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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Carta do Padre Roland de Mérode ao Padre de Caqueray

Mais um padre deixa a Neo-FSSPX: o Prior de Lourdes, França, o Padre Mérode. Publicamos a carta que ele endereçou ao Pe. de Cacqueray, com os comentários do Pacientes na Tribulação, que assinamos embaixo. Grifos e [colchetes azuis] nossos. Apenas uma consideração: Apesar das boas intenções de querem marchar sozinho nessa caminhada, me parece temerário fazê-lo "ao relento". Ou seja, se Pe. Mérode entende mesmo que os confrades que saíram - e todos se juntaram à Resistência - estavam com a razão, seria mais prudente se juntar a eles, porque, se não, vira a casa da Mãe Joana.  





Por Márcio: 

A notícia não é nova, mas estou indicando porque acredito que seja a primeira tradução para o português. Como de costume, os sacerdotes que se opõem a Dom Fellay mantêm em seus discursos a lógica, a sensatez, a exposição clara e objetiva de quem se coloca do lado da verdade. Lendo as palavras sábias e serenas do padre de Mérode, podemos avaliar o quanto são falsas e cheias de ranço as acusações dos seguidores de Dom Fellay, que acusam os seus adversários de “ódio”, “revolta”,  “difamação”, “calúnia”, etc. É tudo o que os fellayístas podem fazer: propaganda e mais propaganda, baseada na repetição exaustiva de seus slogans.

Um dos pontos que eu gostaria de destacar é o segundo motivo pelo qual o padre de Mérode decidiu abandonar a Neo-FSSPX, que foi, em suas palavras, “a grave injustiça moral que meus superiores atuais vem infligido em todos aqueles sacerdotes que tiveram a coragem de denunciar o perigo de se fazer um acordo de comprometimento, ou de uma busca de reconhecimento canônico sem acordo doutrinário“. A perseguição de Menzingen contra os sacerdotes e fiéis que ousaram se levantar contra o suicídio da FSSPX é um escândalo inegável. Estas injustiças exigem de nós muito mais do que silêncio. Se ficarmos quietos seremos cúmplices de Dom Fellay. Todos nós, sem exceção, temos a obrigação de fazer como o padre de Mérode e tantos outros: denunciar abertamente a traição que está sendo promovida contra a obra de Dom Lefebvre. É verdade que Dom Fellay mudou o discurso [pelo menos publicamente]. Mas, se fosse sincero, ele estaria trabalhando para reparar as injustiças cometidas. Disto não vemos o menor sinal. 


Vamos à leitura: 

domingo, 19 de janeiro de 2014

LA SAPINIERE: INTRODUÇÃO À CARTA AOS FIÉIS

Este apelo aos fiéis foi assinado por 55* padres e lido no domingo 19 de janeiro de 2014 em suas respectivas capelas.

Alguns confrades tem hesitado em se juntar ao apelo, seja por causa de pressões, sejam porque foram detidos pela intenção do Padre de Cacqueray de tomar medidas decisivas diante de Menzingen. Mas o Padre de Cacqueray abandonou seu corajoso projeto para se contentar com um enésimo texto brilhando mais uma vez por sua ambiguidade.

Em 16 de janeiro, Dom Fellay disse, em um documento interno de três páginas, que os buracos que ele fez no navio foram bem feitos... e duas semanas antes, o Padre Pfluger declarou aos irmãos em retiro que a Fraternidade devia ser "purificada".

Após a declaração dos três bispos, de 27 de junho de 2013, e apesar de suas ambiguidades, o Padre de Cacqueray renunciou a um ultimato que ele havia lançado a Dom Fellay (vide 1º link abaixo). Quanto a Mons. Tissier, este lamenta, atualmente e em privado, ter assinado a perigosa declaração. Mas o estrago está feito... Está chegando o momento em que muitos confrades, cansados dessas sutilezas tipicamente liberais, deixarão seu silêncio hesitante para reencontrar uma liberdade de palavra completamente apostólica, para o maior bem das almas e a glória de Deus. 



