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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

AS OLIMPÍADAS, UMA CELEBRAÇÃO PAGÃ

Deus Apolo é invocado no ensaio final de cerimônia 
da tocha olímpica na Grécia
(clique para ler)


de Ammonio


Era o dia de Natal de 393 d.C.: Teodósio, Imperador cristianíssimo (e por isso vituperado pelos modernos), sob conselho de Santo Ambrósio, emanava uma constituição (que não chegou até nós no original, mas citada pelo historiador bizantino Giorgio Cedreno, em sua História Universal) pela qual proibia as Olimpíadas, por serem uma celebração pagã. A periculosidade da manifestação para as almas era tal que, quando o prefeito de Constantinopla, Leonzio (434-435), propôs – celeradamente – de restaurá-la na Nova Roma, o asceta Hipácio se opôs com todas as próprias forças, para não fazer cair novamente o povo sob o tremendo domínio dos deuses pagãos (rectius, dei demoni). 

segunda-feira, 28 de março de 2016

NEO-PAGANISMO

NEO-PAGANISMO 


O Triunfo do Cristianismo sobre o Paganismo
de Gustave Doré

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A reflexão de hoje é sobre o Neo-Paganismo, que retorna implacavelmente. Contemplando a pintura de Gustave Doré, vemos nitidamente a LUZ que o Cristianismo contrapôs às trevas do Paganismo, testemunhando diante do Mundo que há um Deus, um único Deus, e não deuses “humanizados”, cheios de defeitos, vícios e pecados... como nós; deuses semelhantes a nós (a nossa imagem e semelhança).  

A primeira vez que Deus separou as trevas da luz foi na Criação: "E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas" (Gênesis 1,3-4). Com Cristo, como na pintura de Doré, mais uma vez Deus separa as trevas da luz, iluminando o intelecto humano para elevá-lo aos Céus.  

E foi assim nos últimos 2000 anos. Mas o Homem moderno, que criou outro deus para si: ele mesmo, prefere as trevas, porque nas trevas se esconde de Deus, como Adão, quando pecou: "E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me." (Gênesis 3,8-10).  

Na parte inferior da pintura, vemos todo o Olimpo grego, com todos os seus falsos deuses, sendo destruído pela Verdade. Na parte superior, vemos a própria Verdade, Nosso Senhor Jesus Cristo, glorioso e no comando de Seus Santos Anjos, aniquilando o Paganismo, o Erro (as heresias), as trevas.  

Abaixo, se vê a “vitória da carne” sendo derrocada. Acima é a vitória do espírito em toda sua glória.  

Hoje, vemos o Paganismo renascendo e se impondo a passos largos, graças à nova religião do “eu”. Um ser finito e tolo que acha que se basta. Não pode acrescentar um palmo à sua altura, um dia à sua vida, e se crê Senhor de si mesmo... 

Uma das armas do Neo-paganismo é a destruição dos laços familiares. Abaixo um texto de Gregorio Vivanco Lopes, do ABIM, que vem muito a propósito. Enviei no mesmo dia em que o recebi a nosso grupo de e-mails (quem quiser se juntar ao grupo, para receber nossos e-mails, envie um e-mail no formulário de contato no menu lateral), com um comentário meu, que transcrevo a seguir: 

Uma realidade bem diante de nossos olhos. Voltamos ao Paganismo. É a era do Neo-Paganismo. Também é a era do Egocentrismo I, pois nada está acima do bem estar e da "felicidade" do "eu", do individual, nem a família, nem o bem comum, muito menos Deus. E consideramos que é possível que o Homem deste século tenha se endeusado mesmo sabendo que Deus é. Mas, pelo que leio, pelo que ouço, me fica cada dia mais claro que, para o Homem de hoje, Deus "não existe", é uma ficção, uma "lenda criada para escravizá-lo". As trevas voltaram a cobrir a Terra.  

