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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Uma exortação paterna de Pe. Chazal ao fiel da Resistência

Primeiro em espanhol, quando terminar a tradução, em português. 



PADRE CHAZAL: CARTA A UN SOLDADO DESCONOCIDO DE LA RESISTENCIA INTERNA





NON POSSUMUS

PUBLICAMOS UN EXTRACTO DE ESTE DOCUMENTO. LEER COMPLETO ACÁ: AVEC L'IMMACULÉE.





Estimado Cofrade,



Usted no parece prestarse a la demonización en curso respecto a nosotros, y siendo el demonio lo que es, es tiempo de estrechar mi contacto con usted, no para darle discursos de moral ni para condenarlo; al contrario, le escribo porque le tengo una gran estima y porque los dos estamos de acuerdo en un mismo hecho: Monseñor Fellay es un modernista.



La siguiente cuestión es: ¿Qué hacer? ¿Resistir en su sitio o sumergirse en lo desconocido, con los cow-boys?



Tenga la seguridad, amigo mío, yo no tengo la más alta opinión de la Resistencia. No somos más que un remanente, una mescolanza dispersa, partículas en suspensión (pienso particularmente en el querido Padre Pinaud)


domingo, 19 de janeiro de 2014

APELO AOS FIÉIS

Recebemos ontem este Apelo para ser publicado hoje. Aqui está, em Português, que traduzimos do Inglês (grifos do original), em Espanhol (este é de nossos amigos de Non Possumus) e no original em Francês. O tema é que não dá mais para tergiversar com o erro ou a suspeita do erro. Alguém me disse que "não tem certeza, ainda não". Eu me pergunto o que precisa acontecer para "ter certeza"? Quanto vale a sua alma para você? Para Cristo valeu a vida dEle, o Sangue derramado na Cruz. Por você! Deus nos deu a razão para fazermos BOM uso dela. Como alguém pode se submeter a um homem que fez o que Fellay fez e se justificar alegando uma obediência que de virtuosa não tem nada? A primeira obediência é a Deus! Além do mais, alguns alegam que continuam com Fellay "por causa dos Sacramentos". Mas... é a Fé? Vocês se arriscam a perder a Fé porque "não podem ficar sem os Sacramentos"? E o martírio? E a santificação pessoal? Bater no peito proclamando-se tradicionalista é fácil... mas o que tem de essência e de conteúdo nisso? Para quem defende tanto São Pio X, proclamando-o uma verdadeiro Papa em respeito a Bergoglio é de se questionar porque se recusam a ler ou a levar em conta a Pascendi!!! E essa atitude de "vou lá pelos Sacramentos" é similar aos dos sectários membros da Associação Montfort, do finado Orlando Fedeli, para quem os padres são meros distribuidores de sacramentos. Alguém lembra disso?

A Resistência acolherá a todos - Padres e fiéis - de braços abertos.

Leia também (em francês): http://aveclimmaculee.blogspot.fr/2014/01/adresse-aux-fideles-un-texte-capital.html


_______________________________________


Em nosso vale de miséria, tudo o que é justo e reto vai durar apenas um curto período de tempo, a menos que seja incansavelmente defendido pelo heroísmo e a santidade, em particular; boas instituições podem durar e até mesmo passar a existir, porque são protegidas e sustentada por santos. (R.P. Calmel - Ecole Chrétienne Renouvelee, Tequi, 1990, p191). 

Sáb, 18 de janeiro de 2014 às 23:49, Padre Juan Ortiz escreveu: Por favor, publique este Apelo amanhã, domingo. Deus abençoe.


Apelo aos Fiéis


Fiéis à herança de Mons. Marcel Lefebvre e, em particular, à sua memorável declaração do dia 21 novembro de 1974, "nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das condições necessárias para manter essa fé; à Roma eterna, mestra da sabedoria e da verdade".

De acordo com o exemplo deste grande prelado, intrépido defensor da Igreja e da Sé Apostólica, "nós rejeitamos, ao contrário, e temos sempre rejeitado, seguir neomodernista e neoprotestante Roma que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e, depois do Concílio, em todas as reformas que dele saíram".

Desde o ano de 2000 e, em particular, a partir de 2012, as autoridades da Fraternidade Sacerdotal São Pio X tomaram a direção oposta alinhando-se com Roma modernista. 


terça-feira, 30 de julho de 2013

MENZINGEN E A ÉTICA EMPRESARIAL

Tradução em breve. Já falamos nesse mesmo assunto aqui.

MONSEÑOR FELLAY ABRAZA LA ÉTICA EMPRESARIAL



La noticia fue revelada por el Padre Girouard, en su sermón del 2 de junio de 2012.

Este sacerdote canadiense, resistente al viento de adhesión que barre a la FSSPX, nos ha dado cuenta de un hecho importante explicando la nueva actitud de Menzingen respecto a la Roma conciliar. ¿De qué se trata?

En octubre de 2012, nuestro sacerdote se plantó con su Superior, el padre Wegner, al ver a la Fraternidad disminuir, incluso abandonar la lucha contra el Vaticano II y contra los errores que de él salieron. Cuál no sería su estupefacción cuando el Superior le respondió en sustancia: Si, Padre, es verdad. ¡Pero es algo bueno! Yo también soy un poco responsable de eso. Entonces el Padre Wegner explica: "Cuando estuve en Holanda como Superior de Distrito, me encontré a alguien, me convertí en amigo del Presidente de una compañía... le pedí que se encargara de la Fraternidad y que hiciera la marca de la Fraternidad, porque esa compañía está especializada en el branding".

VALIDADE DAS ORDENAÇÕES DA IGREJA CONCILIAR

Depois faço a tradução. Urgente e necessário!

ACERCA DEL NUEVO RITUAL Y LA DUDOSA VALIDEZ DE LAS ORDENACIONES EN LA IGLESIA CONCILIAR.

 
PADRE PATRICK GIROUARD.

23 de junio de 2013.

Hoy es el Quinto Domingo después de Pentecostés. Es muy interesante, como les he dicho muchas veces, cuando se lee el Evangelio, hay que poner atención en cada palabra, porque indicará algo que quizá no se ha reconocido o no se ha entendido en la primera lectura si no se tuvo cuidado en analizar cada palabra. Y hoy voy a hablar un poco sobre la Epístola de San Pedro.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

PERCEPÇÃO – NOVO ARTIGO DO PADRE PATRICK GIROUARD.

