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terça-feira, 24 de abril de 2018

PIO IX: Os Dogmas da Igreja são imutáveis


No dia 24 de abril de 1870, o beato Papa Pio IX, com a aprovação do Sagrado Concílio Ecumênico Vaticano I, promulga a Constituição dogmática "Dei Filius", sobre a Fé Católica. 

Assim recita o último cânon: "Se alguém disser no futuro que é possível que aos dogmas da Igreja se possa, um dia - no contínuo progresso da ciência - atribuir um sentido diverso daquele que ensinou e ensina a Igreja: seja anátema"

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Definição de Fé pelo Concílio de Calcedônia

Este magno e universal Sínodo, reunido pela graça de Deus e pela vontade dos muito piedosos e muito cristãos nossos imperadores, os augustos Valenciano e Marciano, na Metrópole da Calcedônia da Bitinia, em Templo da Santa e vitoriosa mártir Eufêmia, define quanto segue:

Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, confirmando a seus discípulos no conhecimento da Fé, disse; Dou-lhes minha paz, minha paz lhes deixo, para que nenhum dissentisse de seu próximo dos dogmas da piedade, e se demonstrasse verdadeiro o anúncio da verdade. E por quanto o maligno não cessa de obstaculizar, com seu joio, semeia-a da piedade e de procurar sempre algo novo contra a verdade, Deus, como sempre, provê ao gênero humano e inspirou um grande zelo a este nosso piedoso e fidelíssimo imperador, e chamou a si, desde todas partes, aos chefes do Sacerdócio, para que, com a graça do Senhor de todos nós, Cristo, afastássemos toda peste de engano das ovelhas de Cristo, e os restaurássemos com o alimento da verdade. O que fizemos, proscrevendo com voto comum as falsas doutrinas, e renovando nossa adesão à Fé ortodoxa dos Padres, pregando a todos o Símbolo dos 318 (padres de Nicéia), e reconhecendo como Padres próprios àqueles que acolheram esta síntese da piedade, e aquela dos 150 que se reuniram na grande Constantinopla e confirmaram também eles a mesma Fé (refere-se aqui aos Simbolos ou Credo de Nicéia e de Constantinopla).

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

NÃO ME PERGUNTEM! por Robson Carvalho

Francisco
o verdadeiro!
Eu o compreendo perfeitamente, ao Robson. Eu mesma não tenho estômago para sequer olhar para "ele"; suas fotos me causam náuseas... E como pode isso se ele é quem é? Pode porque uma criatura nada é se não servir a Deus com exclusividade. Quem serve a Deus e... ao mundo não é católico, como dizia São Roberto Bellarmino. E paro por aqui para não adentrar publicamente um assunto que não ME diz respeito. Ainda não. 
Assim, em contraposição ao artigo anterior, que mostra onde se chega quando se deixa Deus "de fora", vamos ler este texto, que é, no fundo, o grito de dor de todo católico. Não dos "católicos adultos, certamente, porque esses, oh!, esses já se emanciparam de Deus, nosso Criador!  Já não querem a verdade!


* * *

NÃO ME PERGUNTEM!


Não me perguntem o que penso deste ou daquele pronunciamento, desta ou daquela conversa, do discurso diante de seminaristas, desta encíclica modernista que precisa ser explicada, nem das canonizações estilo fast-food de homens cujas únicas virtudes foram diminuir a fé perante as falsas religiões, foram colocar Cristo e Belial no mesmo nível, em um humanismo patético. Não me perguntem o que penso desta ênfase em se mostrar humilde, destes gestos, desta ânsia de querer simplificar tudo, de mudar tudo, reformar tudo, deste populismo religioso, desta vontade de abandonar a doutrina em favor da pastoral, como se a verdade não viesse acima de tudo, como se o Evangelho, com suas palavras de salvação, muitas vezes duras, tivesse deixado de ser a fonte regeneradora de uma sociedade pecadora, para se transformar num capacho a serviço do “amor” fraterno e da “liberdade” que “cada um tem de decidir o que é bem e o que é mal”.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Fé e Oração

Antologia de São João Crisóstomo


Fé e Oração



Abrir os olhos é coisa de Deus, escutar atentamente é coisa nossa; a fé é simultaneamente obra divina e obra humana. (Homilias sobre os Atos dos Apóstolos, 35)

