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sábado, 7 de dezembro de 2013

Notícias do conventos das irmãs alemã fieis à Tradição da Igreja.

Lembram de nossas boas irmãs alemãs que deixaram o abrigo seguro de dom Fellay por se recusar a trair a Igreja de Cristo? Pois é, a Divina Providência lhes conseguiu um local adequado e conforme almejavam. Como parte do agradecimento por tão grandioso favor celeste, as irmãs escreveram uma carta que me chegou por PDF, em inglês, e que modestamente traduzi e resumi. Ninguém (de boa vontade e boa fé) que tenha recorrido a Nossa Senhora e a São José jamais foi abandonado. A prova está no relato a seguir. 

Este é o novo endereço das boas irmãs:

Karmel St. Josef
Schnitzlehen 1
84556 Kastl
Germany



Número de telefone de fora da Alemanha: 0049 8671 928 9190. Mais informações aqui e aqui. Blog do Carmelo (em alemão). 


* * *

A Resistência no Carmelo de Kastl


quarta-feira, 13 de março de 2013

Breve reflexão sobre o texto da declaração doutrinal de 15 de abril de 2012

LA SAPINIÈRE: BREVE REFLEXÃO SOBRE O TEXTO DA DECLARAÇÃO DOUTRINAL DE 15 DE ABRIL DE 2012

De um padre anônimo da FSSPX


Pediram-me que expressasse uma primeira impressão sobre o texto publicado, hoje, no La Sapinière e em outros bons sites de Resistência à Reintegração[1]. Espero que alguém mais qualificado do que eu tenha tempo para estudar todas as sutilezas dessa afirmação, mas alguns pontos problemáticos são facilmente individuáveis, desde já. Eis, então, conforme solicitado, algumas reflexões preliminares.

Como dizia o próprio Mons. Fellay, em maio ou junho de 2012, a reação a este texto vai depender da disposição de espírito de cada um ("óculos cor de rosa ou negros..."). Na verdade, após vários parágrafos que reafirmam o apego ao Papa e à doutrina tradicional, encontramos declarações escandalosas. Esta mistura de verdadeiro e falso recorda o procedimento dos modernistas, como denunciado na Pascendi[2] por São Pio X. Portanto, é apropriado dizer que se trata de um texto ambíguo, coisa que, em si, é uma falta grave, já que não se pode tentar reconstruir a Igreja baseando-se sobre um mal-entendido. Isto não é a honestidade, nem em relação a Roma, nem em relação à Tradição. O Concílio Geral nos mostra, na prática, que acredita que o fim justifica os meios. No mínimo, sobre eles recai uma leve desonra, visto que a Resistência se viu obrigada a publicar este texto.

Eis, então, brevemente, alguns dos pontos problemáticos, para não dizer pior.

