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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Amigos e Inimigos - Ontem e hoje, o que mudou em Avrillé?

Diz o provérbio popular: recordar e viver, e, tão, vamos a outra OPERAÇÃO MEMÓRIA da Desistência. Olhando meus arquivos, encontrei este texto de 2004 dos "sábios e sabidos" (#SQN) monges de Avrillé, o qual contradiz nitidamente o que esses passaram a defender a partir do ano passado. Leiamo-lo refletidamente e comparemo-lo à postura atual dos dominicanos e seu vergonhoso silêncio diante das asneiras e heresias dita por Dom Williamson, as quais foram e são acobertadas e desonestamente justificadas por seus macaquinhos amestrados, capazes de manipular o Aquinate e instrumentalizar as palavras de Mons. Lefebvre, à moda de Fellay. Vou publicar o texto como chegou a mim, mas, se achar necessário, vou comentá-lo como de costume: com grifos [colchetes]. A tradução parece ter sido feita por um dos macaquinhos, pois há frases que não fazem muito sentido. Vamos ao texto.   



Adúlteros, não sabeis que a amizade com o mundo 
é inimizade com Deus? Portanto qualquer que quiser 
ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus 
(Epístola de São Tiago, IV, 4)


Comumente, não teria que abordar este assunto. Preferiria me dedicar à serena e mística sabedoria teológica de São Tomás de Aquino. Infelizmente, a realidade é que impõe: estamos imersos em uma crise terrível. Portanto, não podemos ignorar esta situação particular.

O Concílio Vaticano II sonhou reconciliar a Igreja com o mundo. Este é o sonho de todos os liberais. Eles querem "plenamente conciliar o Cristianismo com o século", enquanto os verdadeiros católicos aspiram "reconciliar a sociedade com Deus". (Bernard Bonvin, "Lacordaire-Jandel: la restauration de l'Ordre dominicain en France après la Révolution, écartelée entre deux visions du monde", éd. du Cerf, Paris, 1989) 

Que o Concílio queria a amizade com o mundo, é notório em sua história, especialmente no discurso de abertura de João XXIII [11/10/1962; cf. aqui]: era necessário lançar anátemas, parar de jogar [???; tradução... sic!]; ou no discurso de encerramento de Paulo VI, que disse: "um imenso amor para com os homens penetrou totalmente o Concílio (...) Nisto ele tomou uma atitude claramente optimista. Uma corrente de interesse e de admiração saiu do Concílio sobre o mundo atual". [07/12/1965. Cf. aqui]

Mas, para buscar a amizade com o mundo, o Concílio assumiu o risco de se tornar "adúltero" e "inimigo de Deus". O Apóstolo São Tiago nos adverte em sua epístola: "Adúlteros, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se em inimigo de Deus."

  
A Igreja Conciliar é uma igreja bastarda 

O Concílio, por sua amizade com o mundo, tornou-se, na terminologia de São Tiago, um "concílio adúltero". Desta "união adúltera", disse o Monsenhor Lefebvre, "só podem sair bastardos" (29 de agosto de 1976, Missa em Lille): uma nova missa, novos sacramentos e catequese, nova lei canônica, em suma, a Igreja Conciliar. 

Vejam a Igreja Conciliar: não se pode negar a existência da nova liturgia baseada na "doutrina do mistério"; o novo catecismo com base na "nova teologia" da nova doutrina moral e social fundada sobre os direitos humanos etc. 

Esta Igreja Conciliar é uma igreja cismática porque rompe com a Igreja Católica de sempre. Ela tem seus novos dogmas, seu novo sacerdócio, suas novas instituições, o seu novo culto, os quais foram condenados pela Igreja em muitos documentos oficiais e definitivos (Monsenhor Lefebvre, 29 de julho de 1976, in Le Sel de la Terre n. 36). 

"A falsa igreja que vemos entre nós desde o curioso concílio Vaticano II, afasta-se sensivelmente, ano a ano, da Igreja fundada por Jesus Cristo. A falsa igreja pós-conciliar se divide cada vez mais da Santa Igreja que salva as almas há vinte séculos. A pseudo-igreja em construção se divide cada vez mais da Igreja verdadeira, a única Igreja de Cristo, pelas inovações mais estranhas, tanto na constituição hierárquica como no ensino da moral" (Padre Calmel, "Autoridade e Santidade na Igreja"). 

"Ora, minha sofrida e firme convicção, tantas vezes sustentada aqui, ali e acolá é que existe, entre a Religião Católica professada em todo o mundo católico até poucos anos atrás e a religião ostensivamente  apresentada como 'nova', 'progressista', 'evoluída', uma diferença de espécie ou diferença por alteridade. São portanto duas as Igrejas atualmente governadas e servidas pela mesma hierarquia: a Igreja Católica de sempre, e a Outra" (Gustavo Corção,  1978, Itineraires, 223).    


A inimizade é irreconciliável

São Luís Maria Grignion de Montfort explica que a inimizade entre o mundo e a Igreja é irreconciliável, porque ela [inimizade] foi feita e formada por Deus: consequentemente, vai durar até o fim. Deus decretou esta inimizade no Jardim do Éden, quando Ele disse: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela; esta te ferirá a cabeça, e tu  lhe ferirás o calcanhar" (Gênesis III,15).  

