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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Mais católico que o papa...


 

Mais católico que o papa...


Este é Michael Matt, muito conhecido nos ambientes tradicionalistas sérios e, apesar de alguns erros (informações que chegaram a ele erradas, suponho, sobre certos personagens secundários que menciona, como, por exemplo, sobre o sucessor do Venerável Monsenhor Antônio de Castro Mayer que, apesar de integrado à Roma Apóstata, continuaria tradicionalistas e rezando apenas a missa-em-latim-de-rito-extraordinário. Não é verdade), diz uma grande verdade: a nova Direita, os novos líderes cristãos que surgiram não são santos, mas é o que há prá janta e estão fazendo um bem ao mundo. A fé não morreu na Europa, como se supunha. E está ressurgindo por toda parte, aos poucos, mas estrondosamente. 

Resumidamente: Trump recebeu um padre marronita exorcista e quis ficar com a imagem da Virgem Maria que este levara para fazer o exorcismo. Era a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Salvini "consagrou" a Itália ao Imaculado Coração de Maria (Fátima, de novo) e a Europa aos seus Padroeiros Católicos. Bolsonaro "consagrou" o Brasil ao Imaculado Coração de Maria (Fátima). Nas Filipinas do maníaco Duterte, o Congresso definiu como dia de feriado nacional o dia do nascimento da Virgem Maria (8 de setembro). A Hungria, a Polônia, a Áustria são governados por homens que foram batizados na Fé Católica... Ok, Trump não é católico, mas Melania é. Pode não ser santa, mas ela está por trás de muitas ações do marido. 

Para quem torce o nariz para esses "católicos" pecadores (ain, Bolsonaro está no terceiro casamento... é maçom, é protestante, é filo-sionista), Matt lembra que o Imperador Constantino, que salvou a Europa e a Fé Católica, era um pecador, e que a figura que salvou o povo judeu do cativeiro na Babilônia foi um rei pagão, a mando de Deus. Então... Deus escolheu esses líderes, que não são Garcia Moreno, mas estão retomando o que é nosso. 

Bom, Matt talvez não tenha descoberto o Bannon ainda. Mas, se o diabo tem pressa, Deus não tem. Por isso é importante rezarmos por nossos líderes e pela Europa. Lá está o começo da retomada da civilização ocidental. 

O vídeo tem 24 minutos (não sejam preguiçosos) e tem legendas em espanhol, sendo perfeitamente entendível. Ao trabalho. 

DO RESPEITO HUMANO


DO RESPEITO HUMANO



Que é o respeito humano? É a vergonha daquele que não se atreve a manifestar os seus sentimentos religiosos e piedosos porque, com isso, é escarnecido, insultado, perseguido.


I — Natureza do respeito humano

O respeito humano é o respeito pelas coisas humanas colocado acima do respeito pelas coisas de Deus; é a estima pelo homem preferida à estima por Deus. O respeito divino coloca-nos na presença de Deus, a Quem devemos conhecer, amar e servir porque é nosso Criador, Senhor, Juiz e Remunerador. O respeito humano é a negação de tudo isto. Transfere sacrilegamente para o homem os direitos e a honra que são reservados a Deus. O homem é considerado como senhor e juiz, e, por isso, toda a vida exterior é para lhe agradar.


II — Aspectos diversos do respeito humano

O respeito humano reveste tantas formas quantos são os nossos deveres.

1º Omissão do bem. — O respeito humano impede a prática sincera e fiel da nossa fé, fecha-nos a boca quando é preciso falar e paralisa os nossos esforços quando é preciso agir.  

Sabemos que a santa Missa é uma fonte de graças desde que assistamos a ela com edificação; todavia, na assistência à missa não estamos com a devida atenção e fervor porque não queremos dar nas vistas com a nossa devoção.  

Encontramos na Comunhão uma grande força contra os inimigos da nossa salvação, um ódio ao pecado, um zelo ardente para o bem, uma garante de perseverança; todavia, não nos aproximamos muitas vezes deste banquete divino porque tememos que nos censurem.  

