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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Gnocchi e Palmaro: Desse Papa não gostamos

Desta vez meus escritores italianos contemporâneos preferidos (pelo estilo, não pela doutrina, porque ainda mais conservadores do que tradicionalistas, embora não "normalistas") não usaram da típica linguagem salpicada de humor sarcástico, colocaram o dedo na ferida. Não há católico que possa ouvir calado o que Bergoglio diz. Falo aqui do católico verdadeiro, não do "normalista" a que eles se referem no texto, para quem as coisas nunca foram tão normais, um papa nunca foi tão católico e nunca disse tanto a verdade, "embora com outras palavras"... 

Mala tempora currunt... 

Vamos ao texto. Incorporei as notas ao texto por ser mais prático. Incorporei também os links. 


Bergoglio non vá!


Bergoglio: a pasta surrada e a cruz de ferro
Quanto tenha custado a impressionante exibição de pobreza de que papa Francisco foi protagonista no dia 04 de outubro em Assis não foi divulgado. Claro que, em tempos em que está tão na moda a simplificação, somos tentado a dizer que a histórica jornada foi bem pouco franciscana. Uma partitura bem escrita e bem interpretada, se se quiser, mas privada do quid que fez único o espírito de São Francisco, o santo: a surpresa que desloca o mundo. Francisco, o papa, que abraça os doentes, que se aproxima da multidão, que diz piadas, que fala de improviso, que utiliza um Panda [carro popular da Fiat, na Itália – NdTª.], que larga os cardeais no almoço com as autoridades para ir sentar-se à mesa dos pobres era o que mais seguro havia de se esperar, e pontualmente aconteceu. Claro que com grande concorrência da imprensa católica e para-católica a exaltar a humildade do gesto, sem deixar de suspirar de alívio porque, desta vez, o papa falou sobre o encontro com Cristo. E da [imprensa] laica a dizer que, agora, sim, a Igreja se coloca em sintonia com os tempos. Tudo o que poderia desejar um titulista medíocre que tem pressa de fechar a edição do jornal, e seja-o-que-deus-quiser.

Não houve nem mesmo a surpresa do gesto clamoroso. Mas, até mesmo isso, teria sido coisa muito pequena, tendo em vista o que papa Bergoglio tem dito e feito em apenas meio ano de pontificado, que culminou na troca de piscadelas com Eugenio Scalfari e na entrevista a “Civiltà Cattolica.

VATICANO CONFIRMA ERROS NA ENTREVISTA DO PAPA COM JORNALISTA EUGENIO SCALFARI DO DIÁRIO ITALIANO LA REPUBBLICA

Pensaram que era em relação à pavorosa exclamação que "Deus não é Católico" (lembre aqui, aqui, aqui e aqui)? Se enganaram....

Eugenio Scalfari (foto flickr autor: marco montanaro (CC BY-NC-ND 2.0)


ACI/EWTN Noticias - O Padre Thomas Rosica, assistente da Sala de Imprensa da Santa Sé para os meios de fala inglesa, assinalou uma série de erros na recente entrevista com o Papa Francisco publicada pelo jornal italiano La Repubblica, como o fato de que o ateu Eugenio Scalfari, que realizou a entrevista, não gravou nem fez nenhuma anotação da mesma.
A entrevista, que foi realizada no dia 24 de setembro e publicada no dia 1º de outubro, gerou certa inquietação entre os católicos e gerou também uma série de titulares descontextualizados em diversos jornais no mundo.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Uma oportunidade perdida, mais escândalos: A carta de Bergoglio a Scalfari

Finalmente, conseguimos terminar a tradução da carta-resposta do Bispo de Roma à carta aberta do ateu Scalfari (pronuncia "Scálfari") que foi, não apenas uma amarga decepção - pois se tratava de uma providencial ocasião de uma pública catequese católica, vinda do primeiro dentre os católicos -, mas um festival de asneiras, blasfêmias e heresias. Segundo o Catecismo de São Pio X, a "heresia é um erro culpável de inteligência pelo qual se nega com pertinácia alguma verdade de fé". Neste texto, sobejam erros e pertinácia contra verdades da fé. 

Não posso não lembrar da ocasião perdida em vários sentidos: É a Acerbo Nimis que diz que ministrar a catequese nos dá indulgências? Não lembro, mas sei que há! Além disso, e principalmente, com esta carta, Bergoglio poderia ter proporcionado a Verdade (e a salvação) a uma alma diretamente (Scalfari) e a milhões indiretamente (leitores). Teria sido um grande testemunho de fé, em tempos tão sombrios... 

Mas também me ocorre que nada escapa da vontade (ou permissão) de Deus. Há um sentido para isso tudo, para todos esses escândalos protagonizados em primeira pessoa por este que foi eleito por um Conclave (?) como Papa da Igreja Católica e que prefere ostentar o título de Bispo de Roma, se colocando no mesmo nível que os demais Bispos, recusando todos os sinais de Monarca e Pontífice da Igreja, disparando asneiras e heresias com a mesma desenvoltura, rompendo protocolos, "roubando a cena", criando um personagem midiático, fazendo questão de angariar a simpatia do mundo, quando Cristo nos disse que seríamos odiados pelo mundo por causa dEle... Seja feita a vontade de Deus, sempre. 

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