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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Santo Trifônio e seus companheiros mártires

10 de novembro 

São Trifônio e seus companheiros Respício e Ninfa de Palermo

Mártires 

Trifão, um dos primeiros mártires cristãos, que viveu no tempo das perseguições pelo imperador romano Decio, no século III

São Trifônio ou Trifão (Trypho τρυφη: lê-se Tryphe) nasceu na Frígia (Turquia), no vilarejo de Lampsaco, em 232 d.C., onde cuidava de gansos. Segundo hagiografias posteriores à Passio, deste seus primeiros anos de vida, recebera do Senhor o poder de expulsar os demônios e curar muitas doenças. Uma vez, salvou os habitantes de sua cidade da fome e com a força de suas orações afastou a praga dos gafanhotos que estavam destruindo os trigais e devastando os campos. Ajudava a todos que estavam em perigo e necessidade, pedindo apenas uma coisa em troca: a fé em Jesus Cristo, por cuja graça ele os sarava. Ganhou particular fama ao expulsar um demônio da filha do imperador romano Gordiano (238-244).  



Os atos do martírio (passio) nos deixaram um retrato muito mais sóbrio do jovem cristão, narrando apenas seu testemunho de Cristo até à efusão do sangue, junto com Respício, seu companheiro no combate pela fé. Quando o imperador Decio (249-251) subiu ao trono começou uma perseguição feroz contra os cristãos. Um delator informou ao comandante Aquilinus que São Trifônio corajosamente pregava a fé em Cristo, e que havia levado muitos ao Batismo. O santo foi preso e interrogado, confessando sem temor sua fé. Cruelmente torturado, Trifônio corajosamente suportou todos os tormentos sem esmorecer. No final, diante de sua perseverança, foi condenado à decapitação com espada. Ainda teve tempo de converter o Prefeito Licius.  

As diferentes vidas narram que o santo mártir, antes de sua execução, rezou agradecendo a Deus por tê-lo sustentado durante o martírio e pedindo ao Senhor que abençoasse todos os que invocassem seu nome para receber ajuda. Quando o soldado ergueu a espada sobre a cabeça do santo, Trifônio entregou sua alma a Deus, ao dezoito anos de idade. Era o dia 2 de fevereiro de 250, na cidade de Nicéia (dos sacrossantos Concílios da Igreja). O santo, em uma visão, ordenou que seu corpo fosse levado para sua terra natal, Lampsaco. As suas relíquias depois foram levadas para Constantinopla e, em pequena parte, para Roma. No ano de 809, alguns mercadores venezianos as roubaram de Constantinopla, deixando-as na cidade de Kotor (Cattaro ou Cátaro) em Montenegro, onde ainda são veneradas até hoje, na catedral romano-católica. Outra versão diz que as relíquias do mártir estavam sendo transportadas em um navio em janeiro de 809, de Constantinopla a Veneza, quando uma forte tempestade obrigou a viagem a ser interrompida. Os mercadores de Veneza transportavam frequentemente relíquias de santos do Oriente para o Ocidente, mas essa preciosa carga acabou não chegando ao seu destino. A forte tempestade obrigou o navio a procurar refúgio no golfo das Bocas de Cátaro, em Kotor, Montenegro, uma cidade fundada pelos romanos no primeiro século da era cristã. Quatro séculos depois, foi fundada a diocese. A lenda narra que foi o próprio santo que causou a tempestade, porque teria escolhido aquela cidade como lugar para descanso de suas relíquias. Segundo a tradição, em 809 foi fundada também a confraternidade dos marinheiros, a mais antiga do mundo e ainda em atuação nos dias de hoje. O culto a São Trifão é comum para os cristãos ortodoxos e católicos. Em Roma, nos séculos X e XII, foram constituídas duas igrejas dedicadas ao Santo Mártir, com forte culto em Adelfia, na região italiana de Puglia. Muitas igrejas foram dedicadas a ele, e o Imperador do Oriente, Leão VI, o Sábio (m. 912), fez um elogio em honra de Trifônio. Na Idade Média, sua memória liturgia foi transferida para o dia 3 de fevereiro, exatamente na Solenidade da Apresentação de Jesus ao Templo. Depois, o culto foi fixado no dia 10 de novembro, junto com São Respício e Santa Ninfa.