Publicamos o artigo do Padre Girouard, acerca da crise na FSSPX. Palavras contundentes, no estilo sim sim, não não que não temos visto sob o comando de Bernard Fellay. Nas notas de tradução comentei alguma coisa, mas permitam-me fazê-lo aqui, mais amplamente. Acabo de ler e traduzir este texto e fiquei surpresa - nem sei por que - em perceber que tivemos a mesma "percepção", o Pe. Girouard e eu - de alguns aspectos:  "medo, a cegueira sobrenatural, a confusão de ideias (...), o agir nas trevas, a invasão de contas de e-mails, a perseguição a sacerdotes e fiéis 'descontentes', as expulsões". Eu também entendo que há, sim, uma cegueira intelectual voluntária, mas, para mim, é devido ao orgulho e à arrogância. Não querem dar o braço a torcer. No Brasil, particularmente, admitir que "o rei está nu" significaria "aliar-se" a pessoas com as quais se tem pendências pessoais, que nada tem a ver com doutrina ou fé. E todos nós sabem muito bem disso. Trata-se de fomentar o partidarismo que tanto criticam e praticam largamente. Alguém que acabou de "chegar" à Tradição me disse que ficou escandalizado com esse tipo de atitude, impensável em um ambiente que pretende ser de defensores da Fé e da Verdade, de verdadeiros católicos. Mas devo admitir que do lado de cá também escasseiam as virtudes, vencidas que são, em ambos os lados, pelo amor de si mesmo acima do amor de Deus. Vender tudo o que se possui, pegar a cruz e seguir andando atrás de Cristo parece relativamente fácil, mas renunciar a si mesmo... isso é outra história! 

Muitos ainda guardam a esperança de que algo possa ser salvo na (Neo)FSSPX, que basta substituir o Conselho Geral e recomeçar de onde se parou. Ledo engano. Se, por um lado, errou o rei (Conselho Geral), errou também o súdito que obedeceu sabendo que aquele estava errando. Há algo de podre no reino da Menzingen, e essa podridão comprometeu a estrutura da FSSPX como um todo. Durante esses últimos 15 anos, que tipo de sacerdote os seminários têm formado? O que se ensina lá? Quantos sacerdotes e até que ponto se mantêm realmente fiéis à missão que lhes foi confiada por Monsenhor Lefebvre? Até onde o câncer do modernismo adentrou o organismo da FSSPX? Até quando estão dispostos a combater pela Fé se reclamam de que "isso" está demorando, de que podem nos excomungar de novo (tomara!)... Ou se já adquiriram os vícios dos padres modernistas e já se recusam, por exemplo, a atender a um pedido para uma missa de corpo presente porque "estou em meu dia de folga"!!! 

Alguns, nos acusando - a nós! - de não crermos no sobrenatural, apelam à Divina Providência como se fosse o Mago Merlin! Se fosse assim, deveríamos todos sentar na beira da calçada e deixar a Providência agir. Mas eu pergunto a meus botões: se a Providência não age em Roma... porque agiria em Menzingen? Quem é que não crê na Divina Providência aqui? E... de novo a arrogância do acordistas que irrompe feito avalanche!!!

Enfim, hoje eu recebi algumas frases (nem lembro de quem e de onde, portanto me perdoem as generosas almas) que quero compartilhar. Façam bom proveito! 


  • Vou me tornar seu inimigo, porque te conto a verdade? – São Paulo aos Gálatas, 4; 16
  • Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais? - São João, 3;12
  • Examinai tudo: abraçai o que é bom. - I Tess 5; 21
  • Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. - São Mateus, 10; 34-36
  • Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te. - Apocalipse, 3; 16



PERCEPÇÃO



Quando eu falo com as pessoas, muitos me perguntam a mesma coisa: “Mas Padre, por quê Monsenhor Fellay está fazendo isso? Por quê ele, e os outros Superiores, seguem esta nova estratégia com Roma?”.

Claro que, para responder com certeza completa e absoluta, eu teria de ser Deus. Mas, como Ele me escolheu para ser Seu ministro aqui na Terra, devo fazer o meu melhor para colocar alguma luz sobre esta questão.

Pelo que eu pude reunir de diversas fontes, os superiores da Fraternidade, e aqueles que os seguem, acreditam que a obtenção da “normalização canônica”, um “reconhecimento oficial” pelas autoridades romanas, teria por objeto alcançar mais almas e poder ajuda-las a alcançar a sua salvação eterna. (Eles parecem esquecer que já existem nove Comunidades que assinaram um acordo a quem estas almas podem se dirigir.) Para Monsenhor Fellay e seus seguidores, tal “regularização” repararia também uma injustiça perpetrada contra a FSSPX. Estes dois motivos parecem ser bons e dignos de louvor. As pessoas boas se sentem atraídas por boas razões.

Antes de lidar com o primeiro motivo, que é o tema deste editorial, permitam-me rapidamente despachar a questão da reparação da “injustiça” perpetrada contra nós: Desde quando o fato de ser rejeitado por pessoas más tornou-se uma injustiça para as pessoas boas? Ser rejeitado por hereges e pervertidos não soa nada mal para mim. Aliás, eu diria que me fizeram um favor. Os modernistas e pervertidos de Roma não me tiraram o ser Católico, apenas me deram a alegria de receber uma das bem-aventuranças reveladas por Nosso Senhor: sofrer perseguição por causa da justiça. Por quê eu quereria ser despojado desta bem-aventurança?

Prossigamos com nossa argumentação. Se fôssemos analisar seriamente ambos os motivos, entenderíamos que eles têm um fundamento ralo e não podem resistir a um escrutínio. Na verdade, esses motivos têm origem no desejo de que a FSSPX pudesse um dia ser percebida pelas pessoas como pertencente à “igreja” oficial. Em outras palavras, toda a crise que temos vivido nos últimos 15 anos, desde a fundação do Grupo de Reflexão entre Católicos (GREC), é baseada em uma questão de PERCEPÇÃO, ou seja, a maneira como as outras pessoas nos veem.

Este Grupo de Reflexão entre Católicos, fundado em 1997, entre outros, pelo Padre Alain Lorans (administrador do DICI) e pelo pai do novus ordo, Michel Lelong, tem como objetivo oficial alcançar a reconciliação entre a FSSPX e a Roma conciliar. O Padre Lorans fundou o grupo com a bênção de Monsenhor Fellay, mantendo-o informado acerca de seu trabalho. Eu tenho o livro escrito pelo Padre Lelong, onde detalha a história do grupo. Entre outras coisas, diz que o GREC sugeriu à Fraternidade que pedisse às autoridades romanas que lhe concedessem dois sinais de boa vontade que ajudariam a alcançar a futura reconciliação: (1) a “liberalização” da missa antiga, (2) o levantamento das “excomunhões”. O GREC também sugeriu que a FSSPX deixasse de (1) criticar tão severamente as autoridades romanas, e de (2) rechaçar o Vaticano II como um todo. Nós sabemos o que aconteceu em seguida: a Fraternidade pediu dois sinais de “boa vontade” por parte de Roma e também mudou seu estilo de argumentação. (Sobre esta mudança, por favor veja o meu sermão sobre a logomarca da Fraternidade.) É interessante notar que, enquanto toda a questão da “reconciliação” está baseada na percepção, os meios propostos para alcançá-la também estão fundados na percepção.

