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segunda-feira, 20 de março de 2023

Modéstia dos olhos — A mortificação da vista



Modéstia dos olhos 

A mortificação da vista



As primeiras setas que ferem uma alma casta e, às vezes, a matam, entram pelos olhos. Por meio dos olhos entram os maus pensamentos.

“Não se deseja o que não se vê”, diz São Francisco de Sales. Não leias, por isso, nunca, livros proibidos ou perigosos. Renuncie, de vez em quando, ao prazer de ver coisas extraordinárias, ainda que sejam decorosas.

Segundo São Jerônimo [Ep. ad Fur.], é o rosto o espelho da alma; e os olhos castos dão testemunho da castidade do coração.

   

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Como tratar as almas que nos procuram


Como tratar as almas que nos procuram


“Foi Ele que nos deu o exemplo! Não fomos nós que morremos pelas almas, mas foi Ele que derramou o Seu divino Sangue. Devemos, portanto, tratar as almas como Ele nos ensinou com o Seu próprio exemplo. Por que devemos humilhar ainda mais as almas que vêm se prostrar a nossos pés(*)? Já não estão suficientemente humilhadas? Por acaso, Jesus humilhou o publicano, a adúltera, a Madalena?” – e abrindo os braços o Santo acrescentou – “E, se o Senhor me censurasse de ser demasiadamente generoso, eu poderia Lhe objetar: “Amo bendito, este mau exemplo mo destes Vós, morrendo na Cruz pelas almas, movido pela vossa divina caridade!”. 


São Leopoldo Mandic.


(*) Como não somos um Santo religioso, a cujos pés se prostravam as almas necessitadas de todo tipo de bem, vejamos nisso o caso daqueles que nos procuram para pedir um favor, uma esmola, um conselho, uma ajuda... 

 

terça-feira, 30 de julho de 2019

Da Clemência e da Mansidão


Da Clemência e da Mansidão 

Vícios opostos: a Ira, a Crueldade ou a Ferocidade



Que entendeis por clemência e mansidão?   
São duas virtudes, uma destinada a moderar os castigos que hajam de impor-se, para que não excedam os limites da Justiça, e a outra destinada a moderar os movimentos interiores da ira (CLVII, 1)*.

A clemência opõe-se à severidade e a mansidão à vindita?  
De maneira alguma, porque não têm o mesmo objeto e também porque, por caminhos distintos, propendem para o mesmo fim (CLVIII, 2 ad 1).

Que vícios se opõem à clemência e à mansidão?
A ira, a crueldade e a ferocidade (CLVIII, CLIX).

I - Que é a ira?
Um movimento do apetite irascível, que nos arrasta a tirar vingança, sem motivo ou contra a ordem e a razão (CLVIII, 2).

Quantas espécies compreende?
Três:  
- a cólera dos violentos, que se irritam pelo motivo mais insignificante;  
- a dos rancorosos, que guardam por muito tempo a recordação das injúrias;  
- a dos obstinados, que não descansam enquanto não tiram vingança (CLVIII, 5). 

A ira é pecado capital?
Sim, senhor; porque o seu fim — a vingança — com a aparência de justa reparação, seduz e arrasta com facilidade os homens (CLVIII, 7).

Quais são as suas filhas?
A indignação, o orgulho, a vociferação, a blasfêmia, a injúria e a rixa (CLVIII, 7).

Existe algum vício contrário ao vício da ira?
Sim, senhor; a apatia e a indolência, que se revelam em deixar impunes faltas que merecem corretivo (CLVIII, 8).

II - Que entendeis por crueldade?
A dureza de alma, que se manifesta na imposição de castigos ou penas injustas e irracionais (CLXI, 1).

III - Em que consiste a ferocidade?
Numa alegria e complacência selvagens, brutais e desumanas nos sofrimentos do próximo, não os considerando como castigos merecidos, senão como meios de satisfazer rancores ou objeto de diversão. A ferocidade opõe-se diretamente à virtude da piedade (CLIX, 2). 

