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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

A teologia do santo sacrifício da Missa - O que mudou


A teologia do santo sacrifício da Missa



A “Confissão de Augsburg”, protestante, viu bem a mudança radical do novo rito da missa, ao declarar: “Nós fazemos uso das novas preces eucarísticas (católicas) que têm a vantagem de pulverizar (reduzir a pó) a teologia do Sacrifício” (“L’ Eglise d’Alsace”, dez/73 e jan/74. Apud “La Messa di Lutero”, por Dom Lefebvre).

Essas “preces eucarísticas” da missa nova, oficialmente em número de quatro, mas que já são muito mais, correspondem ao único “Cânon” da Missa tradicional. É a parte central e sacrifical da Missa, e que fica entre o “Sanctus” e o “Pater Noster”. É exclusiva do celebrante, que deve pronunciá-la em latim e em voz baixa (Concílio de Trento). Nela tem lugar a grande “Ação sacrifical de Jesus Cristo”, que Ele renova na Consagração. É através dela que Cristo se torna presente realmente, e se coloca sob as Espécies Sacramentais em estado de Vítima imolada. Aí renova Ele a oblação sacrifical que fez de si mesmo ao Pai na Cruz. E isso, em virtude da ordem (Sacramento do Sacerdócio) que deu aos Apóstolos de fazerem o mesmo que Ele tinha feito (Lc. 22,19).

É o seu ato sacrifical, que é único e uno, e que foi realizado uma vez por todas, cruentamente na Cruz, e misticamente, na última Ceia. E que, por sua ordem, de novo se torna presente, de modo místico, mas real, em cada verdadeira Missa. Assim, deu Jesus cumprimento à profecia de Malaquias: “Do nascente ao poente (...) e em todo lugar, será oferecido ao meu nome uma oblação pura” (Mal. 1,11).
 
A Santa Missa abrange ou realiza os quatro fins do Sacrifício: o LATRÊUTICO ou de adoração; o EUCARÍSTICO ou de ação de graças; o PROPICIATÓRIO ou de expiação; e o IMPETRATÓRIO ou de súplica. O fiel, unindo-se por esses atos a Jesus Cristo, que, na Missa como na Cruz, é ao mesmo tempo Sacerdote e Vítima, participa dos frutos da Redenção e cumpre os seus deveres fundamentais para com Deus. Desses frutos também participam todos os fiéis espalhados pelo mundo.
 
O caráter sacrifical da Missa católica é indicado por vários modos:
 
a) Por ser a renovação e perpetuação, de modo incruento, do Sacrifício da Cruz, o qual, por sua vez, deu cumprimento aos sacrifícios figurativos do Antigo Testamento. Jesus Cristo unificou, na Cruz e na Ceia-Missa, os vários aspectos dos sacrifícios figurativos da Antiga Aliança indicados acima (nº 4 deste).
 

domingo, 8 de julho de 2018

BRASIL PERDEU a COPA 2018 muito ANTES dela começar! (Assista e Entenda ...

Pão e circo ainda funcionam... O estranho e inexplicável é que funcionem em meios católicos que se dizem tradicionalistas... 







Não conheço o youtuber, Thiago Lima, recebi o vídeo por e-mail e, extraordinariamente, resolvi "perder" os doze minutos e trinta e quatro segundos para assisti-lo.  

Concordo com ele, em boa parte do que diz. Não é infalível, claro!, nem é dogma o que ele diz, mas espero que sirva de estímulo e conteúdo para meditação sobre todas as coisas que vemos e ouvimos.  

Só não sei se "ainda há tempo", como ele afirma. O Anticristo virá. É fato. Se é ou não é o Macron (ele se chama "Emmanuel"...), ou quem seja, o tempo dirá, mas não vejo como impedir que venha.  

No final, o sabemos porque Ela nos disse, o Imaculado Coração triunfará... mas antes disso sabemos que águas turbulentas vão rolar. Devem rolar. Está previsto ou predito que rolem.  

O que podemos fazer? Podemos guardar a fé. É o que nos cabe. O resto será por conta de Deus. 

Sodoma, Gomorra e as outras cidades foram aniquiladas por ofender profundamente a Deus. Eu sempre me pergunto o que essas cidades fizeram para não escapar da ira divina, uma vez que o que  hoje testemunhamos, para nós, simples mortais, já seria motivo suficiente para uma aniquilação total?  

E, levando em conta que eram apenas cidades, talvez aldeias, e não um planeta todo, como hoje em dia, eu me pergunto o que ou quem segura a mão de Deus, a ira d'Ele. O que mais precisa acontecer?...  

Como simples católica eu me uno ao coro dos que rogam: "vinde, Senhor! Apressai a Vossa vitória!", porque me parece que até o ar está nauseabundo, irrespirável.  

