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sábado, 27 de agosto de 2016

Nossa Senhora do Sagrado Coração

Nossa Senhora do Sagrado Coração de Jesus
Imagem italiana (de Turim) do sec. XIX 
que se inspira em uma imagem 
venerada em Issoudun (diocese de Bourges) 
e difundida pelos Misionários do 
Sagrado Coração de Jesus 
fundados naquela cidade em 8.12.1854.
Os títulos: 

- São mais de 300 títulos atribuídos à Maria. Há duas categorias: inspirações e as aparições. As inspirações estão ligadas às devoções populares e intuições próprias, ou iluminações, de algumas pessoas, em um determinado momento da História, confirmadas depois pela Igreja. As aparições estão ligadas aos lugares da aparição (Ex. Lourdes, Fátima, Salete, Caravaggio, Guadalupe).


A intuição: 

- Nossa Senhora do Sagrado Coração foi uma inspiração de uma pessoa ou foi uma aparição?  

– Foi uma inspiração íntima do Pe. Jean Jules Chevalier; primeiramente ele vivenciou um grande amor do Coração de Jesus. Ele descobriu no Coração de Jesus, a resposta e o remédio para os males do seu tempo do século XIX, entre outros: o egoísmo e a indiferença religiosa. A partir desta experiência profunda com esta espiritualidade do Coração, nasceu também um novo título a Maria, e por sinal, muito original. Ele mesmo quis chamar Maria com este título: Nossa Senhora do Sagrado Coração.  


Quando nasceu este título? 

– Foi num dia de verão de 1857, três anos depois de ter fundado a Congregação dos Missionários do Sagrado Coração, que tinha ocorrido em 08 de dezembro de 1854. Pe. Chevalier era, na época, um jovem sacerdote, com 33 anos de idade. Ele perguntou aos seus confrades sob que título Maria seria honrada na nova igreja que estava sendo construída. Vários nomes foram dados. De repente ele disse: "de hoje em diante Maria será chamada com o título de Nossa Senhora do Sagrado Coração". Tal ideia impressionou os seus primeiros companheiros. Porém, tal nome só foi revelado ao povo em 1861, quatro anos depois, quando foi inaugurada a primeira parte da igreja. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Museu das Almas do Purgatório

O sermão de Padre Cardozo do 8° Domingo depois de Pentecostes (vide abaixo) me inspirou a pesquisar sobre o Museu das Almas do Purgatório, em Roma.

Museu das Almas do Purgatório

Este insólito museu está localizado na Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio, no Lungotevere Prati, 18, em Roma. O estilo neogótico da construção, projetada pelo arquiteto Giuseppe Gualandi, tem algo de fascinante e, ao mesmo tempo, espectral, e lhe garantiu a definição de "Pequeno Duomo de Milão". A igreja foi edificada em um terreno edificável comprado, em 1893, pelo padre Victor Jouet, da Congregação dos Missionários do Sagrado Coração, fundada por Jean Jules Chevalier em 1854. A construção levou 23 anos, estendendo-se de 1983 a 1917. 

Em 15 de Setembro de 1897, deu-se um incêndio no interior do edifício; depois de apagado o fogo, o padre Jouet reconheceu em uma mancha desenhada pelo fogo na parede um rosto padecente. O episódio foi documentado com uma fotografia que está guardada no interior da igreja e deu lugar ao Museu das Almas do Purgatório, que substituiu a pequena capela de Nossa Senhora de Rosário. O pároco convenceu-se de que se tratava da alma de um falecido que se encontrava no Purgatório, mas que queria entrar em contato com os vivos. Com esta convicção na cabeça, Padre Jouet começou a procurar outras aparições desse tipo. Ele prosseguiu com suas pesquisas através de longas viagens na Itália e na Europa, e recolheu várias relíquias que pareciam dar credibilidade à sua opinião.


Vários objetos "tocados" pelas almas dos mortos se encontram no museu. A estrutura, entre outras coisas, tem também a reputação de lugar "maldito". As relíquias, cerca de uma dúzia, são todas acompanhadas por uma rica documentação. Entre outros, há a impressão digital feita em fogo sobre uma almofada, deixada na noite entre 5 e 6 de junho de 1894, pelo fantasma da Irmã Maria de São Luís Gonzaga enquanto aparecia à Irmã Margarida do Sagrado Coração quando esta se encontrava em sua cama. O fantasma da mulher tinha uma expressão desesperada e estava cercado por sombras negras. A falecida contou que estava no Purgatório porque em vida ela havia pecado gravemente por ter desejado morrer por causa do indescritível sofrimento que lhe causara a tuberculose; mas, após o encorajamento da Madre Superiora, confiou-se tranquilamente à vontade de Deus; poucos dias depois, na manhã de 5 de junho, ela morreu em paz: contudo, deveria passar 20 anos no Purgatório; o fantasma pediu, então, orações para acelerar a passagem para o Paraiso. O fantasma reapareceu nos dias 20 e 25 de Junho à mesma irmã para agradecer suas orações e deu-lhe algumas mensagens espirituais antes de subir para o Céu.

Outro testemunho presente no museu é representado pelas impressões digitais de um sacerdote falecido na manga da veste de uma monja, sobre a mesinha de trabalho dela e em uma folha de papel. O evento em questão aconteceu em 01 de novembro de 1731. Na igreja do mosteiro de São Francisco, em Todi, a Madre Abadessa Isabella Fornari assistia à Missa que o Padre Isidoro Gazala estava celebrando em sufrágio de Padre Panzini, falecido abade Olivetano de Mântua. O religioso quis deixar um sinal de sua passagem e comunicar desta forma que ele ainda estava no Purgatório.

Outra relíquia diz respeito às misteriosas aparições da Sra. Leleux a seu filho Joseph, em Wodecq, na Bélgica, em 1789, vinte e sete anos após sua morte. Durante esta aparição, a mãe deixou sua marca na manga da camisa de seu filho, mas antes havia se manifestado durante as onze noites anteriores, atormentando seu filho, lembrando-lhe de celebrar missas para sua alma e implorando-lhe de abandonar a sua vida dissoluta. A mulher alcançou seu objetivo. Seu filho fundou uma congregação religiosa e morreu em odor de santidade em 1825.

Em 21 de dezembro de 1838, Joseph Stitz estava lendo um livro de orações quando uma mão ficou estampada sobre as páginas. O sujeito afirmou sentir uma estranha presença no quarto, uma rajada de ar gelado e uma voz: era a voz de seu irmão falecido recentemente, que lhe pedia para rezar algumas Missas para encurtar sua estada no Purgatório. Há ainda outros exemplos deste tipo no museu.

O Padre Jouet fundou a Associação do Sagrado Coração de Jesus para o sufrágio das Almas do Purgatório.

Para visitar o Museu, basta ir a Roma, Lungotevere Prati, 18, das 9 às 12:30 e das 17 às 19.

Esses fenômenos não dizem respeito às teorias heréticas espíritas sobre a comunicação com os mortos, que a Igreja condena. Esses fatos são fatos excepcionais permitidos pela Divina Providência. 

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