LA SAPINIERE
NON POSSUMUS
fonte: SILLABUS


_______________________________
* São 55 (e não 45), porque 10 deles estão anexados ao Pe. Pierre-Marie OP: "e outros 10 padres do Convento de Avrillé (França)".



Leia também: 

http://wordpress.catholicapedia.net/?p=7776.
http://operation-survival.blogspot.com.br/2014/01/update-january-12-2014-from-fr-joe.html.

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sexta-feira, 8 de março de 2013

MENZINGEN: Esclarecimentos sobre a carta a dom Fellay

OPERAÇÃO MEMÓRIA: Pe. de Cacqueray responde. E pela resposta se vê que "continua serenamente" a lamber as botas menzengeanas... e a mascarar a verdade. Segundo ele, apesar das evidências, o rei não está nu, mas veste uma roupa líndissima, que só os inteligentes podem ver... como diria meu sobrinho de sete anos. Não se deu ao trabalho de desdizer uma acusação sequer, que, apesar de graves, gravíssimas, não passam de "intrigas anônimas". Well, parece que o ser humano não aprende nada com a História. Será que o reverendíssimo nunca ouviu falar no Wikileaks, e mais particularmente no Vatileaks? Em tempos de uma tecnologia que permite ser uma mosquinha em salas de reunião fechadas... a tríade não aprende. Depois, virão com aquela eterna conversa de que foram enganados, que não sabiam, que não é bem assim... 

Três padres da lista de 37 foram "descobertos" e rápida e exemplar punidos. Quando lhe interessa, Menzingen age rápido, sim" Por que, então, levou quatro anos para responder à carta do confrade que é lá mencionado?

Contudo, não esqueçam que há mais 30 esperando a coroa da glória. Que não tarde! E não esqueçam também que há pelo menos um superior de Distrito por trás disso... aquele que espera pelo protocolo de recebimento de suas missivas ao Santo Padre - ops! - ao Superior! 
Ah! O título não está errado, não. Eu sei que Pe. de Cacqueray está na França, e que Menzingen se situa na Suíça... É apenas para não causar confusão em quem lê o Pale... Vai que alguém pense, por causa disso, que quem está pondo os pés pelas mãos é a FSSPX de Mons. Lefebvre... Melhor prevenir! ;)

Suresnes,  7 mars 2013


[Notre-Dame de Pontmain]

Comunicado do Superior do Distrito da França:

esclarecimento sobre uma carta anônima



Uma carta supostamente assinada por 37 padres do Distrito da França foi publicada há alguns dias em um site anônimo [???].

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Errare humanu est, perserverare diabolicum... Ou seja Assis III!


Este texto recebeu a aprovação do Mons. Bernard Fellay

Superior Geral da FSSPX


Abbé Régis de Cacqueray,
Superior do Distrito da França



 A Renovação do escândalo de Assis
Errare humanu est, perserverare diabolicum
Pe. Régis de Cacqueray

O que vai se passar nesse 27 de outubro de 2011? Um simples encontro amigável entre pessoas de boa fé? Uma discussão informal sobre a divindade de Cristo e de sua Igreja? Não, a renovação, pelo papa reinante, Bento XVI, do escândalo sem precedente realizado por seu predecessor, João Paulo II, em 27 de outubro de 1986.


O que acontecerá nesse 27 outubro de 2011? O apelo à conversão à fé católica? As declarações do papa deixam claramente entendido o que será essa jornada: a reunião dos representantes de todas as falsas religiões, chamados pelo papa pessoalmente para uma jornada de reflexão onde todos são convidados a rezar pela paz.


Certamente, diferente da primeira reunião de Assis, a oração parece que deve ser silenciosa, mesmo com tantos presentes. Mas para qual deus rezarão em silêncio esses representantes de todas as falsas religiões? A qual deus rezarão senão aos falsos deuses, pois que o papa os convida explicitamente a vier mais profundamente “sua fé religiosa”? Para onde, pois, se voltarão os muçulmanos, senão para o deus de Maomé? A quem se dirigirão os animistas, senão a seus ídolos? Como, pois, pode-se conceber que um papa chame os representantes das falsas religiões, enquanto tais, a participar de uma jornada de oração pessoal? Esse ato do soberano pontífice constitui, por este mesmo fato, uma terrível blasfêmia a Deus, assim como uma ocasião de escândalo para os homens do mundo inteiro.