Viva Cristo Rei e Maria Rainha! 
       

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Um livro que desmascara Ratzinger

Há mais livros a respeito, mas este calhou de cair sob meus olhos e, por isso, e porque o blog é meu, resolvi traduzir estes dois textos de 2015 que, espero, tirem as mortadelas dos olhos dos que creem piamente que Bento XVI é o verdadeiro papa -  tradicionalíssimo e sacrossanto - forçado a se eclipsar para dar espaço ao malvadão do Francisco... Sic! Abiguinho, ambos servem ao mesmo patrão, à mesma causa. Bento é até pior do que Francisco, justamente por causa das aparências. Eu até sugeriria aos que vivem se digladiando na internet por bobeiras - de lana caprina - que ocupem seu tempo pesquisando as heresias de Ratzinger/Bento XVI, particularmente em sua obra pré-papado. Seria mais útil à Cristandade. Notas em azul, nossas. Comentários, já sabem. Ao texto. 



Ratzinger a olho nu: dissimulado, herético, neo-protestante, destruidor da Doutrina Católica, promotor do Modernismo. 


 
 
1. 1º de agosto de 2015. Mattia Rossi analisa, em “Il Giornale”, o livro de Carlo Di Pietro contra Ratzinger  


Nota de Radio Spada: agradecemos o amigo e colaborador Mattia Rossi pela preciosa e articulada recensão publicada na edição de “Il Giornale” de 31 de julho de 2015, à página 27. Ad maiorem Dei gloriam.   

O outro Ratzinger. Falta (aliás, faltava), no diversificado panorama literário católico, um texto rigoroso e documentado de análise crítica sobre a teologia de Joseph Ratzinger/Bento XVI.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Quando nos sobra honradez! A prática das virtudes ao vivo e a cores...

O bom senso e a retidão sempre me impressionam, por isso vou publicar este post do Pacientes na Tribulação, porque estamos precisando de bons exemplos. Eu também já fiz isso, de rever e corrigir o que publiquei, e ainda faço, não por uma caça às bruxas tipicamente sectária, mas para me manter fiel à Verdade. Não há manual de boas maneiras que justifique deixar uma mentira ou imprecisão apenas para não ferir suscetibilidades. Parabéns, Márcio! É admirável! 

Grifos e [comentários entre colchetes] são meus! Se os detratores de plantão não gostarem... queixem-se comigo! 



* * *


Revisões nos artigos deste blog


por Márcio   

(...)

A fim de manter a transparência, informo aos leitores que estou revisando os artigos e comentários (meus) mais antigos do blog, os quais eram indulgentes demais com os traidores da Igreja Católica. Alguns foram removidos, outros estão sendo editados. Movido pelo entusiasmo das pseudo-reformas de Ratzinger e pela propaganda da Montfort [seita fundada por Orlando Fedeli], eu cheguei a acreditar em uma possível restauração da Tradição no seio da igreja conciliar. Eu tinha, sim, uma certa precaução, porque as medidas “de restauração” eram tímidas. Mas não vou tentar justificar o meu erro de ter usado expressões como “papa gloriosamente reinante”, “restauração”, “Bento XVI restabeleceu a Missa de Sempre”, “medidas conservadoras de Bento XVI”, etc. Já me basta o mau exemplo do papel ridículo que Dom Fellay e seus funcionários nos deram de como ocultar qualquer erro, por enorme que seja, que o seu partido tenha cometido.

O fato é que eu não conhecia suficientemente em quem estava depositando minha confiança. Quem conhece a vida de Ratzinger não tem o mínimo direito de, honestamente, confiar em Bento XVI. Para mim, o jogo começou a virar, realmente, no ano de 2011, quando eu li o livro “O derradeiro combate do demônio”. Ora, os fatos históricos são inequívocos: o “restaurador” Bento XVI foi um dos membros do grupo que silenciou o segredo de Fátima. Com o milagre do Sol, Deus colocou Seu selo para provar a autenticidade das aparições. Os trechos da mensagem não revelados pelo Vaticano, oficialmente, no ano 2000, são uma prova do quanto os liberais traíram a Igreja. A mensagem de Fátima era “católica demais”, portanto cabia aos ecumenistas silenciarem este aviso dos Céus. A guerra contra Fátima é uma guerra contra a Igreja Católica, sua doutrina, sua Tradição. É uma guerra luciferina do indiferentismo contra a Verdade. Quem sustenta esta guerra não merece a mínima confiança de um católico.

