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domingo, 10 de maio de 2020

Sine Domenico non possumus!

Um vibrante e tremendo discurso do senador italiano Simone Pillon, da Lega Nord (a mesma de Matteo Salvini), no dia 9 de maio de 2020, bradando para que o Governo italiano, socialista, pare a perseguição criminosa aos católicos e libere "legalmente" as Missas. O vídeo está em italiano, com legenda em espanhol. A seguir, transcrevo a versão em português. Após o texto do senador Pillon, a legenda dos Mártires de Abitene




Sine Domenico non possumus! 







- A presidente da sessão do Parlamento: Senador Pillon, por favor. 

- Senador Simone Pillon: Grato, Excelência. Eu dizia, recordo a mim mesmo que o artigo 7º[1] da Constituição garante a independência e a recíproca soberania do Estado e da Igreja. E o artigo 19[2] de nossa Constituição garante a liberdade, para todos os cidadãos italianos, de professar livremente a Fé, de forma individual e associada[3] e de exercitar seu culto em privado e em público. Este é um artigo da Constituição. Estes artigos foram escritos com o sangue de Mártires que, em 2000 anos, preferiram a morte a renunciar aos Sacramentos. “Sine Dominico non possumus![4] gritavam os Mártires de Abitene[5], 49 cristãos martirizados por Diocleciano, no ano 304 d.C. O bispo deles obedeceu ao edito imperial e entregou os Textos Sagrados às autoridades, mas os fiéis, com o Presbítero Saturnino, continuaram a celebrar a Missa e, por isso, foram presos, torturados e assassinados. E todos, antes de morrer, disseram: “Sine Domenico non possumus!”. Bom, esses artigos da Constituição escritos com o sangue dos Mártires foram aniquilados[6] por um ato administrativo subordinado[7], um DPCM[8] de 8/3/2020, com o qual este Governo, na letra “i”[9], bloqueia qualquer possibilidade de celebrações religiosas com o povo. Se o tivesse feito um Governo de centro-direita, todos vós teríeis saído às ruas gritando ao escândalo pela lesão à liberdade religiosa, mas como sede vós que o fazeis, então vós podeis fazer tudo, inclusive, com um DPCM, contradizer as mais elementares liberdades religiosas que nós temos em nosso País. É a primeira Páscoa em 2000 anos sem Sacramentos. Vimos Sacerdotes denunciados como acontece na China... Missas interrompidas – quero aqui professar plena solidariedade a Dom Lino Viola[10] e a todos os párocos que viram interrompida a Missa por causa deste desgraçado DPCM. – Vimos pessoas defuntas queimadas como cães, sem funeral, encerradas em urnas sem nomes. Com pesar daquilo que, segundo Fóscolo[11], nos distinguia das bestas. Temos até mesmo um Fiorello[12] debochado que nos pede para rezar no banheiro. Não construímos, como cristãos, as catedrais para depois sermos trancados no banheiro para rezar. Aqueles que decidiram tudo isso, deixaram o povo italiano sem os Sacramentos justamente no momento mais difícil de sua História recente. Nem Mussolini, nem Hitler ousaram tanto! E vós o fizestes com a desculpa do vírus; e, no entanto, deixaram abertos os supermercados, as farmácias, e até mesmo as tabacarias, mas não as Missas! Reabriram as empresas, reabriram inclusive os banho e tosa dos cães, mas nada de Missas! Agora não tendes mais desculpas. Passastes duas Ordens do dia[13], uma no Senado, aprovada por esta sessão, no dia 8 de abril, e, ontem, uma Emenda na Câmara; e, apesar disso, ainda não se fala de Missas. Não somos cães, somos almas encarnadas, chamadas à vida eterna. Nos deixastes a comida para o corpo que morre, e nos tirastes a comida para a alma imortal! Se vós realmente quisesses teríeis encontrado o modo de garantir os Sacramentos e a segurança. A verdade é que este Governo tem uma alma profundamente anticristã. Não se compreende diversamente o motivo por que 14 pessoas podem ir à Missa se tiver um féretro, mas as mesmas 14 pessoas, se não houver um ataúde, não podem mais ir à Missa. Vós me entendeis? Beiramos o ridículo! Agora basta! Peço, Presidente, à senhora, no seu altíssimo papel institucional, que se faça intérprete, lhe suplico, do sentimento e da vontade de tantos cidadãos, das famílias italianas privadas do alimento da alma há mais de dois meses. Rogo-vos, intercedais junto a este Governo para que se reabra já, agora, a partir de hoje, a celebração pública dos Sacramentos; E isto não o digo como um apelo qualquer, mas o bom Deus, ou se preferem, para quem não crê[14] em Deus, a História sempre fez justiça com quem oprimiu o seu povo. Do Faraó a Diocleciano e todo o seu Império, até os ditadorezinhos, de uma banda e da outra[15]. Não gostaria que sucedesse o mesmo também a este Governo. Obrigado.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

