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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Como um sacerdote se torna maçom


Como um sacerdote se torna maçom


Em 1999 foi publicado um livro de modo anônimo na Itália intitulado Via col vento in Vaticano[1], que, segundo o editor da versão francesa, ‘teria vindo de um grupo de dignitários do Vaticano chamado Os Milenários (Les Millénaires), que decidiram quebrar a lei do silêncio’. É uma obra coletiva que descreve várias desordens que afetam a Santa Sé. Os capítulos são de valor desigual e alguns pedem sérias reservas. O capitulo 18, ‘A Fumaça de Satanás no Vaticano’, trata da Maçonaria e expõe, em quatro páginas de grande interesse, o processo implementado para fazer com que os prelados se filiem à seita.

Existe um verdadeiro noviciado para os sacerdotes que se incorporam à ordem maçônica. Há entre eles uma certa categoria de homens nos quais a Maçonaria vê possíveis colaboradores; estes devem possuir certas qualidades em conjunto: inteligência aguda, desejo profundo de fazer carreira, ambição, bela e imponente presença física e rosto agradável. Tais excelentes qualidades chamam a atenção dos recrutadores.

Quando um jovem sacerdote corresponde a esses critérios (…), falta apenas iniciar o ataque com estímulos a sua autoestima”. 

O autor insiste no segredo da operação, condição de seu sucesso.

A condição absoluta é que, nesta primeira fase, o candidato designado permaneça na total ignorância do que está sendo montado ao seu redor. A técnica maçônica exige uma revelação progressiva, para que o associado descubra os fins da sociedade secreta apenas gradualmente, de acordo com o que os superiores considerem como útil”. 

O primeiro contato acontece da maneira mais natural possível:

Um convite numa embaixada obrigatória para uma celebração nacional, o encontro inesperado com uma pessoa que se diz prezar esta amizade, um sacerdote que lhe pede algo, que se mostra grato. Então vem a fase de elogios e adulações: ‘oh, que maravilha, tanta gentileza, uma tal inteligência! (...) Você mereceria mais, você está desperdiçando seu tempo... Mas por que não nos tratamos de modo mais familiar?’ (…). Então, se entra na fase de futuros prospectos: ‘Conheço um certo sacerdote, um certo cardeal, um certo embaixador ou um certo ministro (…) Direi prontamente uma palavra a seu respeito; falarei de você como um homem que merece maiores responsabilidades (…).’

Neste estágio, o proponente percebe imediatamente se o partido interessado já mordeu a isca”. 

O processo assim descrito continuará por muitos anos, sempre em segredo.

Aos poucos, as promessas feitas começam a se realizar. O candidato pré-selecionado percebe que não foram falsas as promessas e acredita-se no dever de ser grato ao amigo, a quem considera seu benfeitor. Nesse momento, sua carreira progride sem encontrar nenhuma dificuldade. Brilhantes possibilidades se abrem diante dele para o serviço da Igreja, dentro da qual ele começa a imaginar uma posição que lhe caiba muito bem. 

É exatamente nesse momento, quando, tomado pela febre de ambição e vaidade, o sacerdote desprevenido tem na mão a prova de sua rápida ascensão, a qual ele ainda não entendeu completamente, e quando outras promoções para posições ainda mais elevadas aparecem no horizonte, que eles chegam à fase das explicações.

Eles explicam duas coisas ao candidato:

- Se ele chegou a posições tão brilhantes, foi devido ao apoio discreto da Ordem Maçônica e seus amigos;

- Ele é livre para continuar a colaborar com essa Ordem, que garantirá a continuidade de seu avanço.

Nessa fase bastante delicada, o sacerdote em crise é quem decide a escolha que vai tomar. O desejo de continuar a subir, a vertigem de se saber introduzido na corrente maçônica, o medo de inevitáveis revelações caso se recuse a aderir, ou, ao contrário, o vácuo que ele já pode sentir ao seu redor, a exortação fraternal de algum dignitário para continuar, como ele próprio já havia feito: em uma palavra, tudo isso acaba por convencer o sacerdote a seguir o caminho que outros começaram a traçar para ele, sem seu conhecimento.

Quanto mais alto alguém é colocado, mais provável é sua fragilidade interna pelo medo de perder as altas posições que lhe foram permitidas alcançar. Um abismo chama outro. A pessoa busca uma desculpa para isso. 

Muitos sacerdotes que assim se comprometeram acabam por ceder e tornar-se membros do aparato maçônico e na obrigação de obedecer suas instruções.

Dessa forma, uma vez infiltrado em seu meio sacerdotal, o bravo noviço maçônico tem, como seu principal dever, que parecer confiável mantendo suas promessas e, se necessário, apresentar sob um dia ruim, como falsos e hipócritas, os melhores sacerdotes do lugar onde ele se infiltrou (…).

Habilmente fisgado, o novo maçom novo então se torna um peão na esfera de atividade da loja secreta e é adicionado aos outros que lá já fizeram seu ninho. Sua ascensão pode continuar a partir de agora sem obstáculos até o topo com a ajuda dos outros ‘irmãos’.

Admirável processo fundado no segredo, que facilmente pode durar dez anos e que só pode ser implementado por um pessoal disciplinado, bem treinado... e paciente. É sem dúvida usado não apenas na Cúria, tanto no mundo secular, quanto no eclesial. 

Duas observações gerais devem ser feitas quanto ao que se expôs acerca da penetração maçônica na Cúria e do processo usado nesse propósito.

A presença de maçons em posições chave na Igreja explica em grande parte os desvios em doutrina e disciplina dos últimos quarenta anos. É particularmente claro no caso da reforma litúrgica.

Quanto ao processo que faz sacerdotes maçons, é muito importante entendê-lo e fazê-lo conhecido, porque ele obviamente perde sua efetividade quando é descoberto.

Concluindo, fiquemos em alerta quanto à questão maçônica. É uma das chaves da crise atual, tanto política como religiosa. E, como o papa Leão XIII disse na encíclica “Humanum genus”, é preciso “arrancar da Maçonaria a máscara com a qual ela se esconde e mostrá-la como ela é”.

Fiquemos em alerta e mantenhamos a fé na Igreja; sabemos que as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

A Igreja é realmente uma sociedade sobrenatural, realmente santa – Corpo Místico de Cristo, Esposa de Cristo – de uma fidelidade intacta, à imagem da Virgem Maria. Ela é totalmente dada e comunicada por Jesus em cada século, sem exceção, e até o fim do mundo. Isso e nada mais’.” 


Arnaud de Lassus, “How Does a Prelate of the Church Become a Freemason?

From: Action Familiale et Scolaire, No 161, pp.34-37; 31, rue Rennequin, 75 017 Paris-France. 



Fonte: http://sspxasia.com/Newsletters/2003/Jul-Dec/becoming_a_freemason.htm.  
Tradução: Recebemos por e-mail, sem autoria. 

Arnaud de Lassus foi presidente fundador de AFS, “Action Familiale et Scolaire”. Morreu em 25 de janeiro de 2017. 

NOTA:
1.   É um jogo de palavras que faz uso do título do célebre filme norte-americano “E o Vento levou...”. O PDF pode ser baixado aqui: https://wobronietradycjiiwiary.files.wordpress.com/2017/02/via-col-vento-in-vaticano.pdf (em italiano). 

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