A impiedade anterior aos tempos Cristãos, que vemos reproduzir-se agora, é o sintoma mais evidente de que vivemos tempos de trevas, de barbárie. A crueldade explícita e gratuita para com o semelhante e, também, com toda a Criação, é o sacrifício, a oferenda aos ídolos mais óbvia. Milhões de bebês abortados, eutanásia, perversão, crueldade contra os animais (nada a ver com ecologismo, pessoal, porque devemos amar a Criação e dela desfrutar sem abuso), descuido e desperdícios contra a natureza (de novo, nada a ver com ecologismo!), subversão social e familiar, inversão de valores, ideologia de gênero, lobby gay, pedofilia, zoofilia, imoralidades "normalizadas", incesto, adultério, homicídio, corrupção moral e política, desprezo pela vida humana, dessacralização da Religião... a lista é longa. E tudo começou, todo esse ataque a Deus, a esse Deus tão bom que imolou Seu Filho para nos resgatar das garras do pecado e nos dar o Céu, tudo começou com o ataque à celula mater da Sociedade: a família.  

Ao texto: 


Fenece o vínculo mãe-filho



por Gregorio Vivanco Lopes 


Exaltada durante todo o século XIX e grande parte do século XX
como o vínculo sagrado por excelência nas relações humanas,
a intimidade mãe-filho parece ter perdido seu viço neste século XXI,
como uma flor que murchou.


(Pintura de Arthur John Elsley)
 


O leitor notou que praticamente não se fala mais em amor filial nem mesmo em amor materno?

Exaltada durante todo o século XIX e grande parte do século XX como o vínculo sagrado por excelência nas relações humanas, a intimidade mãe-filho parece ter perdido seu viço neste século XXI, como uma flor que murchou.

O que se encontra na literatura, na pintura e nas artes em geral dos séculos passados, exaltando o amor recíproco mãe-filho, é admirável e abundante. E tal sublimação artística constituía apenas um reflexo da realidade social então vigente.

O filho podia ter-se tornado o pior dos homens, abandonado de todos e vilipendiado até pelos amigos mais próximos; a última coisa que o acompanhava, onde quer que seus crimes o tivessem levado, era o amor materno. Este nunca o abandonava.

Reciprocamente, a mãe era sempre a figura venerada pelo filho. Ele poderia tolerar qualquer ofensa a si mesmo, a seus íntimos e até a seu pai, mas uma ofensa a sua mãe o transportava de indignação e o fazia sair de si de cólera.

O que aconteceu para que esse vínculo, que parecia impossível ser rompido, fosse se adelgaçando, adelgaçando, até praticamente se dissolver nos dias de hoje?

Antes de responder a essa dolorosa pergunta, vejamos rapidamente alguns exemplos chocantes, todos desta década.



*        *        *

Silvana, de 48 anos, é acusada de matar por asfixia a própria filha e de esconder o corpo da criança, para se vingar do ex-marido. O caso aconteceu em Santa Catarina e chocou a cidade de Tubarão. (“Notícias R7”, 16-4-13).

Uma idosa de 79 anos foi espancada até a morte pelo próprio filho na noite desta terça-feira, 12, no município de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, dentro da casa da família. O rapaz utilizou uma escada para matar a mãe. (“O Estado de S. Paulo”, 13-1-16).

Uma mulher matou o próprio filho de quatro anos na zona norte de São Paulo, afogando-o na pia do banheiro. Quando a polícia chegou, a mulher confessou que matou a criança, pois o filho estava possuído pelo demônio. (“Jornal da Band – Notícias”, 15-10-15).

Um sírio de 20 anos executou em público a mãe, após ela tentar convencê-lo a abandonar o grupo extremista EI. A mãe [foi] implorar ao filho que retornasse para casa, pois temia a morte dele nos bombardeios à cidade. O jovem informou aos superiores, que determinaram a detenção da mulher. Após a detenção, o próprio filho recebeu a ordem de executar a mãe com um tiro na cabeça, diante de quase 100 pessoas reunidas em uma praça de Raqqa. (“O Estado de S. Paulo”, 9-1-16).

Desde o início do ano, mais de uma dezena de mães assassinaram seus filhos no Brasil. Quem o desejar, confira quais foram os casos mais chocantes. (“Portal Terra”, setembro/2010).

