A minha família mantém a tradição de visitar os Sete Sepulcros mesmo aqui, em Campo Grande/MS, embora seja uma tarefa árdua por óbvias razões. Assim, nos visitamos as sete igrejas para manter esta tradição familiar (e popular) de piedade. Não sei se as indulgências relativas a esta piedade ainda estão em vigor, mas não podemos nos furtar de visitar Nosso Senhor neste dia, para lhe fazer companhia por algum tempo... GdA
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| Adoração diante do Altar de Reposição |
O
rito dos ‘Sepulcros’ é um ato de devoção antiquíssimo e teria se afirmado em Roma, em 1500 (em reação à Reforma Protestante),
provavelmente com São Felipe Neri. Este ato de devoção
consistia na visita a sete igrejas e também a sete sepulcros: sete como
os sacramentos, como as dores de Nossa Senhora.
Há lugares em que são cinco visitas, como são cinco as Santíssimas Chagas de Nosso
Senhor. Contudo, já desde a Idade Média sentiu-se a necessidade de
visitar, durante o tríduo
pascal, um lugar onde simbolicamente se pudesse encontrar Cristo e velá-lo. Este
costume
se transformou em ato penitencial, no século XVI, justamente com a
visita a sete sepulcros, e chegou até nós, com a peregrinação que é feita na noite da
Quinta-Feira Santa, nas diferentes igrejas, para participar assim, com a
oração
e a contrição, das últimas horas de vida de Cristo. Na Missa da
Quinta-feira Santa,
in Coena Domini, há o
Lava-pés, ou seja, o sacerdote lava os pés a doze pessoas, sempre homens e católicos, que
simbolizam os doze Apóstolos aos quais Jesus quis lavar os pés durante a última
Ceia.