Realmente, todos sabemos que a Missa Antiga nunca precisou ser “liberada”, uma vez que a Bula Quo Primum[*] deu a permissão perpétua para celebrá-la , apesar do que digam os bispos do novus ordo; que as “excomunhões” nunca foram válidas e que o novo estilo de argumentação da Fraternidade é o resultado do desejo de não ser percebidos como “amargurados”, “severos”, “desobedientes” etc. Mas, mesmo eles sabendo de tudo isso, Monsenhor Fellay e seus seguidores, em algum momento, começaram a ter medo[1] da percepção negativa que os “católicos” da igreja oficial pudessem ter desses três elementos. Eles começaram a pensar que tal percepção negativa era um obstáculo para a salvação dessas pobres almas. Portanto, para remover este obstáculo, para obter um bom fim, decidiram seguir as sugestões do GREC[2], o que significa que eles escolheram meios maus para obter um bom fim. Todo mundo que tem o menor conhecimento do Catecismo sabe que isso nunca será moralmente lícito.

Além disso, ao pedir a Roma que concedesse esses dois “sinais de boa vontade”, os líderes da Fraternidade de maneira intencional agiram externamente de uma maneira que contradizia o que internamente acreditavam ser verdade. Eles, então, aumentaram a confusão[3] das pobres almas que queriam “salvar”, porque agiram publicamente COMO SE a Missa Antiga tivesse sido proibida, COMO SE as excomunhões tivesse sido válidas e COMO SE a Roma conciliar e o Pontífice, além do próprio concílio, não fossem assim tão maus. Em outras palavras, eles têm sido, para todos os efeitos práticos, mentirosos e hipócritas.

Mais tarde, Monsenhor Fellay e seus dois assistentes, que formam o que é chamado de Conselho Geral, apresentaram a Roma uma Declaração Doutrinal[4], aos 15 de abril de 2012, que é um monumento ao mesmo tipo de hipocrisia. É um documento que tenta, através da sutileza na escolha de palavras e expressões, ser aceitável tanto para os modernistas como para os tradicionalistas. É por isso que o mesmo Monsenhor Fellay disse repetidamente que a nossa aceitação deste texto dependia de nosso estado de espírito ao lê-lo (óculos escuros ou cor-de-rosa). Até onde sabemos, o Conselho Geral não enviou a Roma nenhum outro documento oficial que revogasse a Declaração Doutrinária, e, portanto, esta ainda representa a posição oficial da Fraternidade sobre estas questões, apesar das declarações contrária feitas nos sermões ou conferências. Tais declarações realmente não têm nenhum valor oficial ou jurídico; são apenas mais uma prova de que os líderes da Fraternidade estão sendo hipócritas, não só com os “católicos” da igreja oficial, mas também com seus próprios fiéis, que são os que os pagam.

Outro exemplo notável de hipocrisia é a Declaração do Capítulo Geral de 2012[5] da Fraternidade e as seis “condições” para um acordo prático. Os superiores fingem ter recuperado a unidade na Fraternidade, enquanto, na prática, a chamada “unidade” tem sido alcançada pela expulsão de todas as vozes dissidentes, incluindo a de um dos quatro Bispos consagrados por Monsenhor Lefebvre[6]. É uma unidade baseada no medo e em mentiras. Aqueles que sabem que a Fraternidade erra temem ser punidos, e aqueles que aprovam o que está fazendo se deixaram enganar pelos sofismas explicados acima. 


Além disso, afirmar que as seis “condições”, débeis como são, podem nos proteger, é negar-se a ver a realidade em Roma e esquecer o que aconteceu com as nove Comunidades Tradicionais que tentaram isso antes[7]. Isso nada mais é do que cegueira intelectual voluntária.

O que esperamos que todos percebam é que Monsenhor Fellay e seus seguidores estão cometendo o mesmo erro que os clérigos cometeram no Vaticano II: eles baseiam sua estratégia em uma questão de PERCEPÇÃO. Realmente o Vaticano II foi uma tentativa de melhorar a percepção dos não-católicos respeito à Igreja. Mas a fracassada experiência da igreja conciliar deveria ter impedido que os líderes da Fraternidade caíssem na mesma armadilha, mas desde quando é as crianças aprendem a partir da experiência das gerações anteriores?[8]

O que podemos fazer para deter esta loucura? Acho que devemos sair desse sistema de hipocrisia e desse ciclo de medo. Devemos defender a verdade, independentemente da percepção que os outros tenham de nós e independentemente dos castigos. O que converteu os pagãos nos primeiros séculos da Igreja não foram Cristãos que tentaram ser bem “percebidos”. Foi a constância daqueles que estiveram dispostos a dar suas vidas por fidelidade às suas convicções. Por isso, queridos amigos, RESISTAMOS ABERTA E FORTEMENTE![9]


Padre Patrick Girouard



Original: http://www.sacrificium.org/article/perception-25-june-2013.
Versão em espanhol: http://nonpossumus-vcr.blogspot.com.br/2013/06/percepcion-nuevo-articulo-del-padre.html.
Tradução, comentário e notas: Giulia d’Amore di Ugento.




Notas de tradução:
* Bula Quo Primum.
1. Falamos disso no comentário às Declarações do dia 27 de junho, em Ecône.
2. Acerca do GREC.
3. Idem
4. Sobre a Declaração Doutrinal de 15 de abril de 2012.
5. Sobre a Declaração do Capítulo Geral de 2012.
6. Sagrações cujo 25º aniversário hipocritamente os três bispos comemoram no dia 27 de junho de 2013, com um discurso que desdiz tudo o que foi dito até agora e, mais uma vez, manipula as palavras de Monsenhor Lefebvre.
7. Arrogantemente, eles não esqueceram. O que dizem é que conosco isso não irá acontecer. Se isso não é arrogância, o que é?
8. Infantilidade, sim, mas também, como dito, arrogância. E orgulho por não querer admitir o erro e ter que voltar atrás e reparar todas as injustiças que foram praticadas com sacerdotes e fiéis, e principalmente Monsenhor Williamson, taxada de rebelde, desobediente, exagerado, apocalíptico, louco.
9. É o desejo de todos os que entenderam – desde o começo ou com o passar do tempo – mas, sinceramente, eu duvido que haja humildade suficiente para tanto. A renúncia de si mesmo é um desafio insuperável para algumas pobres almas. Parecem estar dispostas a perder o Céu para não se verem obrigadas a admitir o que sempre souberam: a aventura de dom Fellay é uma loucura! Seguindo o conselho do GREC abriram mão da ajuda sobrenatural e do aconselhamento do Fundador, o qual, santa alma, pode não estar (fisicamente) mais entre nós - como diz o prior de São Paulo (sic) - mas nem por isso deixou de existir, e nem por isso a Fraternidade que ele fundou pode virar a casa-da-mãe-joana...
 