1 - Neste texto se encontra, sem surpresa alguma, o que já se sabia há tempo, visto que revelado por Don Pfluger[3], aos 05 de junho de 2012, em Saint-Joseph-des-Carmes, [na cidade de] Carcassonne, no [departamento de] Aude, eu acho, e que é, em si, uma abominação (cf. ponto 3.4 da declaração[4]). Dizer que o Vaticano II explicita "certos elementos", contidos implicitamente na inteira Tradição da Igreja, significa colocar este concílio "pastoral" (de qualquer forma, derrotado, pirateado, pelos maçons e pelos modernistas[5]) no mesmo plano que os Concílios legais e doutrinais. Quando se reflete a respeito disso, o Vaticano II, mesmo que tenha se desenvolvido sob a presidência e a aprovação de dois Papas, parece ser mais próximo de um conciliábulo do que de um verdadeiro concílio, porque esses Papas serviram-se[6] dele de uma maneira ilegítima, ou seja, para produzir uma revolução dentro da Igreja. Por isso eu falo de conciliábulo. A primeira coisa que um Papa católico fará será declarar este Concílio como ilegítimo e como nunca acontecido, como ocorreu com vários concílios orientais no início da Igreja.
2 - A segunda falta grave nesta parte do texto está em não mencionar quais são os elementos da Tradição que teriam sido explicitados pelo Vaticano II. Trata-se da liberdade religiosa? Da colegialidade? Do "subsistit in"? Do ecumenismo? Da permissão para que as leituras da missa se fizessem em vernáculo? Da permissão para trajar o clergyman em vez do hábito?
3 - A terceira coisa que faço notar é que, ao invés de dizer que há textos errôneos, que não podem, de maneira alguma, ser interpretados bem, se diz que há modo de discuti-los para se chegar a uma boa interpretação (cf. ponto 3.5[7]). E nem se diz que o Vaticano II ensina doutrinas condenadas precedentemente pelos Papas tradicionais. Ora, isso contraria a nossa posição de sempre, segundo a qual, no Vaticano II há três tipos de documentos: os "bons", os que devem ser interpretados no sentido de Tradição e os que devem ser absolutamente corrigidos (veja-se o “Catecismo Católico da Crise na Igreja”, de Don Gaudron, n º 29).
4 - No geral, esta declaração diz que queremos permanecer fieis à Tradição, mas que estamos prontos a colocar de lado a questão doutrinal. Estamos prontos a assinar um acordo, e que, para o futuro, uma comissão de estudos se encarregará de elucidar os pontos do Vaticano II que parecem contrários à Tradição (cf. ponto 3.6[8]). Trata-se, portanto, da formulação do princípio pelo qual estaríamos prontos a assinar um acordo puramente prático, sem a prévia correção dos erros do Vaticano II.
5 - Em vez de uma declaração contra a nova Missa, enquanto atenta gravemente contra a majestade de Deus e enquanto pecado grave contra o 1 º Mandamento, nós nos contentamos em reconhecer a sua validade sob determinadas condições (cf. ponto 3.7[9]). Coloca-se debaixo do alqueire o fato de que o Novus Ordo Missae atenta diretamente contra ao maior tesouro da Igreja, a fonte sobrenatural, que é o Sacrifício do Chefe da Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo.
6 – Há, também, no texto, o reconhecimento do Direito Canônico de 1983, sob cuja autoridade estaríamos aceitando nos colocar. Mons. Lefebvre dizia que detestava este Código envenenado pelas teorias do Vaticano II. Lembremo-nos do cânon 844[10], que permite a "communicatio in sacris", a partilha dos sacramentos entre católicos e não-católicos (cf. ponto 3.8[11]).

Em conclusão, esta declaração doutrinária nos mostra o quão profundo o Conselho Geral caiu no abismo. Ela confirma a advertência do Catecismo de Don Gaudron, que nos alertava para o grave perigo de contaminação que permite a frequentação das autoridades romanas (vide as pp. 291 e 294 da edição de maio de 2008). Utinam! Quisera o Céu tivesse permitido que o Conselho Geral tivesse feito do Catecismo de Gaudron seu livro de cabeceira. Nós não estaríamos aqui!

Por um padre, anônimo, da FSSPX.

N.d.E.: é Fanjeaux, mas Saint-Joseph-des Carmelitas em Carcassonne no Aude.





