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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Novena a Nossa Senhora das Dores

Novena a Nossa Senhora das Dores 

De 6 a 14 de Setembro

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Também chamada Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário ou ainda Nossa Senhora do Pranto, e invocada em latim como Beata Maria Virgo Perdolens, ou Mater Dolorosa - é um dos plúrices títulos pelos quais a Igreja Católica venera a Virgem Maria.


COROA

 
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A oração ideal: Meu Senhor e Meu Deus!

MEU SENHOR E MEU DEUS


Quando eu era menino, uma das primeiras coisas que os meus pais me ensinaram, bem como na catequese, foi a oração "ideal" para se rezar durante a elevação da Hóstia e do Cálice na Consagração: «Meu Senhor e meu Deus!»

De tal modo assim rezei sempre ao longo desses verdes anos, durante a Consagração, que ficou em mim enraizada essa prática, por isso mesmo uma das primeiras a ser recordada, quando ao fim de muitos anos de afastamento, reencontrei a Fé e a Igreja, pela graça de Deus.

Mas confesso que essa oração saía muito mais da minha boca, numa forma rotineira, do que verdadeiramente uma oração do coração, meditada e abarcada em toda a sua dimensão espiritual de afirmação de Fé em Jesus Cristo.

Julgo até (a memória não me ajuda) que, durante muito tempo, nem sequer liguei essa oração ao "Credo" proferido por São Tomé, quando do seu encontro com Jesus Cristo ressuscitado.

No entanto, essa ligação indelével entre a passagem bíblica e o tempo presente, ao rezar essa oração, tem-me surgido como reflexão, como meditação, e este ano mais ainda, no Domingo passado, em que foi proclamado esse Evangelho.

Como nos narra o Evangelho de São João 20, 24-29, Tomé não acreditou quando os seus irmãos Apóstolos lhe disseram que tinham visto o Ressuscitado. Respondeu-lhes, como nós hoje em dia tantas vezes respondemos, um tanto displicentemente, uma frase qualquer do tipo: "Pois sim, está bem, mas só se eu vir com os meus olhos e tocar com as minhas mãos". Passados oito dias (sempre no primeiro dia da semana), Jesus Cristo apresentou-se novamente diante deles e convidou Tomé a ver com os seus olhos e a tocar com as suas mãos.

Tomé, não era com certeza um cético, até queria acreditar, mas estava preso na sua humanidade.

Ora, quem tem o coração aberto à Fé, ao ser encontrado, ao encontrar-se com Jesus Cristo, nunca fica indiferente, e a relação puramente humana e racional adquire uma nova dimensão espiritual, que permite "ver" o que os olhos do corpo não veem.

Jesus Cristo convidou Tomé a por as mãos nas suas chagas, mas o Evangelho não nos diz que ele assim fez. O Evangelho diz, sim, que Tomé, imediatamente após o convite de Jesus, respondeu apenas: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).

Diante do encontro pessoal com Jesus Cristo, Tomé faz a profissão de Fé mais explícita até então feita pelos Apóstolos. Porque nesse encontro Tomé acreditou, e, ao acreditar, pôde "ver" para além do que os olhos do seu corpo lhe mostravam, e assim pôde "ver" a Pessoa de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

Se eu, no momento da Consagração, repito essa oração apenas rotineiramente, se não a torno uma oração de coração aberto à presença real de Jesus Cristo, então apenas posso ver com os olhos do corpo, e apenas vejo um pouco de pão branco de forma redonda e um cálice com vinho.

Mas se eu me abro à presença real de Jesus Cristo na Consagração, então os meus olhos passam a ser os olhos do coração, passam a ser os olhos da Fé, e o que eu vejo com os olhos do corpo toma a dimensão real e verdadeira do Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, na Hóstia e no Vinho consagrados. Então não me resta mais nada, como Tomé, a não ser proclamar: “Meu Senhor e meu Deus!”.

“Felizes os que crêem sem terem visto!” (Jo 20, 29), diz Jesus a Tomé.