No fim de 2014, no Jaçanã, zona norte de São Paulo, uma mãe foi morta [por seus filhos] com golpes de martelo. Os dois irmãos vão responder por latrocínio qualificado por motivo fútil. (“Jornal da Band”, 27-2-15).



*        *        *

Esses são exemplos extremos de uma realidade mais ampla que é a agonia do amor recíproco mãe-filho.

Por mais que esse vínculo seja sagrado na ordem natural, ele não resistiu à onda de paganização geral da sociedade moderna: divórcio, controle artificial da natalidade, aborto, feminismo etc. Pois só a civilização cristã, modelada pela graça de Deus, mantém e vivifica as instituições humanas, mesmo as mais arraigadas.

Afastando-se de Deus e de sua santa Religião, tudo fenece, tudo degringola.

Embora algum tempo atrás o desaparecimento do amor entre a mãe e o filho pudesse parecer impossível, entretanto a realidade aí está a desmentir essa ilusão, e a confirmar que fora das vias sagradas da civilização cristã nada de bom se mantém.

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM (Agência Boa Imprensa).



   
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sábado, 31 de outubro de 2015

O Halloween é uma festa pagã, na qual os homens, esquecidos de Deus, resolvem prestar culto aos demônios.

Tendo em vistas as férias do blog, estamos recomendando a leitura (ou releitura) de textos já publicados no Pale Ideas e que continuam importantes e atuais. 

Hoje ainda somos forçados a falar sobre o Halloween, sua origem, seus fins, seus perigos, porque percebemos que os católicos - ou os que se dizem católicos - estão cada vez mais envolvidos com o Halloween e com todo o lixo espiritual que a globalização difunde pelo mundo. 

Sem imagens neste post porque me recuso a divulgar essa festa pagã! Nos dois posts abaixo tem imagens demais! 

Aqui estão os textos que já publicamos e outros, mencionados neles:
  1. Halloween - o dia das bruxas - http://farfalline.blogspot.com/2011/10/halloween-o-dia-das-bruxas.html (que modestamente escrevi). 
  2. O Halloween não tem origem cristã e é contrário à Fé Católica!!! - http://farfalline.blogspot.com/2013/10/o-halloween-nao-tem-origem-crista-e-e.html
  3. Vídeo do blog da Associação Nossa Senhora de Lepanto: http://www.ansrlepanto.com.br/2013/10/o-halloween-e-sua-historia.html
   
Aproveitem o dia de hoje, que é de vigília à Festa de Todos os Santos, para rezar e se preparar para a data que nos lembra nosso destino final neste exílio: 2 de novembro


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Halloween não tem origem cristã e é contrário à Fé Católica!!!

Para o mundo Cristão, hoje é a vigília de Todos os Santos. E só. As crendices populares e os resquícios de paganismos que querem ressuscitar a qualquer custo não são assuntos cristãos, mas mundanos. Sobretudo em relação ao Brasil, que nunca teve, em sua cultura, festas desse tipo. Quem leu 1984, de George Owells, também percebe que há uma técnica para que essas novidades virem "História" na cabeça das pessoas. O método é velho até, como se fez, por exemplo, com a "história" sobre a Idade Média, a Santa Inquisição (precisamos de outra) e todos os "erros" da Igreja (que é Santa, porque Santo é seu Fundador, Nosso Senhor Jesus Cristo, e, portanto, não pode errar...) dos quais alguns pontífices andam pedindo indevidamente perdão. Sem esquecermos, é claro, as teorias evolucionistas, as quais começam a claudicar, pois recentemente se descobriu que todas as "espécies" de hominídeos, descobertas aqui e ali pelos Indianas Jones da Fantaciência, na verdade se trata de uma única espécie. Quando chegarem à conclusão lógica de que não descendemos de macacos, mas de Adão e Eva... vamos premiá-los com o "Mongolino d'Oro" (os italianos entenderão; os demais, me escrevam que explico... ou leiam aqui), não pelo conteúdo das ideias, mas pela demora em compreendê-las!