É claro que, depois de ter os olhos abertos, não nos é lícito fechá-los para evitar enxergar os problemas. E, quanto mais estudamos, mais nos convencemos do quanto as “autoridades” da igreja conciliar, inclusive as mais altas dentre elas, estão imbuídas de um espírito ecumenista e, portanto, anticristão. E, consequência lógica, não nos é lícito apoiar quem trabalha contra Cristo, nem sequer estar em comunhão com eles. “Nós trabalhamos para a cristianização da sociedade, mas vós trabalhais para a sua descristianização”. Em tradução livre, estas foram as palavras do grande arcebispo Dom Marcel Lefebvre a um dos anticristos que ocupam Roma [casualmente, o próprio Cardeal Ratzinger - Retiro em Écône, 4.9.1987: "Vossa Eminência [referindo-se ao Cardeal Ratzinger], perceba que, mesmo se nos der um bispo, mesmo se nos der alguma autonomia dos bispos, mesmo se nos der toda a liturgia de 1962, mesmo se nos der a continuação dos seminários e da Sociedade como hoje fazemos, não podemos trabalhar juntos, é impossível, impossível, porque trabalhamos em sentidos diametralmente opostos: vós trabalhais pela descristianização da sociedade, da pessoa humana e da Igreja e nós, nós trabalhamos pela cristianização. Não podemos concordar.” FONTE]. Que comunhão na Fé pode haver entre nós, católicos, e eles, os hereges? Se, apesar de nossa fraqueza, somos sinceramente católicos, a resposta é: nenhuma.

Não somente nossos estudos, mas também os fatos que se seguiram reforçavam as linhas do quadro que estava cada vez mais nítido diante de nossos olhos. Chegou o fatídico ano de 2012, em que o acordo secreto Ratzinger/Fellay foi descoberto antes que se efetivasse. Esta sim era uma verdadeira “obra da trevas”, tramada às escondidas, enquanto os fiéis rezavam suas cruzadas de Rosários. As sombras se arrastavam pela Ecclesia Dei, quando a inesperada luz da “carta dos três bispos” [aqui] e a resposta do conselho geral [de Fellay, Pfluger, Nely - do Capítulo] descobriram aos olhos do mundo as vergonhas de uma inimaginável perfídia. Pois não era que o “papa da restauração”, em conluio com o “chefe dos tradicionalistas”, estava planejando nos reduzir a mais um grupo “rallié”? Que vergonha, ter um dia confiado nesta dupla.

Mas o importante é corrigir os erros, inevitáveis a todo ser humano. É por isto que os artigos estão sendo revisados.

Os fatos mais recentes, acontecidos sob o desgoverno de Bergoglio, obviamente reforçam tudo o que ficou dito acima. 


(...) 


Fonte: http://intribulationepatientes.wordpress.com/2014/06/02/revisoes-nos-artigos-deste-blog.



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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

RATZINGER: O Concílio e a dignidade do sagrado

Interessante texto de 1988, no qual o então Cardeal Ratzinger expressa seu parece acerca da "questão Lefebvre". Como todos sabem, era o Cardeal Ratzinger o principal interlocutor de Mons. Lefebvre; representando João II, sim, mas, em última análise, eram as palavras dele que o Arcebipo ouvia. O que dá o que pensar, agora que ele se tornou Bento XVI. 
É uma leitura interessante também para compreender a situação atual da FSSPX. 


O Concílio e a dignidade do sagrado

por Joseph Ratzinger

Nos últimos meses, trabalhamos muito no caso Lefebvre, com a intenção sincera de criar para seu movimento um espaço dentro da Igreja, espaço que fosse suficiente para que este pudesse viver. A Santa Sé tem sido criticada por isso. Diz-se que não defendeu o Concílio Vaticano II com energia suficiente; que, enquanto tem tratado os movimentos progressistas com grande severidade, tem mostrado uma simpatia exagerada com a revolta tradicionalista. O desenrolar dos eventos é suficiente para refutar essas afirmações. A acusação de rigorismo por parte do Vaticano diante dos desvios dos progressistas, apresentado de uma maneira mítica, pareceu ser apenas um discurso vazio. Até agora, de fato, foram publicados apenas alguns avisos; em nenhum caso houve penas canônicas rigorosas em sentido estrito. E o fato de que, quando as coisas ficaram ruins, Lefebvre tenha se retratado de um acordo que já havia sido assinado, indica que a Santa Sé, se fez concessões realmente generosas, não lhe garantiu aquela licença completa que ele desejava.

Lefebvre viu que, na parte fundamental do acordo, era obrigado a aceitar o Vaticano II e as afirmações do Magistério pós-conciliar, segundo a autoridade própria de cada documento. Há uma contradição evidentíssima no fato de que é precisamente quem não perdeu ocasião de dar a conhecer ao mundo a própria desobediência ao Papa e às declarações magisteriais dos últimos 20 anos que pensa ter o direito de julgar que esta atitude é branda demais e que deseja que se tivesse insistido em uma obediência absoluta ao Vaticano II. O mesmo vale para aqueles que sustentam que o Vaticano concedeu o direito de discordar a Lefebvre, um direito que tem sido obstinadamente recusado aos defensores de uma tendência progressiva.

