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segunda-feira, 27 de julho de 2020

A presença de Cristo em nossa vida


A presença de Cristo em nossa vida


A dor da amizade, o seu tormento, é a ausência. O afastamento enfraquece os laços da amizade, e, por muito enraizada que esteja, chega a extingui-la, se aquele se prolongar demais. Se Nosso Senhor Jesus Cristo estivesse ausente ou longe de nós, em breve o nosso amor experimentaria os efeitos solventes da ausência. Está na natureza do homem e é próprio do amor precisar, para viver, da presença do objeto amado. Vejam o espetáculo que os pobres Apóstolos oferecem durante aqueles três dias em que Jesus permaneceu no Sepulcro. Os discípulos em Emaús confessam-no: quase perderam a fé! Claro, pois não estava com eles o seu bom Mestre! Nada há que possa substituir a pessoa amada; não valem lembranças, presentes nem retratos... Nada! Tudo isso não tem vida. Bem eu sabia, Jesus Cristo! Nada poderia ter substituído a Sua Pessoa divina: precisamos mesmo d’Ele!

Beato Pedro Julião Eymard     


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Em toda parte Deus dá o seu amor aos que lhe pertencem, por meio do Espírito Santo



É verdadeira caridade, é perfeito amor, o sentimento que demonstraste para com minha humilde pessoa, ó homem realmente santo, justamente abençoado e muito amado. Por intermédio de Juliano, um dos meus amigos, que regressava de Cartago, recebi tua carta. Ela trouxe até mim a luz da tua santidade; por ela, mais reconheci do que conheci a tua caridade para comigo. Porque esta caridade procede d'Aquele que, desde a origem do mundo, nos predestinou para Si; n'Ele fomos criados antes de nascer; Ele mesmo nos fez e somos Seus (Sl 99,3), Ele que fez tudo quanto havia de existir. Formados, pois, pela Sua presciência e ação, ficamos unidos antes mesmo de nos conhecermos, pelos laços da caridade, num mesmo sentimento e na unidade da Fé ou na fé da Unidade. Assim, antes ainda de nos vermos pessoalmente, já nos conhecemos por revelação do Espírito Santo.

Por isso, me felicito e me glorio no Senhor que, sendo o mesmo e único, em toda parte dá o Seu amor aos que lhe pertencem, por meio do Espírito Santo. Este amor foi derramado pelo mesmo Espírito em todo ser humano, e é semelhante à torrente impetuosa de um rio que alegra a Sua cidade. Nela fostes merecidamente colocado pela Sé Apostólica como chefe espiritual de seus cidadãos, com os nobres do seu povo (Sl 112,8). Eu também, que estava prostrado por terra, fui erguido por ela para tomar parte no mesmo ministério que o teu. Mais me alegra, porém, aquela graça que o Senhor me fez, ao preparar um lugar para mim no íntimo do teu coração e conceder-me a tua amizade. Assim, posso me gloriar com toda confiança no teu amor, que tão empenhadamente me mostraste com estes serviços, e que me obriga a corresponder com amor semelhante. 

Para que nada ignores a meu respeito, fica sabendo que fui por muito tempo um pobre pecador; e que, se fui retirado das trevas e da sombra da morte recebendo o sopro da vida, se pus as mãos no arado e comecei a carregar a Cruz do Senhor, preciso todavia do auxílio de tuas preces para perseverar até o fim. Será uma recompensa que irá juntar-se a teus méritos, se me ajudares, com esta intercessão, a carregar o meu fardo. Pois o santo que ajuda a quem trabalha, não ouso chamar-te simplesmente de irmão, será exaltado como uma grande cidade.

Enviamos à tua santidade um pão em sinal de unidade, que é também símbolo da indivisível Trindade. Digna-te aceitá-lo como uma bênção.

Das Cartas de São Paulino de Nola, Bispo e Confessor, século IV (Epist. 3 ad Alypium, 1.5.6: CSEL 29,13-14.17-18). 


quarta-feira, 18 de maio de 2016

O hipócrita e o falso amigo

Há muitos anos, numa grande exposição de pinturas, realizada em Londres, um artista apresentou um quadro que lhe deu farta notoriedade.

Quem observasse, de relance, a pintura, tinha impressão de que ela representava um homem de fisionomia serena ajoelhado, tranquilo, em atitude de prece, as mãos postas e a cabeça baixa.

Aproximando-se, porém, da tela, e procurando distinguir bem os traços do indivíduo, verificava-se, com espanto, que o artista, graças a um artifício inimitável, fixara um homem de rosto irascível, que espremia um limão dentro de um copo.  

O genial pintor conseguira naquela arrojada fantasia simbolizar o coração do hipócrita.

Na verdade, superficialmente examinado, o hipócrita surge aos nossos olhos como um indivíduo piedoso, os olhos voltados para Deus; mas tudo nele é falso. Quando não finge piedade, outra coisa não faz senão espremer no copo do vício o limão do Pecado.

sábado, 30 de abril de 2016

Como distinguir uma verdadeira de uma falsa amizade?