Eu já escrevi um texto a respeito, mas como é preciso atualizar as informações, pesquisei na internet acerca do Halloween, e percebi que alguns blogs pretenso-católicos continuam a defender até que se trate de uma festa de origem cristã... Bom, eu optei pelo texto abaixo, do prof. Felipe Aquino, com algumas críticas, porque ele "viaja na maionese" em alguns trechos, pois acaba por dar uma conotação cristã à coisa.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Halloween - o dia das bruxas

O Halloween é uma festa pagã, na qual os homens, esquecidos de Deus, resolvem prestar culto aos demônios. 

Tenho lido por aí, nos blogs, alguns católicos e até "tradicionalistas", que, na verdade, o Halloween é uma festa católica que quis acabar com o paganismo... E blá, blá, blá. Sei, e... então, Papai Noel existe também!  ;)

Cuidado, almas cristã, com os falsos profetas, pois, na era moderna, podem ter blog também! Ou conta no Instagram... 

Em resumo, seria algo assim: no século V, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro, com a festa de Samhain, o Ano novo céltico. O Halloween marcava o fim oficial do verão e o início do ano novo. Celebrava também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis. Era uma festa com vários nomes: Samhain (fim de verão), Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol. Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe'en (que deriva da expressão "All Hallows Eve", ou "Noite de Todos os Santos" - o que pode levar alguma alma ingenua ao engano).   

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O DIREITO HUMANO AO PECADO

Artigo escrito com base nos acontecimentos recentes da Ilha de Malta (95% se declaram católicos), onde recentemente foi levado a efeito um referendum sobre a legalização do divórcio, precursor de uma série de crimes contra a Humanidade. O povo, apesar da maciça pressão até do governo, votou favoravemente ao divórcio. A votação tem apenas um carácter consultivo, e para que o divórcio seja legalizado é necessária a elaboração de uma lei específica. 
Segundo um rápido levantamento na rede, a partir da aprovação da lei em Malta, as Filipinas - e o Vaticano - serão o único País no mundo onde o divórcio continuará proibido. Eles precisam de nossas orações por mais essa luta, além do combate à lei do aborto.
Vale a pena ler o artigo, que faz considerações interessantes sobre o tema e suas repercussões na vida cristã.
GdA



“Se você é católico você é livre de não se divorciar, mas não pode impedir quem não é católico de fazê-lo.”

Estão certos. Isso é bom-senso E o bom senso não faz parte do Cristianismo. No qual só há espaço para a loucura.

É preciso escolher: ou o bom senso ou a loucura.


*  *  *

A loucura da Cruz. O bom senso do mundo.

“No fim, o pecado tornou-se o direito humano por excelência. O pecado. 
Ou seja, o bom senso. Nem mesmo sob Nero, a Cruz de Cristo foi tão 
subversiva quanto hoje. Nunca tão louca quanto hoje. Insensata e indefesa diante da esmagadora supremacia do bom senso. Mistério tremendo de um Deus fraco.”


Por Antonio Margheriti Mastino



QUEREM VOLTAR AO EVANGELHO E ACABAM SOCIÓLOGOS

Basta olhar o que aconteceu em Malta em relação ao divórcio: ilhota de hipócritas: isso me ficou claro desde o primeiro momento em que eu molhei o pé em suas águas cheias de águas-vivas. Os próprios católicos nominais, durante o referendo divorcista, fizeram uma bandeira do lema típico dos sepulcros caiados por excelência (em uma palavra: os democratas-cristãos de ontem, hoje e sempre): “Ok, eu sou contra o divórcio, nunca me divorciaria, mas se alguém quer fazê-lo porque não deve? Se a pessoa não é católica porque não pode fazê-lo?”. Para você que fala assim: ti stimo moltissimo![1]

Li possino[2], esculpiram uma frase apodítica, difícil de contradizer, saturada até a morte de bom senso. O famigerado bom senso dos democratas-cristãos. Mas, honestamente, como se pode culpá-los?

E, então, você se faz um monte de perguntas. A primeira é esta: mas quem permaneceu verdadeiramente católico? Melhor: quem ainda sabe o que significa exatamente ser católico?

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