[1] NdTª: “Resistência à Reintegração”. Penso que o autor – padre “anônimo” da FSSPX – não compreendeu nada sobre a Resistência. Em sendo verdade a expressão, os resistentes não passariam de insurgentes, revolucionário, desobedientes à “Roma Eterna”. A resistência não é à “reintegração à igreja da Roma atual, apóstata”, mas justamente o contrário: é a resistência à INTEGRAÇÃO à igreja Conciliar. Tal como desejado e planejado pelo Fundador. O texto começa mal.
[3] NdTª: Aqui, em francês, de onde extraio um trecho: “l’entière Tradition de la foi catholique doit être le critère et le guide de compréhension des enseignements du Concile Vatican II, lequel à son tour éclaire certains aspects de la vie et de la doctrine de l’Église, implicitement présents en elle, non encore formulés. Les affirmations du Concile Vatican II et du Magistère Pontifical postérieur relatifs à la relation entre l’Église catholique et les confessions chrétiennes non-catholiques doivent être comprises à la lumière de la Tradition entière”.
[4] NdTª: “A inteira Tradição da fé católica deve ser o critério e o guia para a compreensão dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, o qual por sua vez esclarece – ou seja, aprofunda e explicita ulteriormente – certos aspectos da vida e da doutrina da Igreja, nela implicitamente presentes ou ainda não formulados conceitualmente”.
[5] NdTª: Este padre também está diminuindo a gravidade do Concílio? Está dizendo que os maçons e os modernistas desfiguraram o CVII? Ou seja, que ele “era bom” e “ficou mau”? Já não estaria eivado de erro desde sua concepção?
[6] NdTª: SIC! O padre anônimo realmente acha que o problema foi o mau uso do Concílio?
[7] NdTª: “As afirmações do Concílio Vaticano II e do Magistério pontifício posterior relativas à relação entre a Igreja Católica e as confissões cristãs não-católicas, e também ao dever social de religião e ao direito à liberdade religiosa, cuja formulação é dificilmente conciliável com as afirmações doutrinais precedentes do Magistério, devem ser compreendidas à luz da Tradição inteira e ininterrupta, de maneira coerente com as verdades precedentemente ensinadas pelo Magistério da Igreja, sem aceitar nenhuma interpretação dessas afirmações que possa levar a expor a doutrina católica em oposição ou em ruptura com a Tradição e com este Magistério”.
[8] NdTª.: “É por essa razão que é legítimo promover, mediante uma discussão legítima, o estudo e a explicação teológica de expressões e de formulações do Concílio Vaticano II e do Magistério subsequente, nos casos em que elas não pareçam conciliáveis com o Magistério anterior da Igreja”.
[9] NdTª.: “Nós declaramos reconhecer a validade do Sacrifício da Missa e dos Sacramentos celebrados com a intenção de fazer o que a Igreja faz em conformidade com os ritos indicados nas edições típicas do Missal Romano e dos Rituais dos Sacramentos promulgados pelos Papas Paulo VI e João Paulo II.”.
[10] NdTª: “Canon 844, §4, permite a administração do sacramento da penitência (confissão), Extrema Unção e até mesmo a Santa Eucaristia a não-católicos que manifestarem a ‘Fé Católica’ nesses sacramentos”.
[11] NdTª.: “Seguindo os critérios enunciados acima (III, 5), bem como o Cânon 21 do Código, nós prometemos respeitar a disciplina comum da Igreja e as leis eclesiásticas, especialmente aquelas que estão contidas no Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II (1983) e no Código de Direito Canônico das Igrejas Orientais promulgado pelo mesmo Pontífice (1990), ficando salva a disciplina que será concedida à Fraternidade Sacerdotal São Pio X por uma lei particular”.

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sábado, 9 de março de 2013

FELLAY E AS CARMELITAS DE SÃO JOSÉ

Editado às 22:52 para acrescentar um caridoso pedido de orações pelo Padre Zaby, feito por minha cara Rosa Ivonne, do México, à qual me uno em oração por este zeloso padre, para que tenha a mesma coragem de suas carmelitas.



E O BARCO CONTINUA FAZENDO ÁGUA.

ATÉ QUANDO, DOM FELLAY? 
SEJA SANTO, RENUNCIE!


Me preparava para publicar a notícia do CathInfo de que as irmãs do Carmelo de São José, na cidade de alemã de Brilon am Wald, iriam se desligar da Pseudo-FSSPX quando recebi outro e-mail informando que o THE RECUSANT já confirmava a saída dessas corajosas carmelitas. Certamente mais corajosas do que muitos padres que não honram as calças (como homens) e a batina (como Padres) que vestem!!!  

Mas vamos ao resumo das duas notíciaso.