E eu medito nesta frase e quero perceber que aqueles que hoje acreditam veem pela Fé porque os olhos do corpo apenas lhes mostram um pouco de pão e um cálice com vinho. E assim são felizes, porque para "verem" não o podem fazer apenas por si próprios, mas pela graça de Deus, que lhes concede o dom da Fé, que os leva a ultrapassarem a sua própria humanidade e a "verem" para além de si próprios.

Glória ao Senhor!

Monte Real, 5 de Maio de 2011


Fonte: web. Autoria desconhecida até este momento.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

A Selva - DÉCIMA PRIMEIRA INSTRUÇÃO - Sobre a devoção à Virgem Santíssima

  Santo Afonso Maria de Ligório
(27/09/1696 - 02/08/1787)
Bispo de Santa Àgata
Confessor
Doutor Zelosíssimo da Igreja
Fundador dos Missionários Redentoristas

A Selva


SEGUNDA PARTE - MATERIAIS PARA AS INSTRUÇÕES
DÉCIMA PRIMEIRA INSTRUÇÃO


Sobre a devoção à Virgem Santíssima


Pode este assunto ser tratado nos sermões ou nas instruções, conforme se julgar preferível. Em todo o caso, quem dá os exercícios a sacerdotes, não deve passar em silêncio este ponto; porque este discurso é talvez mais útil que todos os outros. Sem a devoção a Maria, é moralmente impossível ser-se um bom padre.Vamos considerar, em primeiro lugar, que a intercessão da santíssima Virgem é moralmente necessária aos padres; veremos depois a confiança que eles devem ter na intercessão desta divina Mãe.

I - Necessidade moral da intercessão da santíssima Virgem

Quanto à necessidade da intercessão da Mãe de Deus, é verdade que o Concílio de Trento ( Sess. 25, De inv. Sanct.) declarou solenemente que a intercessão dos santos é útil, sem dizer que seja necessária. No entanto, a esta pergunta: “Somos nós obrigados a pedir aos santos que intercedam por nós?”1 Santo Tomás responde afirmativamente, porque a ordem da lei divina exige que, na condição de viadores, nos salvemos por meio dos santos, obtendo por sua mediação as graças necessárias à salvação. Eis as suas palavras: “Segundo S. Dionísio, a ordem dos seres exige que os últimos regressem a Deus por intermédio dos que estão mais próximos dele. E, como os santos que estão na pátria se acham muito próximos de Deus, exige a ordem da lei divina que nós, retidos longe do Senhor pelos laços do corpo, regressemos a ele por meio dos santos”. Depois ajunta: “Assim como os benefícios de Deus nos advém por meio dos sufrágios dos santos, assim também é necessário que por meio dos santos nos voltemos para Deus, para recebermos dele novos benefícios”2. O mesmo pensamento se encontra expresso noutros autores e especialmente no continuador de Tournely, que diz com Sílvio: Somos obrigados pela lei natural a observar a ordem estabelecida por Deus; ora Deus estabeleceu que os inferiores cheguem à salvação implorando o socorro dos superiores3.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Nossa Senhora Mãe do Bom Pastor


03 de setembro

Dia de Nossa Senhora Mãe do Bom Pastor

Samurai cristão, Sorin Otomo

Você sabia?


Samurai cristão, Sorin Otomo

SAKURAMA KAI GROUP
 TEATRO NOH 

TEATRO NOH

Samurai cristão, Sorin Otomo
SAKURAMA KAI GROUP

 
Esta peça de teatro noh descreve a personagem e o percurso de Sorin Otomo, um samurai (senhor feudal) um dos poucos a converter-se ao Cristianismo, com o nome de Francisco. Sorin, que em 1551 conheceu pessoalmente o missionário Francisco Xavier, ficou conhecido entre os jesuítas como Rei de Bungo, região governada pelo samurai que nela instalou um centro da Igreja Católica do Japão.