Na verdade, o único ponto que é afirmado no acordo, de acordo com a Lumen Gentium 25, é o fato límpido de que nem todos os documentos do Concílio têm a mesma autoridade. Para o resto, ficou indicado explicitamente no texto que foi assinado que as polêmicas públicas devem ser evitadas e que foi solicitada uma atitude de respeito positivo paras as decisões oficiais e as declarações. Foi concedido, ainda, que a Fraternidade São Pio X possa apresentar à Santa Sé – a qual se reserva o exclusivo direito de decisão – as suas dificuldades particulares no que diz respeito às interpretações das reformas jurídicas e litúrgicas. Tudo isso mostra que, neste diálogo difícil, Roma uniu claramente a generosidade em tudo que é negociável à firmeza naquilo que é necessário.

A explicação que Mons. Lefebvre deu para a retração de seu acordo é indicativa. Ele declarou que, ao final, entendeu que o acordo que assinara mirava apenas integrar a sua fundação “à Igreja Conciliar”. A Igreja Católica em união com o Papa é, em sua opinião, “a Igreja Conciliar”, que rompeu com seu passado. Parece, efetivamente, que não consiga mais ver que aqui se trata da Igreja Católica na totalidade de sua Tradição, e que o Concílio Vaticano II pertence a esta. Sem dúvida alguma, o problema que Lefebvre colocou não terminou com a ruptura de 30 de junho. Seria fácil demais refugiar-se em uma espécie de triunfalismo e pensar que esta dificuldade tenha deixado de existir a partir do momento em que o movimento liderado por Lefebvre se separou com uma ruptura formal com a Igreja. Um cristão não pode jamais, ou não deveria, comprazer-se de uma ruptura. Mesmo que seja absolutamente certo de que a culpa não pode ser atribuída à Santa Sé, é um dever para nós nos examinarmos, tanto sobre quais seriam os erros que temos cometido, quanto sobre quais erros ainda agora estamos cometendo. Os critérios pelos quais julgamos o passado no decreto do Vaticano II sobre o ecumenismo devem ser usados – como é lógico – para julgar também o presente.

Uma das descobertas fundamentais da teologia do ecumenismo é que os cismas podem ocorrer apenas quando determinadas verdades e determinados valores da Fé Cristã não são mais vividos e amados dentro da Igreja. A verdade que é marginalizada torna-se autônoma, permanece separada da totalidade da estrutura eclesiástica, e é então que um novo movimento se forma ao seu redor. Devemos refletir sobre o fato de que numerosos Católicos, distantes do estreito círculo da Fraternidade de Lefebvre, vejam este homem como um guia, em um certo sentido, ou pelo menos como um aliado útil. Não se pode atribuir tudo a motivos políticos, à nostalgia, ou a fatores culturais de importância secundária. Essas causas não são capazes de explicar a atração que é sentida também pelos jovens, e particularmente pelos jovens, que vêm de muitas nações realmente diferentes e que vivem em realidades políticas e culturais completamente diferentes. Certamente, mostram aquilo que é, de todos os pontos de vista, uma perspectiva limitada e parcial; mas não há dúvida de que um fenômeno dessa magnitude seria inconcebível se não houvesse agindo, aqui, alguns valores, os quais, geralmente, não encontram suficientes possibilidades de realizar-se dentro da Igreja de hoje. Por todas estas razões, devemos considerar toda a questão, sobretudo como a ocasião para um exame de consciência. Deveríamos não ter medo de fazermos a nós mesmos perguntas fundamentais acerca dos defeitos da vida pastoral da Igreja que emergem a partir desses fatos. Assim, deveríamos ser capazes de oferecer um lugar dentro da Igreja àqueles que estão procurando e pedindo, e de conseguir eliminar qualquer razão para um cisma. Podemos esvaziar o cisma de suas motivações renovando as realidades internas da Igreja.

