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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CARNAVAL - imagens e reflexões.

As imagens são sempre instrutivas, porque às vezes temos dificuldade em compreender plenamente as coisas. 

Hoje encontrei esta imagem do Carnaval em Roma, no ano de 1858 e me lembrei de ter lido algo do Santo Cura d'Ars sobre o Carnaval e as danças. Bom, sabemos que São João Vianney nasceu em Dardilly, Ródano, na França, aos 8 de maio de 1786 e repousou em Deus na cidade de Ars-sur-Formans, aos 4 de agosto de 1859, portanto, essa reprodução é contemporânea ao santo francês. 


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Podemos observar que as roupas da época eram modestíssimas, sobretudo se comparadas às da atualidade, mesmo no dia a dia, que dirá então as que se usam (ou não usam) no Carnaval, na "balada", nas formaturas e em quase todos os eventos mundanos, como nos casamentos nas igrejas católicas!

Não vou postar aqui fotos com exemplos atuais de imodéstia e indecência, porque é totalmente desnecessário. E aqui fica uma dica caridosa e gratuita aos blogueiros católicos que querem publicar textos sobre o mal que é o Carnaval para as almas e acabam por ilustrá-los com imagens que deveriam passar longe dos olhos cristãos. 

Sê puro, nos exortam os Santos, inclusive no olhar!!! 


A moda em si não é um mal, e há por trás dela toda uma estrutura que envolve a economia tanto dos grandes centros que a industrializam quanto dos pequenos vilarejos que produzem determinado tipo de fibra ou corante. 

É de se convir que, as coisas mudam; se não moramos mais nas cavernas e não precisamos mais nos cobrir com peles, é aceitável que também as vestimentas mudem e "se atualizem", por assim dizer. Afinal, se fôssemos levar tudo a ferro e fogo - como pretendem os jansenistas de plantão, querendo padronizar as pessoas em seus pensamentos, palavras e ações - deveríamos todos nos vestir como Jesus e Maria... Daí, então, que até o Santo Cura d'Ars estaria errado!!! 

Vê-se, pois, que o bom senso é a palavra chave em tudo. Até na moda. Uma boa católica não precisa se vestir como se estivesse ainda em 1940!!! Ou antes... Não é proibido, mas fica parecendo que sua compreensão de modéstia é eminentemente exterior. Se assemelharia àqueles padres que, nem cá nem lá, rezam a Missa em latim porque "a acham bonita" ou "a preferem"... Uma mera teatralidade. 

A modéstia começa no interior. E não brota do nada, ou por imposição (obediência) cega, mas da oração e da leitura piedosa dos bons livros dos Santos sobre a modéstia. Do convencimento, enfim, interior de que assim agrada mais a Deus. 

A precipitação em tornar-se modesta da noite para o dia pode fazer com que se cometam algum equívocos - e acabamos nos parecendo mais protestantes que as protestantes - ou que fique apenas algo superficial, o que não deixa de ser frívolo! E daí vemos um arrastar de saias para cá e para lá sem grandes qualidades e virtudes interiores, com as previsíveis consequências, com os previsíveis danos para a alma. E o primeiro e facilmente perceptível efeito é uma imensa falta de caridade para com as moças e senhoras que vêm às Missas pela primeira vez e acabam sendo alvo de olhares cheios de desprezo e chegando até mesmo a serem escorraçadas da igreja!!! Não seria mais cristão se alguém, educada e docemente, as avisasse, ou - melhor ainda - lhes fornecesse um pano para se cobrirem?! 

Enfim, o assunto é o CARNAVAL e as demais festas mundanas, às quais os católicos não vão, mas acabam por ser envolvidos porque, nesses dias vergonhosos para a Humanidade, são obrigados a ver o que não desejariam só por saírem à rua para algum compromisso ou obrigação. Sem falar na Internet. Ou a televisão, para quem ainda assiste.

Falta pouco para mais um Carnaval (março), mais uma festa de adoração ao Demônio, com o sacrifício de milhares, quiçá milhões de almas, que perdem a pureza e a castidade, que se embebedam e/ou se drogam, que dançam freneticamente, que se despem das roupas e das virtudes. E as consequências imediatas? Acidentes de trânsito, nos quais as pessoas acabam morrendo sem ter tempo de se reconciliarem com Deus. Mas sobretudo sexo (consentido ou não), gravidez "indesejada" e consequentes aborto... 

E o que mais causa escândalo, como se isso tudo não bastasse, é que entre os foliões há (pseudo)católicos. Católicos com todo tipo de adjetivo: modernistas, progressistas, carismáticos, só de domingo, não praticantes... que seja! Mas ostentam o nome de CATÓLICOS e seus atos atingem a Igreja em cheio!!! 

Na quarta-feira de Cinzas (5 de março), estarão lá a receber as cinzas e o perdão por "crimes premeditados", porque pecar pensando em se confessar depois... é um pecado premeditado!!! 

Eu me pergunto o que diria São João Vianney se presenciasse as mundanidades de nossos tempos!!! Lutou bravamente por 25 anos para acabar com as danças em sua pequena Ars... Obteve êxito e, hoje, está tudo pior, muito pior! 

Que tempos insanos nos vivemos! Até quando, meu Senhor? Até quando?


Ars era o lugar predileto dos jovens dançarinos das vizinhanças. Tudo era pretexto para um baile. Para acabar com eles, o Santo Cura d’Ars levou 25 anos de combate renhido.

Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões. Por isso, abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião de pecado. Atacava assim ao mesmo tempo a dança e a paixão impura por ela alimentada: “Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile não transgrida. [...] Meu Deus, poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno? O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda, e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam”.

O Santo era inexorável não só com quem dançasse, mas também com os que fossem somente “assistir” ao baile, pois a sensualidade também entra pelos olhos. Negava-lhes também a absolvição, a menos que prometessem nunca mais fazê-lo. Ao reformar a igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: Sua cabeça foi o preço de uma dança!... É de ressaltar-se que os bailes da época, em comparação com os de hoje, sobretudo do pula-pula frenético e imoral do carnaval e as novas danças modernas, eram como que inocentes. Mas era o começo que desfechou nos bailes atuais.

A vitória do Pe. Vianney neste campo foi total. Os bailes desapareceram de Ars. E não só os bailes, mas até alguns divertimentos inofensivos que ele julgava indignos de bons católicos.

Junto a eles combateu também as modas que julgava indecentes na época (e que, perto do quase nudismo atual, poderiam ser consideradas recatadas!). Às moças, dizia, “com seus atrativos rebuscados e indecentes, logo darão a entender que são um instrumento de que se serve o inferno para perder as almas. Só no tribunal de Deus saber-se-á o número de pecados de que foram causa”. Na igreja, jamais tolerou decotes ou braços nus.

FONTE: http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=AD59E81E-D9EC-1A31-248EEA840880192A&mes=Agosto2005 - grifos nossos.


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