Queremos fazer progressos na piedade e na virtude; mas para isso é preciso frequentar a confissão a fim de alcançarmos o perdão das nossas faltas, recebermos conselhos úteis e uma direção salutar; todavia, não nos confessamos com frequência porque tememos que escarneçam de nós.

2º Corrupção do bem. — O respeito humano infecciona tudo, mesmo o bem. Para que as nossas ações boas sejam meritórias devem ser feitas com intenção de agradar a Deus. Ora, o respeito humano inclina-nos e decide-nos a praticar o bem para agradar às criaturas. Portanto, o respeito humano tira o caráter sobrenatural às nossas ações. Dá preferência do homem a Deus.

3º Prática do mal. — O homem levado pelo respeito humano chega mesmo a praticar o mal para agradar os maus. Um companheiro aproxima-se de nós, convida-nos para os bailes, para reuniões profanas, para lugares perigosos e deixamo-nos arrastar pelo maldito companheiro até à boca do Inferno e não temos coragem de lhe dizer secamente: não quero, vai tu sozinho! 

4º Jactância do mal. — O respeito humano faz mesmo com que o homem se glorie com o mal que fez e até mesmo se glorie com faltas que não cometeu.

5º O respeito humano é um mal universal. — Um outro caráter do respeito humano é a sua universalidade. Por exemplo, o mentiroso, o voluptuoso, o colérico, eles têm estas paixões próprias: inimigos da verdade, da castidade, da mansidão; e no campo do respeito humano são inacessíveis a qualquer virtude. O respeito humano não apresenta o aspecto de um defeito particular, torna-se o foco de todos os vícios. Escravo do respeito humano, o homem é capaz de transgredir todos os Mandamentos de Deus e da Igreja, faltar a todos os deveres e praticar todo o mal.


III — Motivos do respeito humano

1º O mundo tem horror à verdade e ao bem — O mundo tem horror à verdade e ao bem e aos que representem estas coisas. O ideal do mundo é o mal. Ora o mal é a negação do bem. 

Moisés, que suportou tantas fadigas no governo de seiscentos mil homens, a ouvir as suas queixas e a apaziguar as suas discórdias, quando esperava do seu povo louvores e agradecimentos, ouve da boca de um pastor estas amargas palavras: “és néscio e doido em tomares sobre ti tantos negócios!”. 

Vasti[1], esposa de Assuero, ao invés de ser louvada pela compostura e modéstia, porque recusou fazer alarde da sua formosura perante a multidão dos convidados, a tiveram unicamente por cabeçuda e teimosa. 

Como queremos que os maus nos não tenham aversão se as nossas ações são uma repreensão contínua ao seu mau viver? Com a nossa piedade confundimos a sua falta de religião; com a nossa honestidade, a sua dissolução; com a nossa caridade, a sua avareza. Miram-se em nós como em espelhos e veem esses infelizes todas as suas fealdades. Que admira, pois, que nos desprezem, que nos escarneçam e maltratem, semelhantes ao camelo que, em vendo água clara e nela a sua enorme fealdade, revolve-a com os pés até turvá-la completamente?! “Os ímpios abominam os que andam pelo caminho reto” (Prov. 29,27). Assim como somos naturalmente levados a desculpar nos outros aquelas faltas que reconhecemos em nós mesmos, assim também, infelizmente, nos sentimos inclinados a desaprovar, ou, pelo menos, a desprezar nos outros as virtudes que não temos força de praticar. Eis aqui a verdadeira razão pela qual os maus murmuram das pessoas virtuosas.


2º O mundo quer perder as almas — O mundo sorri sarcasticamente e escarnece dos que têm religião e piedade porque ele quer prender e matar como outrora. Ele diz e faz como os irmãos de José: “Que quer este sonhador?”. E concluíram: “Lancemo-lo numa cisterna”. O cristão não deve temer o opróbrio dos homens. “Nolite timere opprobrium hominum” (Is 51,7). Um cristão deve manifestar que há nas suas convicções uma força maior do que todas as paixões dos adversários.


