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terça-feira, 12 de abril de 2011

Adoro-Vos, Divindade escondida!

Adoro-Vos, Divindade escondida!




Adoro-Vos devotamente, ó Divindade escondida,
Que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências,
A Vós, o meu coração submete-se todo por inteiro,
Porque, contemplando-Vos, tudo desfalece.

A vista, o tacto, o gosto falham em relação a Vós
Mas, somente em ouvir-Vos em tudo creio.
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,
Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.

Na cruz, estava oculta somente a Vossa Divindade,
Mas aqui, oculta-se também a Vossa Humanidade.
Eu, contudo, crendo e professando ambas,
Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.

Não vejo, como Tomé, as Vossas chagas
Entretanto, confesso-Vos meu Senhor e meu Deus
Fazei que eu sempre creia mais em Vós,
Em vós esperar e Vos amar.

Ó memorial da morte do Senhor,
Pão vivo que dá vida aos homens,
Fazei que a minha alma viva de Vós,
E que a ela seja sempre doce este saber.

Senhor Jesus, bondoso pelicano,
Lavai-me, eu que sou imundo, em Vosso sangue
Pois que uma única gota faz salvar
Todo o mundo e apagar todo pecado.

Ó Jesus, que velado agora vejo
Peço que se realize aquilo que tanto desejo
Que eu veja claramente a Vossa face revelada
Que seja feliz contemplando a Vossa glória.
Amén.

(São Tomás de Aquino)







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terça-feira, 5 de abril de 2011

DIA DAS ROSAS



Statío ad S. Crucem in Jerusalém


Na antiguidade cristã, o dia de hoje era o "dia das rosas". Os Cristãos se presenteavam mutuamente com as primeiras rosas do verão. 

Ainda hoje, o Santo Padre benze, neste dia, uma rosa de ouro e a oferece a uma pessoa, em sinal de particular atenção. A santa Igreja, como o faz no Advento, interrompe também na Quaresma a sua penitência. Demonstra alegria pelo toque do órgão, pelo enfeite dos altares e pelo róseo dos paramentos. Toda a Missa respira alegria e júbilo. E por que assim? Lembremo-nos que, antigamente, faziam os catecúmenos, neste dia, um juramento solene e eram recebidos no seio da Igreja, representada pela Igreja da "Santa Cruz em Jerusalém". 

Mãe dedicada e amorosa, alegra-se a Santa Igreja, ao receber os que serão lavados nas águas batismais (Introito, Epístola). E não menos se alegram os próprios catecúmenos (Gradual, Ofertório e Communío). A maravilhosa multiplicação dos pães, que se repete na santa Missa, nos garante, a todos nós, a glória futura. Louvemos e agradeçamos a vontade de Deus (Ofertório).

(Missal Quotidiano, D. B. Keckeisen, OSB, 1947, p. 271)


Praias, piscinas e danças, pelo Rev. Pe. Ricardo Olmedo

O autor, o Rev. Pe. Ricardo Felix Olmedo, é professor de Moral e Direito Canônico no Seminário Internacional Nuestra Señora Corredentora da FSSPX na Argentina.





Nestes tempos difíceis para as almas e também para nosso apostolado, é bom lembrar aos nossos irmãos no sacerdócio os princípios que uma sã moral impõe no que se refere às férias de verão e às idas às praias e piscinas...
Talvez para alguns pareçam um pouco rigorosas, mas são apenas as regras sempre ensinadas pela Igreja para proteger do pecado as almas, que tementes a Deus, desejam viver em tudo de acordo com os Mandamentos do divino Salvador...

