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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Santa Eulália de Barcelona

Santa Eulalia, rogai por nós!

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12 DE FEVEREIRO

SANTA EULÁLIA, VIRGEM E MÁRTIR



Santa Eulália de Barcelona foi presa durante as perseguições do imperador Diocleciano quando tinha em torno de 14 ou 16 anos e foi ao tribunal e confessou sua Fé. Foi torturada para renegar a sua Fé e oferecer sacrifícios aos deuses romanos, e como se recusasse foi condenada o Martírio tendo sido queimada viva em 304 em Mérida.

Alguns estudiosos acham que Santa Eulália de Barcelona e Santa Eulália de Mérida teriam sido a mesma pessoa, mas cada cidade reclama como tendo sido de lá a sua santa e as histórias variam. Assim apesar de serem muito similares a Igreja julgou por bem considerá-las duas santas, com festas distintas. Santa Eulália de Barcelona tem sua festa celebrada no dia 12 de fevereiro e Santa Eulália de Mérida tem sua festa celebrada no dia 10 de dezembro. 


Eulália de Mérida (finais do século III - inícios do século IV) é uma santa cristã, virgem e mártir, festejada a 10 de dezembro. É com frequência confundida com Santa Eulália de Barcelona, cuja hagiografia é semelhante. Foi martirizada aos doze anos por Daciano, que seguia as ordens dos imperadores Diocleciano e Maximiano. Sepultada em Mérida, capital da Lusitânia, parece que algumas das suas relíquias terão ido para Barcelona, donde a confusão com a santa homônima. É cantada na célebre Sequência de Santa Eulália (ou Cantilena de Santa Eulália), o primeiro texto poético em língua francesa, de fins do século IX.

Santa Eulália de Barcelona nasceu em 290 na Espanha e foi morta em 304 em Mérida, daí a provável confusão.

São Prudentius escreveu um hino em sua honra e Santo Agostinho exaltava o seu martírio. É padroeira dos marinheiros e das vítimas de torturas. É representada na arte litúrgica da Igreja com uma cruz e presa no poste da fogueira. No Brasil, sua festa é celebrada apenas como Santa Eulália no dia 12 de fevereiro.



A NARRATIVA SOBRE SANTA EULÁLIA DE BARCELONA:

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Eulália nasceu nas proximidades da cidade de Barcelona, no ano 290. Pertencia a uma família da nobreza espanhola, e seus pais viviam numa vasta propriedade na periferia daquela movimentada corte. Cobriam a menina Eulália com todo amor, carinho e mimos, quase sufocando a pequena que já na tenra idade resplandecia em caráter. Humilde, sábia, prudente e muito inteligente era a caridade em pessoa. Dedicava um extremo amor a Jesus Cristo, para o qual despendia muitas horas do dia em virtuosas orações. Costumava ficar no seu modesto quarto, reunida com suas amiguinhas, entoando cânticos e hinos de louvor ao Senhor, depois saiam para distribuir seus melhores pertences às crianças pobres das imediações, que sempre batiam à sua porta.

Entrou para a adolescência, aos treze anos, no mesmo período em que chegava à Barcelona a notícia da volta à terrível perseguição contra os cristãos, decretada para todos os domínios do Império. Quando os sanguinários dos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, souberam da rápida e veloz propagação da Fé Cristã nas longínquas terras espanholas, onde até então era rara esta Fé, decidiram e mandaram o mais cruel e feroz de seus juízes, chamado Daciano, para acabar com aquela “superstição”.

Temendo pela vida de Eulália, seus pais decidiram levá-la para outra propriedade mais afastada, onde poderia ficar longe dos soldados que andavam pelas ruas caçando os cristãos denunciados. Eulália considerou covardia fugir do poder que exterminava os irmãos cristãos. Assim, altas horas da noite e sem que sua família soubesse, fugiu e se apresentou espontaneamente ao temido juiz, como cristã. Consta inclusive que teria dito: “Querem cristãos? Eis uma”.


Como queria, na impetuosidade da adolescência, foi levada a julgamento. Ordenaram novamente que ela adorasse um deus pagão, dando-lhe sal e incenso, para que depositasse ao pé do altar. Eulália, ao invés, derrubou a estátua do deus pagão, espalhando para longe os grãos de incenso e sal.

A sua recusa a oferecer os sacrifícios deixou furioso Daciano, que mandou chicoteá-la até que seu corpo todo ficasse em chagas e sangrando. Depois foi queimada viva com as tochas dos carrascos. Era 12 de fevereiro de 304.

Seu corpo foi sepultado na igreja de Santa Maria das Arenas, mais tarde destruída durante um incêndio. Mas suas relíquias se mantiveram intactas e foram ocultadas durante a dominação dos árabes muçulmanos, quando o culto cristão era proibido.

O culto à Santa Eulália foi mantido principalmente em Barcelona onde é muito antigo. De lá, acabou se estendendo por toda Espanha atravessando as fronteiras, para além da França, Itália, África enfim atingiu todo o mundo cristão, oriental e ocidental.

Santa Eulália é co-padroeira da cidade de Barcelona, ao lado da Virgem das Mercês.






Deus, nosso Pai, Santa Eulália confessou com a própria vida
que há um só Senhor e Deus.
Hoje, vos pedimos humildemente:
libertai-nos dos deuses que construímos,
segundo a nossa imagem e semelhança.
Somente vós sois digno de todo louvor, de toda honra no céu e na terra.
Somente vós o Senhor da história, Aquele que é, que era e que vem.
Não nos deixes, Senhor,
prostituir aos ídolos do dinheiro, do poder,
do ter sempre mais,
mesmo à custa dos valores mais caros
e mais nobres da pessoa humana.
Que, a exemplo de Santa Eulália,
confessemos com a nossa vida de cada dia
que não temos outro Deus senão a vós,
e que em vós depositamos toda a nossa confiança.

“Ó Deus e Senhor nosso,
pela intercessão de Santa Eulália,
dai-nos perseverança e fortaleza
para superar as dificuldades da vida
e para louvar-vos em todas as circunstâncias de nossa existência.
Amém.”


* * * 

SANTA EULÁLIA DO ARTISTA FRANCISCO ZUBARAN.


Com ferros em brasa os algozes queimaram o corpo da donzela. Esta, cheia de alegria e gratidão para com Deus, exclamou em alta voz:

“Agora, meu Jesus, vejo em meu corpo os traços da Vossa Sagrada Paixão”. Tendo aplicado ainda outros tormentos, os algozes recorreram finalmente ao fogo e no meio das chamas Eulália entregou o espírito a Deus.








Visto em: http://santossanctorum.blogspot.com.br/2012/02/santa-eulalia-virgem-e-martir-protetora.html
Poema de Santa Eulalia.
Catedral de Barcelona: do martírio de Santa Eulália, passando pela glória de Lepanto, até os dias de hoje
Imagens: web

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