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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Papa Francisco e a condenação de Cristo

Adoração ao bezerro de ouro

“[...]
Presente, enfim, no vale todo o gênero humano, correr-se-ão as cortinas do céu, e aparecerá o supremo Juiz sobre um trono de resplandecentes nuvens, acompanhado de todas as jerarquias dos anjos, e, muito mais, de sua própria majestade. A primeira coisa que fará, será mandar apartar os maus dos bons, e os ministros desta execução serão os anjos: Exibunt angeli, et separabunt malos de medio justorum. Para se entender melhor esta separação, havemos de supor com o profeta Zacarias que antes dela não hão de estar os homens ali juntos confusamente, mas, para maior grandeza e distinção do ato, hão de estar repartidos todos por seus estados: Familia et familia seorsum. A uma parte hão de estar os papas, a outra os imperadores, a outra os reis, a outra os bispos, a outra os religiosos, e assim dos demais estados do mundo. Separados todos por esta ordem, conforme o lugar que tiveram nesta vida, então se começará a segunda separação, segundo o estado que hão de ter na outra, e que há de durar para sempre.

Sairão pois os anjos. Vede que suspensão e que tremor será o dos corações dos homens naquela hora. Sairão os anjos, e irão primeiramente ao lugar dos papas: Et separabunt.- Faz horror só imaginar que em uma dignidade tão divina, e em homens eleitos pelo Espírito Santo, há de haver também que separar, - Et separabunt malos de medio justorum. E separarão os pontífices maus dentre os pontífices bons. Eu bem creio que serão muito raros os que se hão de condenar, mas haver de dar conta a Deus de todas as almas do mundo é um peso tão imenso, que não será maravilha que, sendo homens, levasse alguns ao profundo. Todos nesta vida se chamaram Padres Santos, mas o dia do Juízo mostrará que a santidade não consiste no nome, senão nas obras. Nesta vida Beatíssimos, na outra mal-aventurados. Oh! que grande miséria!” (Sermão da Primeira Dominga do Advento, de Padre António Vieira. Na Capela Real, ano de 1650) grifos não contém nos originais.


Prezados amigos,

Salve Maria!


Em todos os tempos da História sempre tivemos líderes carismáticos e populistas. Todos, no seu tempo, louvados e venerados à medida das suas ações/omissões. Alguns passam de bandidos a heróis bastando que um grupo que se pensa pensante os assim coloque para o povo e, com isso, criam personagens fictícios que nunca existiram, colocam em suas bocas frases feitas, mumificam personalidades, devotam e fazem devotar semi-deuses inexistentes, queimam incenso ante à pessoas que não passam de fruto da imaginação de outrem.

Para criar estes personagens as vezes é preciso apagar a memória de tantos outros benfeitores ao povo, afinal, é difícil conviver simultaneamente com vários líderes no mesmo período histórico.

Estes líderes inventados são carregados de simbolismo, afinal, não se cria uma pessoa para nada. Eles vêm jungidos de uma doutrina (que geralmente é perversa e intrinsecamente má) que aparentemente parece ser uma saída para a solução de alguns problemas existentes naquele período. Estes mesmos problemas, muitas vezes, são criados pelos mesmos que criam as personalidades para serem a suposta solução para o suposto problema. Deixa-me fazer entender:

Alguns problemas são criados justamente para que àqueles quem criaram os problemas criem também personalidades que supostamente trarão a solução para a crise provocada.

Pois bem, trataremos neste pequeno artigo de uma figura que, mal (mau também) entrou no cenário midiático e já foi eleita “a personalidade do ano” por várias revistas mundialmente conhecidas (veja sobre isso aqui e aqui). Por certo, estamos falando do Bispo de Roma, mais conhecido como Papa Francisco I, que, segundo o próprio Francisco, foi idéia do Cardeal Cláudio Hummes (grande amigo de Francisco) adotar o nome de São Francisco de Assis por uma relação íntima com os pobres.

O artigo que informa sobre a eleição do Papa Bergoglio à personalidade do ano de 2.013 tem as seguintes mensagens. Nenhum dos grifos contém nos originais:

O Papa Francisco foi eleito nesta quarta-feira personalidade do ano pela revista Time. O Pontífice argentino, escolhido pelo conclave de cardeais em 13 de março, tem se destacado pela simplicidade, espontaneidade e por promover reformas consideradas revolucionárias na Igreja, se diferenciando de seu antecessor, o Papa Emérito Bento XVI.

Quando da entrevista à Rede Globo de Televisão, na sua primeira visita apostólica ao Brasil, Francisco disse várias vezes que é preciso implementar um dos princípios básicos do Protestantismoecclesia semper reformanda” (o vídeo pode ser visto aqui).

