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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

São Martim de Porres

3 de novembro

São Martim de Porres



Foi um religioso e santo peruano. Era filho ilegítimo de João de Porres, nobre espanhol pertencente à Ordem de Alcântara e de Ana Velásquez, negra alforriada.

Ainda na infância foi reconhecido pelo pai, bem como a sua irmã Joana, tendo ambos siso levados para Guayaquil, onde ocupava um cargo na administração local. Quatro anos depois, foi o seu pai nomeado governador do Panamá, pelo que enviou o filho à mãe, em Lima (actual Peru), deixando a filha sob os cuidados de outros parentes.

Ele tornou-se aprendiz de Mateo Pastor, que exercia o ofício de cirurgião, dentista e barbeiro. Foi ali que o jovem mestiço aprendeu os rudimentos de medicina, que depois lhe seriam tão úteis no convento.


Aos 15 anos, resolveu dedicar-se à vida religiosa, tentando entrar num convento da Ordem de São Domingos, o que não foi fácil dada a sua condição de pobre e mestiço. Foi no convento de Nossa Senhora do Rosário que Martim quis entrar na qualidade de doado, isto é, quase escravo, aceitando servir, não como frade, mas como irmãos cooperador, o lugar mais baixo na hierarquia da Ordem. Comprometeu-se a servir toda a vida, sem nenhum vínculo com a comunidade, e com o único benefício de vestir o hábito religioso.

Após o primeiro ano de prova, recebeu o hábito de cooperador. Mas isso não agradou ao orgulhoso pai, de quem levava o sobrenome. Dom João pediu aos superiores dominicanos que recebessem Martim  de tão ilustre estirpe pelo lado paterno, ao menos na qualidade de irmão leigo. Ora, isso era contra as constituições da época, que não permitiam receber na Ordem pessoas de cor. O Superior quis que o próprio Martim decidisse. "Eu estou contente neste estado — respondeu ele — porque no serviço de Deus não há inferiores nem superiores, e é meu desejo imitar o mais possível a Nosso Senhor, que se fez servo por nós". Tal atitude encerrou a questão.

Encarregado da enfermaria do convento, auxiliava todos quantos se lhe dirigiam, fossem seus irmãos da comunidade, fosse pessoas da cidade. Além de cuidar da enfermaria, varria todo o convento, cuidava da rouparia, cortava o cabelo dos duzentos frades, e era o sineiro, dispensando ainda de seis a oito horas por dia à oração.

Quando uma epidemia atingiu Lima, no convento do Rosário sessenta religiosos ficaram enfermos e muitos estavam numa seção fechada do convento. São Martim teria passado a portas fechadas para cuidar deles, um fenômeno que encontraria residência. Ele levava doentes para o convento, até que o Superior provincial, alarmado com o contágio, proibiu-o de continuar a fazê-lo. Sua irmã, que morava no país, ofereceu sua casa para alojar todos aqueles que a residência do religioso não poderia. Um dia ele encontrou na rua um pobre índio, sangrando até a morte por uma punhalada, e levou-o ao seu próprio quarto. O Superior, quando soube tudo isto, o repreendeu por desobediência. O Superior foi extremamente edificado pela sua resposta: "Perdoa meu erro, e por favor me instrui, porque eu não sabia que o preceito da obediência se sobrepõe ao da caridade." Então o Superior deu-lhe liberdade para seguir as suas inspirações posteriormente no exercício da misericórdia.

Tinha uma horta na qual ele mesmo cultivava as plantas que utilizava para suas medicinas. Estando doente o Bispo de La Paz, de passagem por Lima mandou que chamassem Frei Martim para que o curasse. O simples contato da mão do doado em seu peito o livrou de grave moléstia que o levava ao túmulo. Foi um precioso amigo e colaborador de Santa Rosa de Lima e de Juan Macias, igualmente dominicanos.

Além de todas essas atividades, Martim saía também do convento para pedir esmolas para os mais necessitados. Martim,  com o corpo gasto pelo excesso de trabalho, jejum contínuo e penitência, faleceu aos 60 anos de idade, em 1639. Foi beatificado em 1837 pelo Papa Gregório XVI. A sua festa litúrgica celebra-se a 3 de novembro. É o santo patrono dos mestiços católicos, dos barbeiros e dos cabeleireiros. 







A vida de São Martim nos ensina :
  • A servir os outros, as necessitados. São Martim não se cansou de servir os pobres e doentes e o fazia prontamente. Devemos prestar um bom serviço para aqueles que nos rodeiam, no momento que necessitam. Façamos este serviço por amor de Deus e vendo Deus nas outras pessoas.
  • A ser humilde. São Martim foi uma pessoa que viveu essa virtude. Sempre se preocupava com os outros antes de si mesmo. Ele via as necessidades dos outros e não as suas próprias. Ele se colocava em último lugar.
  • A levar uma vida de profunda oração. A oração deve ser a base de nossas vidas. Para podermos servir os outros e sermos humildes, precisamos da oração. Devemos ter uma relação íntima com Deus.
  • A ser simples. São Martim viveu a virtude da simplicidade. Ele viveu a vida diante de Deus, sem complicações. Devemos viver a vida com espírito simples.
  • A tratar com amabilidade os que nos rodeiam. Os detalhes e o trato amável e carinhoso é  muito importante em nossa vida. Os outros o merecem por serem filhos amados por Deus.
  • A alcançar a santidade em nossas vidas. Para alcançar esta santidade, lutemos...
  • A levar uma vida de penitência, por amor de Deus. Devemos oferecer sacrifício a Deus.

San Martin de Porres se distinguiu por sua humildade e espírito de serviço , valores que em nossa sociedade não são considerados importantes . Ela dá mais importância a valores do tipo de material que não alcançam no homem a felicidade e paz de espírito. A humildade e espírito de serviço produzem no homem paz e felicidade .


Resumo da vida de São Martim de Porres

São Martim de Porres, rogai por nós que recorremos a vós!


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