Deus chamou [os Magos] servindo-se daquilo que lhes era mais familiar e mostrou-lhes uma grande e maravilhosa estrela para que lhes chamasse a atenção pela sua própria grandeza e formosura [...]. Enquanto os Magos estavam na Pérsia, não viam senão uma estrela; mas, depois que deixaram a sua pátria, viram o próprio Sol da justiça. (Homilias sobre São Mateus, 6, 3-6)

Quando digo a alguém: "Roga a Deus, pede-lhe, suplica-lhe", responde-me: "Já pedi uma vez, duas, três, dez, vinte vezes, e nada recebi". Não cesses, irmão, enquanto não tiveres recebido; a petição termina quando se recebe o que se pediu. Cessa quando tiveres alcançado; melhor ainda, nem então cesses. Persevera ainda. Enquanto não receberes, pede para conseguir; e quando tiveres recebido, dá graças. (Homilia sobre a rejeição da cananéia, 10)

A necessidade obriga-nos a rogar por nós mesmos, e a caridade fraterna a pedir pelos outros; mas é mais aceitável a Deus a oração recomendada pela caridade do que aquela que é motivada pela necessidade. (em Catena aurea, vol. I, pág. 354) (Homilias sobre a primeira Epístola aos Coríntios, 5, 7-8)

Na verdade, entras no coro dos anjos, és companheiro dos arcanjos e cantas junto dos serafins [...]. Não fazes oração aos homens, mas a Deus. (Homilias sobre São Mateus, 19, 3).

Fonte: http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/s_joao_crisostomo_vida_e_obra.html.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

MEDITAÇÕES: Se perdermos o Dogma, perdemos a nossa alma


Se perdermos o Dogma, perdemos a nossa alma… 



A verdade não muda: Se perdermos o Dogma, perdemos a nossa alma 



Nota do blog: cuidado com as menções ao Vaticano II! 


pelo Padre Nicholas Gruner, S.T.L., S.T.D. (Cand.)  


Como se pode ver pelo livro O derradeiro combate do demônio, estamos hoje a viver no meio da Grande Apostasia que foi profetizada nas Sagradas Escrituras. Esta apostasia, diz-nos o Cardeal Ciappi, começa pelo topo da Igreja. O Cardeal Oddi diz-nos que, no Terceiro Segredo, Nossa Senhora avisa-nos contra a apostasia.

Um dos primeiros e maiores baluartes e defesas contra a apostasia é ter uma compreensão e aceitação firmes das definições dogmáticas da Fé Católica. É precisamente do dogma da Fé que Nossa Senhora fala explicitamente no início do Terceiro Segredo, quando disse: "Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé etc." Este "etc.", que foi escrito pela própria Irmã Lúcia, indica claramente que Nossa Senhora disse mais.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Para quem empurra sua Fé aos outros...


VOCÊ TEM FÉ? 

VOCÊ EMPURRA SUA FÉ AOS OUTROS?


Se você perguntar a uma pessoa: "O que você diria ser o pior dos pecados?", normalmente a pessoa vai responder que é o homicídio, ou um outro dirá que é roubar, enquanto outra pessoa dirá que é a crueldade, e ainda um quarto indivíduo poderá apontar a traição como sendo o maior dos pecados.

Contudo, verdadeiramente o pior dos pecados é a falta de Fé. Sim, pois é a falta de Fé que origina a crueldade e a traição, assim como o roubo e o assassinato, e mesmo qualquer outro pecado que você possa imaginar.

O pecado não é o ato, mas sim o ato é a consequência de um pecado, assim como a tosse não é uma doença, mas uma consequência dela.

É muito comum que uma pessoa que nunca matou outro ser humano e que nunca tenha roubado qualquer coisa e que não tenha realizado nada de cruel contra alguém acabe por ter uma opinião elevada sobre si mesmo. No entanto, esta pessoa não compreende que cultiva um pecado muito maior do que o assassinato, pior do que o roubo, justamente porque o pecado que cultiva o faz abandonar o que há de mais importante na vida. Sim, pois a falta de Fé é o estado da alma quando você não se sente vinculado a Deus.

E tal pecado está vinculado à falta de gratidão a Deus. E tal pecado não é cultivado apenas por aqueles que ostensivamente negam a existência de Deus. Infelizmente é um pecado que acabou por infectar a todos nós.

Se você perguntar a alguém uma questão, digamos, sobre matemática avançada, a pessoa pode responder: “Isso não é minha especialidade, eu não sei nada sobre isso". E se você perguntar-lhe sobre culinária, tal pessoa ainda pode responder: "Eu não sei mesmo como fazer uma sopa, não é uma de minhas habilidades".

