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domingo, 14 de abril de 2019

O Assunto é... SEMANA SANTA


SEMANA SANTA


AGONIA DE JESUS NO CALVÁRIO - MEDITAÇÃO - http://farfalline.blogspot.com/2014/07/meditacao-da-agonia-de-jesus-no-calvario.html 
AS LENDAS DA PALMEIRA E DO DOM LADRÃO - SANTO DIMAS - http://farfalline.blogspot.com/2012/01/as-lendas-da-palmeira-e-do-bom-ladrao.html 
E EXPIROU... - http://farfalline.blogspot.com.br/2011/04/e-expirou.html 
ET INCLINATO CAPITE, TRADIDIT SPIRITUM - http://farfalline.blogspot.com.br/2012/04/e-dito-isto-expirou.html 
INCLINOU A CABEÇA E EXPIROU - http://farfalline.blogspot.com/2013/03/sexta-feira-santa-inclinou-cabeca-e.html  
LITURGIA - 1º DOMINGO DA PAIXÃO - http://farfalline.blogspot.com/2015/03/i-domingo-da-paixao.html 
LITURGIA - 1º DOMINGO DA PAIXÃO - VELANDO OS CRUCIFIXOS E AS IMAGENS - http://farfalline.blogspot.com/2016/03/1-domingo-da-paixao-velando-os.html  
LITURGIA - DOMINGO DA PAIXÃO - SERMÃO DO REV. PE. CARDOZO - http://farfalline.blogspot.com/2015/04/sermao-rev-pe-ernesto-cardozo-domingo-da-paixao.html 
LITURGIA - DOMINGO DE RAMOS - http://farfalline.blogspot.com/2015/03/dominga-de-ramos.html
LITURGIA - HINO - Quinta-feira Santa: Liberavit Dominus - http://farfalline.blogspot.com.br/2016/03/quinta-feira-santa-liberavit-dominus.html 
LITURGIA - QUINTA-FEIRA SANTA OU DE ENDOENÇAS - http://farfalline.blogspot.com/2015/04/quinta-feira-santa-ou-das-endoencas.html
LITURGIA - TEMPO DA PAIXÃO - http://farfalline.blogspot.com/2014/02/tempo-de-preparacao.html 
LITURGIA: O CICLO DA PÁSCOA: http://farfalline.blogspot.com.br/2011/03/ciclo-da-pascoa.html 
PAIXÃO DE CRISTO - ECCE HOMO - http://farfalline.blogspot.com/2015/03/ecce-homo-de-ligorio.html 
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PAIXÃO DE CRISTO - MEDITAÇÃO - DA ESPERANÇA QUE DEVEMOS TER - http://farfalline.blogspot.com/2016/03/a-paixao-de-nosso-senhor-jesus-cristo.html 
PAIXÃO DE CRISTO - REFLEXÕES - http://farfalline.blogspot.com/2010/03/reflexoes-sobre-paixao-de-jesus-cristo.html 
QUANDO A ARTE É CATECISMO - PASSIO DOMINI - MESTRE HANS HEMLING - http://farfalline.blogspot.com/2014/04/quando-arte-e-catecismo-passio-domini.html 
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SEGUNDA-FEIRA DA PAIXÃO - SERMÃO DO REV. PE. CARDOZO - http://farfalline.blogspot.com/2015/04/sermao-rev-pe-ernesto-cardozo.html 
SEMANA SANTA CON LA LEGIÓN ESPAÑOLA - EL NOVIO DE LA MUERTE - http://farfalline.blogspot.com/2016/03/semana-santa-con-la-legion-espanola-el.html
SERMÕES E MEDITAÇÕES DO REV. PE. CARDOZO NA SEMANA SANTA - http://farfalline.blogspot.com/2015/04/sermoes-meditacoes-do-rev-pe-cardozo-na.html
SEXTA-FEIRA SANTA - http://farfalline.blogspot.com.br/2009/04/sexta-feira-santa.html 
SEXTA-FEIRA SANTA OU SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO - http://farfalline.blogspot.com/2013/03/sexta-feira-santa-ou-sexta-feira-da.html 
VÍDEOS PARA LA SEMANA SANTA - http://farfalline.blogspot.com/2015/04/videos-para-la-semana-santa.html 

 

DOMINGO DE RAMOS - Sto. Afonso de Ligório

A SEMANA SANTA DE SANTO AFONSO DE LIGÓRIO: DOMINGO DE RAMOS


Jesus faz a sua entrada triunfal em Jerusalém.

Ecce rex tuus venit mansuetus, sedéns super asinal et pullum filium subiugalis — "Eis que o teu rei aí vem a ti cheio de mansidão, montado sobre um jumenta e um jumentinho, filho do que está sob o jugo" (Math. 21, 5).

Sumário - Imaginemos ver Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém. O povo em júbilo lhes vai ao encontro,  estende seus mantos na estrada e juncam-na de ramos de árvores. Ah! quem teria dito então que o Senhor, acolhido agora com tão grande honra, dentro de poucos dias teria de passar por ali como réu, condenado à morte? Mas é assim: O mundo muda num instante o Hosana em Crucifige. E, não obstante, isso somos tão insensatos, que, por um aplauso, por um nada, nos expomos ao perigo de perdermos para sempre a alma, o Paraíso e Deus.