IV — Gravidade do respeito humano

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Como um sacerdote se torna maçom


Como um sacerdote se torna maçom


“Em 1999 foi publicado um livro de modo anônimo na Itália intitulado Via col vento in Vaticano[1], que, segundo o editor da versão francesa, ‘teria vindo de um grupo de dignitários do Vaticano chamado Os Milenários (Les Millénaires), que decidiram quebrar a lei do silêncio’. É uma obra coletiva que descreve várias desordens que afetam a Santa Sé. Os capítulos são de valor desigual e alguns pedem sérias reservas. O capitulo 18, ‘A Fumaça de Satanás no Vaticano’, trata da Maçonaria e expõe, em quatro páginas de grande interesse, o processo implementado para fazer com que os prelados se filiem à seita.

Existe um verdadeiro noviciado para os sacerdotes que se incorporam à ordem maçônica. Há entre eles uma certa categoria de homens nos quais a Maçonaria vê possíveis colaboradores; estes devem possuir certas qualidades em conjunto: inteligência aguda, desejo profundo de fazer carreira, ambição, bela e imponente presença física e rosto agradável. Tais excelentes qualidades chamam a atenção dos recrutadores.

Quando um jovem sacerdote corresponde a esses critérios (…), falta apenas iniciar o ataque com estímulos a sua autoestima”. 

O autor insiste no segredo da operação, condição de seu sucesso.

“A condição absoluta é que, nesta primeira fase, o candidato designado permaneça na total ignorância do que está sendo montado ao seu redor. A técnica maçônica exige uma revelação progressiva, para que o associado descubra os fins da sociedade secreta apenas gradualmente, de acordo com o que os superiores considerem como útil”. 

O primeiro contato acontece da maneira mais natural possível:

“Um convite numa embaixada obrigatória para uma celebração nacional, o encontro inesperado com uma pessoa que se diz prezar esta amizade, um sacerdote que lhe pede algo, que se mostra grato. Então vem a fase de elogios e adulações: ‘oh, que maravilha, tanta gentileza, uma tal inteligência! (...) Você mereceria mais, você está desperdiçando seu tempo... Mas por que não nos tratamos de modo mais familiar?’ (…). Então, se entra na fase de futuros prospectos: ‘Conheço um certo sacerdote, um certo cardeal, um certo embaixador ou um certo ministro (…) Direi prontamente uma palavra a seu respeito; falarei de você como um homem que merece maiores responsabilidades (…).’

Neste estágio, o proponente percebe imediatamente se o partido interessado já mordeu a isca”. 

O processo assim descrito continuará por muitos anos, sempre em segredo.

“Aos poucos, as promessas feitas começam a se realizar. O candidato pré-selecionado percebe que não foram falsas as promessas e acredita-se no dever de ser grato ao amigo, a quem considera seu benfeitor. Nesse momento, sua carreira progride sem encontrar nenhuma dificuldade. Brilhantes possibilidades se abrem diante dele para o serviço da Igreja, dentro da qual ele começa a imaginar uma posição que lhe caiba muito bem. 

É exatamente nesse momento, quando, tomado pela febre de ambição e vaidade, o sacerdote desprevenido tem na mão a prova de sua rápida ascensão, a qual ele ainda não entendeu completamente, e quando outras promoções para posições ainda mais elevadas aparecem no horizonte, que eles chegam à fase das explicações.”

Eles explicam duas coisas ao candidato:

- Se ele chegou a posições tão brilhantes, foi devido ao apoio discreto da Ordem Maçônica e seus amigos;

- Ele é livre para continuar a colaborar com essa Ordem, que garantirá a continuidade de seu avanço.