Que nós gostemos ou não, existe e sempre haverá uma guerra aqui entre estas duas raças: os filhos da Mulher (a Santíssima Virgem) e, portanto, irmãos de Jesus Cristo, e os homens que vivem sob a influência do diabo, do mundo.

A primeira (raça) combate através da oração, da penitência, do testemunho da palavra e as boas obras; testemunhos que pode chegar ao martírio.  

Quanto aos outros, eles lutam, como o pai deles, Satanás, através da mentira e do assassinato: - Eles lutam para matar os corpos através das guerras, aborto, contracepção, drogas, e, ainda mais, matando as almas, levando-as a pecar pela tríplice concupiscência que domina o mundo (I Jo II, 16 [Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo]). E quando eles não podem matar, usam métodos sujos como mentiras, calúnias e todos os mecanismos.
  

Inimigo dos meus amigos são meus inimigos 

Ela pertence aos amigos [tradução??? sic! "Ela" quem?], diz São Tomás de Aquino, seguindo Aristóteles [em seu livro VIII, "da Ética a Nicômaco"], quer as mesmas coisas, é triste e feliz pelo mesmo objeto. Diz-se também que um amigo é um outro eu, um "alter-ego" [Pitágoras: "um amigo é um outro eu. É preciso honrá-lo como um deus. A amizade é a igualdade da harmonia"]. É por isso que a amizade faz-nos compartilhar os amigos de nossos amigos: amigos dos meus amigos são meus amigos, e inimigos dos meus inimigos são meus amigos

Consequentemente, se a Igreja procura conciliar a amizade do mundo, ela será o inimigo dos "que odeiam o mundo" (João XV,18), ou seja, os verdadeiros discípulos de Nosso Senhor, que são chamados de "tradicionalistas".

Nós não podemos fazer nada contra essa inimizade querida por Deus. A Igreja conciliar, por toda parte, prega a paz e a unidade, suprime todos os anátemas, fala ainda em excomunhão dos tradicionalistas, ou seja, ela é contra os verdadeiros católicos. Excomunhão certamente inválida, mas que é uma verdade profunda: somos seus inimigos.  

Certamente, aqueles que não estão familiarizados com a questão, acham que deveriam pelo menos buscar entender, fazer as pazes, se reconciliar com "Roma" - "Você vê", eles dizem, "este papa como segue a moralidade tradicional, olhe o Cardeal Ratzinger que defende a missa tradicional etc.". De fato, enquanto a Roma conciliar mantiver sua amizade com o mundo, não podemos "nos conciliar". Mas o dia em que a Roma conciliar romper sua amizade com o mundo, a Igreja conciliar deixará de existir, e todas as dificuldades desaparecerão. 
  

Aqueles que não estão contra você, estão com você

Jean Madiran gostava de citar as palavras do Evangelho: "Aqueles que não estão contra você, estão com você" ("Qui non est adversus vos, pro vobis est" (São Marcos IX, 39). Ele concluía que os tradicionalistas não deviam criticar aqueles que já fizeram o acordo com a Roma porque, apesar de prestar fidelidade a Roma [Roma Apóstata], não eram "contra" a Tradição (o que veremos em breve...). Mas, na verdade, essa frase dos Evangelhos refere-se àqueles "que estão contra nós", e não "contra Nosso Senhor". Esta passagem se refere a um homem que faz milagres em nome de Nosso Senhor e de quem o próprio Jesus diz: "não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim" (São Marcos IX, 38). Este não é o caso dos acordistas: tornando-se amigos da Igreja conciliar, eles compartilham amizades e inimizades: tornam-se "amigos do mundo" e, portanto, "inimigos de Deus". 

A citação do Evangelho não pode, então, aplicar-se aos acordistas: certamente, alguns deles não querem ser "contra nós", mas são, na verdade, "contra Nosso Senhor", então como poderiam estar "conosco"? 

O Papa Pio IX condenou esta proposição em seu Syllabus:  
“[que] O Pontífice Romano pode e deve conciliar-se e transigir com o progresso, com o Liberalismo e com a Civilização moderna” (n. 80).  

Essa proposição contradiz a Epístola de São Tiago e a condenação de Pio IX, pois estabeleceu-se uma nova Igreja, a Igreja Conciliar. Ela foi criada em todos os que buscam "a amizade com o mundo" e "a reconciliação com a civilização moderna", e, como uma doença contagiosa, estende-se a todos aqueles que aderem a ela

Quanto a essas questões de amizade e inimizade, ninguém pode fazer nada: são leis teológicas (Padre Meinvielle em O Judeu no Mistério da História). 

O que se pode e se deve fazer é estudar e trabalhar para adquirir as virtudes cristãs, para que Deus nos ajude a escolher o lado bom: a semente da Mulher e não a descendência da serpente

Le Sel de la Terre, n º 48, da Primavera de 2004, p. 1-6. 

       

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