HISTÓRIA E DOCUMENTOS DA IGREJA: OS CONCÍLIOS

Estão tentando destruir a Igreja de Cristo. Nosso dever é estudar a Doutrina para não sermos enganados. Por exemplo, saber o Credo a memória é muito bom, mas não basta, é preciso conhecer sua história e compreender o que se professa.  


Os Concílios da Igreja

Paulo III inspirado pela Fé a convocar o Concílio de Trento
Sebastiano Ricci - 1687


Ano
Concílio
Assunto Principal
Concílios da Igreja Pré-Cisma
50
C. de Jerusalém
As leis judaicas e os cristãos}
325
1º C. de Niceia
Contra o arianismo. Credo
381
1º Constantinopla
Finalização do Credo
432
C. de Éfeso
Contra o nestorianismo
451
C. de Calcedónia
Contra o monofisitismo princípio da união hipostática
553
2º Constantinopla
Contra os nestorianos
681
3º Constantinopla
Contra o monotelitismo
767
2º C. de Niceia
Legaliza veneração de imagens




867 e 1064:Cismas entre as Igrejas Romana e Ortodoxas

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A propósito das asneiras que anda falando Bergoglio: A ILUSÃO DA MISERICÓRDIA SEM CONVERSÃO

Extra Ecclesiam Nulla Salus

"Pode ser que haja, no meio de vós, meus irmãos, alguém que se encontre com a alma carregada de pecados e que -- longe de pensar em se livrar deles pela confissão e penitência -- não cessa de cometer novos pecados, se sobrecarregando ainda mais. Este, certamente, abusa da misericórdia divina; pois, a que fim nosso Deus tão bom deixa que este pecador viva senão para que ele se converta e, por conseqüência, escape da desgraça de perder sua alma?

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Não me perguntem!

E quem, em sã consciência não gritou esse grito de dor? Eu ainda não vou falar a respeito, mas publico este manifesto porque é o que eu penso. E assino embaixo. 

Um profundo grito de dor...

Não me perguntem!


Não me perguntem o que eu acho deste ou daquele pronunciamento, desta ou daquela conversa, do discurso diante de seminaristas, de encíclicas, de canonizações estilo fast-food ou de imagens pornográficas nos jardins vaticanos. Não me perguntem o que penso desta ênfase em se mostrar humilde, destes gestos, desta ânsia em querer simplificar tudo, em mudar tudo, reformar tudo, como se a reforma visasse apenas a estrutura burocrática, humana. Não, ela não visa somente isso, e por isso mesmo ela soa como uma blasfêmia aos meus pobres ouvidos de pecador.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Tradição e Diferenças entre a Bíblia Católica e a Protestante

Tradição e Diferenças entre a Bíblia Católica e a Protestante 

Refutando os erros protestantes: os deuterocanônicos, a Tradição, condenação ao Livre Exame etc.  





Diferenças entre a Bíblia Católica e a protestante 


Os livros do Antigo Testamento são 45 (depende um pouco da divisão que se faça), reconhecidos autênticos pela Igreja Católica. Estes livros foram quase todos escritos em hebraico; e uns, em língua caldaica e em grego.


Convém fazer algumas distinções primeiras quanto aos nomes:


1)  Cânon, do grego Kanón = regra, medida e catálogo;

2) Canônico = livro catalogado - o que significa que também é inspirado por Deus;

3) Protocanônico = livro catalogado próton, isto é, em primeiro lugar ou sempre catalogado;

4) Deuterocanônico = livro catalogado, déuteron ou em segunda instância, posteriormente (após ter sido controvertido);

5) Apócrifo, do grego apókryphon = livro oculto, isto é, não lido nas assembleias públicas de culto, reservado à leitura particular. Em consequência, livro não canônico, não catalogado, embora tenha aparência de livro canônico (Evangelho segundo Tomé, Evangelho da Infância, Assunção de Moisés...). 


