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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Santos Mártires Processo e Martiniano

02 de julho

Santos Processo e Martiniano

Mártires 

Martírio dos Santos Processo e Martiniano,
de Valentin de Boulogne, 1629
Em Roma, no cemitério de Dâmaso, na segunda milha da Via Aurélia, os Santos Processo e Martiniano, mártires.

O Martirológio Jeronimiano, os comemora três vezes, em 31 de maio, em 1º e em 2 de julho, indicando o sepulcro de ambos na 2ª milha da Via Aurélia, ou no Cemitério de (Papa) Dâmaso, ou próximo às Catacumbas de Santa Ágata (ou Águeda). A última data é o verdadeiro dies natalis, que também é atestado pelos Sacramentários Gregoriano e Gelasiano de São Galo, pelo Calendário marmóreo de Nápoles e pelo manuscrito de Berna. 


Em honra deles, foi edificada uma igreja, não distante da atual basílica de São Pancrácio, bastante visitada por peregrinos no século VII como atestam os Itinerari. Esta igreja, segundo uma notícia de Praedestinatus (PL, LIII, col. 616), no final do século IV foi ocupada por um padre montanista com o especioso pretexto de que os dois santos teriam sido de origem frígia e, portanto, pertencentes àquela seita; o intruso, porém, foi expulso por um decreto imperial, e a igreja voltou aos católicos, e nela o Papa Gregório Magno recitou uma homilia no aniversário da festa dos mártires (PL, LXXVI, coll. 1232-38). O discurso do Pontífice não dá notícias sobre os dois santos, mas, depois de mencionar que aos sepulcros deles acorriam muitos doentes, refere um episódio ocorrido ao tempo dos Godos, e, segundo o qual, uma mulher os viu aparecer a ela sub peregrino habitu, vestidos como monges. Este particular contrasta com as fontes literárias que apresentam os mártires como militares e carcereiros dos Apóstolos Pedro e Paulo, no cárcere Mamertino e por eles convertidos. 


Estes problemas de contraste literários foram estudados pelo hagiógrafo Pio Franchi de' Cavalieri, segundo o qual, no século V, foi escrita a passio dos mártires com notícias pouco precisas em sentido cronológico (mais ou menos similar ao capítulo II da atual redação), na qual se narrava o martírio deles e o sepultamento ao longo da Via Aurélia; pouco depois, no início do século VI, foi escrita uma nova passio (BHL, II, p. 1011, n. 6947) na qual os dois santos eram apresentados como carcereiros dos Apóstolos e por eles convertidos e batizados (atual cap. I). Estas notícias foram tomadas das cenas esculpidas nos sarcófagos que guardava as relíquias dos mártires, nos quais eram representados episódios do ciclo de São Pedro e, precisamente: 1) Moisés/Pedro que faz nascer as águas da rocha da qual bebem dois soldados hebreus; 2) Pedro com o cajado entre dois guardas; 3) Pedro em colóquio com Jesus Cristo. Por fim o episódio dos dois carcereiros foi tomado e divulgado também pelo apócrifo Martírio de Pedro do pseudo-Lino. 



A VIDA 


Os mártires viveram por volta do século I, em Roma, e eram soldados imperiais do exército de Nero encarregados de vigiar os Apóstolos São Pedro e São Paulo no Cárcere Mamertino, onde foram encarcerados antes do martírio. Os dois soldados, fascinados pelas palavras e maravilhados pelos milagres, suplicaram de receber o batismo. Como na prisão faltava a água necessária para o sacramento, São Pedro fez o Sinal da Cruz em direção à Rocha Tarpea e logo saltou fora dela água em abundância; uma vez batizados, os carcereiros abriram as portas da prisão e convidaram os Santos a fugir.  

Tomando conhecimento da conversão dos carcereiros, o juiz Paulino ordenou a prisão deles e tentou dissuadi-los com atrozes e inúmeros suplícios: Processo e Martiniano foram submetidos a golpes na boca; amarrados nus sobre o ecúleo; os nervos deles foram barbaramente estirados enquanto seus corpos, surrados e queimados com fogo, foram depois expostos aos escorpiões. Enfim, foram decapitados, como refere o Martirológio Romano, na Via Áurelia, provavelmente junto com o Apóstolo Paulo, que também foi submetido aos mesmos suplícios.  

Narra a tradição que depois da execução uma piedosa mulher de nome Lucina recolheu os corpos sepultando-os em seu cemitério privado.  

O CULTO

Em Roma, os dois mártires foram venerados oficialmente desde o III ou IV século. Sobre seus túmulos, colocados no Cemitério de Dâmaso, foi construida uma igreja no século IV. Foi nesta construção que Gregório Magno pregou uma homilia no dia da comemoração da festa dos mártires. Desta construção, mencionada também por Beda, não resta mais nada.

Papa Pascoal I (817-824) transladou as relíquias para uma capela da antiga Basílica de São Pedro. Seus corpos foram sucessivamente transferidos para o altar que leva o nome deles, no transepto direito da atual Basílica. As relíquias de ambos os santos, guardadas inicialmente no cemitério da Via Aurélia, depois de vários translados, foram tumuladas em 1605 em uma urna de pórfiro, sob o altar de São Pedro, no meio de duas colunas.

A memória é no dia 2 de julho, data em que foram colocados no Cemitério de Dâmaso.


Fontes: 
  1. http://www.santiebeati.it/dettaglio/91719 
  2. https://it.wikipedia.org/wiki/Processo_e_Martiniano 
Tradução: Giulia d'Amore.

   
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