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domingo, 25 de novembro de 2012

Conselhos de Dom Bosco: as amizades!

Fugir dos maus companheiros


Há três espécies de companheiros: os bons, os maus e os que não são totalmente maus, mas nem são bons. Com os primeiros podeis entreter-vos e tirareis proveitos; com os últimos, tratai quando houver necessidade, sem contrair nenhuma familiaridade. Quanto aos maus, esses devemos absolutamente evitar. Mas quais são esses maus companheiros? Prestai atenção e ficareis sabendo quais sejam.

Todos os jovens que na vossa presença não se envergonham de ter conversas obscenas, de dizer palavras equívocas ou escandalosas, murmurações, mentiras, juramentos vãos, imprecações, blasfêmias, ou então procuram afastar-vos das coisas da igreja, os que vos aconselham a roubar, a desobedecer aos vossos pais ou a transgredir algum dever vosso, todos esses são maus companheiros, ministros de satanás, dos quais deves fugir mais do que da peste e do diabo em pessoa.

Ah! meus caros, com as lágrimas nos olhos eu vos suplico que eviteis e
aborreçais tais companhias. Ouvi o que diz o Nosso Senhor: quem andar com o virtuoso será também virtuoso. O amigo dos estultos tornar-se-á semelhante a ele. Foge do mal companheiro como da mordedura de uma cobra venenosa: quasi a fácie cólubri (Eccl. XXI, 22).

Em suma, se andardes com os bons, eu vos afianço que ireis com os bons ao Paraíso. Pelo contrário, freqüentando companheiros perversos, vos pervertereis também vós, com perigo de perder irremediavelmente a vossa alma. Dirá alguém: São tantos os meus companheiros, que seria preciso sair deste mundo para evitá-los todos. Bem sei que são muitos numerosos os maus companheiros e é por isso mesmo que vos recomendo com empenho que fujais deles.

Misa Trindentina en Uruguay


http://farfalline.blogspot.com.br/p/missas-no-brasil.html


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sábado, 24 de novembro de 2012

FSSPX: A solução de Bugnini ao "caso Lefebvre"

Quando Bugnini propôs soluções para o “caso Lefebvre”



Yves Chiron é, hoje, um dos nossos melhores historiadores e um leitor atento e escrupuloso de documentos. Acaba de demonstrá-lo na última edição de sua publicação Aletheia: lettre d’informations religieuses. Lá consagra um extenso artigo às Memorie autobiografiche de Mons. Bugnini, o grande ator da reforma litúrgica pós-conciliar, particularmente através do Consilium e da Congregação para o Culto Divino. É muito proveitosa a leitura desse artigo de Yves Chiron, uma vez que se pode aprender muitas coisas. Mas três elementos me impressionaram particularmente:


- Primeiro elemento: A afirmação de Mons. Bugnini sobre Paulo VI, na qual dizia que o papa "viu tudo, seguiu tudo, aprovou tudo" em relação à reforma litúrgica. Yves Chiron comenta: "A expressão é, sem dúvida alguma, excessiva. Mas é certo que, ao contrário de outras questões, Paulo VI acompanhou de perto os arquivos da reforma litúrgica e teve inúmeras sessões de trabalho, tête à tête, com Mons. Bugnini". Em passant, não nos esqueçamos de que Yves Chiron também é o biógrafo de Paulo VI (Perrin, reeditado por Via Romana).

- Segundo elemento: acaba se descobrindo que o ator da reforma litúrgica, tão detestados nos meios tradicionalistas, se mostrou mais aberto do que Paulo VI com eles. Yves Chiron também nos demostra que, após da permissão que foi dada em 1971 aos sacerdotes anciãos para celebrar a Missa de São Pio V e, após do indulto acordado aos bispos ingleses para autorizar, sob certas condições, a celebração da mesma Missa, "Mons. Bugnini sugeriu ao papa conceder uma faculdade idêntica a outras conferências episcopais. O papa se mostrou ‘intratável’ (p. 86) e se recusou a estender o indulto".

O Poder de uma Mãe

Estando a rezar em um mosteiro carmelita, ajoelhado, um amigo religioso da Ordem Carmelita se aproximou e sentou-se ao meu lado. Como me pareceu que ele queria dizer alguma coisa, acabei minhas orações e sentei-me. Ele me disse: “Acabo de sair da clausura com um tesouro”.

Sorri para ele e lhe respondi: “Há muitos tesouros na clausura”.

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Ele, que já me conhecia, sorriu também e assim começamos uma conversa caminhando em direção ao jardim externo. Conversávamos sobre a mediação de Nossa Senhora junto ao Pai Eterno. Foi então que me lembrei desta história abaixo, que li no livro “Ave Maria – a oração da Mãe do Senhor – do Pe. Luís Mehler:

Quando o general romano Coriolano foi injustamente condenado à morte pelos seus concidadãos, fugiu às ocultas e se bandeou para o lado dos inimigos de Roma.

Não tardou muito, ele apareceu diante das muralhas da cidade, à frente de numerosos batalhões, e anunciou que ia vingar-se da pátria ingrata.

Os romanos, consternados, enviaram-lhe diversos mensageiros com grandes quantias de dinheiro para apaziguar o temível general e implorar seu perdão. Mas foi tudo inútil.

Afinal sua própria mãe, já idosa, foi encontrá-lo, e o exortou a esquecer o ultraje que havia recebido e a renunciar aos desejos de vingança.

Mal tinha ela acabado de falar, e já Coriolano lhe tinha concedido tudo quanto havia pedido: no mesmo dia foi levantado o cerco de Roma, e a cidade se salvou.

Se um general pagão e de instintos selvagens nada pode recusar a sua mãe, como poderá o Filho de Deus, tão amável e tão bom, rejeitar a Mãe que ternamente ama, e recusar o que Ela Lhe pede?

Fonte: http://almascastelos.blogspot.com.br/2010/09/o-poder-de-uma-mae.html

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sermão sobre o Santo Estanislau Kostka

Sermão do Beato Estanislau Kostka, de Padre Antônio Vieira





Da Companhia de Jesus,
Pregado na língua italiana, em Roma, na Igreja de Santo André do Monte Cavallo, Noviciado da mesma Companhia.
Ano de 1674.

Beatus venter qui te portavit. [1]

§1

Louvar o filho pela mãe, ou engrandecer a mãe pelo filho, invento não vulgar de uma eloqüência do vulgo. A tríplice geração de Cristo e a tríplice geração de Estanislau. Assunto do sermão: um filho bem-aventurado, beatificado em três mães, e três mães bem-aventuradas e beatificadas em um filho.

Louvar o filho pela mãe, ou engrandecer a mãe pelo filho, invento foi não vulgar de uma eloqüência do vulgo. Assim disse quem não tinha aprendido a bem falar na língua própria, e assim o farei eu na estranha. Hei de falar de um beato, e não posso deixar de beatificar o ventre de que nasceu: Beatus venter qui te portavit (Lc. 11, 27). - Esta é a obrigação de louvar o filho, e esta a necessidade de não poder louvar juntamente a mãe. Mas qual mãe? O filho é Estanislau; e, quando eu ponho os olhos neste bendito filho, vejo uma, duas, e três mães, cada uma das quais o quer por seu. Não basta aqui a espada de Salomão, porque são mais de duas as que litigam.

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