Examinemos como foi formado o atual cânon do Antigo testamento.


As passagens bíblicas começaram a ser escritas esporadicamente desde os tempos anteriores a Moisés. Todavia, Moisés foi o primeiro codificador das tradições orais e escritas de Israel, no século XIII A. C. A essas tradições (leis, narrativas, peças litúrgicas) foram sendo acrescidos, aos poucos, outros escritos no decorrer dos séculos, sem que os judeus se preocupassem com a catalogação dos mesmos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pode-se transigir em religião?

Gustavo Corção

Pode-se transigir em religião?


O tema que me foi dado, nesta série de conferências, é o da transigência ou dos limites de tolerância em matéria religiosa. Antes porém de aplicá-lo à religião, creio que será útil esclarecer o próprio conceito de tolerância ou transigência, porque, pelo que tenho ouvido, muita gente atribui a esses vocábulos um sentido absoluto e simplificado. A maioria das pessoas, ou melhor, a maioria dos brasileiros, considera a tolerância uma virtude moral, e às vezes a maior das virtudes. Diz-se que Fulano de Tal é tolerante, em tom de elogio, como se diz de outro que é honesto, justo ou temperante. E acusa-se Cicrano de intolerante em tom repreensivo, como se diz de alguém que é injusto ou desonesto. 

Há outra raça de gente que inverte o tom daquelas proposições, e que vêem a virtude na intolerância. Para começar devo dizer — e nisto conto com a simpatia dos ouvintes — que não simpatizo de modo algum com o intolerante absoluto. Acho-o desagradável e enfatuado. Digo melhor: acho que esse tipo de intolerante é intolerável. Mas sou forçado a acrescentar — e nisto certamente desagradarei a muitos ouvintes — que o tolerante sistemático não é menos errado do que o outro, embora seja mais simpático. Diria até que é simpático demais. E em certas circunstâncias, quando por exemplo reclama a intransigência de alguém, o tolerante é incoerente com seu credo, porque, sendo intolerante em tudo, deveria tolerar também a intolerância; e se não tolera é porque sabe que nem tudo se tolera, e por conseguinte em alguma coisa é intolerante.

É preciso, pois, estabelecer que aqueles termos têm valor moral relativo e que ora designam virtude ora vício. A dificuldade em que se encontra o homem de reto agir é a de distinguir bem o caso em que se aplica a transigência e o caso em que se obriga a intransigência. A educação da prudência ou do senso moral consiste precisamente na fina discriminação da atitude que se deve tomar diante da atitude dos outros; ou, no caso vertente, consiste no discernimento da reação diante do erro dos outros. Que fazer ou que dizer quando esbarramos no erro alheio? Corrigir? Nem sempre é recomendável. Silenciar? Nem sempre é generoso.

terça-feira, 9 de março de 2010

Sete ordens que Jesus não deveria ter dado.

1 – SER MEMBRO DA VERDADEIRA IGREJA (Mt 16,18-19)


"E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei A MINHA IGREJA.
As portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus:
TUDO O QUE LIGARES NA TERRA SERÁ LIGADO NOS CÉUS, E TUDO O QUE DESLIGARES NA TERRA SERÁ DESLIGADO NOS CÉUS".

Fora da Igreja que Cristo estabeleceu para nossa salvação, a única que ensina todas as coisas que Ele mandou observar, não há Salvação.

2 – OUVIR A PEDRO, O PAPA. (Jo 21.15-17)



"Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: APASCENTA OS MEUS CORDEIROS. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: APASCENTA OS MEUS CORDEIROS. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: APASCENTA AS MINHAS OVELHAS".

Como visto, foi a São Pedro que Nosso Senhor Jesus Cristo deu a missão de apascentar o Seu rebanho, a Igreja que é a Coluna e Firmamento da Verdade (1Tim 3,16).

3 – CONFESSAR OS PECADOS. (Jo 20,23)


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

FÉ & DOGMAS: Fora da Igreja não há salvação

O Bom combate da Fé!



"Lançai fora a ímpia e funesta opinião de que,  
em qualquer religião,
é possível chegar ao caminho  
da salvação eterna".


Papa Pio IX


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