Não é preciso de tantas outras declarações de Francisco para chegar a conclusão de que a igreja conciliar tem  um Papa não-católico. Isso é possível? “Hipócritas! Sabeis distinguir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?”. (São Mateus XVI,4).

Francisco foi eleito bispo de Roma para deformar a Igreja e não reformá-la como fez São Francisco de Assis, em seu tempo. A deforma defendida por Francisco é a continuidade na implementação do desastroso e nefasto Concílio Vaticano II.

Francisco, que, certamente seguirá a mesma linha de Bergoglio, pretende um pontificado ecumênico, um pontificado onde ele pretende ouvir os fiéis (sic!) através de questionários (que coisa mais sem sentido!) e muito protestantismo! Quando cardeal, o bispo de Roma já recebia bênçãos de pastores protestantes e freqüentava ritos judaicos. Se a Igreja de Deus precisa sempre ser reformada, nos moldes do protestantismo, como sugere Bergoglio (heresia!), ele não pode ser papa desta mesma Igreja.

São Jerônimo dizia: “Procurando na História quais os homens que têm difundido na Igreja o veneno das heresias, não encontrei outros senão os padres”

Continua o artigo que elegeu o bispo de Roma como a celebridade do ano:
Em seu primeiro ano na liderança da Igreja Católica, o Papa foi selecionado pela prestigiosa publicação americana como a pessoa que exerceu mais impacto sobre o mundo, para o bem ou para o mal, durante 2013. O editor-chefe da revista Nancy Gibbs destacou que Francisco mudou o tom, a percepção e o foco de uma das maiores instituições do mundo de uma forma extraordinária.
O que torna este Papa tão importante é a velocidade com que ele tem capturado a imaginação de milhões de pessoas que tinham desistido de ter esperança na Igreja, afirmou a revista em seu site.

Para início de conversa, deixou claro o artigo que a tal personalidade do ano deve ser compreendida “como a pessoa que exerceu mais impacto sobre o mundo, para o bem ou para o mal, durante 2013”. Tirem suas conclusões. O papado de Francisco em menos de um ano tem causado um impacto sobre o mundo bom ou ruim? Bem ou mal? É claro que foi um bom impacto para o mundo, entretanto, “todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (São Tiago IV,4). Às almas, bem algum acrescentou a eleição de Bergoglio ao trono de São Pedro. As almas continuam confusas com o reinado de dois papas simultaneamente. Um escreve e o outro assina. Que coisa mais louca! Nunca antes tivemos dois papas reinando ao mesmo tempo.

Continua o texto: “o que torna este Papa tão importante é a velocidade com que ele tem capturado a imaginação de milhões de pessoas que tinham desistido de ter esperança na Igreja.”. Primeiro, se tinham pessoas que já não mais tinha esperança na Igreja, este é um problema criado pelos ultimos 5 predecessores de Francisco. O povo não sabe mais o que é Esperança. Confundem sentimentalismo barato com Virtude Teologal. Discursos de improviso é o que mantém o povo de cabecinha torta e a mão no coração e depois, aplausos e um: “Viva o Papa!” diferente do que propunha São João Bosco.

Continuemos:

Um dos pontos fortes de seus quase nove meses de Pontificado foi a divulgação da Exortação Apostólica - primeiro documento exclusivamente publicado por Francisco -, detalhando como a Igreja e o próprio papado devem ser reformados para criar uma instituição mais missionária e misericordiosa, com atenção especial aos pobres.

Volta ao chavão protestante: “ecclesia semper reformanda...” Na aludida Exortação Apostólica imensa e enfadonha, Francisco diz:

17. Aqui escolhi propor algumas directrizes que possam encorajar e orientar, em toda a Igreja, uma nova etapa evangelizadora, cheia de ardor e dinamismo. Neste quadro e com base na doutrina da Constituição dogmática Lumen gentium, decidi, entre outros temas, de me deter amplamente sobre as seguintes questões:

a) A reforma da Igreja em saída missionária.
b) As tentações dos agentes pastorais.
c) A Igreja vista como a totalidade do povo de Deus que evangeliza.
d) A homilia e a sua preparação.
e) A inclusão social dos pobres.
f) A paz e o diálogo social.
g) As motivações espirituais para o compromisso missionário.

O primeiro tema proposto por Francisco é a reforma da Igreja. Não se fala em outra coisa desde o Concílio Vaticano II. A idéia é protestantizar a Igreja o máximo possível e isso já começou com a reforma litúrgica, a reforma do catecismo (em especial, diálogo inter-religioso e ecumenismo), a reforma do código de Direito Canônico, a reforma da estrutura hierárquica da Igreja (colegialidade) e a reforma de tantos outros rituais de sacramentos.

