A SEMANA SANTA DE SANTO AFONSO DE LIGÓRIO: QUINTA-FEIRA
O dia do Amor
“Sciens Iesus quia venit hora eius, ut transeat ex hoc mundo as Patrem, cum dilexisset suos, qui erant in mundo, in finem dilexit eos - Sabendo Jesus que era hora de passar deste mundo ao Pai, como tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Io. 13, I).
Sumário - Embora Jesus Cristo em todo o curso de sua vida mortal nos tivesse amado ardentemente e nos tivesse dado mil provas do Seu amor infinito, todavia, quando chegou ao termo dos Seus dias, quis dar-nos a prova mais patente, pela instituição do Santíssimo Sacramento. Aí o Senhor Se faz, não só nosso constante companheiro, mas ainda nosso sustento e Se nos dá todo inteiro. Com muita razão, portanto, Santa Maria Magdalena de Pazzi chamava a Quinta-feira Santa o “dia do Amor”.
I. Um pai amoroso nunca patenteia melhor a sua ternura e o seu afeto para com os filhos do que no fim da sua vida, quando os vê em torno ao seu leito, aflitos e com os olhos em pranto, e pensa que em breve deve abandoná-los. Tira do seu coração e põe sobre os seus lábios o resto de sua vida prestes a extinguir-se, abraça aqueles queridos do seu amor, exorta-os a serem sempre bons, imprime-lhes no rosto os mais ternos beijos, e, misturando as suas lágrimas com as dos filhos, lança-lhes a bênção. Depois, manda trazer o que de mais precioso possui e, dando a cada um uma última lembrança: “Tomai”, diz, “e lembrai-vos sempre do amor que vos tenho dedicado”.







.jpg)