Padre Ricardo Félix Olmedo


PRAIAS E PISCINAS


            O banho ao ar livre em praias e piscinas é higiênico e saudável, pode ser uma honesta forma de recreação; em si mesmo não é mau e, portanto, lícito. Contudo, com a desculpa de ser por motivos de higiene, saúde ou descanso, são cometidos, hoje, gravíssimos escândalos. [1]
            Não se trata de coibir uma natural, lícita e saudável expansão, nem o uso dos bens que Deus outorgou ao homem para sua conveniente higiene e para a recreação do corpo e do espírito; mas de forma alguma é permitido, e é pecado grave, que, aproveitando-se dessas ocasiões, os costumes honestos sejam abandonados, consinta-se no desenfreio dos vícios, dê-se lugar ao nudismo sem pudor e se pervertam as almas pelo escândalo...
            A causa de graves equívocos acerca do que é permitido e do que é proibido nesse tema, com gravíssima ruína para as almas é algumas vezes o respeito humano, outras vezes é um conceito deturpado da higiene ou da elegância, muitas vezes, é a sensualidade e a concupiscência.
            Convém, pois, assinalar os princípios morais a que deve ser submetida essa atividade.
            A conduta que a virtude do pudor impõe ao católico, a todo o momento e lugar é o primeiro ponto a ser destacado.
            Pio XII, falando do tema, dizia que: “É muito evidente que a origem e a finalidade das roupas é a exigência natural do pudor, entendido tanto em seu sentido amplo (que inclui também a devida consideração para com a sensibilidade dos outros diante dos objetos repugnantes à vista), quanto, sobretudo, como uma tutela da honestidade moral e escudo contra a desordenada sensualidade. A estranha opinião que atribui ao relativismo desta ou daquela educação o sentido do pudor, que chega a ser considerado como uma deformação do conceito da realidade inocente, um falso produto da civilização e até um estímulo à desonestidade e uma fonte de hipocrisia, não está apoiada em nenhuma razão séria; pelo contrário, essa opinião encontra uma explícita condenação na conseguinte repugnância daqueles que talvez tenham se atrevido a adotá-la como filosofia de vida, confirmando desta forma a retidão do sentido comum manifestado nos costumes universais. O pudor, considerado em seu significado estritamente moral, qualquer que seja a sua origem, se baseia na inata e mais ou menos consciente tendência de cada indivíduo de defender um bem físico próprio, da indiscriminada concupiscência dos outros, a fim de reservá-lo, com prudente seleção de circunstâncias, aos sábios fins do Criador, por Ele mesmo posto debaixo do escudo da castidade e da pudicícia. Esta segunda virtude, a pudicícia - cuja sinônima “modéstia” (de modus, medida, limite), talvez expresse melhor a função de governar e dominar as paixões, particularmente as sexuais - é a natural defesa da castidade, sua valiosa defesa, posto que modera os atos proximamente conexos com o objeto próprio da castidade. Como uma escolta avançada, o pudor se faz sentir no homem desde o momento em que este adquire o uso da razão, inclusive antes mesmo que aprenda a noção de castidade e seu objeto, e lhe acompanha durante toda a vida, exigindo que determinados atos, em si honestos, porque divinamente dispostos, estejam protegidos pelo véu da discrição e pela reserva do silêncio, como para conciliar-lhes o respeito devido à dignidade de seu grande fim. ‘É, portanto, justo que o pudor, como depositário de bens tão preciosos, reivindique para si uma autoridade superior sobre toda outra tendência ou capricho e que presida a determinação das formas de vestir.’ [2] 

domingo, 27 de março de 2011

Jejum e abstinência

AVISO

Este texto foi removido porque há diversos posts no Pale Ideas sobre o tema e vamos juntá-los em um só para facilitar a leitura. 

O Brasil é um País que, como o Continente Americano todo, foi agraciado por diversos indultos pontifícios em relação ao tema do jejum e abstinência de carne. Sendo o indulto hierarquicamente superior ao Código de Direito Canônico, devemos obedecer ao que os diversos Papas determinaram sobre o tema.  

O indulto se aplica aos leigos e os Padres e Religiosos em missão, e suas normas podem ser lidas aqui.  

Os demais Padres e Religiosos que não são missionários devem seguir as normas do Código de Direito Canônico, que podem ser encontradas aqui

Mais sobre o jejum e abstinência, leia aqui.

Giulia d'Amore

sexta-feira, 25 de março de 2011

UM SANTO!

 Requiem aeternam dona eis Domine...


Há vinte anos, entregava a alma a Deus um santo homem, um herói da Igreja, um defensor da Fé. Um Santo, com o "S" maíusculo. Um santo meio que por acaso. 
Eu sei muito pouco da vida de S.E.R. Monsenhor Marcel Lefebvre, algumas poucas lembranças da infância, algumas pesquisas na internet, alguns livros... Então, para mim também, vou apresentar uma breve biografia deste impávido Homem de Deus.

Transcrevo do site oficial da FSSPX, no Brasil: 

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X é uma “sociedade de vida comum sem votos”, fundada por S.E.R. Dom Marcel Lefebvre, legitimamente erigida na diocese de Friburgo (Suíça) no dia 1 de novembro de 1970 segundo as prescrições do direito vigente por Dom Charrière, bispo de Friburgo. Recebeu a Carta Laudatória da Sagrada Congregação para o Clero em 18 de fevereiro de 1971.

A FSSPX em Números

A FSSPX conta atualmente com 529 sacerdotes, 117 Irmãos, 176 Irmãs, 74 Oblatas, 214 Seminaristas e 38 pré-seminaristas. Está presente em 31 paises, e visita regularmente outros 32. Tem 14 Distritos e 6 Casas Autônomas, 6 Seminários, 161 priorados, 725 centros de missa, 90 escolas (do Ensino Básico ao Médio) e 2 universidades, 7 casas de exercícios espirituais e 5 conventos de carmelitas. (Dados de julho de 2010. Fonte: Distrito da América do Sul)

No Brasil, exercendo seu apostolado através de 5 sacerdotes, sem contar os padres e comunidades amigas, a Fraternidade dirige dois Priorados (em São Paulo/SP e Santa Maria/RS), diversos centros de Missa e presta auxílio às muitas comunidades amigas tradicionais que o solicitam.

Os sacerdotes da Fraternidade celebram exclusivamente a Missa Tradicional, dita de São Pio V, em latim, e se opõem  pública e ativamente às novidades liberais introduzidas por e depois do Concílio Vaticano II, que contaminaram a Fé e a encaminham à ruína.

É por esta razão que desde 1975 o Arcebispo Lefebvre e seus sacerdotes foram sujeitos a perseguições e condenações injustas pela hierarquia liberal.

A posição da Fraternidade São Pio X é magnificamente resumida por S.E.R. Dom Lefebvre em sua declaração de 21 de novembro de 1974 (leia-a na íntegra clicando aqui).

É do mesmo site a autobiografia que S.E.R. Dom Marcel Lefebvre deixou em forma de palestras na Abadia São Miguel: AQUI.


(em italiano)


Editado (layout, não conteúdo) em: 26/08/2011

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