Respicio e Ninfa


Sobre os santos mártires Respicio e Ninfa, pouco ou quase nada se sabe. Por volta de 1005, o monge Theodorico de Fleury escreveu, com base em legendas anterior, uma narrativa sobre Trifônio na qual Respicio aparece como companheiro dele. As relíquias de Trifônio e de Respício foram preservadas, juntamente com as de uma santa virgem chamada Ninfa, no Hospital do Espírito Santo em Sassia. A igreja desse hospital era um título cardinalício que, juntamente com as relíquias destes santos mártires, foram transferidas pelo Papa Pio V para a Igreja de Santo Agostinho, em 1566.  


Uma tradição sustenta que Ninfa foi uma virgem mártir de Palermo (Sicília), que foi condenada à morte pela fé no início do século IV. De acordo com outras versões da legenda, quando os godos invadiram a Sicília, Ninfa fugiu de Palermo para o continente italiano e morreu no século VI em Savona. Uma festa em sua honra é observada em Palermo em 19 de agosto. Alguns acreditam que havia duas santas com esse nome. Antes de 1624, Palermo tinha quatro santos padroeiros, um para cada uma das quatro partes principais da cidade. Eles eram Santa Ágata, Santa Cristina, Santa Ninfa e Santa Olívia. Suas imagens são exibidas na "Quattro Canti" (Quatro Cantos), no centro de Palermo.  

Segunda uma Passio manuscrita do século XII, Ninfa era filha de Aureliano, prefeito de Palermo ao tempo de Costantino, isto é, no começo do século IV secolo. Para a conversão de Ninfa ao Cristianismo foi decisivo o Bispo de Palermo, Mamiliano. O pai dela, Aureliano, procurou de todas as formas que sua filha desistisse da nova religião, mandou até prender Mamiliano com outros duzentos cristãos e os fez torturar. Como nenhuma tentativa teve efeito, os mandou aprisionar, mas um anjo os libertou e os conduziu até uma praia, onde estava pronto um barco para levá-los longe dali. Eles se dirigiram para o norte e viajaram por mar até a Ilha do Lírio, onde permaneceram por algum tempo em oração e solidão.  

O desejo de visitar os túmulos dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, os fez ir a Roma, onde Mamiliano morreu logo que chegaram, e Ninfa o fez sepultar perto do mar, a uma milha de uma localidade chamada Bucina. Um ano depois, exatamente no dia 10 de novembro, Ninfa também morreu e foi sepultada em uma cripta, nas mesma Bucina, seu corpo, trasladado para Roma, foi sepultado na igreja dos Santos Trifão e Respício. Os habitantes de Bucina, por causa da aflição provocada por uma seca, recorreram à santa para que intercedesse junto a Deus para que chovesse. O milagre ocorreu, e os fiéis começaram a venerá-la como santa. 

A sanha reformista pós-conciliar retirou do Martirológio Romano São Respício e Santa Ninfa, por considerá-los inverossímeis, apesar das Passio, das igrejas e das relíquias. Mas o Martirológio Romano da Igreja Católica continua comemorando no dia 10 de novembro os três mártires, junto com Santo André Avelino.  

São Trifônio

Igreja dos Santos Trifônio e Respício
Roma - não existe mais

IGREJA DE SANTO AGOSTINHO, EM ROMA,
PARA ONDE FORAM TRANSFERIDAS AS RELÍQUIAS
DOS MÁRTIRES TRIFÃO, RESPÍCIO E NINFA.

Relicário de São Trifônio

Relicário de Santa Ninfa (à esquerda)




Fontes: 
Tradução e edição: Giulia d'Amore.    
Ver também aqui (PDF).

 
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