Há três pontos, eu penso, que é importante considerar. Se há muitas razões que poderiam levar tão grande número de pessoas a procurar refúgio na liturgia tradicional, o principal é que lá encontram conservada a dignidade do Sagrado. Depois do Concílio, houve muitos padres que elevaram deliberadamente a “dessacralização” a um nível de um programa, sob a alegação de que o Novo Testamento aboliu o culto do templo: o véu do templo que se rasgou de cima para baixo no momento da morte de Cristo na cruz é, para alguns, o sinal do fim do sagrado. A morte de Jesus fora das muralhas da cidade, isto é, do mundo público, é agora a verdadeira religião. A religião, para ser vivida plenamente, deve ser vivida na não-sacralidade da vida cotidiana, no amor que é vivida. Inspirados por tal raciocínio, eles puseram de lado as vestes sagradas; despiram as igrejas quanto foi possível daquele esplendor que leva a elevar a mente ao sagrado; e reduziram a liturgia à linguagem e aos gestos de uma vida ordinária, através de saudações, de sinais comuns de amizade e coisas assim. Não há dúvida de que, com essas teorias e práticas, desprezaram por completo a autêntica conexão entre o Antigo e o Novo Testamento: se esqueceram de que este mundo não é o reino de Deus, e que “o Santo de Deus” (João 6,69) continua a existir em contradição a este mundo; que precisamos de purificação antes de nos aproximarmos dEle; que o profano, mesmo após a morte e Ressurreição de Jesus, não conseguiu se transformar no “santo”.

O Ressuscitado apareceu, mas àqueles cujo coração estava bem disposto em direção a Ele, o Santo; não se manifestou a todos. É, assim, um novo espaço foi aberto para a religião à qual todos nós agora devemos nos submeter; esta religião que consiste em nos aproximarmos da família do Ressuscitado, a cujos pés as mulheres se prostravam e O adoravam. Não pretendo, agora, desenvolver ulteriormente este aspecto; limito-me sinteticamente a esta conclusão: devemos recuperar a dimensão do sagrado na liturgia. A liturgia não é uma festa; não uma reunião com o objetivo de passar momentos serenos. Não importa absolutamente nada que o pároco queime os miolos para idealizar sabe-se lá que ideias ou novidades ricas de imaginação. A liturgia é aquilo que faz com que o Deus três vezes Santo esteja presente entre nós; é a sarça ardente; é a aliança de Deus com o homem em Jesus Cristo, que morreu e voltou novamente à vida.

A grandeza da liturgia não reside no fato de que ela oferece um entretenimento interessante, mas no tornar tangível o Totalmente Outro, que nós [sozinhos] não são capazes de evocar. Vem porque quer. Em outras palavras, o essencial na liturgia é o mistério, que se realiza na ritualidade comum da Igreja; todo o resto o diminui. Alguns procuram experimentá-lo segundo uma moda vivaz, e estão enganados: quando o mistério é transformado na distração, quando o ator principal na liturgia não é o Deus Vivo, mas o padre ou o animador litúrgico.

Além das questões litúrgicas, os pontos centrais do conflito atualmente dizem respeito à posição tomada por Lefebvre contra o decreto que trata da liberdade religiosa e ao chamado “espírito de Assis”. É aqui que Lefebvre estabelece as linhas de demarcação entre a sua posição e à da Igreja Católica. Há pouco a dizer sobre isso: o que ele está dizendo sobre esses pontos é inaceitável. Aqui não queremos considerar os seus erros, mas desejamos nos perguntar onde está a falta de clareza em nós mesmos. Para Lefebvre, o que está em jogo é a batalha contra o liberalismo ideológico, contra a relativização da verdade. Não estamos obviamente de acordo com ele sobre o fato de que – entendido segundo as intenções do Papa – o texto do Concílio ou a oração de Assis induzam ao relativismo.

É uma operação necessária defender o Concílio Vaticano II em relação a Mons. Lefebvre, como válido e como vinculante para a Igreja. Certamente, há uma mentalidade tacanha que leva em conta apenas o Vaticano II e que provocou esta oposição. Há muitas apresentações dele que dão a impressão de que, do Vaticano II em diante, tudo foi mudado, e que aquilo que o precedeu não tem valor ou, na melhor das hipóteses, só tem valor à luz do Concílio Vaticano II. O Concílio Vaticano II não foi tratado como uma parte da inteira Tradição viva da Igreja, mas como o fim da Tradição, um novo começo do zero. A verdade é que este particular Concílio não definiu dogma algum e deliberadamente escolheu permanecer em um nível modesto, como um concílio meramente pastoral; mas muitos o tratam como se tivesse se transformado em uma espécie de superdogma que tira a importância de todos o resto. Esta ideia é fortalecida por coisas que estão acontecendo agora.

