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sábado, 2 de novembro de 2013

Dia dos Fiéis Defuntos - História e significado.

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Em todo o mundo, a Igreja Católica celebra o “Dia dos Fiéis Defuntos” em 2 de novembro. Nessa data, missas são especialmente celebradas na intenção dos falecidos, em cemitérios e nas igrejas e capelas.


É um dia propício para rezar pelos fiéis defuntos e também para meditar sobre os novíssimos do homem.

O costume de rezar pelos mortos existe desde os primórdios do Cristianismo, e foi conservado pelas comunidades Cristãs. A criação da data deve-se a Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny, na França (no século XIII, 998 dC), que supôs que, do mesmo modo que havia um dia para a celebração de "Todos os Santos" (1º de Novembro), devia haver também um dia dedicado à celebração de todos os fiéis falecidos
que não estavam colocados na lista dos Santos canonizados pela Igreja. Então, ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o Dia dos Fiéis Defuntos.

A Igreja oficializou a celebração em 1311, e, em 1915, o Papa Bento XV estendeu a solenidade a toda a Igreja. Mas desde os primeiros séculos, os Cristãos já visitavam os túmulos dos Mártires para rezar por eles e por todos aqueles que um dia fizeram parte da comunidade primitiva.  


Santo Isidório de Servilha (atualmente tido como "patrono da internet", havendo até uma oração para acessar a rede) chegou a apontar que o fato de oferecer sufrágios e orações pelos mortos é um costume tão antigo na Igreja que pode ter sido ensinado pelos Apóstolos. 


A Doutrina Católica evoca algumas passagens bíblicas que fundamentam a celebração (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apoia em uma prática de quase dois mil anos.
Nota: Os protestantes afirmam que a doutrina da Igreja Católica que recomenda a oração pelos falecidos é desprovida de fundamento bíblico. Segundo eles, a única referência a este tipo de prática estaria em “II Macabeus 12,43-46”, contudo pelo fato de serem “asinus in cathedra” (é um ditado romano, literalmente significa “um asno na cátedra”, mas quer dizer “uma pessoa ignorante querendo ensinar aos outros”), os protestantes não reconhecem a canonicidade deste livro (incongruentes) e nem a legitimidade desta doutrina, porque o Protestantismo não se submete às tradições católicas.


Dia dos Fiéis Defuntos e Purgatório.


O Purgatório faz parte da doutrina escatológica da Igreja e é a condição de purificação pela qual as almas devem passar para apresentarem-se sem mancha diante de Deus. Trata-se de uma intervenção da misericórdia de Deus. A doutrina do Purgatório veio definida no segundo Concílio de Lion, em 1274.

Mas, desde o século 1º, os Cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos Mártires nas Catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a “Memória dos Mortos” na celebração da Missa (no Canon). Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) determinam que se deve dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".

O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia dos Fiéis Defuntos celebra todos os que morreram não estando em estado de graça total, mais precisamente os que se encontram em estado de purificação de suas faltas e, assim, necessitam de nossas orações. 


A Festa dos Fiéis Defuntos, embora se trate de uma festa do Cristianismo, tornou-se um feriado cívico com o nome de Dia dos Finados. "Tem diferença?" - você perguntaria. Adentrando-se a fundo no significado e na origem das palavras, podemos notar que há sim uma diferença, e relevante. A palavra “finado” significa, em sua origem, “aquele que se finou”, ou seja, que teve seu fim, que se acabou, que foi extinto. A palavra “defunto”, por sua vez, originada do latim, era o particípio passado do verbo "defungor", que significava “satisfazer completamente, desempenhar a contento, cumprir inteiramente uma missão”. Mais tarde, foi utilizada e difundida pelo Cristianismo para dizer que “uma pessoa morta era aquela que já havia cumprido toda a sua missão de viver”. Modernamente, porém, tornou-se sinônimo de “cadáver”.

O Dia dos Fiéis Defuntos, portanto, é o dia em que a Igreja celebra o cumprimento da missão das pessoas queridas que já faleceram, através da elevação de preces a Deus por seu descanso junto a Ele.

No Brasil o costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido pelos católicos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas. 



O que acontece segundo as Escrituras com os seres humanos na hora da morte.

No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair. 



Reze pelos fiéis defuntos, sobretudo por aqueles que já foram esquecidos

A depositária das recordações


"Não é grata ao coração dos mortos, não é consoladora essa reconstituição, pelo pensamento, da família, que a morte dis­persou.
Mãe! esse filho que morreu em teus braços, a esta hora é o amigo, o irmão o companheiro de teu anjo da guarda perto de ti, a teu lado talvez; ele te diz baixinho: Não chores, mãe, eu sou feliz!
Filho! tua mãe, teu pai, mortos na paz do Senhor, são como outrora, embora de um modo invisível, teu guia, teu conse­lheiro, teu defensor!
Amigos, irmãos, esposos! aquele que o bom Deus chamou a si, não cessa de vos amar: mais puro com a expiação do pur­gatório, mais amante pela sua união com Deus, no Céu ele será para convosco tudo o que era na terra, e ainda mais clara e poderosamente!
Nutri-vos destas ideias, pobres almas aflitas; os sentimentos que elas desper­tarem suavizarão a amargura de vossa dor. Se tais sentimentos perseverarem, se fi­zerem permanência em vossa vida, oh! como os dias vos correrão tranquilos! Mas, ah! o sentimento é de sua natureza passageiro: tanto mais impressionável quanto mais delicado, o coração também vê apagarem-se, pouco a pouco, suas im­pressões substituídas por outras. Os ves­tidos do luto ficam durante algum tempo a avivar nossas recordações queridas, mas esses vestidos se deixam, e com eles aliviam-se primeiro e depois desaparecem também as lembranças.
Pobre natureza humana! a Igreja bem o conhece, e, não querendo que nos tor­nemos esquecidos, constituiu-se, em nome de Deus, a depositaria das recordações de nossos mortos.
Vejamos o que ela fez.
Consagrou um dia inteiro todos os anos, à oração pelos finados. Nesse dia, reveste-se de todas as suas pompas fúne­bres e nos conduz todos ao cemitério a olhar mais uma vez o túmulo dos nossos mortos.
Quis que um dia de cada semana, a segunda-feira — fosse especialmente con­sagrado a sufragar os falecidos, e, em muitas Ordens religiosas, junta-se nesse dia ao Ofício canônico — o dos mortos.
Dispôs que no fim de cada Ofício, isto é, sete vezes por dia, todos os sacerdotes e religiosos tivessem uma lembrança em favor dos mortos e rogassem a Deus para eles o descanso e a paz.
Instituiu aniversários, a fim de que as famílias viessem regularmente, todos os anos, ajoelhar-se ao pé do altar para pe­dir de um modo particular por seus de­funtos.
Determinou que todas as manhãs, no santo sacrifício da Missa, houvesse uma recomendação e um memento especial pelos mortos.
Concedeu indulgências particulares às orações pelos defuntos, e permitiu que se aplique em favor deles grande número de indulgências ganhas por orações e boas obras.
Aprova, sustenta e acoroçoa[‡] a funda­ção das confrarias consagradas ao cuida­do dos mortos.
Vós que praticais o culto dos mortos, amai a Igreja que tem a missão de con­servá-lo em vossos corações!
Aquele que não vai mais à Igreja, esquece depressa os mortos!"

Vide: Dia 6 - http://precantur.blogspot.com.br/2012/11/novembro-mes-das-almas-do-purgatorio.html.





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