São possíveis tais excessos?
Ainda que pareça incompreensível, aí está a História para demonstrá-lo. Povos houve, e se contam entre os mais civilizados em aparência, que achavam o mais saboroso prazer nas horripilantes cenas do anfiteatro.

sábado, 15 de novembro de 2014

Sobre o matrimônio cristão


O casamento é um grande sacramento, eu digo, em Jesus Cristo e na sua Igreja, é honroso para todos, em todos, e em tudo, isto é, em todas as suas partes. Para todos: porque as próprias virgens o devem honrar com humildade. Em todos: porque é tão santo entre os pobres como é entre os ricos. Em tudo: porque a sua origem, o seu fim, as suas vantagens, a sua forma e matéria são santas. É o viveiro do Cristianismo, que enche a terra de fiéis, para tornar completo no Céu o número dos eleitos: de sorte que a conservação do bem do casamento é sobremaneira útil para a República; porque é a raiz e o manancial de todos os seus arroios. Prouvera a Deus que o seu Filho muito amado fosse chamado para todas as bodas como o foi para a de Caná; nunca faltaria lá o vinho das consolações e das bençãos; porque se não as há senão um pouco ao princípio, é porque, em vez de Nosso Senhor, se fez vir a elas Adônis e, em lugar de Noss Senhora, se faz vir a Vênus. Quem quer ter cordeirinhos bonitos e malhados, como Jacó, precisa como ele apresentar às ovelhas, quando se juntam para conceber, umas lindas varinhas de diversas cores; e quem quer ser bem-sucedido no casamento, deveria em suas bodas representar a si mesmo a santidade e dignidade deste Sacramento; mas, em lugar disso, dão-se aí mil abusos e excessos em passatempos, festins e palavras. Não é pois de admirar que os efeitos sejam desordenados.

domingo, 30 de março de 2014

QUAL O VERDADEIRO SANTO?

Diga-me, qual deles exercitou as virtudes heroicas? Qual é o verdadeiro SANTO?




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segunda-feira, 3 de março de 2014

ESTOU MELHOR

ESTOU MELHOR


O general Drouot estivera gravemente enfermo. Vendo chegar o médico, disse ,lhe:
- Doutor, estou melhor.
- De onde lhe vem esta melhora?
- Doutor, comunguei esta manhã - respondeu o general.

(Tesouros de Exemplos, Padre Francisco Alves, 1958)

Louvado seja N.S. Jesus Cristo!


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General Antoine Drouot
(Nancy, 11-01-1774 – Nancy, 1847)


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sábado, 22 de fevereiro de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

MEIA HORA MENOS

MEIA HORA MENOS


- Como vão seus estudos? - perguntou um sacerdote a seu antigo aluno.

- Muito mal! Estudo o mais que posso e sempre tiro notas baixas.

- Estude meia hora menos - disse-lhe o antigo mestre - e empregue essa meia hora em pedir a Nossa Senhora que o ajude.

O rapaz seguiu o conselho, e após algumas semanas começou a progredir nos estudos, obtendo qualificação honorífica.

(Tesouros de Exemplos, Padre Francisco Alves, 1958)

Louvado seja N.S. Jesus Cristo!
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

PRIMEIRO IREI A MISSA

PRIMEIRO IREI A MISSA


Refere S. Afonso que três negociantes estavam prontos para partir juntos da cidade de Gúbio. Era domingo, e um deles quis ouvir antes a Missa; os outros, porém, não quiseram nem mesmo esperá-lo. Mas, quando atravessavam a ponto do rio Borfoune, cheio pelas últimas chuvas, caiu a ponte, perecendo afogados os dois negociantes.

(Tesouros de Exemplos, Padre Francisco Alves, 1958)

Louvado seja N.S. Jesus Cristo!

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

COMO RECEBIA AS INJÚRIAS

COMO RECEBIA AS INJÚRIAS


S. Joana de Orvieto suportava com indizível alegria todas as injúrias de que era alvo. Tinha o costume de rezar duzentas vezes a oração dominical por aqueles que lhe haviam feito mal. Suas amigas diziam: “Se alguém deseja obter as orações de Joana, basta cobri-la de injúrias”.