Ok, mas se a conversa se volta para a Fé, então todo mundo tem uma opinião!

Um diz, eu acho isso, outro diz, eu acho aquilo... Uma pessoa diz: “Você não precisa manter o jejum". Outro diz: "Minha avó era uma crente e ela fez assim, então essa é a maneira que você deve fazer isso". E todo mundo começa a julgar e ordenar as coisas sobre a Fé, mesmo que, na maioria dos casos, tais pessoas não entendam nada de nada sobre este assunto.

E qual a razão para isso? Por qual razão, quando se trata de questões de Fé, todas as pessoas se sentem tentadas a apresentar alguma opinião idiota? Porque as pessoas repentinamente se consideram especialistas em tais assuntos? Porque eles estão tão convictos sobre todos terem a capacidade de saber sobre a Fé? Porque todo mundo acha que tem o tamanho da Fé que lhe é suficiente?

Na realidade, tal é uma questão muito simples de se responder.

O Evangelho diz: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta montanha: 'Mova daqui para acolá', e ela se moverá.

Como as pessoas são cegas, elas pensam que creem o suficiente, mas na verdade elas não podem sequer fazer uma coisa tão pequena, como mover uma montanha... Um ato que não pode ser realizado sem Fé. E, assim como isso, todos os nossos infortúnios advêm da falta de Fé.

Quando nosso Senhor andou sobre as águas, Pedro, que não amava a ninguém sobre a terra tanto quanto a Cristo, queria caminhar até Ele, e disse: “Me mande ir ter contigo". O Senhor disse: “Vem”. E Pedro também andou sobre a água, mas depois ficou com medo e, mesmo que só por um instante, ele duvidou e assim começou a afogar-se e gritou: "Senhor, salva-me, estou perecendo".

Vejamos que, no início, ele reuniu toda a sua Fé e, na medida em que esta era suficiente para ele, ele andou nas águas, mas quando sua Fé secou, ele começou a se afogar.

E é o mesmo o que ocorre conosco.

Quem entre nós não sabe que Deus existe? Todo mundo sabe disso. Quem não sabe que Deus ouve nossas orações? Todo mundo sabe disso. Deus está em toda parte, onde quer que estejamos. Ele ouve cada palavra que dizemos. Sabemos que Deus é bom.

No Evangelho tudo isso foi confirmado, e toda a nossa vida mostra como Ele é misericordioso para conosco.

Nosso Senhor Jesus Cristo diz que, se o nosso filho nos pede pão, certamente não lhe daremos uma pedra, ou, se nos pedir peixe, certamente não lhe daremos uma serpente. Realmente, quem entre nós poderia fazer tais coisas? Ninguém. E isso mesmo sendo nós pessoas ruins. Assim, certamente Deus, que é bom, o quanto de bens não nos dará se pedirmos? Mas ainda que saibamos disso tudo, estamos sempre reclamando, sempre gemendo, sempre discordando disso ou daquilo.

O Senhor nos diz que o caminho para o Reino dos Céus passa por muitos sofrimentos, mas não acreditamos realmente nisso.

Tanto não acreditamos que nós sempre queremos ser saudáveis, felizes, todos nós queremos apenas nos estabelecer e sermos felizes na terra.

O Senhor diz que somente aqueles que O seguem e tomam a sua cruz vão entrar no Reino dos Céus. Mas, a cada vez que um empecilho surge e que nos tornamos submetidos a algum tipo de transtorno, nos tornamos impacientes e destituídos de esperança, e nisso tratamos de buscar um outro caminho, sem lembrar de seguir a Cristo e de carregar qualquer cruz.

E assim fazemos o tempo todo, e ainda assim, pensamos que somos crentes.

E somos assim porque a nossa adesão às Verdades da Fé é uma adesão puramente teórica, de modo que, sim, "sabemos" que o Evangelho contém a Verdade, mas, no entanto, toda a nossa vida vai no caminho contrario a esta Verdade. E, neste caminhar no rumo contrário da Verdade, o fazemos destituídos de qualquer temor a Deus, pois nos esquecemos que o Senhor está sempre conosco, sempre cuidando de nós.

E é por isso que nós caímos no pecado tão facilmente, que condenamos, desejamos o mal, negligenciamos, insultamos e ofendemos o nosso próximo com tanta facilidade.