“Nessa fase bastante delicada, o sacerdote em crise é quem decide a escolha que vai tomar. O desejo de continuar a subir, a vertigem de se saber introduzido na corrente maçônica, o medo de inevitáveis revelações caso se recuse a aderir, ou, ao contrário, o vácuo que ele já pode sentir ao seu redor, a exortação fraternal de algum dignitário para continuar, como ele próprio já havia feito: em uma palavra, tudo isso acaba por convencer o sacerdote a seguir o caminho que outros começaram a traçar para ele, sem seu conhecimento.

Quanto mais alto alguém é colocado, mais provável é sua fragilidade interna pelo medo de perder as altas posições que lhe foram permitidas alcançar. Um abismo chama outro. A pessoa busca uma desculpa para isso. 

Muitos sacerdotes que assim se comprometeram acabam por ceder e tornar-se membros do aparato maçônico e na obrigação de obedecer suas instruções.

Dessa forma, uma vez infiltrado em seu meio sacerdotal, o bravo noviço maçônico tem, como seu principal dever, que parecer confiável mantendo suas promessas e, se necessário, apresentar sob um dia ruim, como falsos e hipócritas, os melhores sacerdotes do lugar onde ele se infiltrou (…).

Habilmente fisgado, o novo maçom novo então se torna um peão na esfera de atividade da loja secreta e é adicionado aos outros que lá já fizeram seu ninho. Sua ascensão pode continuar a partir de agora sem obstáculos até o topo com a ajuda dos outros ‘irmãos’.”

Admirável processo fundado no segredo, que facilmente pode durar dez anos e que só pode ser implementado por um pessoal disciplinado, bem treinado... e paciente. É sem dúvida usado não apenas na Cúria, tanto no mundo secular, quanto no eclesial. 

Duas observações gerais devem ser feitas quanto ao que se expôs acerca da penetração maçônica na Cúria e do processo usado nesse propósito.

A presença de maçons em posições chave na Igreja explica em grande parte os desvios em doutrina e disciplina dos últimos quarenta anos. É particularmente claro no caso da reforma litúrgica.

Quanto ao processo que faz sacerdotes maçons, é muito importante entendê-lo e fazê-lo conhecido, porque ele obviamente perde sua efetividade quando é descoberto.

Concluindo, fiquemos em alerta quanto à questão maçônica. É uma das chaves da crise atual, tanto política como religiosa. E, como o papa Leão XIII disse na encíclica “Humanum genus”, é preciso “arrancar da Maçonaria a máscara com a qual ela se esconde e mostrá-la como ela é”.

Fiquemos em alerta e mantenhamos a fé na Igreja; sabemos que as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

“A Igreja é realmente uma sociedade sobrenatural, realmente santa – Corpo Místico de Cristo, Esposa de Cristo – de uma fidelidade intacta, à imagem da Virgem Maria. Ela é totalmente dada e comunicada por Jesus em cada século, sem exceção, e até o fim do mundo. Isso e nada mais’.” 


Arnaud de Lassus, “How Does a Prelate of the Church Become a Freemason?”

From: Action Familiale et Scolaire, No 161, pp.34-37; 31, rue Rennequin, 75 017 Paris-France. 

quarta-feira, 5 de junho de 2019

5 de junho: São Bonifácio, Apóstolo da Alemanha

São Bonifácio, Bispo e Mártir 
Apóstolo da Alemanha


PRECE. Deus, que, pelo zelo do Beato Bonifácio, Vosso Bispo e Mártir, Vos dignastes chamar ao conhecimento de Vosso Nome uma multidão de povos, concedei, propício, que, enquanto celebramos sua solenidade, experimentemos também o seu patrocínio.  