I. Estando próximo o tempo da Paixão, o nosso Redentor parte de Betânia para fazer a sua entrada em Jerusalém. Contemplemos a humildade de Jesus Cristo que, sendo Rei do Céu, quer entrar naquela cidade montado numa jumenta. — Ó Jerusalém, eis que o teu rei aí vem humilde e manso. Não temas que Ele venha para reinar sobre ti ou apossar-se das tuas riquezas; porquanto vem a ti cheio de amor e piedade, para te salvar e dar-te a vida pela Sua morte.

segunda-feira, 25 de março de 2019

O decreto da encarnação do verbo

 

O decreto da encarnação do verbo


Et audivi vocem dicentís : Quem mittam? Et quis ibit nobis? Et dixi: Ecce ego. mitte me. "E ouvi a voz de quem dizia: Quem enviarei eu? e quem nos irá lá? Então disse eu: Aqui me tens a mim, envia-me" (Isa. 6; 8).

Sumário. Embora o Filho de Deus previsse a vida penosa que teria de levar, submeteu-se contudo de boa vontade ao decreto da Encarnação, ofereceu-se mesmo a fazer-se homem. E isso não só a fim de satisfazer plenamente à justiça divina, mas também para nos mostrar seu amor, e obrigar-nos a que o amemos sem reserva. Como é que até o dia de hoje temos respondido a tão grande beneficio?

I. Afigura-se a São Bernardo (1) em sua contemplação sobre a condição do gênero humano depois do pecado do primeiro homem, ver travarem contenda a justiça divina e a misericórdia.

Estou perdida – diz a justiça — se Adão não for punido.

A misericórdia, ao contrário, replica: Estou eu perdida, se o homem não for perdoado.

Em vista de tal contenda, o Senhor decide que, para salvar o homem réu de morte, há de morrer um inocente: Moriatur qui nihil debeat morti.

Na terra, porém, não se achava um que fosse inocente.

Portanto — disse o Pai Eterno — já que entre os homens não há quem possa satisfazer à minha justiça, quem irá resgatar o homem? Os anjos, os querubins, os serafins, todos guardam silêncio, ninguém responde; só responde o Verbo Eterno e diz: Ecce ego, mitte me — "Aqui me tens a mim, envia-me".

Meu Pai — diz o Filho unigênito — a vossa majestade, por ser infinita, e ofendida pelo homem, não pode ser plenamente satisfeita por um anjo, que é uma pura criatura. E ainda que Vós quisésseis contentar com as satisfações de um anjo, considerai que, apesar de tantos benefícios prestados ao homem, apesar de tantas promessas e ameaças, não conseguimos ganhar o seu amor, porque até hoje não conheceu o amor que lhe tínhamos. Se quisermos obrigá-lo irresistivelmente a amar-nos, que ocasião se nos pode deparar mais própria do que esta? Permite que, para remir o homem, eu, vosso Filho, desça sobre a terra e tome a natureza humana; permite que, pagando com a minha morte as penas devidas ao homem, satisfaça plenamente á vossa justiça divina, e o homem fique bem convencido do nosso amor.

Mas considera, meu Filho — assim torna o Pai — considera que, encarregando-te de pagar pelos homens, terás de levar uma vida toda de trabalhos, e os homens te pagarão com a mais negra ingratidão. Depois de teres vivido trinta anos como simples auxiliar de um pobre artífice, quando afinal saíres a pregar e a manifestar quem és, haverá, é verdade, uns poucos que te queiram seguir; mas a maior parte dos homens te desprezará, chamando-te impostor, feiticeiro, louco, samaritano, e finalmente te farão morrer ignominiosamente, exausto de tormentos, sobre um lenho infame.

Não importa — responde o Filho — a tudo me sujeito, contanto que seja salvo o homem: Ecce ego, mitte me — "Aqui me tens a mim, envia-me".

E assim foi decretado que o divino Filho se fizesse homem e redentor dos homens. O amor incompreensível de Deus! Mas como temos nós até este momento respondido a tão grande beneficio?

II. Ó Verbo Eterno, Vós Vos fizestes homem para nos remir e acender em nossos corações o divino amor; como foi possível que encontrásseis nos corações dos homens tão grande ingratidão? Vós nada poupastes para Vos fazer amado dos homens; chegastes a dar o vosso sangue e a vossa vida; como é que os homens se mostram tão ingratos para convosco? Ignoram-no por ventura? Não; sabem e crêem que por eles viestes do céu para revestir-Vos de carne humana e tomar sobre Vós as nossas misérias; sabem que por amor deles levastes uma vida penosa e abraçastes uma morte ignominiosa: como vivem então assim esquecidos de Vós? Amam aos parentes, amam aos amigos, amam os próprios animais; somente para convosco são tão frios, tão ingratos.

Mas ai de mim! Acusando aqueles ingratos, acuso-me a mim próprio, que pior do que os outros Vos tenho tratado! Anima-me, porém, a vossa bondade, que me tem tolerado tanto tempo a fim de perdoar-me, contanto que eu queira arrepender-me e amar-Vos. Sim, meu Deus, quero arrepender-me; pesa-me de toda a minha alma de Vos ter ofendido e quero amar-Vos de todo o meu coração. Reconheço, ó meu Redentor, que o meu coração já não merece mais ser por Vós aceito, visto que Vos tem deixado por amor ás criaturas; mas vejo que, não obstante isso, Vós ainda o quereis, e eu, com todo o poder de minha vontade, Vô-lo dou e consagro. Abrasai-o, pois, todo em vosso santo amor, e fazei com que de hoje em diante não ame senão a Vós, bondade infinita, digna de infinito amor. Amo-Vos, Jesus meu, amo-Vos, meu sumo Bem, amo-Vos, ó amor único de minha alma. — Ó Maria, minha Mãe, vós, que sois a mãe do belo amor, impetrai-me a graça de amar o meu Deus; de vós a espero. (III 668.)

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1. Opusc. 63.

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 12-15.)

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