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sábado, 2 de novembro de 2013

A nova férula ecológica da nova igreja de Bergoglio I

Para quem propagandeia tanta pobreza material, ostentando um reloginho de plástico de camelô e uma pasta de couro velha, até agora Bergie já desfilou 3 férulas (uma mais "linda" do que a outra),  e...

A medonha férula de Paulo VI, que Bento XVI já tinha aposentado
e substituído por outra com a cruz grega que mandou confeccionar...

... e Bergoglio usou até agora...

...e a de Lampedusa, que, de longe, é a que mais representa
a "Igreja dos Ursinhos Carinhosos" cujo deus não é católico e
faz o estilo "paz & amor" que tanto agrada aos modernistas,
os hippie, os budistas, os protestantes e os idiotas de todo gênero.


... esta semana chega à quarta tentativa... thá, thá, thá, thãããã...



A "férula Halloween", como poderia ser melhor chamada, ao invés de "Cruz Gloriosa",
pois, além de assombrosa e monstruosa (veja de perto),
tem todas as características "orgânicas" e, principalmente,
o fato de ter sido presenteada a Bergie em pleno Halloween...

-

Depois alguém me explica por que ele faz cara de entojo
toda vez que celebra a missa, e se vira do avesso em sorrisos
em todas as demais ocasiões?
Sim, a Missa é Sacrifício, não "banquete entre amigos"
como diria certo padre "cantor" (kkk),
mas uma coisa é manter a austeridade, com um rosto sério,
outra é expressar um aborrecimento por estar fazendo algo contra vontade.
Na minha modestíssima opinião, a cara que ele faz é a segunda....


Ok! Vão me lembrar que foi um presente da comissão criada para fazer uma limpeza na Cúria romana... Mas lhes retruco: por acaso essa comissão fabrica dinheiro próprio? De onde sai o dinheiro que mantém mais um cabide de emprego vaticano? 

Vamos à fantasmagórica férula. Que tal? 



Qual a necessidade de retratar um Deus tão bom com um rosto tão feio?
Onde estão os pés de Nosso Senhor?
Parece que se transformam em raízes
de uma fantasiosa árvore...

Qual a finalidade disso?

Por quê raízes se o autor, em sua explicação,
afirma que a "obra" quer passar a "liberação
de uma energia comprimida, tentativa de voo"?...


Assim descreve a nova férula, o escultor Maurizio Lauri: "A imagem do Cristo - que da cruz seca e retorcida, já esvaziada de sentido, se desvincula, lentamente se dissolve - é tensão em direção à luz, liberação de uma energia comprimida, tentativa de voo; na verdade, o ato do transumar, em um momento que a Tradição quer trágico e humaníssimo, antecipa a Ressurreição, exprime a dor humana já vencida, superada, resgatada”. 

Em tempos de Inquisição, esse senhor iria direto ao rogo. E já vão entender o por quê. 

Segundo o Aulete online (só para citar uma fonte): 
transumar: v. intr. || praticar a transumância. || v. tr. fazer mudar de pasto (os rebanhos). F. lat. Trans... (além) +humare (enterrar).
É um verbo que se usa com as ovelhas. No que e quando Cristo praticou a transumância?

Só isso lhe valeria o rogo, mas não é apenas por isso... No texto abaixo, é explicado com um fino sarcasmo tipicamente italiano. Além disso, a própria representação do Cristo é ofensiva! E onde estão os pés de Nosso Senhor? Parecem terem se tornado uma raiz... Não sei. As imagens são poucas ainda, porque a novidade surgiu ontem. E há algo entrelaçando-se à pernas. Será uma serpente? 


Não percamos de vista que o presente veio da Comissão "fortemente vinculada" ao salesiano Rodríguez Cardeal Madariaga, presidente da Cáritas Internacional, o qual lidera outra comissão, a que vai REESCREVER a Constituição da Igreja... Maradiaga revelou que "o pedido do papa não era apenas de mudar 'isso ou aquilo' na Constituição, conhecida como Pastor Bonus. 'Essa Constituição acabou', disse Maradiaga, se referindo aos textos que foram emitidos em 1988 pelo papa João Paulo II. 'Vamos fazer algo diferente. Precisamos escrever algo diferente', disse o cardeal, em entrevista a uma TV canadense". (cf. aqui).


Esta semana seremos bombardeados por vários textos de teó-opinólogos de todas as vertentes. Certamente, o Vaticano virá a público "explicar" a férula. Esta é a primeira opinião que encontrei: 


A nova férula do Papa


por Dom Antonio Ucciardo

Pelo que li, o escultor Lauri, artífice da nova férula papal, teria declarado: "A imagem do Cristo – que da cruz seca e retorcida, já esvaziada de sentido, se desvincula, lentamente se dissolve – é tensão em direção à luz, liberação de uma energia comprimida, tentativa de voo; na verdade, o ato do transumar, em um momento que a Tradição quer trágico e humaníssimo, antecipa a Ressurreição, exprime a dor humana já vencida, superada, resgatada".

