02 de julho
Santos Processo e Martiniano
Mártires
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| Martírio dos Santos Processo e Martiniano, de Valentin de Boulogne, 1629 |
O Martirológio Jeronimiano, os comemora três vezes, em 31 de maio, em 1º e em 2 de julho, indicando o sepulcro de ambos na 2ª milha da Via Aurélia, ou no Cemitério de (Papa) Dâmaso, ou próximo às Catacumbas de Santa Ágata (ou Águeda). A última data é o verdadeiro dies natalis, que também é atestado pelos Sacramentários Gregoriano e Gelasiano de São Galo, pelo Calendário marmóreo de Nápoles e pelo manuscrito de Berna.
Em honra deles, foi edificada uma igreja, não distante da atual basílica de São Pancrácio, bastante visitada por peregrinos no século VII como atestam os Itinerari. Esta igreja, segundo uma notícia de Praedestinatus (PL, LIII, col. 616), no final do século IV foi ocupada por um padre montanista com o especioso pretexto de que os dois santos teriam sido de origem frígia e, portanto, pertencentes àquela seita; o intruso, porém, foi expulso por um decreto imperial, e a igreja voltou aos católicos, e nela o Papa Gregório Magno recitou uma homilia no aniversário da festa dos mártires (PL, LXXVI, coll. 1232-38). O discurso do Pontífice não dá notícias sobre os dois santos, mas, depois de mencionar que aos sepulcros deles acorriam muitos doentes, refere um episódio ocorrido ao tempo dos Godos, e, segundo o qual, uma mulher os viu aparecer a ela sub peregrino habitu, vestidos como monges. Este particular contrasta com as fontes literárias que apresentam os mártires como militares e carcereiros dos Apóstolos Pedro e Paulo, no cárcere Mamertino e por eles convertidos.

