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segunda-feira, 6 de março de 2017

A única escolha que há é a vida

Militar violentada foi pressionada a abortar. Mesmo com uma arma apontada à cabeça, ela escolheu a vida – A história de Patricia Lawrence. 



Tenho 78 anos e conto a minha história enquanto eu ainda tenho tempo. Quero que as pessoas saibam que a gravidez decorrente do estupro não é culpa da criança, então porque deveríamos punir a criança por algo que foi o pai biológico que fez?  

Minha adolescência foi difícil. Minha mãe era excessivamente permissiva, e meu pai esteve completamente ausente neste momento conturbado da minha vida. Meu pai até se negou a pagar a pensão alimentícia que o Tribunal havia determinado. Para mim, isso significava que os meus pais não me amavam. Por isso, entrei no Exército feminino dos EUA. 

Após oito semanas no treinamento básico, fui a um encontro, foi um encontro às cegas. Ele também estava no Exército, de serviço na mesma base. Tudo o que lembro é que dirigimos para um lugar, e ele me deu uma bebida. Eu desmaiei e não me lembro de mais nada do resto da noite. Não lembro nem de como voltei para o quartel ou para cama. 

domingo, 10 de maio de 2015

DIA DAS MÃES: A santa mãe de São Gregório de Nazianzo

Para o Dia das Mães, uma data criada pelo feminismo, para expor e valorizar as "conquistas sociais" contra a ordem e o direito natural, proponho uma mãe que santificou a si mesma e à família toda: o marido e os três filhos. Vale a pena ler esta bela página do livro "Novo Manual das Mães Cristãs", do Rev. Padre Theodoro Ratisbona (Vozes. 1938). É uma reflexão oportuna na atualidade quando foi superada, de certa forma, a gênese feminista e se caiu no consumismo vazio, no qual se limitam os filhos a dar presentes às mães. E nada mais. Nem mesmo propósitos de se tornarem melhores filhos, de um lado, e melhores mães, do outro. À leitura, então.

A mãe de São Gregório de Nazianzo


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No meado do século IV, venerava-se em Nazianzo uma família da qual todos os membros se inscreveram, cada um por sua vez, no catálogo dos Santos.

A bem-aventurada mãe destes santos se chamava Nonna. Deus lhe havia dado três filhos: São Gregório, São Cesário e Santa Gorgônia. Seu marido, chamado também Gregório e igualmente santo, por seus vastos conhecimentos se tornara ilustre; mas, infelizmente, se havia deixado seduzir pelas seitas heterodoxas que nesse tempo viciavam as igrejas do Oriente.

A sua admirável esposa é que o fez voltar ao bom caminho, não por meio de contínuas exortações, senão pelas suas ardentes preces e pelos encantos da sua piedade. Ela exercia uma irresistível influência tanto sobre a filha e os dois filhos como sobre o marido. Àqueles, desde os mais ternos anos, inspirou ela o horror ao pecado e o amor à virtude e, ao mesmo tempo que lhes aperfeiçoava a vida moral, desenvolvia neles o espírito pela cultura das ciências, das artes e das letras.


O jovem Gregório, todo o tempo que estudava em Atenas, cuja célebre academia era frequentada por um mocidade licenciosa, nutriu bem na alma, sem se esquecer jamais os princípios que sua mãe lhe havia insinuado. Sempre em guarda contra as tentações desta famosa e corrupta cidade, ele soube se conservar íntegro e firme na sua Fé, no meio de uma sociedade essencialmente pagã. Felizmente, a Providência lhe encontrou um jovem companheiro e amigo que também se esforçava por seguir à risca os exemplos de uma santa mãe. Este amigo inseparável também veio a ser santo mais tarde: trata-se do ilustre São Basílio Magno, um dos mais brilhantes fachos da Fé Católica.

domingo, 4 de maio de 2014

Santa Mônica: a criação do ideal da mãe cristã

Santa Mônica: a criação do ideal da mãe cristã


Ricardo da COSTA

In: Grupos de Trabalho III — Antiguidade Tardia.
Rio de Janeiro: UFRJ, 1995, p. 21-35.



Painel de Andrea del Verrocchio
(S. Spirito, Florence, séc. XV, detalhe)
Tratar um tema histórico situado no âmbito da História das Mulheres possui inúmeros atrativos, e alguns problemas. De início, o universo feminino, por vezes tão ambíguo e indecifrável para nós, exerce fascínio exatamente por sua multiplicidade e riqueza. Como afirma Georges Duby, "E afinal, que sabemos nós delas?" (DUBY, s/d: 7). Quanto mais vivemos e convivemos com elas, mais nos apaixonamos, mais nos interrogamos e menos obtemos respostas. Isso nos oferece um mundo de possibilidades psico-afetivas; essa é uma estrada com um longo e sinuoso trajeto sem fim, mas que sempre adoramos percorrer e tentar decifrar.

Mas o que é a escrita da história senão um longo e sinuoso caminho decifratório de múltiplas possibilidades? Escrever sobre a mulher, ou melhor, sobre uma mulher, é como narrar uma antiga lenda a uma criança: inventamos e reinventamos a História, sob o deleite do olhar infantil que nos acompanha em seu leito.

sábado, 24 de novembro de 2012

O Poder de uma Mãe

Estando a rezar em um mosteiro carmelita, ajoelhado, um amigo religioso da Ordem Carmelita se aproximou e sentou-se ao meu lado. Como me pareceu que ele queria dizer alguma coisa, acabei minhas orações e sentei-me. Ele me disse: “Acabo de sair da clausura com um tesouro”.

Sorri para ele e lhe respondi: “Há muitos tesouros na clausura”.

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Ele, que já me conhecia, sorriu também e assim começamos uma conversa caminhando em direção ao jardim externo. Conversávamos sobre a mediação de Nossa Senhora junto ao Pai Eterno. Foi então que me lembrei desta história abaixo, que li no livro “Ave Maria – a oração da Mãe do Senhor – do Pe. Luís Mehler:

Quando o general romano Coriolano foi injustamente condenado à morte pelos seus concidadãos, fugiu às ocultas e se bandeou para o lado dos inimigos de Roma.

Não tardou muito, ele apareceu diante das muralhas da cidade, à frente de numerosos batalhões, e anunciou que ia vingar-se da pátria ingrata.

Os romanos, consternados, enviaram-lhe diversos mensageiros com grandes quantias de dinheiro para apaziguar o temível general e implorar seu perdão. Mas foi tudo inútil.

Afinal sua própria mãe, já idosa, foi encontrá-lo, e o exortou a esquecer o ultraje que havia recebido e a renunciar aos desejos de vingança.

Mal tinha ela acabado de falar, e já Coriolano lhe tinha concedido tudo quanto havia pedido: no mesmo dia foi levantado o cerco de Roma, e a cidade se salvou.

Se um general pagão e de instintos selvagens nada pode recusar a sua mãe, como poderá o Filho de Deus, tão amável e tão bom, rejeitar a Mãe que ternamente ama, e recusar o que Ela Lhe pede?

Fonte: http://almascastelos.blogspot.com.br/2010/09/o-poder-de-uma-mae.html

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