Clique para ler a VIDA 

Clique para rezar a Ladainha de São Bonifácio

Clique para ler sobre a "árvore de Natal"


terça-feira, 4 de junho de 2019

Do perfeito amor de Deus



São Boaventura, Do perfeito amor de Deus 



A exemplo de São Francisco, Santa Clara e suas filhas também querem chegar ao cimo da montanha da perfeição do amor. A propósito disso, transcrevemos parte do VII capítulo (“Do perfeito amor de Deus”) de um interessantíssimo opúsculo que São Boaventura escreveu à abadessa das Irmãs do convento de Assis, sobre “A perfeição da vida”:

Não é possível excogitar um meio mais apto e mais fácil para mortificar os vícios, para progredir na graça, para atingir o auge de todas as virtudes do que a caridade. Por isso diz Próspero, no seu livro “Sobre a vida Contemplativa”: “A caridade é a vida das virtudes e a morte dos vícios”. Como a cera se derrete diante do fogo, assim os vícios perecem diante da caridade. Porque a caridade possui tanto poder que só ela fecha o Inferno, só ela abre o Céu, só ela dá a esperança da salvação, só ela nos torna dignos do amor de Deus. Tal poder possui a caridade que entre todas as virtudes só ela é chamada propriamente virtude. Quem a possui é rico, tem abundância, é feliz. [...] E diz Santo Agostinho: ‘Se a virtude conduz a uma vida bem-aventurada, eu quisera afirmar em absoluto que nada é propriamente virtude senão o sumo amor de Deus’. Sendo, por conseguinte, o amor de Deus uma virtude tão elevada, cumpre insistir em alcançá-lo acima de todas as demais virtudes; porém, não um amor qualquer, mas só aquele com que Deus é amado sobre todas as coisas e o próximo por amor de Deus. O modo de amar a teu Criador ensina-o o teu esposo no Evangelho: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todo o teu espírito’. Repara bem, caríssima serva de Jesus Cristo, que amor o teu dileto esposo exige de ti. Quer o teu amado que ao seu amor dediques todo o teu coração, toda a tua alma, todo o teu espírito, de sorte que absolutamente ninguém, em todo o teu coração, em toda a tua alma, em todo o teu espírito, tenha parte com Ele. Que, pois, fará para amares o Senhor teu Deus realmente de todo o coração? Que quer dizer: de todo o coração? Vê como São João Crisóstomo ensina: “Amar a Deus de todo o coração significa não estar o teu coração inclinado a nenhuma outra coisa mais do que ao amor de Deus; não te comprazeres nas coisas desse mundo mais do que em Deus, nem nas honras, nem mesmo nos pais. Se, todavia, o teu coração se ocupar em alguma destas coisas, já não O amas de todo o coração”. Peço-te, serva de Cristo, não te iludas. Fica sabendo que, se amas alguma coisa, e não a amas em Deus e por Deus, já não O amas de todo o coração. Por isso diz Santo Agostinho: “Senhor, menos te ama quem ama alguma coisa Contigo”. Se amas alguma coisa que não te faz progredir no amor de Deus, não O amas de todo coração. E se, por amor de alguma coisa, negligencias aquilo que deves a Cristo, já não O amas de todo o coração. Ama, pois, o Senhor teu Deus de todo o coração.  
Não somente de todo o coração, mas também de toda a alma devemos amar a Jesus Cristo, Nosso Deus e Senhor. Que significa: de toda a alma? Vai dizê-lo Santo Agostinho: “Amar a Deus de toda a alma é amá-lO com toda a vontade, sem restrições”. Amarás, certamente, de toda a alma, se sem contradição e de boa vontade fizeres não o que tu queres, nem o que aconselha o mundo, nem o que te inspira a carne, mas aquilo que reconheceres como sendo a vontade de Deus. Amarás, de fato, a Deus de toda a tua alma quando por amor de Jesus Cristo entregares de boa vontade tua vida à morte, sendo necessário. Se nisto, porém, faltares, já não amas de toda a alma. Ama, pois, ao Senhor teu Deus de toda a tua alma, isto é, faze a tua vontade sempre em conformidade com a vontade divina. 
Entretanto, não só de todo o coração, não só de toda a alma, deves amar o teu esposo, Jesus Cristo. Ama-O também de todo o teu espírito. Que quer dizer: de todo o teu espírito? Di-lo novamente Santo Agostinho: “Amar a Deus de todo o espírito, é amá-lO com toda a memória, sem esquecimento”. 

(In “Obras Escolhidas”. p. 433-435). 
      

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