"Mas como distinguir uma verdadeira de uma falsa amizade? É muito fácil, meus filhos. A verdadeira amizade é aquela que vos aconselha o bem, e vos dissuade do mal; que vos encaminha para a virtude, e vos aparta do vício; que vos induz ao respeito e à obediência a vossos superiores; que vos acode em vossas necessidades, vos consola em vossas aflições, e se interessa em tudo que vos diz respeito; que prefere ver-vos antes descontentes do que injustos; que vos é fiel, assim na próspera como na adversa fortuna; que guarda vosso segredo, ainda em detrimento próprio; que nunca vos mente, e vos fala sempre com o coração nas mãos; que tem em vós e vossa palavra grande confiança; que interpreta em bem vossos ditos, obras e gestos; e enfim que só sacrificaria vossa amizade à verdade, à honra e à Religião; e que, se lhe pedísseis coisas contrárias a elas, vos responderia com os antigos sábios: Amicus Plato, sed magis amica veritas. Amicus usque ad aras. (Platão é meu amigo, mas sou mais amigo da Verdade. Um amigo para o altar)." 


In "Código do Bom-Tom - Regras da Civilidade e de Bem Viver no Século XIX". Por Cônego J. I. Roquette. Baixe o PDF aqui (de 1807). À venda, aqui (novo) ou aqui (usado).  

  

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Leia, também:


  1. Conselhos de S. João Bosco sobre as amizades: http://farfalline.blogspot.com.br/2012/11/conselhos-de-dom-bosco-as-amizades.html.
  2. Diferença entre as amizades vãs e as verdadeiras: S. Francisco de Sales, in Filoteia: http://farfalline.blogspot.com.br/2016/03/amizades.html.
  3. Sermão de Padre Cardozo: http://farfalline.blogspot.com/2015/04/sermoes-meditacoes-do-rev-pe-cardozo-na.html.




sexta-feira, 4 de março de 2016

Diferença entre as amizades vãs e as verdadeiras

"Vou te ensinar agora um aviso importantíssimo e uma regra geral. O mel de Heracléia, de que já falei, e que é um veneno muito destrutivo, assemelha-se muito ao mel ordinário, que é tão saudável, e há grande perigo de tomar um pelo outro ou de tomar uma mistura de ambos, porque a utilidade de um não impede a malignidade do outro. Também quanto às amizades é preciso muito cuidado, para não nos enganarmos, principalmente tratando-se de uma pessoa de sexo diverso, por melhores que sejam os princípios que nos unam a ela; pois o demônio tapa os olhos aos que se amam.

Começa-se por um amor virtuoso; mas, se não se tomarem precauções prudentes, o amor frívolo se vai misturando e depois vem o amor sensual e por fim o amor carnal. Sim, mesmo no amor espiritual não se está livre do perigo, se não se sabe premunir-se de desconfiança e vigilância, conquanto o engano aqui não seja tão fácil, porque a inocência perfeita do coração descobre imediatamente tudo o que se pode ajuntar aí de impuro, assim como as manchas aparecem muito mais sobre o branco.

sábado, 4 de abril de 2015

SERMÕES & MEDITAÇÕES DO REV. PE. CARDOZO NA SEMANA SANTA

SERMÕES & MEDITAÇÕES DO REV. PE. CARDOZO NA SEMANA SANTA


29/03/2015 - Sermão após a Missa de Domingo de Ramos: 

Abaixo o sermão do Rev. Padre Cardozo na Missa de 29/03 - Domingo de Ramos - em Ipatinga/MG. Indico vivamente que ouçam a todo o sermão, mais gostaria aqui de frisar um pequeno trecho onde o Padre nos diz (citando um Santo): Sabe porque Pedro traiu a Cristo? 

RESPOSTA: Por estar entre os inimigos de Cristo!

Então, que possamos meditar nos próximos dias e nos afastar de uma vez pro todas dos inimigos de Cristo, nos afastar de qualquer tipo de acordo, conversa ou aproximação com esses, até que se convertam, e que procuremos nos livrar de tantas traições que temos feito ao Nosso Redentor! (Fonte)




domingo, 25 de novembro de 2012

Conselhos de Dom Bosco: as amizades!

Fugir dos maus companheiros


Há três espécies de companheiros: os bons, os maus e os que não são totalmente maus, mas nem são bons. Com os primeiros podeis entreter-vos e tirareis proveitos; com os últimos, tratai quando houver necessidade, sem contrair nenhuma familiaridade. Quanto aos maus, esses devemos absolutamente evitar. Mas quais são esses maus companheiros? Prestai atenção e ficareis sabendo quais sejam.

Todos os jovens que na vossa presença não se envergonham de ter conversas obscenas, de dizer palavras equívocas ou escandalosas, murmurações, mentiras, juramentos vãos, imprecações, blasfêmias, ou então procuram afastar-vos das coisas da igreja, os que vos aconselham a roubar, a desobedecer aos vossos pais ou a transgredir algum dever vosso, todos esses são maus companheiros, ministros de satanás, dos quais deves fugir mais do que da peste e do diabo em pessoa.

Ah! meus caros, com as lágrimas nos olhos eu vos suplico que eviteis e
aborreçais tais companhias. Ouvi o que diz o Nosso Senhor: quem andar com o virtuoso será também virtuoso. O amigo dos estultos tornar-se-á semelhante a ele. Foge do mal companheiro como da mordedura de uma cobra venenosa: quasi a fácie cólubri (Eccl. XXI, 22).

Em suma, se andardes com os bons, eu vos afianço que ireis com os bons ao Paraíso. Pelo contrário, freqüentando companheiros perversos, vos pervertereis também vós, com perigo de perder irremediavelmente a vossa alma. Dirá alguém: São tantos os meus companheiros, que seria preciso sair deste mundo para evitá-los todos. Bem sei que são muitos numerosos os maus companheiros e é por isso mesmo que vos recomendo com empenho que fujais deles.

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