O que antes era considerado o mais santo – a forma como a liturgia foi transmitida – aparece, repentinamente, como a mais proibida de todas as coisas, a única coisa que pode ser impunemente proibida. Não suportam que sejam criticadas as decisões que foram tomadas pelo Concílio; por outro lado, se alguns questionam as regras antigas, ou até mesmo as verdades principais da nossa Fé – por exemplo, a virgindade corporal de Maria, a Ressurreição corporal de Jesus, a imortalidade da alma etc. – ninguém reclama, ou apenas o faz com a maior moderação. Eu mesmo, quando era professor, vi como o próprio Bispo que, antes do Concílio, havia despedido um professor que era realmente irrepreensível, por uma certa crueza no falar, não foi capaz, depois do Concílio, de afastar um professor que negava abertamente verdades da Fé certas e fundamentais. Isto tudo leva muitas pessoas a se perguntar se a Igreja de hoje é realmente a mesma de ontem, ou se a mudaram por qualquer outra sem contar às pessoas. A única maneira que o Vaticano II pode ser feito plausível é a de apresentá-lo como ele é: uma parte ininterrupta da única Tradição da Igreja e da sua Fé.

Não há a menor dúvida de que, nos movimentos espirituais da era pós-conciliar, muitas vezes houve um esquecimento, ou até mesmo uma supressão da verdade: aqui nos confrontamos com o problema hoje crucial para a teologia e para o trabalho pastoral. A verdade é tida como sendo uma pretensão que é demasiado elevada, um triunfalismo que não pode ainda ser absolutamente permitido. Vós vedes claramente esta atitude na crise que afeta a prática e o ideal missionário. Se não fizermos da verdade um ponto importante na proclamação de nossa Fé, e se essa verdade não é mais essencial para a salvação do homem, então as missões perdem seu significado. De fato, a conclusão foi tirada, e foi tirada hoje, de que no futuro devemos apenas buscar que os cristãos sejam bons cristãos, os bons muçulmanos sejam bons muçulmanos, os bons hindus sejam bons hindus e assim por diante. E se chegamos a essas conclusões, como fazemos para sabermos se alguém é “um bom” cristão ou um “bom” muçulmano? A ideia de que todas as religiões são – levando-as a sério – apenas os símbolos daquilo que finalmente é incompreensível está ganhando terreno rapidamente na teologia e já penetrou a prática litúrgica. Quando as coisas chegam a este ponto, a Fé é deixada para trás, porque a Fé realmente consiste em confiar na Verdade tanto quanto é conhecida. Assim, nesta matéria, há todas as razões para retornar no reto caminho. Se ainda uma vez seremos capazes de evidenciar e viver a plenitude da religião Católica sobre esses pontos, podemos esperar que o cisma de Lefebvre não seja de longa duração.

Discurso de Sua Eminência, o Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, à Conferência Episcopal Chilena, aos 13 de julho de 1988.

Fonte original: Rinascimento Sacro 6/12/2007
Fonte: Internetica.it
Tradução: Giulia d'Amore di Ugento
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Os "irmãos mais velhos" defendendo o Islã!

Padre Giulio Tam
Nossos "irmãos mais velhos na fé" – como carinhosamente os denomina o crédulo líder da Neo-FSSPX, a exemplo de JPII – demonstram que têm uma ignorância histórica e de História.

Ao comentar o 90º aniversário da “Marcha sobre Roma”, que é comemorado todos os anos em Predappio, a cidade natal de Benito Mussolini, e seu túmulo, os sionistas não perderam a oportunidade de recriminar seu desde sempre maior inimigo: a Tradição da Igreja, na pessoa do Padre Giulio Maria Tam, presente no evento e que alertou, como muitos outros o estão fazendo, inclusive ex-muçulmanos[1], quanto ao perigo do avanço do Islã sobre a Europa. Mais uma vez.

Da outra vez, tínhamos um Papa, Pio V, declarado Santo pela Igreja, que os deteve por séculos, através do combate a mão armada: as Cruzadas.

E agora? Quem nos defenderá se o Papa atual confraterniza com o inimigo e até reza com ele em suas mesquitas? Hoje, em Roma, há uma mesquita porque o Vaticano autorizou sua construção. Se o Papa o quisesse, não haveria, porque o Prefeito de Roma, mesmo sendo de esquerda, não agiria sem consultá-lo.

Os “grandes irmãos”, que agora visitam fraternalmente a mesquita de Roma, farisaicamente recriminam Mussolini. Segundo Ray Moseley, que escreveu o livro “O Conde Ciano, sombra de Mussolini” (Globo Livros, R$ 49,90), o Duce pretendia construir, já em 1939, em Roma, uma grande mesquita para os seis milhões de albaneses muçulmanos que fugiram da Albânia que o próprio Mussolini invadira. Quem os entende? 

Hoje todos eles confraternizam: Roma, Israel e o Islã. Para onde caminhamos?

Vamos à notícia.



Uma multidão de italianos marca o aniversário da ascensão de Mussolini ao poder

Aproximadamente mil fascistas marcham através da cidade natal do ditador, antes de ouvir um discurso xenófobo anti-Islã.