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

RESISTÊNCIA: DECLARAÇÃO DO PADRE GIROUARD

Para futura tradução:


DECLARACIÓN DEL PADRE PATRICK GIROUARD


NON POSSUMUS




DECLARACIÓN
A los miembros de la Fraternidad San Pío X
A las comunidades amigas y a los fieles de la Tradición


Jueves Santo, 28 de marzo de 2013
Muy estimados hermanos y hermanas en Cristo Rey,
En este día que la Santa Iglesia conmemora de manera grandiosa la Institución del Santo Sacrificio de la Misa y del sacramento del Orden, aprovecho la ocasión para hacerlos parte de mi decisión de colocarme fuera de la estructura oficial de la Fraternidad. Mi intención no es de abandonarla ni vilipendiarla. Ella en efecto es víctima de una empresa que tiene como objetivo ponerla bajo el poder de la Iglesia Conciliar a pesar de las advertencias repetidas de su fundador, S.E.R. Monseñor Marcel Lefebvre.
Después de mis sermones e intervenciones contra la adhesión a Roma, mi superior de distrito, el padre Jürgen Wegner, me transfirió del Priorato de Langley (cerca de Vancouver) a la sede de distrito (St. Césaire, cerca de Montreal), con la intención confesa de “vigilarme estrechamente”. También me declaró que yo no podría criticar a mis superiores. En su carta a los sacerdotes Canadienses respecto de esta decisión, atacó no solamente mis declaraciones públicas, sino también mis conversaciones y correos privados, intercambiados con los fieles. Por lo tanto está claro que se me ofrecía, a cambio de mi silencio en público y en privado, conservarme en el seno de la Fraternidad y por lo tanto asegurar mi seguridad material. Esto sería ni más ni menos una forma de prostitución espiritual. Pero no tengo más que un alma y quiero salvarla. Yo no puedo aceptar este trato porque como dice el proverbio: “El que calla, otorga”. Esto es, básicamente, el por qué me veo en la obligación moral de rehusarme a esta transferencia. Para mí es la única manera de continuar trabajando para cumplir el verdadero objetivo de la Fraternidad, el cual no es convertir a Roma modernista, sino de preservar y transmitir la verdadera Misa y el verdadero Sacerdocio. Por lo tanto me he puesto en las manos de la Providencia, convencido que Nuestro Señor sabrá cuidar a su sacerdote.
Mucho ha sido escrito ya acerca de un acuerdo “puramente práctico” con Roma. Me bastará decir que yo endoso plenamente las declaraciones y estudios de otros colegas que se han opuesto a esta nueva orientación de la Fraternidad. Por lo tanto, no lo repetiré aquí. Me permitiría, sin embargo, compartirles algunas reflexiones personales sobre tres aspectos de la crisis de la Fraternidad:
1.      Las autoridades de la Fraternidad quieren justificar el abandono de la resolución del Capítulo General de 2006 (no al acuerdo práctico sin la conversión de Roma) diciendo que la situación no es la misma actualmente. Quisieran hacernos creer que muchos de los nuevos obispos, sacerdotes y seminaristas ya no se interesan en el concilio Vaticano II y prefieren la Misa y la teología tradicionales. Pero son incapaces de producir un estudio serio e independiente que lo pruebe. Ahora nos piden aceptar nada menos que lo que Monseñor Lefebvre calificaba como “Operación Suicidio”. El Capítulo General de 2012, lejos de corregir la situación, no hizo sino envolver de “condiciones” cosméticas este cambio de rumbo. La única condición que importaba, la conversión de Roma, ha sido abandonada. Además, este Capítulo fue la ocasión de una inversión de la relación de fuerza entre los obispos: Del 7 de abril cuando teníamos, por un lado, tres obispos contra un acuerdo “práctico” y del otro, un Monseñor Fellay aislado, nos encontramos, el siguiente 14 de julio, con tres obispos a favor de un tal acuerdo, contra un Monseñor Williamson confinado, el cual fue excluido también de ese Capítulo. La declaración final respecto a la unidad reencontrada señaló de hecho el fin de la recreación para todos “los refractarios”. Ahora, a partir del 15 de julio de 2012, toda oposición vis-a-vis de un acuerdo puramente práctico, cualquier crítica a las autoridades de la Fraternidad a este respecto, se convirtió en un crimen contra la misma Fraternidad. Fue instituida la ley del silencio. Conocemos lo que siguió. Esta ley del silencio es tan fuerte que Menzingen no se toma la molestia de responder a los argumentos y a las acusaciones; se contentan con satanizar a sus oponentes como si fueran vulgares rebeldes subversivos. ¡Sacaron a S.E.R. Monseñor Williamson y una buena veintena de sacerdotes!
2.    Los documentos secretos de Monseñor Fellay (carta del 14 de abril de 2012 a los 3 obispos, el Preámbulo del día siguiente), que han sido publicados a pesar de él, nos han permitido comprender hasta qué punto las relaciones frecuentes con la Roma actual son peligrosas. Si de tales contactos se pudo cambiar, incluso antes de la firma de un acuerdo, al Superior General, a sus Asistentes y por rebote a los otros Superiores Mayores, ¿qué sucederá con los simples sacerdotes y fieles una vez que estén oficialmente, legalmente, permanentemente, bajo las autoridades romanas? No hay más que ver hasta qué punto Menzingen persigue ya a los que se oponen a esta nueva orientación cuando todavía gozamos de una cierta independencia respecto de Roma, para comprender hasta dónde irá una vez que se esté bajo la autoridad de esta Iglesia conciliar!
3.    Recientemente, han querido hacernos aceptar la teoría según la cual la expresión “Iglesia Conciliar” no significa una institución distinta de la Iglesia Católica, sino más bien una “tendencia” en el seno de esta (Ver DICI, estudio del padre Gleize). La consecuencia lógica de esta teoría sería entonces que el movimiento tradicionalista debe regresar a la estructura oficial de la Iglesia a fin de combatir, desde el interior, la “tendencia” conciliar y de esta manera hacer triunfar a la Tradición. Es por eso que escuchamos frecuentemente de las autoridades de la Fraternidad, que hay que “ayudar a la Iglesia Católica a reapropiarse de su Tradición”. Ahora, por un lado, la Iglesia Católica sin su Tradición no podría existir, ya no sería la Iglesia Católica. Y por otra parte, no se puede hablar de “tendencia”, cuando las ideas liberales y masónicas se encuentran “institucionalizadas” por reformas que cubren todos los aspectos de la vida de la Iglesia: Liturgia, Catecismo, Ritual, Biblia, Tribunales eclesiásticos, Enseñanza Superior, Magisterio y, sobre todo, el Derecho Canónico. Por lo tanto nos enfrentamos a una estructura, a una institución, diferente de la Iglesia Católica. Si ese no fuera el caso, ¡seríamos sus miembros! No somos nosotros los que han abandonado la Iglesia Católica, son ellos, incluso si han logrado tomar el mando de la estructura oficial. En lo que concierne al lugar del Papa en todo esto, hay que convenir que hay un misterio, un misterio de iniquidad. Esto no quita que estemos en presencia de dos instituciones distintas: La Iglesia Católica, fundada por Nuestro Señor, y la Iglesia conciliar, cuyo instigador fue, sin duda alguna, Lucifer.
Estas no son más que tres pequeñas reflexiones, pero creo que ellas pueden aclarar un poco ciertas facetas del debate. Ahora que estoy completamente libre para hablar, pueden contar, queridos hermanos y hermanas en Cristo Rey, con mi contribución regular a los sitios de internet del movimiento creciente de oposición a la adhesión a Roma, movimiento que bien merece, yo pienso, el nombre de Resistencia Católica.
Recen por su servidor, como yo rezo por ustedes.
Abbé Patrick Girouard, FSSPX