Leia a continuação do artigo no Fratres in Unum.

domingo, 5 de junho de 2011

Abade de Cacqueray: porque lutar ainda?

Por que não parar de lutar?

Mas porque a Fraternidade São Pio X está tão determinada a ficar à margem da Igreja? Por que rejeita um acordo que é proposto com tanta generosidade e que não requer compromisso algum? Por que se priva da irradiação missionária que lhe permitiria um reconhecimento oficial? Não estamos mais na década de 70! As coisas mudaram. A Missa foi restaurada em seus direitos, as excomunhões foram levantadas. É incompreensível...

Ouvimos mais de uma vez este tipo de argumento, muitas vezes vindos de pessoas de boa vontade, amigas da Sociedade de São Pio X, e desejosas de seu bem, mas que têm dificuldade em compreender a posição dela na atual crise. Ocorre, portanto, tentar responder a estas questões, começando por admitir o que elas contêm de justo e de fundado.

Efetivamente, não estamos mais na década de 70. De fato, as grandes loucuras de então não estão mais na moda. Todavia, ainda em 3 de julho passado, Mons. Nourrichard, bispo de Evreux, participou em vestes litúrgicas à pretensa ordenação sacerdotal (obviamente inválida e escandalosa) de mulheres anglicanas em Salisbury [Inglaterra]. E este triste acontecimento está longe de ser o único: todos os dias a fé é atacada em sua integridade.

É verdade que o Motu Proprio de 2007 proclamou, depois de quarenta anos de negação, que a Missa tradicional jamais foi proibida e nem podia ser. Mas também é verdade que colocou a liturgia tradicional no mesmo plano da liturgia conciliar - aliás, bem abaixo dela -, enquanto tal liturgia conciliar é objeto de gravíssimas críticas teológicas. É correto que, em janeiro de 2009, um texto romano anulou o decreto de excomunhão dos bispos auxiliares da Sociedade de São Pio X, mas na mesma óptica o Papa Bento XVI reafirmou que, a seus olhos, os sacerdotes da Fraternidade "não tem direito a exercer o ministério na Igreja".

Portanto, nós não negamos que o copo possa estar meio cheio: a ação da Sociedade de São Pio X, aquela de Mons. Fellay, apoia-se no reconhecimento atento e prudente da realidade da situação atual e dos seus desdobramentos. Mas não podemos e não devemos esquecer que o copo permanece meio vazio: os graves erros que estamos denunciando há quarenta anos, e que são objeto dos colóquios doutrinais, estão ainda bem presentes no coração da Igreja. Se fôssemos tentados a esquecê-los, o fulmine do funesto projeto de "Assis III" estaria lá para nos lembrar. Claro, este anúncio foi uma surpresa para todos nós: todos sabiam que o Cardeal Ratzinger não tinha apreciado a iniciativa do Papa João Paulo II em 1986, e, no entanto, este anúncio, se foi um tanto inesperado, não é de todo ilógico.

Uma vez que os princípios que fundam a iniciativa de Assis são aqueles do Vaticano II, coração do pensamento de Bento XVI, se o cardeal estava relutante no passado, talvez fosse pela forma, não pelo conteúdo: Bento XVI disse e repetiu que quer promover o diálogo inter-religioso, e Assis III será uma das etapas. Esta é a razão fundamental para manter as nossas posições: a crise da Igreja está longe de terminar. O reconhecimento oficial dos erros requer mais tempo.

Rezando para que Deus venha salvar a Sua Igreja (sem nunca pretender de sermos nós, com nossas forças, a poder fazê-lo), continuamos a fazer, portanto, fielmente aquilo que a Providência, em sua misericórdia, nos chamou a fazer: testemunhar para e contra todos a Tradição da Igreja.

Pe. Régis de Cacqueray, Superior do Distrito da França.




FONTE: FSSPX-ITALIA
Tradução: Giulia d’Amore di Ugento

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