29 de outubro de 2012, 11:51 pm

ROMA (ITA) — Centenas[2] convergiram para a cidade italiana natal de Benito Mussolini, a fim de marcar o 90 º aniversário da "Marcha sobre Roma", que levou o ditador fascista ao poder.

A multidão em Predappio gritava "Duce, Duce" e fez a saudação fascista durante a marcha de domingo. Os hard-core fascistas comemoram o aniversário todos os anos, em homenagem à terra natal de Mussolini e também seu túmulo[3], na cidade do norte da Itália.

Notícias estimam que, para marcar o aniversário de domingo, mais de 1.000 obstinados fascistas desfilaram pelas ruas de Predappio. Muitos usavam as históricas camisas pretas fascistas, o fez[4] e as botas, e ostentavam símbolos fascistas, bandeiras e insígnias.

Giulio Maria Tam, um padre excomungado[5] que é seguidor do dissidente Arcebispo tradicionalista Marcel Lefebvre, dirigiu-se à multidão com um discurso ardente e xenófobo[6] onde[7] denunciou o Islã e pediu ajuda divina na "batalha" para defender a Itália dos imigrantes.




[1] Como o mais novo célebre convertido à Fé católica: o eurodeputado Magdi Cristiano Allam. Dele, leiam: “Ponto de chegada de un longo caminho. Decisivo encontro com o Papa” (em espanhol).
[2] Não eram milhares? – NdTª.
[3] Mussolini e Clara Petacci, sua amante, foram covardemente trucidados, depois de terem se rendido e estarem desarmados. Foram, depois, pendurados de cabeça para baixo, para uma ulterior humilhação pública. Essa mesma foto (vide abaixo) serviu, depois, para denunciar a corrupção que se alastrou na política italiana, em particular no centro e centro-esquerda. Wlater Chiari, um grande ator italiano, disse, em 1975, que, dos bolsos de Mussolini, quando foi pendurado, não caiu um só centavo, e que o mesmo não se poderia dizer dos novos governantes italianos. Isso é fato.
[4] Fez é um chapéu de uso militar, usado pelos fascistas. Vide foto abaixo.
[5] Continuam mentirosos os nossos “irmãos mais velhos”, uma vez que nenhum padre da FSSPX foi jamais excomungado, assim como nenhum fiel. A excomunhão alcançou, apenas, os quatro bispos – Dom Williamson, Dom Tissier, Dom De Galarreta e Dom Fellay – e Mons. Lefebvre e Mons. De Castro Mayer. E se tivesse vindo de autoridade católica, ainda assim seria anulável, posto que  a “desobediência” foi de cunho administrativo, não doutrinário.
[6] Xenofobia é o medo irracional, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros; a desconfiança em relação a pessoas estranhas ao meio daquele que as julga, ou que vêm de fora do seu país. Isto posto, o católico que, ao defender a Fé que lhe foi ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo, denuncia o avanço de um grupo que, historicamente, trouxe consigo o terror social, não é xenófobo, mas prudente. Afinal, o mundo é testemunha das atrocidades que os muçulmanos vêm cometendo há séculos e particularmente em nossos dias, como o martírio silencioso dos cristãos no Médio Oriente e na Ásia como um todo. Os “irmãos mais velhos” costumam chamar a esse genocídio indevidamente de “Holocausto”. Mas isso só vale para eles. Para os outros... não!
[7] Bom, aqui não temos o texto de Padre Tam, que é um Sacerdote piedoso. Assim, somos reféns das palavras dos “irmãos mais velhos”. Lembrem-se, seremos julgados por cada palavra que dissermos!

Fotos

clique nelas para ampliá-las 


 











 


Sobre a Beata Margarida Clitherow, clique no link.


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terça-feira, 10 de julho de 2012

Sobre sedevacantismo, infalibilidade e excomunhão

Três coelhos com uma cajadada só: sedevacantismo, infalibilidade e excomunhão!

«O Card. Ratzinger é contra a infalibilidade, o Papa é contra a infalibilidade, por sua formação filosófica. Que nos compreendam bem: nós não somos contra o Papa até o ponto em que representa todos os valores da Sé Apostólica, que são imutáveis, a Sé de Pedro; mas somos contra o Papa que é um modernista que não crê em sua infalibilidade, que pratica o ecumenismo. Em toda evidência, nós somos contra a Igreja conciliar que praticamente é cismática, mesmo que eles não o aceitem. Na prática, trata-se de uma Igreja virtualmente excomungada, porque é uma Igreja modernista. Eles são aqueles que nos excomungam, enquanto que nós queremos permanecer católicos. Nós queremos permanecer com o Papa católico e com a Igreja católica». (Mons. Lefebvre in Fideliter n° 70-1989, p. 8).