Havia dito coisas exatas pouco antes. Depois, invalidou tudo.

Algumas simples observações, com uma linguagem acessível a um vasto número de leitores [1].

Começamos com o "transumar"! Estou certo de que se trata de um erro de digitação, ou, no máximo, da exibição de uma "palavra difícil", porque ninguém, em dois mil anos, jamais chamou de ovelha a Nosso Senhor. Cordeiro, sim, mas um tipo bem diferente do que aqueles a que se podem aplicar termos como "transumar". Mesmo admitindo que ele quisesse se referir à passagem de uma condição à outra, deveríamos nos lembrar que Jesus, verdadeiro homem, nunca deixou de ser Deus. Ele está no seio do Pai, como Filho unigênito. O fato de a divindade se unir à natureza humana não determina uma passagem de um estado ao outro, como o rebanho de um pasto para outro, ou uma emigração; mas sim uma assunção, livre e gratuita.

Mas talvez seja justamente a divindade de Cristo que deveria ser refrescada ao artista.

Qual energia estaria comprimida?

A divindade não pode ser comprimida, e também não pode sofrer ou morrer. No Evangelho a que se refere o Sr. Lauri, Jesus afirma claramente que tem o poder de dar a vida e o poder de tomá-la de volta.

Se passarmos à humanidade, notamos a mesma confusão.

Se a cruz fosse esvaziada de sentido, Jesus teria deposto, por assim dizer, as chagas. Em vez disso, as levou para a glória. O corpo transfigurado é o corpo que fora crucificado. E isso, precisamente isso, enche de significado perene a Cruz.

Tanto na questão escatológica – visto que O verão aqueles que O traspassaram – quanto na pessoal. De fato, eu não saberia o que fazer com um amor que sofreu há dois mil anos e que já não se confronta com o meu sofrimento. As chagas de Cristo são para mim a certeza de que o Seu amor alcança hoje, neste momento, o meu sofrimento. Não só aquela Cruz não está esvaziada de sentido, mas torna não vazia a minha cruz pessoal.

A “tentativa de voo” pertence àquela demagogia que hoje em dia toma conta de nossos textos de meditação. Jesus tornou-se um espírito dador de vida, segundo a bela afirmação de Paulo, mas não há nenhuma passagem da matéria ao espírito, no sentido gnóstico dos termos. A relação está entre o primeiro Adão e o segundo Adão. Este, ou seja, Cristo, tem o poder de devolver a vida ao homem em modo novo. Jesus é Deus, e não um homem adotado por Deus, portanto, não precisa tentar qualquer voo!

Não é a Tradição que quer trágico e humaníssimo o ato do "transumar". É um fato! Amou-nos assim! A este respeito, São Paulo teria muito que falar com o Sr. Lauri. Um bom bate-papo sobre a kenosis...

Na cruz, Jesus não antecipou a Ressurreição. Bebeu o cálice até o fim. O mistério do sepulcro, entendido em sua plenitude teológica, nos atesta esta profundidade da morte. Não só não desceu da cruz, mas se calou nas profundezas da morte. Nenhuma antecipação, embora o quarto evangelho una, no conceito de "Hora de Jesus", os dois elementos. O que deveria ser explicado com outra linguagem, e não com a linguagem dos quadrinhos.

Porque os dois elementos podem coexistir até mesmo sob um ponto de vista representativo. Mas definitivamente não com as razões oferecidas por este valente artista. Ao qual queremos reconhecer a possibilidade de ter lido algum texto em circulação e de ter dele deduzido, talvez, a ideia de que Jesus seja algo indistinto entre o humano e o divino, alguém que queira fugir da cruz, mas que antecipa a vitória aceitando qualquer coisa que, apesar de tudo, nem mesmo o Pai havia previsto. Em suma, o justo posto à prova pela injustiça humana. Tema caro a certo "profeta" que é bastante popular.

Talvez fosse mais oportuno que a catequese estivesse na base também das obras que se oferecem ao Papa.


1   Tem humor ferino dom Ucciardo. Quem não sabe que a linguagem conciliar é ambivalente e (intencionalmente) confunde com aquele estilo de falar, falar e não dizer coisa alguma?!
 

Fonte: http://donfigliuzzi.blogspot.com.br/2013/11/la-nuova-ferula-del-papa.html.
Tradução e nota: Giulia d'Amore.
Grifos do original. 

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