Visto em: http://syllabus-errorum.blogspot.com.br/2013/03/declaracion-del-padre-patrick-girouard.html.

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

RESISTÊNCIA: MANIFESTO DE PADRE GIROUARD

Nossa Missão

por Padre Patrick Girouard

02 de Junho de 2013

Caro leitor,

As razões pelas quais decidimos deixar o Priorado de Cristo Rei e a Igreja em Langley, British Columbia, não são complicadas ou difíceis de entender. Vamos dizer em primeiro lugar o que não foi parte de nossa decisão.

Se recusei minha transferência punitiva para Montreal, e se um grupo de 27 adultos e 11 crianças, o que representa cerca de um terço da Paróquia de Langley, decidiram iniciar uma nova paróquia e me pedir para tornar-se seu pastor, não foi por causa de emoções. Nós não estamos com raiva, amargura ou ressentimento em relação à SSPX, mesmo que tenhamos sido traído por sua gestão. Nós não deixamos por amor a mudança e nem por buscar um pouco de emoção também.

NEO-FSSPX: PARA DOM FELLAY, A DEFESA DA FÉ É UMA QUESTÃO DE MARKETING!


A exemplo dos demais blogs da Resistência que fazem este trabalho de esclarecimento juntos aos amigos que se perderam no meio do caminho, iludidos por malabarismos intelectuais astuciosamente engendrados por Menzingen, o Pale também publica o sermão do Padre Patrick Girouard, que exercia seu sacerdócio no Priorado Cristo Rei e em Langley, no Canadá, de onde saiu para fundar uma nova comunidade, fiel à Tradição e a Monsenhor Lefebvre, conforme ele mesmo explicou em uma carta que publicou em seu novo blog Sacrificium.org, e que foi publciada, em Português, pelo blog Militia Jesu Christi, que também publicou o presente sermão (vídeo em Inglês, texto em Português). Eu também traduzi o texto do original, aproveitando para incluir notas de tradução. Bom, o Inglês não é um idioma que me esteja simpático ou com o qual eu tenha alguma afinidade, portanto algum erro pode ter passado despercebido... Agradecerei sua caridosa correção!

do blog "Satirical Goo"
clique para conhecer
O sermão. Esse sermão revela coisas estarrecedoras, mas que dão sentido às ações insanas de dom Fellay. As coisas fazem cada vez mais sentido. Claro está que, se não houvesse a Resistência, a FSSPX tombaria fatalmente como tombaram as demais comunidades Ecclesia Dei, por causa daquele obedientismo que entorpece as almas e acerca do qual os próprios padres dormidos nos alertaram muito, logo no começo, nos falando das profecias e dos avisos de que, pela obediência, muitos perderiam a Fé. Já então, não se tratava de obediência, mas de obedientismo. Como fazem agora aqueles mesmos padres. 
Repensando fatos e situações, sinto vergonha alheia por algumas pessoas que conheci nesse caminhar: em algum momento, por um breve tempo, eu também acreditei nelas! Não tanto pelo obedientismo, do qual meu Criador me poupou, mas, principalmente, pelo respeito devido à dignidade sacerdotal e também pelo ingênuo e, ao mesmo tempo, pernicioso apego sentimental às pessoas. Enfim, todos os dias eu sou grata à Divina Misericórdia que me concedeu a graça de poder “enxergar” e, sobretudo, de poder fazer uso da razão. Eu creio, sim, no sobrenatural. Oh! Se creio!

Minha ingenuidade em determinados momentos e com determinadas pessoa não é páreo, contudo, à pretensa ingenuidade de dom Fellay. Uma confessada ingenuidade de cair em vários e sucessivos “contos do vigário” (hão de desculpar o trocadilho!), ao se surpreender ter sido enganado por este e por aquele. Pretensa, porque não posso avaliar até que ponto é veraz essa cândida ingenuidade... ou se é dissimulada. Vários de seus confrades já declararam que monsenhor mente e dissimula. Após essa nova revelação, sobre a mercantilização, o comércio sujo da missão da Fraternidade, em que dom Fellay não teve escrúpulos de nos vender por trinta dinheiros, é cada vez menos crível a história de que se trata de um ingênuo. Os americanos tem um ditado que diz mais o menos o seguinte: se me enganou uma vez, a culpa é dele; se me enganou uma segunda vez, a culpa é minha. Pois é. Quantas vezes mais precisam ser enganadas as pessoas?

E o que transparece cada vez mais torpe é o modo como Dom Williamson foi tratado esse tempo todo! Como um louco, um exagerado, um apressadinho... “Faz tempestade em um copo d’água”, diziam uns. “Quer dividir a Fraternidade!”, gritavam outros... Até onde essa gente quer levar essa pantomima? Esse sujo engodo? De quantas calúnias ainda vão acusá-lo antes de reparar a injustiça que lhe fizeram? O Preâmbulo veio à luz, comprovando que o que dizia Dom Williamson era verdade. Porque ainda não se desculparam com ele? A soberba é pecado, me ensinaram.

