Dom Bernard Fellay: "não haverá triunfo mariano sem restauração da Igreja e, portanto, da missa com o ensinamento da fé".
As conversações romanas: algumas perspectivas
Monsenhor, obrigado por aceitar responder às nossas perguntas. Qual a diferença entre estas conversações doutrinais e os intercâmbios anteriores que ocorreram durante a vida de Mons. Lefebvre, por exemplo, a propósito das Dubia?
Anteriormente, os intercâmbios eram, na verdade, informais, exceto em algumas raras ocasiões, como no início do pontificado de João Paulo II. Mons. Lefebvre, enquanto apresentando as principais objeções às novidades — e protestando energicamente contra os escândalos que sacudiam a Igreja —, procurava então um acordo prático: ele pensava que Roma poderia deixá-lo fazer "a experiência da Tradição" concedendo à Fraternidade São Pio X uma regularização canônica antes de qualquer debate de fundo. Após 1988, ele indicou claramente o passo a seguir: conduzir a discussão sobre o terreno doutrinal, sobre a própria essência da crise que faz tanto estrago. Hoje, a Santa Sé nos concedeu, sem contrapartida, estas magníficas conversações doutrinais, de maneira oficial. Elas serão para nós a ocasião de testemunhar a fé e de fazer de nós o eco de 2000 anos de Tradição, sem nos privar de retomar certos estudos, como justamente as Dubia sur la liberté religieuse que, à época, não obtiveram resposta satisfatória.