Em teoria, sabemos que existe um Deus onipresente, mas nosso coração está distante dEle, nós não O sentimos, parece que Deus está em algum lugar "lá fora", no "espaço infinito", e Ele, assim sendo, não pode nos ver ou conhecer-nos.

A falta de Fé não é apenas o objeto daqueles que negam Deus ostensivamente, mas é algo que penetra profundamente as nossas vidas, nós que ostensivamente dizemos que cremos em Deus.

E é justamente por isso que muitas vezes ficamos deprimidos, entramos em pânico, ficamos sem saber o que fazer, e nesses momentos as lágrimas quase nos sufocam.

Contudo, essas não são lágrimas de arrependimento, não são aquelas que vão nos purificar do pecado. Essas são lágrimas de desespero, e elas existem porque nos esquecemos que o Senhor pode ver tudo, e nesse esquecimento somos entregues a raiva e ao sofrimento, e nos tornamos indignados e sem saber para qual lado ir.

E assim, sem ter fé verdadeira, por qual razão vivemos a forçar a todos os que estão próximos a nós para que eles venham à igreja, para que eles rezem e comunguem?

É claro que Deus quer o mesmo, mas é em razão de nossa falta de Fé que nos esquecemos que Deus quer que todos sejam salvos e cuida de todos. Parece-nos que Deus não existe, que tudo depende de nossos próprios esforços e começamos a persuadir, dizer, explicar; e só pioramos as coisas, porque só o Espírito Santo pode atrair para o Reino dos Céus, e nós não O temos.

Portanto, tudo o que fazemos é incomodar as pessoas, as atormentando sob o pretexto de fazer o bem, enquanto vivemos a nossa vida de forma infernal.

E nisso, nós destruímos o dom precioso que nos é dado, o dom da liberdade.

Com todas as nossas pretensões, queremos refazer tudo com base em nossa própria imagem e semelhança, e não à Imagem de Deus, e nisso restringimos a liberdade dos outros e dedicamos o nosso melhor para forçá-los a pensar como nós pensamos.

Sim, nós podemos revelar a verdade para aqueles que venham a busca-la de nós, a perguntar sobre isso, mas isso se eles tiverem o desejo de descobrir essa verdade. Mas o que em geral ocorre é o nosso desejo de forçar as pessoas a receber esta verdade.

E a pregação em que não há plena humildade é uma pregação destituída de graça do Espírito Santo. E sem a graça do Espírito Santo não haverá resultado, ou melhor, haverá um resultado oposto ao resultado que queríamos alcançar.



domingo, 29 de janeiro de 2012

Tradição e Diferenças entre a Bíblia Católica e a Protestante

Tradição e Diferenças entre a Bíblia Católica e a Protestante 

Refutando os erros protestantes: os deuterocanônicos, a Tradição, condenação ao Livre Exame etc.  





Diferenças entre a Bíblia Católica e a protestante 


Os livros do Antigo Testamento são 45 (depende um pouco da divisão que se faça), reconhecidos autênticos pela Igreja Católica. Estes livros foram quase todos escritos em hebraico; e uns, em língua caldaica e em grego.


Convém fazer algumas distinções primeiras quanto aos nomes:


1)  Cânon, do grego Kanón = regra, medida e catálogo;

2) Canônico = livro catalogado - o que significa que também é inspirado por Deus;

3) Protocanônico = livro catalogado próton, isto é, em primeiro lugar ou sempre catalogado;

4) Deuterocanônico = livro catalogado, déuteron ou em segunda instância, posteriormente (após ter sido controvertido);

5) Apócrifo, do grego apókryphon = livro oculto, isto é, não lido nas assembleias públicas de culto, reservado à leitura particular. Em consequência, livro não canônico, não catalogado, embora tenha aparência de livro canônico (Evangelho segundo Tomé, Evangelho da Infância, Assunção de Moisés...). 


Examinemos como foi formado o atual cânon do Antigo testamento.


As passagens bíblicas começaram a ser escritas esporadicamente desde os tempos anteriores a Moisés. Todavia, Moisés foi o primeiro codificador das tradições orais e escritas de Israel, no século XIII A. C. A essas tradições (leis, narrativas, peças litúrgicas) foram sendo acrescidos, aos poucos, outros escritos no decorrer dos séculos, sem que os judeus se preocupassem com a catalogação dos mesmos.

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