Vamos ao texto:


SERMÃO DE PADRE GIROUARD DENUNCIANDO A NEO-FSSPX


Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Serei breve neste sermão, porque tenho que ler aquela afirmação novamente, essa que vocês já viram antes da Missa. Mas o que eu quero dizer hoje é que, obviamente, esta é a minha primeira Missa desde que voltei do exílio, e eu gostaria de falar um pouco, corrigir um pouco as coisas que foram ditas quando estava afastado por parte do Padre Wegner e dos outros sacerdotes. Eles disseram, basicamente, que eu não havia falado com Padre Wegner antes de pregar os meus sermões e assim por diante... Então, isso não é correto, isso não é uma afirmação verdadeira. Na verdade, eu conversei com ele muitas vezes...

Como em julho do ano passado, em uma ligação telefônica de 80 minutos, na qual mencionei todos os problemas da Fraternidade. E em Outubro, quando ele veio me visitar em Langley, nós tivemos uma conversa de duas horas, e eu lhe falei sobre esses problemas na Fraternidade, e, depois, em Novembro, quando lhe enviei dois e-mails com uma pergunta muito importante sobre Dom Fellay, e eu ainda estou esperando a resposta ao segundo e-mail. Se eu fosse esperar para sempre pelas respostas, eu provavelmente iria atingir a idade da aposentadoria antes de chegarem! Portanto, eu decidi pregar. A outra razão também é porque o motivo pelo qual alguém faz uma pergunta é porque tem uma pergunta a fazer. Se você já sabe a resposta, não adianta fazer a pergunta; a menos que você é um professor! Mas, agora, eu não tenho parguntar a serem feitas a eles.

Eu vi os documentos que saíram de Dom Fellay, especialmente sua Declaração de 15 de abril de 2012, que levou ao Cardeal Levada, com as bases de um acordo com Roma. E quando você lê isso, você percebe que a Fraternidade está em apuros! Porque na referida declaração, nesse projeto para um acordo com Roma, Dom Fellay aceita o Novo Código de Direito Canônico. Ele diz também que a missa nova foi legitimamente promulgada. Ele também diz que reconhece o Magistério da Igreja de hoje, e que está pronto para assinar a Profissão de Fé de 1989, do cardeal Ratzinger. Profissão de fé essa que, como já expliquei a vocês anteriormente, em um de meus sermões, é muito ruim, especialmente o terceiro [item], que basicamente pretende que os sacerdotes que fizerem este juramento de fidelidade que foi elaborado em 1989 aceitarão se sujeitar ao Magistério moderno, isto é, aos ensinamentos modernos do Papa.

Enfim... Eu tenho pregado contra este preâmbulo, e eu tenho pregado, como disse nos meus Avisos de 10 de Março, sobre o Preâmbulo e sobre a carta dos 37 Sacerdotes e, também, sobre o fato de que as Carmelitas na Alemanha decidiram deixar a Fraternidade por causa dos mesmos motivos. Também falei sobre a expulsão do Padre Raphael do Mosteiro de Silver City. Eu ponderei que os fiéis precisavam saber disso. Mas a reação [dos superiores] foi me transferir para St. Césaire, com o fim específico de que eu deveria ficar em silêncio. Eu não deveria comunicar estas coisas aos fiéis. Eu não deveria criticar os superiores. Eu não deveria mostrar nem expressar qualquer desconfiança em relação a eles ou suas ações. Assim, isso foi uma espécie de pacto que me pediram: vamos cuidar de suas necessidades materiais, você terá uma casa e uma bela capela em St. Césaire e, em troca dessa segurança, você permanecerá em silêncio, mas eu me recusei. Eu não posso ficar calado.

Seria um pecado para mim permanecer em silêncio. Portanto, eu me recusei e fui para o exílio, como vocês sabem, e voltei um par de semanas atrás porque vocês têm tido uma série de reuniões, uma vez por semana, e têm estudado esses documentos e alguns artigos que eu escrevi de longe para vocês. E têm estudado alguns exemplares da revista “The Recusant”, e assim por diante. E vocês tiveram a mesma reação que qualquer bom e normal Católico teria diante desses documentos: Vocês entenderam que vocês, que nós fomos enganados no último par de anos, que a Fraternidade tem feito um giro de 180 graus, e este é o motivo pelo qual vocês decidiram começar sua própria capela. Porque vocês sabiam que poderiam confiar em mim para pregar a verdade, por que eu tenho que sofrer e tenho que fazer sacrifícios para fazer isso agora. E nós temos organizado e temos fundado – esta é a nossa primeira Missa – a Capela São José, Defensor da Igreja.

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E uma das coisas que eu gostaria de compartilhar com vocês sobre minhas conversas com o Padre Wegner em Outubro... a coisa que explicará por que vocês não verão mais a Fraternidade criticar de maneira forte, de modo vigoroso, os males do Concílio Vaticano II, os males da Missa Nova e o que acontece em Roma. Vocês talvez pudessem pensar que seja apenas porque nós esquecemos... a Fraternidade está... Ela tem esquecido o seu papel de explicar a verdade e de lutar contra o erro. Talvez seja apenas uma coincidência; só porque o seu sacerdote naquela paróquia não pensou em falar sobre isso... Bem, isso é o que eu disse ao padre Wegner. Eu disse ao Padre Wegner: “Olhe o site do DICI[1], olhe a revista ‘The Angelus’[2], olhe o site da FSSPX nos Estados Unidos[3]; olhe o site de Padre Couture na Ásia[4], olhe em toda parte[5], e não verá mais qualquer espírito de luta contra o Vaticano II e a Missa Nova! Parece-me que a Fraternidade tornou-se uma espada cega nas mãos do Senhor! Não está mais afiada, é inútil!”.

E eu pensei que ele iria dizer: “Oh, você está errado”, ou “sério, Padre? Nós ainda estamos sendo fortes, ainda estamos lutando, e você é..., compreende?, é um equívoco que você faz. Como você pode dizer isso?”. Mas, então, eu fiquei muito surpreso quando ele concordou comigo e disse: “Pois sim, Padre, é verdade!”. Bem, Padre Wegner concorda comigo! Assim, eu pensei que eu estava fazendo progressos! Eu pensei: “Oras, isso é bom! Agora que ele entende o problema, talvez a gente vá começar a lutar de novo!”. Mas meu queixo caiu quando ele disse que “isso” [o que Pe. Girouard denunciara] era uma coisa boa, que essa mudança era uma coisa boa! Certo! Como se não bastasse, bem, ele me explicou como isso ocorreu. Ele disse que “isso” não é apenas uma coincidência, ou não é porque os padres estão se tornando preguiçosos ou porque estão com medo de Roma. Não, não! Ele disse: “Esta é uma decisão que foi tomada em Menzingen, entendeu? Sim, Padre Girouard! E esta decisão em Menzingen foi tomada porque nós fomos “branded[6].

