmanos - porque os palestinos são em sua graaaande maioria muçulmanos! - ganharem, será um passo a mais rumo a islamização do mundo todo. E o que você, caro leitor compadecido pelas fotos de criancinhas, acha que acontecerá conosco, os cristãos? Seguiremos todos a sorte dos mártires de Mossul ou da Nigéria! Ou alguém aqui acredita em Papai Noel?  

Por este ângulo, é mais negócio ficar contra os palestinos... Né? 

Leitores