![]() |
| Santa Eulalia, rogai por nós! |
* * *
12 DE FEVEREIRO
SANTA EULÁLIA, VIRGEM E MÁRTIR
Santa Eulália de Barcelona foi presa durante as perseguições do imperador Diocleciano quando tinha em torno de 14 ou 16 anos e foi ao tribunal e confessou sua Fé. Foi torturada para renegar a sua Fé e oferecer sacrifícios aos deuses romanos, e como se recusasse foi condenada o Martírio tendo sido queimada viva em 304 em Mérida.
Alguns estudiosos acham que Santa Eulália de Barcelona e Santa Eulália de Mérida teriam sido a mesma pessoa, mas cada cidade reclama como tendo sido de lá a sua santa e as histórias variam. Assim apesar de serem muito similares a Igreja julgou por bem considerá-las duas santas, com festas distintas. Santa Eulália de Barcelona tem sua festa celebrada no dia 12 de fevereiro e Santa Eulália de Mérida tem sua festa celebrada no dia 10 de dezembro.
Eulália de Mérida (finais do século III - inícios do século IV) é uma santa cristã, virgem e mártir, festejada a 10 de dezembro. É com frequência confundida com Santa Eulália de Barcelona, cuja hagiografia é semelhante. Foi martirizada aos doze anos por Daciano, que seguia as ordens dos imperadores Diocleciano e Maximiano. Sepultada em Mérida, capital da Lusitânia, parece que algumas das suas relíquias terão ido para Barcelona, donde a confusão com a santa homônima. É cantada na célebre Sequência de Santa Eulália (ou Cantilena de Santa Eulália), o primeiro texto poético em língua francesa, de fins do século IX.
Santa Eulália de Barcelona nasceu em 290 na Espanha e foi morta em 304 em Mérida, daí a provável confusão.
São Prudentius escreveu um hino em sua honra e Santo Agostinho exaltava o seu martírio. É padroeira dos marinheiros e das vítimas de torturas. É representada na arte litúrgica da Igreja com uma cruz e presa no poste da fogueira. No Brasil, sua festa é celebrada apenas como Santa Eulália no dia 12 de fevereiro.
A NARRATIVA SOBRE SANTA EULÁLIA DE BARCELONA:
.Eulália nasceu nas proximidades da cidade de Barcelona, no ano 290. Pertencia a uma família da nobreza espanhola, e seus pais viviam numa vasta propriedade na periferia daquela movimentada corte. Cobriam a menina Eulália com todo amor, carinho e mimos, quase sufocando a pequena que já na tenra idade resplandecia em caráter. Humilde, sábia, prudente e muito inteligente era a caridade em pessoa. Dedicava um extremo amor a Jesus Cristo, para o qual despendia muitas horas do dia em virtuosas orações. Costumava ficar no seu modesto quarto, reunida com suas amiguinhas, entoando cânticos e hinos de louvor ao Senhor, depois saiam para distribuir seus melhores pertences às crianças pobres das imediações, que sempre batiam à sua porta.
Entrou para a adolescência, aos treze anos, no mesmo período em que chegava à Barcelona a notícia da volta à terrível perseguição contra os cristãos, decretada para todos os domínios do Império. Quando os sanguinários dos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, souberam da rápida e veloz propagação da Fé Cristã nas longínquas terras espanholas, onde até então era rara esta Fé, decidiram e mandaram o mais cruel e feroz de seus juízes, chamado Daciano, para acabar com aquela “superstição”.
Temendo pela vida de Eulália, seus pais decidiram levá-la para outra propriedade mais afastada, onde poderia ficar longe dos soldados que andavam pelas ruas caçando os cristãos denunciados. Eulália considerou covardia fugir do poder que exterminava os irmãos cristãos. Assim, altas horas da noite e sem que sua família soubesse, fugiu e se apresentou espontaneamente ao temido juiz, como cristã. Consta inclusive que teria dito: “Querem cristãos? Eis uma”.

+.jpg)
+.png)