Pois então, eu não sei... Normalmente você marca um boi, não é?! Mas ele me diz agora que a Fraternidade foi “marcada”!  Eu ainda estava de pé, ainda não havia caído morto, mas... daí ele me disse: “Sim, Padre, isso é verdade, e eu fiz isso!” Oh! Você fez isso! E como você fez isso? “Bem, quando eu estava na Holanda e era o Superior do Distrito, eu conheci alguém, tornei-me amigo do presidente da empresa...” (e ele me disse o nome da empresa, é um nome flamengo[7] que hummm... é estranho demais para lembrar). Então, ele disse: “Esta é a quinta empresa mais bem sucedida da Holanda, por isso é uma empresa muito importante, uma empresa muito bem sucedida; e alguns anos atrás eu o visitei, eu me encontrei novamente com este homem e lhe pedi para cuidar da Fraternidade, para fazer o branding da Fraternidade, pois essa empresa é especializada em branding”.

Para aqueles de vocês que não sabem o que é branding, vou explicar brevemente. Branding é... Essa empresa que faz branding, suponhamos que ela pegue como cliente a Coca-Cola. Assim, a Coca-Cola iria contratar essa empresa e lhe pedir: “faça o meu branding” [neste caso, “fortaleça minha marca”]. E essa empresa enviará homens para os escritórios da Coca-Cola, e em toda parte, para estudar toda a indústria da Coca-Cola, toda a publicidade da Coca-Cola, e beber muita Coca-Cola! Basicamente, ter o maior conhecimento possível sobre a Coca-Cola. E, então, eles vão estudar todas as outras empresas que fazem cola (bebida). Ou seja, eles vão estudar a Real-Cola, a Pepsi-Cola, a King-Cola e assim por diante. E eles vão tentar descobrir... E vão beber uma grande quantidade de cola, é claro e, em seguida, vão tentar descobrir como a empresa Coca-Cola poderia se distinguir, de uma forma muito acentuada, de todas as outras marcas (brands). Isso é branding: Descobrir o diferencial de seu cliente e, em seguida, com o branding, dizer: Bem, o seu produto é mais... Ele é um pouco mais amargo, ou há um pouco mais de gás nele, e a cor é mais escura do que das outras [marcas], e assim seu branding [aqui, no sentido de slogan, chamada apelativa] deve ser hum... sei lá, “Cola Cola... te dá estímulo!”. Ou então: “Coca-Cola é um produto que tem mais estímulo que todos os outros!” Isso é um exemplo de branding.

E, assim, o Padre Wegner pediu a tal empresário que fizesse o branding da Fraternidade, e, então, o homem disse: “Eu vou dar uma olhada na Fraternidade no website e lhe dou um parecer”. Poucas semanas depois, o homem liga para o Padre Wegner e diz: “Padre, eu me recuso, eu recuso o contrato, pois eu pesquisei o nome da FSSPX, e vocês não possuem um bom nome lá fora, e eu não quero que minha empresa se prejudique por tê-los como clientes”. Então, Padre Wegner lhe disse: “Bem, pelo menos nos dê uma chance! Ouça nosso lado da história, o que temos a dizer. Vou marcar uma reunião entre você e Dom Fellay em Menzingen, na Suíça, e nos dê pelo menos a chance de responder a todas suas perguntas, e depois você decide”. Então, o homem respondeu: “Está bem.” Assim, eles organizam a reunião em Menzingen. E o Padre Wegner me disse que o homem foi lá e apresentou cento e cinquenta questões a Dom Fellay, e que Dom Fellay respondeu a todas essas questões e que isso demorou seis horas! Seis horas! E, ao final, o homem disse: “Certo, vou fechar contrato com a Fraternidade e fazer seu branding”.

Bom, eu não sei exatamente quanto tempo isso levou... alguns meses... E não sei quanto custou, mas... conversei com algumas pessoas, e elas acham que foi um monte de dinheiro. Eu, particularmente, gostaria que eles o tivessem dado para nós, pois assim poderíamos ter uma boa igreja já! Depois, ele [o empresário] deu o resultado ao Padre Wegner e a Dom Fellay, o resultado de toda a pesquisa em relação do branding, e lhes ele disse: “Dom Fellay, o resultado da minha pesquisa é que, nos últimos 15 anos, você fez tudo errado! Você nunca terá mais fiéis e mais pessoas para vir às suas igrejas[8] se continuar nesse rumo, uma vez que, agora, a Igreja do Vaticano II é como um velho moribundo, e é como se estivesse morrendo estirado na rua. Da forma como eles perdem seus seminários, seus mosteiros, e vendem suas igrejas, é uma Igreja morrendo! E você está realmente agindo mal quando continua a lutar contra esta Igreja! Isso faz você parecer cruel... ou exagerado, ou como se estivesse chutando um moribundo! Portanto, seu novo branding deve mudá-lo completamente! Você tem que parar de discutir; você tem que parar de lutar; você deve, ao invés disso, ter uma atitude positiva[9] e mostrar a beleza da liturgia tradicional, a beleza da teologia tradicional, e dessa forma as pessoas não irão vê-lo como cruel, ou amargo, ou coisas desse tipo”.

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Por isso que, desde o branding da Fraternidade, DICI mudou, os sites da FSSPX mudaram, o Angelus mudou. E, na verdade, curiosamente, se você procurar a primeira edição do “novo Angelus”, o que o Padre Wegner diz? Procure, se você tem a revista e leia. Ele diz: “Nós não vamos mais enfatizar a batalha e a luta, mas vamos enfatizar a beleza do canto gregoriano, a beleza da arte...”, e assim por diante. Vá e leia. É exatamente o tal branding da Fraternidade, e realmente eu tive que colocar meu queixo de volta no lugar, pois eu disse a mim mesmo: “Eu pensei que se houvesse uma pessoa no mundo que estava autorizada e que conhecesse melhor acerca do branding, da definição da Fraternidade, essa pessoa seria seu Fundador, o Arcebispo Marcel Lefebvre! Não um leigo que sequer é católico, sequer é um tradicionalista! Como se pode pedir a um pagão que defina quem somos e o que devemos fazer? É uma loucura total!”.

Eles nos acusam de não considerar o sobrenatural, e o que é isso? Pagar centenas de milhares de dólares para que uma empresa, uma empresa pagã, nos diga: “Bem! Esqueça a Coca-Cola! E dedique-se à FSSPX, fortaleça-nos!”. Ao invés de ouvir o Fundador, ao invés de ler o Fundador, que disse quem nós éramos! Como se o que o Fundador disse não fosse bom o suficiente! E agora temos que ter pagãos nos dizendo o que fazer!