Na primeira, se dizia que as irmãs queriam afastar-se da Neo-FSSPX por causa da triação dos superiores contra a Fé. Também se informava que, recentemente, dom de Galarreta quis visitar o Carmel - porque é ele quem está cuidando dos mosteiros filiados à FSSPX - mas as Carmelitas não permitiram, porque, como elas disseram, ele não é mais um amigo da Fé. Depois o Superior do Distrito alemão da FSSPX, Pe. Schmidberger, quis visitar o Carmelo também, mas também foi negado e pelo mesmo motivo. Aparentemente, elas só não havia dado o passo porque o superior do Distrito Alemão implorara que esperassem até a Páscoa. O Carmelo é composto de sei irmãs. Eram sete, mas uma - que é irmã de um padre não-acordista - já havia saído por causa de uma briga com o Schmidberger sobre os acordos com a Roma apóstata. Infelizmente, o Carmelo-mãe, em Quiévrain, na Belgica, segue leal a dom Fellay, e as irmãs ficaram isoladas. Quem zela pelas irmãs, ministrando os Sacramentos, fazendo retiros e rezando a Missa diária, há cerca de dois anos, é o pe. Pe. Zaby, que também é contra os acordos com a Neo-Roma, e desempenhou um importante papel no "despertamento" das Carmelitas. Segundo as informações do autor do texto, se as irmãs de fato romperem com Menzingen, o Pe. Zaby também vai deixar a FSSPX e se manter ao lado do Carmelo. 

Na segunda, se confirma que há tempo este Carmelo deixou claro ao Pe. Schmidberger sua completa oposição a qualquer acordo com a Roma modernista sem conversão e que o Carmelo agora se dissociou oficialmente do Distrito Alemão da FSSPX. Informa que as ações do Distrito Alemão não têm sido nem generosas nem caritativas [fato notório; muitos fieis e padres conhecem a generosidade e a caridade de dom Fellay e CIA.] e que já lhes tiraram a ajuda externa, o que pode lvera o Carmelo ao fechamento por sua precária situação. Além disso, o Distrito quer lhes tirar o capelão. 

* * *

O Carmelo tradicional de São José, em Brilon Wald, Alemanha, foi fundado há uns 30 anos como casa filha do Carmelo do Sagrado Coração em Quiévrain, Bélgica, o, qual fora fundado, por sua vez, pela irmã de Mons. Lefebvre, S. Marie Christiane, quando ele começou sua Sociedade

Alguém pensar que seis irmãs não sejam uma grande notícia, mas quem sabe da importância de um Carmelo dedicado contemplativa, vai perceber a verdadeira dimensão desta notícia, ou seja, que se espera que este Carmelo irá se juntar à Resistência.

Uma vez perguntaram a Mons. Lefebvre por que sua empresa espiritual foi tão bem sucedida, e ele respondeu que foi por causa de cinco Carmelitas rezando por ele constantemente. É por isso que os padres de língua alemã da resistência, dentro e fora do Neo-FSSPX, estão entusiasmados com esta notícia. Também Pe. Schmidberger sabe da importância que teria um tal Carmelo "próprio", e é por isso que ele está fervendo de raiva atualmente, com essa potencial divisão.

Ambos os sites fazem um apelo por orações e, agora, por ajuda, para as irmãs:

"Por favor, ajude-nos com orações para as Carmelitas de São José, a sua corajosa mãe Superior (ano 1958) e seu valente sacerdote, o Pe. Zaby. Vamos rezar o terço para estas Carmelitas, para que fiquem firmes em seu plano e que quebram oficialmente essa afiliação com a traidora Neo-FSSPX. Eles apenas fazem o que o Arcebispo Lefebvre sugeriu a vários mosteiros em situações semelhantes; leiam os comentários recentes de Dom Tomás de Aquino, no Brasil, por exemplo. São José, rogai por nós!"
 
E: "Por favor, inclua as irmãs em suas orações.

Para contactar as Carmelitas:

Karmel St. Josef
Korbacher Str. 89
59929 Brilon Wald
Germany
Tel. 0049 2961 - 6445"


Nota do blog:


Atualmente os Carmelos assistidos por padres da Neofrat de Fellay são os seguintes:

- Carmelo São José - Brillon Wald, Alemanha (menos um, faltam quatro)
- Carmelo do Sagrado Coração - Quiévrain - Bélgica
- Carmelo do Imaculado Coração de Maria - Eynesse - França
- Carmelo Maria Rainha dos Anjos - Chexbres - Suíça
- Carmelo Santíssima Trindade - Spokane - EUA

fonte: http://provsjose.zip.net/arch2009-01-16_2009-01-31.htm.


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