(Tesouros de Exemplos, Padre Francisco Alves, 1958)

Louvado seja N.S. Jesus Cristo!
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

RESPEITO AOS MAIS VELHOS: GUIAVA-O

GUIAVA-O


O célebre Cornéio Cipião, por gratidão e respeito a seu pai que ficara cego, guiava-o ele mesmo a toda a parte e tinha para com ele as maiores atenções.

(Tesouros de Exemplos, Padre Francisco Alves, 1958)

Louvado seja N.S. Jesus Cristo!

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Públio Cornélio Cipião Africano, dito o Velho
(236 a.C. — 183 a.C.) foi um general durante a
Segunda Guerra Púnica e um estadista da República
Romana. Filho de Públio Cornélio Cipião, ele é
mais conhecido por ter derrotado Aníbal de Cartago,
na batalha de Zama, um feito que lhe rendeu o
apelido “Africanus”.


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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

SERVIA-OS ELE MESMO

SERVIA-OS ELE MESMO


A caridade de S. Luís, rei da França, era prodigiosa. Todas as quartas, sextas e sábados da Quaresma e do Advento dava de comer em seu palácio a treze pobres que ele mesmo servia.

Servia-lhes uma sopa e duas espécies de alimentos. Cortava e distribuía o pão. Punha, além disso, ao lado de cada um dois pães, para que os levassem para casa. Se entre os pobres havia algum cego, lhe punha as coisas na mão e o guiava. Dava, também, a cada um deles uma esmola em dinheiro, conforme as necessidades. Finalmente, aos sábados, fazia separar os três mais pobres e levava-lhes os pés.

(Tesouros de Exemplos, Padre Francisco Alves, 1958)

Louvado seja N.S. Jesus Cristo!


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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

NÃO MURMURAR

NÃO MURMURAR


Santo Agostinho não admitia que, em sua presença, se murmurasse ou ofendesse a honra do próximo. Razão por que mandou pôr sobre a sua mesa esta inscrição: “A esta mesa não se assente quem fala mal do ausente”.

(Tesouros de Exemplos, Padre Francisco Alves, 1958)

Louvado seja N.S. Jesus Cristo!
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sábado, 8 de fevereiro de 2014

DEUS EXISTE

DEUS EXISTE


Tornou-se muito conhecido nos Estados Unidos o ateu Whitney. Encontrando-se, ultimamente, num hotel de Baltimore em companhia de alguns amigos, começaram a falar de assuntos religiosos. Whitney negou impiamente a existência de Deus, e acrescentou: “Vou provar-vos claramente que Deus não existe. Exijo que o assim chamado Todo Poderoso me mate imediatamente; não o fará porque não existe”.

Apenas o ateu tinha pronunciado essa blasfêmia e já caiu por terra. Os amigos acudiram, mas em vão. O homem estava morto. A morte trágica desse ateu causou por toda a parte uma terrível impressão (N. Y. H., 1904).

(Tesouros de Exemplos, Padre Francisco Alves, 1958)

Louvado seja N.S. Jesus Cristo!
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O MELHOR CILÍCIO

O MELHOR CILÍCIO


Uma senhora piedosa — ou que o julgava ser — era muito inclinada à maledicência e encontrava defeitos em toda gente. Um dia pediu ao diretor espiritual licença para pôr-se o cilício. O sacerdote, homem de muita experiência, conhecia a fundo a sua penitente. Pôs os dedos sobre os lábios e disse: “Filha, para a senhora o melhor cilício será prestar atenção a tudo o que passa por esta porta”.

(Tesouros de Exemplos, Padre Francisco Alves, 1958)

Louvado seja N.S. Jesus Cristo!
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

OITO HORAS POR DIA

OITO HORAS POR DIA


S. Alfredo Magno, rei da Inglaterra, consagrava todos os dias oito horas à oração ou à leitura de livros piedosos. Oito horas aos negócios do Estado e oito horas ao descanso e às demais necessidades e ocupações. Levantava-se muito cedo e ia à capela, onde, prostrado por terra, fazia sua oração.

(Tesouros de Exemplos, Padre Francisco Alves, 1958)

Louvado seja N.S. Jesus Cristo!


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S. Alfredo Magno, rei da Inglaterra

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