clique para a definição com "audiovisual"... ;)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

VASSULA RYDEN

Considerando que há muitos católicos caindo neste 'golpe' (e em outro), levados em parte por boa fé, em parte por negligência espiritual e em que pese se tratar de documento da Igreja do CVII, a verdade não muda: Vassula Ryden é uma herege (ao final dados pessoais e links) - publico aqui esta declaração da

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

NOTIFICAÇÃO SOBRE OS ESCRITOS E AS OBRAS DA SENHORA VASSULA RYDEN *


Muitos bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos se dirigem a esta Congregação para ter um juízo autorizado sobre a atividade da Senhora Vassula Ryden, greco-ortodoxa, residente na Suíça, que está a difundir nos ambientes católicos do mundo inteiro, com a sua palavra e com os seus escritos, mensagens atribuídas a presumíveis revelações celestes.

Um exame atento e sereno da inteira questão, realizado por esta Congregação em ordem a «pôr à prova as inspirações para verificar se provêm verdadeiramente de Deus» (cf. 1 Jo. 4, 1), fez notar – ao lado de aspectos positivos – um conjunto de elementos fundamentais, que devem ser considerados negativos à luz da doutrina católica.

Além de evidenciar o carácter suspeito das modalidades com que acontecem essas presumíveis revelações, é imperioso ressaltar alguns erros doutrinais nelas contidos.

Entre outras coisas, com uma linguagem ambígua fala-se da Pessoa da Santíssima Trindade, até confundir os específicos nomes e funções das Pessoas Divinas. Preanuncia-se nessas presumíveis revelações um iminente período de predomínio do Anticristo no seio da Igreja. Profetiza-se em chave milenarista uma intervenção resolutiva e gloriosa de Deus, que estaria para instaurar sobre a terra, antes ainda da vinda definitiva de Cristo, uma era de paz e de bem-estar universal Anuncia-se, além disso, o futuro próximo de uma Igreja que seria uma espécie de comunidade pancristã, em contraste com a doutrina católica.

O fato de nos escritos posteriores da Senhora Ryden os mencionados erros já não aparecerem é sinal de que as presumíveis «mensagens celestes» são apenas fruto de meditações privadas.

Além disso, a Senhora Ryden, participando habitualmente nos sacramentos da Igreja católica, embora seja greco-ortodoxa, suscita em diversos ambientes da Igreja católica não pouca admiração, parece pôr-se acima de qualquer jurisdição eclesiástica e de todas as regras canónicas e cria, de fato, uma desordem ecuménica, que irrita não poucas autoridades, ministros e fiéis da sua própria Igreja, colocando-se fora da disciplina eclesiástica da mesma.

Considerando que, não obstante alguns aspectos positivos, o efeito das atividades exercidas por Vassula Ryden é negativo, esta Congregação solicita a intervenção dos Bispos, a fim de que informem adequadamente os seus fiéis, e não seja concedido nenhum espaço no âmbito das próprias dioceses à difusão das suas ideias. Convida, por fim, todos os fiéis a não considerarem como sobrenaturais os escritos e as intervenções da Senhora Vassula Ryden, e a conservarem a pureza dá fé que o Senhor confiou à Igreja.

Cidade do Vaticano, 6 de Outubro de 1995.
 
Joseph Card. Ratzinger
Prefeito



Tarcisio Bertone, S.D.B.
Arcebispo Emérito de Vercelli
Secretário



* L’Osservatore Romano, Edição semanal, N. 43, 28 de Outubro de 1995, Pág. 12 (528) = AAS 88 (1996) 956-957. 


Dados pessoais de Vassula Ryden: 
Estado civil: Casada na Igreja Ortodoxa. Divorciada e “re-casada” em segundas núpcias com um protestante luterano
Filhos: 2 filhos do primeiro casamento. O segundo casamento foi seco.
Estado do Processo Canônico: Condenada 2 vezes pela Congregação da Doutrina da Fé, em 1995 e 2007. Também foi condenada pela Igreja Ortodoxa. 
Principais Objetivos: Divulgar falsas doutrinas + Criar divisão entre os católicos + Promover um falso ecumenismo + Falsas profecias + Falsos ensinamentos + Falsas devoções + Criar o cansaço quanto à espera das profecias sobre os Novos Céus e Nova Terra + Minar a credulidade nas profecias verdadeiras sobre os Novos Céus e Nova Terra.
 
Vide mais detalhadamente: http://www.amen-etm.org/FichadaVassula.htm

Outro link a respeito dela e das heresias dela: 
https://gloria.tv/article/dYnpxPLzzEsP1TLaxk9MyKf8U FALSA VIDENTE VASSULA RYDEN. FALSO VIDENTE ORTODOXA.

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