No ponto 25 da sobredita Exortação, Francisco nos lembra:

O Concílio Vaticano II apresentou a conversão eclesial como a abertura a uma reforma permanente de si mesma por fidelidade a Jesus Cristo: «Toda a renovação da Igreja consiste essencialmente numa maior fidelidade à própria vocação. (…) A Igreja peregrina é chamada por Cristo a esta reforma perene. Como instituição humana e terrena, a Igreja necessita perpetuamente desta reforma». 

Depois disso, sem mais.

Continua o texto promotor da celebridade do ano:

Além de cumprir as tarefas burocráticas com êxito, Jorge Bergoglio é conhecido pela quebra de protocolos. Há suspeitas de que ele sai do Vaticano à noite, vestido como um sacerdote comum, para se encontrar com homens e mulheres sem-teto. E não poupa abraços e gestos de carinho a fiéis em suas audiências na Praça de São Pedro, no Vaticano, nas quais, por muitas vezes, dispensou a segurança destinada aos antigos pontífices.


Francisco diz se preocupar com as causas sociais dos sem-teto e dos sem-educação, dos sem-religião não dando-lhes a benção, entretanto, ele ignora os sem-missa, os sem-padres, os sem-igreja, os sem-a-verdadeira-fé.

A verdade é que ele não quebra protocolos, porque, se assim quisesse fazer, tinha rompido com esta malfada linha de papas conciliares e reinstalado o Verdadeiro Papado.

Mas, Francisco não pode desfazer tudo o que os seus predecessores fizeram. Ele tem de confirmar, heresias atrás de heresias, o que lhe foi ensinado e o que ele quer que aprendamos. Hereticamente ele diz na Exortação Apostólica:

247. Um olhar muito especial é dirigido ao povo judeu, cuja Aliança com Deus nunca foi revogada, porque «os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis» (Rm 11, 29). A Igreja, que partilha com o Judaísmo uma parte importante das Escrituras Sagradas, considera o povo da Aliança e a sua fé como uma raiz sagrada da própria identidade cristã (cf. Rm 11, 16-18). Como cristãos, não podemos considerar o Judaísmo como uma religião alheia, nem incluímos os judeus entre quantos são chamados a deixar os ídolos para se converter ao verdadeiro Deus (cf. 1 Ts 1, 9). Juntamente com eles, acreditamos no único Deus que actua na história, e acolhemos, com eles, a Palavra revelada comum.

Se Deus, Nosso Senhor, não rompeu a sua antiga aliança com os judeus, não sabemos até agora o porquê do envio do Seu Filho Unigênito para a remissão dos pecados.

Também não sabemos porque o Seu Filho diz: Hic est enim Calix Sánguinis mei, novi et ætérni testaménti; mystérium fidei: qui pro vobis et pro multis effundétur in remissiónem peccatórum. (tomai todos e bebei: este é o Cálice do meu Sangue, o Sangue da Nova e Eterna Aliança, - mistério da fé - que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim.)

Se nós cristãos temos o mesmo Deus que os judeus, as profecias das Sagradas Escrituras estão arruinadas! As Profecias nos dão conta de que, no fim dos tempos, os judeus se converterão ao cristianismo, um dos sinais, inclusive, da vinda Gloriosa de Cristo, Nosso Senhor. Se temos o mesmo Deus, não há que se falar em conversão, se não há conversão, Cristo não virá. Isso é lógico?

O Padre Emmanuel-André, em seu livro “O drama do fim dos tempos” (que pode ser baixado em pdf aqui) escrito nos anos de 1884 a 1885, esclarece-nos:

Os judeus serão os primeiros operários desse estabelecimento do reino de Deus. São Paulo se extasia diante das grandes coisas que resultarão de sua conversão. “Se o pecado dos judeus foi a riqueza do mundo e a sua redução a riqueza das nações quanto mais sua adesão total? ... se sua perda é a reconciliação do mundo o que será a sua entrada na Igreja senão uma ressurreição?” (Rm 11, 12, 15). Tememos enfraquecer estas antíteses enérgicas, comentando-as. É legítimo concluir que os judeus convertidos porão a serviço da Igreja um inestimável ardor de proselitismo. Rejuvenescida por essa infusão de vida, a Igreja sairá das garras da perseguição como de um túmulo, e tomará posse do mundo com a majestade de uma rainha e a ternura de uma mãe. (Capítulo: A conversão dos judeus – Novembro de 1885)

Enfim, eleito por várias revistas a celebridade do ano, Nosso Senhor adverte a Francisco: “Ai de vós, quando vos louvarem os homens, porque assim faziam os pais deles aos falsos profetas!” (São Lucas VI,26).


Geovanne Moreira.


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