Portanto, nós nos recusamos a fazer isso, e é por isso que começamos aqui nossa capela “São José Defensor da Igreja”. E hoje, nesta manhã, vocês leram e assinaram esta declaração de missão[10] que fala para todo mundo por que fazemos o que fazemos. E não é por causa de emoções, raiva ou ressentimento ou amargura[11], mas porque temos lido esses documentos e entendemos que a Fraternidade foi modificada e fez um giro de 180 graus, e nós não estamos fazendo nada mais do que deveríamos ter feito. E, portanto, esta é a única maneira que podemos continuar. Nós não estamos fazendo nada de novo aqui! Vocês sabem que eu não vos tenho pregado, eu não vos tenho mostrado nenhum artigo novo! Nós continuamos fazendo exatamente aquilo pelo qual vocês vieram para Langley, e Langley não está fazendo mais isso, e nenhuma outra paróquia está fazendo isso mais na FSSPX. Porque eles[12] têm que seguir o [que decidiram no] Capítulo Geral de 2012, onde agora eles aceitam o princípio de assinar um acordo com Roma. Não importa se este ainda não está assinado, pois foi aceito o princípio: “Mas sim! Podemos fazer um acordo com Roma sem a conversão de Roma!”. E nós recusamos isso, porque é uma revolução. Nós apenas continuamos aqui, neste recinto, o que temos feito desde o início.

Então, meus queridos amigos, teremos que continuar a rezar uns pelos outros para sermos fortes, e a rezar por todos os nossos outros amigos que permanecem no Priorado de Cristo Rei. Estou em contato com outras pessoas que não estão aqui esta manhã, e lhes passei estes artigos e documentos, e eles estão estudando. Eu não vou nomeá-los. Eles têm de ter tempo para estudar e se convencerem[13]. Mas vocês sabem, vocês não estão sozinhos aqui. Há outras pessoas que querem continuar a real luta da FSSPX. Rezemos uns pelos outros e por eles.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Traduzido por Giulia d’Amore di Ugento.

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[1] DICI, órgão de comunicação da casa generalícia (leia-se Menzingen) da FSSPX que se propõe lançar luz sobre as notícias na Igreja. Cf. http://www.dici.org.
[2] “The Angelus” é uma revista mensal da “Angelus Press”, o ramo editorial do Distrito Norte-Americano da FSSPX. Cf. http://www.angelusonline.org e http://angeluspress.org.
[3] Trata-se da “Society of Saint Pius X”, que congrega os sites do Distrito Norte-Americano (http://sspx.org), do Distrito do Canada (http://sspx.ca) e do Seminário São Tomás de Aquino (http://stas.org).
[4] Trata-se da “Society of Saint Pius X – District of Asia”, que publica notícias e assuntos de interesse de diversos países asiáticos, em inglês. Cf. http://www.sspxasia.com.
[5] Tomamos a liberdade de citar os sites do Distrito Sul-americano (http://www.fsspx-sudamerica.org) e do Brasil (http://www.fsspx.com.br/exe2), com as amenidades que os têm distinguido de uns tempos para cá. A título de curiosidade, não pude não notar que, à moda dos comunistas, retiraram meu nome de um artigo que traduzi (http://www.fsspx.com.br/exe2/o-elogio-involuntario-a-dom-marcel-lefebvre-por-um-padre-modernista). Assim caminha a Humanidade...
[6] Em inglês, branded significa também “marcado como gado”. Mas também se refere a branding (do Inglês “Brand management”), que é uma metonímia para indicar o conjunto de práticas e técnicas que visam à construção e ao fortalecimento de uma marca, e abrange desde a criação de uma nova marca, a sua administração e o reposicionamento de marcas existentes que passam por dificuldades (seria o caso da Neo-FSSPX?). A marca, por sua vez, é “o conjunto de características tangíveis e não tangíveis materializados em logo, grafismos, mascote, música, entre outras manifestações”. E a logomarca, segundo o iDicionário Aulete, é “o nome e o símbolo gráfico que constituem, juntos, a representação visual de uma marca (de produto, empresa etc.)”. Exemplos de empresas mais frequentemente citadas como brand management são Coca-Cola, Apple, IBM, Google, Microsoft, GE, McDonald's, Intel, Samsung, Toyota... Então, poderia se dizer que a Fraternidade foi marcada ou logomarcada, ou que se tornou uma marca ou uma logomarca. Cf. http://migre.me/eZjR3 e http://migre.me/eZk22.
[7] “Flamengo” é o nome dado à variação da língua neerlandesa falada na Bélgica: uniformemente em todo o Flandres (norte da Bélgica) e, junto com o francês, em condição de igualdade, em Bruxelas, como línguas oficiais. O neerlandês é uma língua indo-europeia do ramo ocidental da família germânica, falada por cerca de 25 milhões de pessoas nos Países Baixos (ou Holanda), no norte da Bélgica, no extremo litoral nordeste da França, no Suriname, nas Antilhas Neerlandesas, em Aruba e por certos grupos na Indonésia. É também chamada de língua holandesa, embora tecnicamente o holandês seja um dialeto do neerlandês, falado na região chamada Holanda que hoje é constituída por duas províncias dos Países Baixos.
[8] Conceito particularmente bizarro esse de que os fiéis podem ser conquistados na base da melhor propaganda! Faz lembrar aqueles camelôs da 25 de Março a gritar: “na minha mão é mais barato!”. Parecia-me que, pelos valores tradicionais, devíamos fugir da superexposição e preferir o “trabalho de formiguinha”... Que era a qualidade que importava, e não a quantidade. Que a “experiência da Tradição”, por si só, seria eficaz o bastante. Pelo menos, Dom Lefebvre acreditava nisso. E eu também.
[9] “Afirmativa”, segundo a linguagem modernista, que dom Fellay faz questão de usar mais frequentemente. O iDicionário Aulete diz que afirmativo é o que “envolve e promove atitude e medidas positivas, empreendedoras em relação a uma questão, um problema etc., e não meramente de negação ou contestação”, como as políticas/ações afirmativas em favor da agenda gay, por exemplo. Eis a chave da questão: parem de apontar os erros dos inimigos e passem a ressaltar as vossas qualidades, para parecerem bonzinhos e angariar a simpatia do público-alvo.
[10] Uma declaração de princípios.
[11] Esta é a justificativa infantil que a “cúpula” encontrou para desqualificar a Resistência!
[12] Refere-se aos acordistas alinhados com dom Fellay e seus assistentes.
[13] Ou seja, fazer uso da razão. Porque obedientismo nos transforma em “vaquinhas de presépio”. O que não deixa de ser uma ofensa ao Altíssimo que nos dotou de razão por algum motivo...

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