Senhor do domínio de Funai, a ilha mais ao sul do Japão, Sorin saiu vitorioso de várias batalhas que lhe permitiram consolidar o seu território. Em 1561 participou, aliado aos Portugueses, no cerco de Moji. Anteriormente, já tinha enviado uma delegação a Goa mas o seu grande feito diplomático foi o envio à Europa, em 1582, de uma delegação de quatro jovens embaixadores japoneses à cabeça de uma delegação de 10 pessoas. O objectivo desta viagem era o de tomar contacto com a actividade da Companhia de Jesus na Europa, aprender com a sua experiência e transportar os seus ensinamentos para o Japão. A delegação partiu no dia 20 de Fevereiro do porto de Nagasaqui, com passagem por Macau, Malaca e Goa. Ao fim de dois anos e meio, dobrado o Cabo da Boa Esperança, aportaram a Lisboa, em Agosto de 1584. Portugal era então governado por Filipe II. Daí partiram para Espanha e no dia 23 de Março de 1585 são recebidos pelo Papa Gregório XIII a quem se apresentam vestidos de quimono.

No ano em que se comemoram os 150 anos da assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão, a apresentação desta peça, estreada em Osaca em 2009, ganha um acrescido significado e contribuiu para o reforço das relações entre os dois países.

Indicação: Tatiana Konorat 

OUTRO SAMURAI CRISTÃO


Hasekura Tsunenaga
(支倉六右衛門常長)
Don Felipe Francisco Hasekura
Hasekura Rokuemon Tsunenaga (1571 – 1622) foi um samurai japonês e servo de Date Masamune, o daimyo de Sendai. Do fim dele, pouco se sabe, mas pelo que aconteceu com seu descendentes, tudo leva a crer que manteve a Fé.

Hasekura tinha um filho, chamado Rokuemon Tsuneyori. Dois dos servos do seu filho, Yogoemon (与五右衛門) e sua mulher, foram condenados por serem cristãos, mas se recusaram a renegar a fé sob tortura (forca reversa, chamada "Tsurushi", 釣殺し) e por isso foram mortos em agosto de 1637 (como a vida dos cristãos que abjurassem a fé era poupada, essas execuções indicam que eles eram fiéis e se recusaram a negar a sua fé). Em 1637, o próprio Rokuemon Tsuneyori foi suspeito de cristianismo depois de ter sido denunciado por alguém de Edo, mas escapou por ter sido mestre do templo Zen de Komyoji (光明寺). Em 1640, dois outros servos de Tsuneyori, Tarozaemon, que seguira Hasekura em Roma, e sua mulher, foram condenados por serem cristãos, e, também se recusando a renunciar à sua fé sob tortura, foram mortos. Tsuneyori foi responsabilizado desta vez e decapitado no mesmo dia, aos 42 anos, por ter falhado em denunciar cristãos sob o seu teto, apesar de nunca ter se confirmado se ele mesmo era cristão ou não. E também dois padres cristãos, os dominicanos Pedro Vazquez e Joan Bautista Paulo, deram seu nome sob tortura. O irmão menor de Tsuneyori, Tsunemichi, foi condenado como cristão, mas conseguiu fugir e desaparecer.

Os privilégios da família Hasekura foram abolidos a esse ponto pelo feudo de Sendai, e sua propriedade e posses foram apreendidas. Foi nessa época, em 1640, que os artefatos cristãos de Hasekura foram confiscados, e mantidos sob custódia em Sendai até serem redescobertos no final do século XIX.

No total, mais ou menos cinquenta artefatos cristãos foram encontrados na propriedade de Hasekura em 1640, como cruzes, rosários, trajes religiosos e pinturas religiosas. Os artefatos foram apreendidos e guardados no feudo de Date. Um inventário foi feito novamente em 1840 descrevendo os itens como pertencentes a Hasekura Tsunenaga. Dezenove livros também foram mencionados no inventário, mas eles se perderam. Os artefatos estão hoje preservandos no Museu da Cidade de Sendai e outros museus em Sendai.

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